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metodologia para trabalhps academicos
Tipologia: Resumos
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A palavra metodologia tem origem grega: meta significa ‘em direção a’; odos, ‘caminho’; logos, ‘discurso’. A Metodologia Científica é, etimologicamente, um discurso sobre o caminho que alguém deve percorrer se pretende fazer ciência. Em outros termos, a Metodologia Científica é uma disciplina que capacita alguém a avaliar métodos, identificando limitações e implicações que dizem respeito às suas utilizações. O método é uma série de preceitos abstratos que regulam a ação; a metodologia é um conjunto de procedimentos utilizados, uma técnica e sua teoria geral. A metodologia avalia a aplicação do método por meio de procedimentos e técnicas que garantem a legitimidade do conhecimento obtido. Assim, a metodologia se relaciona com a epistemologia, um estudo que tem por objeto a própria ciência, os discursos e as técnicas específicas de cada ciência em particular. Ela tem interesse pela descrição e análise dos métodos, esclarece seus objetivos, utilidade e consequências. Ela compreende todo o processo de pesquisa científica. A Metodologia Científica relaciona, de forma inseparável, referenciais epistemológicos, métodos e procedimentos técnicos. Quando se decide por um ou mais métodos de pesquisa, o pesquisador deve compreender que sua concepção tem uma dimensão fundamentalmente histórica e que depende da especificidade do objeto investigado. Não há uma visão linear, estática e homogênea da investigação científica – ou seja, não há um método científico geral onde todas as ciências venham encontrar o seu lugar comum. Daí a importância e a extensão da Metodologia Científica. A importância da Metodologia Científica como disciplina consiste em que ela desenvolve a capacidade do aluno de observar, selecionar e organizar cientificamente os fatos. Nesse sentido, seu conteúdo programático deve se pautar na compreensão da ciência enquanto um trabalho de construção do conhecimento. Assim, segundo Barros e Lehfeld (2007, p. 8), os objetivos específicos da Metodologia Científica são: a) Análise das características essenciais que permitem distinguir ciência de outras formas de conhecer, enfatizando o método científico e não o resultado; b) análise das condições em que o conhecimento é cientificamente construído, abordando os significados de postulados e atitudes da ciência hoje;
c) criação de oportunidades especiais para o aluno comportar-se cientificamente, levantando e formulando problemas, coletando dados para responder aos questionamentos, analisando, interpretando e comunicando resultados; d) capacitação do aluno para que ele leia criticamente a realidade e produza conhecimentos; e) criação de vetor de informações e referenciais para a montagem formal e substantiva de trabalhos científicos: resenhas, monografias, artigos científicos, etc. f) fornecimento de processos facilitadores à adaptação do aluno, integrando-o à universidade, minimizando suas dificuldades e apreensões quanto às formas de estudar e, consequentemente, de encontrar meios de extrair o maior proveito do estudo. A Metodologia Científica tem como finalidade a formação do espírito científico. Isto quer dizer, a leitura crítica do cotidiano, o uso sistemático de técnicas de pesquisa, a documentação e, fundamentalmente, a tentativa constante de relação entre a teoria metodológica e a prática da pesquisa. A disciplina orienta o aluno no processo de investigação para que ele possa tomar decisões, ser agente de seu aprendizado no processo de investigação científica. Isso porque ela tem como pressuposto que no aprendizado pela pesquisa o aluno aprende a aprender, sendo essa a habilidade essencial para fazer da atitude investigativa uma prática não só acadêmica como também cotidiana.
Segundo D’Onofrio (2000, p. 72, grifo do autor): o prefixo grego mono (de onde derivam palavras como monge, mosteiro, monossílabo, monolítico etc), corresponde ao latino solus (solteiro, solitário, solicitude), significa” um só” e graphein = “escrever”. Como se pode verificar, etimologicamente, monografia define um trabalho intelectual concentrado em um único assunto. A monografia, exigida para a obtenção do título de especialista em alguns cursos de pós-graduação lato sensu , é semelhante ao Trabalho de Final de Curso, apresentado em cursos de graduação. Por isso, para Medeiros (2003), não há razão para falar em três níveis: monografia, dissertação e tese. Ambos são trabalhos monográficos, dissertativos, mas com características distintas. No entanto, tal distinção é usada para diferenciar o grau do acadêmico-graduado (monografia); mestre (dissertação); doutor (tese). Apesar da diferenciação, segundo o autor mencionado, o texto não deixa de ser monografia, respeitadas, é claro, suas peculiaridades.
d) Dissertação : A dissertação, que paulatinamente está se destinando aos trabalhos de cursos de pós-graduação stricto sensu (mestrado), busca, sobretudo, a reflexão acerca de um determinado tema ou problema, o que ocorre pela exposição das ideias de maneira ordenada e fundamentada. Dessa forma, como resultado de um trabalho de pesquisa, a dissertação deve ser um estudo mais completo possível em relação ao tema escolhido. De acordo com a NBR 14724 (2011, p. 2), dissertação é: Documento que representa o resultado de um trabalho experimental ou exposição de um estudo científico retrospectivo, de tema único e bem delimitado em sua extensão, com o objetivo de reunir, analisar e interpretar informações. Deve evidenciar o conhecimento de literatura existente sobre o assunto e a capacidade de sistematização do candidato. É feito sob a coordenação de um orientador (doutor) visando à obtenção do título de mestre. Para obter o grau de mestre, segundo Medeiros (2003, p. 249):
[...] além da revisão de literatura, é preciso dominar o conhecimento do método de pesquisa e informar a metodologia utilizada na pesquisa. [...] embora não haja preocupação em apresentar novidades quanto às descobertas, o pesquisador expõe novas formas de ver uma realidade já conhecida.
e) Tese : A tese, a exemplo da dissertação dirigida para o mestrado, cumpre o papel do trabalho de conclusão de pós-graduação stricto sensu (doutorado). Caracteriza-se como um avanço significativo na área do conhecimento em estudo. De acordo com a NBR 14724 (2011, p. 4), tese é: Documento que representa o resultado de um trabalho experimental ou exposição de um estudo científico de tema único e bem delimitado. Deve ser elaborado com base em investigação original, constituindo-se em real contribuição para a especialidade em questão. É feito sob a coordenação de um orientador (doutor) e visa à obtenção do título de doutor, ou similar. A tese tem como finalidade abordar algo novo num determinado campo do conhecimento, de forma a promover uma descoberta ou, mesmo, dar uma real contribuição para a ciência. Para Fachin (2001, p. 187), “tese é entendida como um trabalho científico habitualmente exigido nos cursos de pós-graduação e que deve ser defendido oralmente em público”. Continua ainda Fachin (2001, p.188, grifo nosso), “a tese deve ser elaborada baseada em pesquisas e deve apresentar um estudo original que traga um a contribuição para a sociedade científica”. Enfim, para obtenção de grau de doutor com a defesa de tese, é necessário que o candidato no seu trabalho tenha originalidade, rigor na argumentação e apresentação de provas das suas afirmações, profundidade das ideias e apresentar avanços na área em estudo. Segundo D’Onofrio (2000, p.66, grifo do autor): o termo doctor , segundo o étimo latino, significa “aquele que sabe”, designado a pessoa que tem um conhecimento profundo sobre um assunto e deu prova deste seu saber excepcional mediante a realização de um trabalho sério, original e inédito, conseguindo aprovação de especialista num concurso público. f) Artigo Científico : O objetivo principal do artigo científico é levar ao conhecimento do público interessado alguma ideia nova ou alguma abordagem diferente sobre determinado tema já estudado, sobre a existência de aspectos ainda não explorados em alguma pesquisa ou a necessidade de esclarecer uma questão ainda não resolvida. Além disso, o artigo pode ser definido como “publicação com autoria declarada, que apresenta e discute ideias, métodos, técnicas, processos e resultados nas diversas áreas do conhecimento” (ABNT, NBR 6022, 2003, p. 2).
A pesquisa tem por objetivo a produção de novos conhecimentos através da utilização de procedimentos científicos. Contribui para o trato dos problemas e processos do dia a dia nas mais diversas atividades humanas, no ambiente de trabalho, nas ações comunitárias, no processo de formação e outros (SILVA, 2008). Diversos autores já publicaram suas percepções e conceitos sobre pesquisa e muitos salientam que é um processo de perguntas e investigação; é sistemática e metódica; e que aumenta o conhecimento humano (COLLIS; HUSSEY, 2005). Assim, você deve compreender que a ciência, desenvolvida por meio da pesquisa, é um conjunto de procedimentos sistemáticos, baseados no raciocínio lógico, com o objetivo de encontrar soluções para os problemas propostos mediante o emprego de métodos científicos e definição de tipos de pesquisa (CERVO; BERVIAN, 2002; ALVES, 1999). O conhecimento torna-se uma premissa para o desenvolvimento do ser humano e a pesquisa como a consolidação da ciência. “A pesquisa, tanto para efeito científico como profissional, envolve a abertura de horizontes e a apresentação de diretrizes fundamentais, que podem contribuir para o desenvolvimento do conhecimento. ” (OLIVEIRA, 2002, p. 62). Portanto, você pode aproveitar a oportunidade de desenvolver estudos científicos para construir e gerar novos conhecimentos, mas, principalmente, para contribuir com a evolução de informações na sua área de atuação profissional. Pesquisa metodológica Quando são criados métodos e instrumentos para captar informações e se chegar a determinado fim. Esse tipo é mais ligado a caminhos, formas, maneiras e procedimentos para se chegar a alguma solução.
Pesquisa exploratória É utilizada quando ainda não se tem muitas informações sobre o campo que se pretende abordar. Por isso, naturalmente, ela não é baseada em hipóteses, já que as informações necessárias para isso ainda serão descobertas. Pesquisa descritiva
O único objetivo desse tipo é descrever características de alguma população ou fenômeno. Ela é a base para análises posteriores, mas não tem a responsabilidade de fazer nenhuma correlação entre os dados encontrados. Pesquisa explicativa Já nesse tipo de pesquisa o objetivo principal é deixar claro todas as informações a respeito do que foi descoberto ou quais os fatores que contribuem para que tal fenômeno aconteça e não apenas descrever os dados. Pesquisa intervencionista Quando o objetivo não é apenas apresentá-la e/ou descrevê-la, mas interferir de algum modo, propondo e implementando soluções para os problemas encontrados, ela é definida como intervencionista. É preciso saber também que, para que seja realizada qualquer tipo de pesquisa são necessários meios de investigação. E olha só, há também uma classificação desses meios, vamos conhecer? Pesquisa de campo Quando o trabalho exige que o local onde aconteceu ou acontece o fenômeno seja investigado. Podem ser feitas também entrevistas, aplicação de questionários, testes e, claro, observação de todo o ambiente. Pesquisa de laboratório Como o próprio nome sugere, o local onde serão feitas as observações e realizadas as experiências será um laboratório. Onde, a depender do trabalho, será preciso ter um ambiente controlado e limitado para se chegar a alguma conclusão. Pesquisa documental Esse tipo requer o acesso a documentos arquivados em órgãos públicos e privados ou com pessoas. Qualquer tipo de documento que oficialize alguma informação importante, como fotografias, filmes, diários, cartas pessoais, registros anuais, entre outros, podem ser utilizados. Pesquisa bibliográfica Já neste tipo de investigação, os meios necessários são materiais publicados em jornais, livros, revistas e qualquer documento disponível e acessível ao público
Pesquisa experimental
i) Apêndices (elemento opcional) j) Anexo (elemento opcional)
Na introdução, devem ser contemplados: delimitação do assunto, objetivo(s), a justificativa e outros elementos necessários (metodologia adotada na pesquisa) para situar o tema do artigo. O último parágrafo da introdução deve mostrar para o leitor a estrutura do artigo (por exemplo: Inicialmente se abordará... Na sequência... ou Primeiramente... Num segundo momento...). Ao ler esse último parágrafo, o leitor tem a sensação de encontrar ali uma espécie de sumário e pode ir direto para a seção que lhe for mais interessante alguns verbos usados na formulação de objetivos, de acordo com Silva e Menezes (2001): - para determinar estágio cognitivo de conhecimento: definir, enunciar, conceituar, nomear, relacionar... - para definir estágio cognitivo de compreensão: identificar, descrever, distinguir, explicar, expressar, traduzir, analisar, especificar... - para definir estágio cognitivo de aplicação: aplicar, demonstrar, empregar, manipular, usar, experimentar, solucionar, operar, calcular, construir...
A escolha do tema é o primeiro passo em um trabalho científico e um dos mais difíceis. Isso porque existem muitos temas para a pesquisa e a escolha pode ser decisiva para a carreira profissional. Assim, “o tema de uma pesquisa é qualquer assunto que necessite melhores definições, melhor precisão e clareza do que já existe sobre o mesmo” (CERVO & BERVIAN, 2002, p. 81). Segundo Selltiz et al. (1965, p. 33-34), o tema geral de estudo também “[...] pode ser sugerido por alguma vantagem prática ou interesse científico ou intelectual em benefício dos conhecimentos sobre certa situação particular”. Para Lakatos & Marconi (1992), o tema deve ser especializado para que possa ser tratado em profundidade. No entanto, as autoras alertam para os perigos da excessiva especialização, que impede a síntese do trabalho, a correlação entre as ciências e pode dar uma visão unilateral do tema. Segundo Cervo & Bervian (2002, p. 82), a tendência mais comum é a escolha de temas que, por sua extensão e complexidade, impeçam estudos em profundidade. Assim, após a escolha do tema, é necessário delimitá-lo. Estes autores afirmam que “delimitar o tema é selecionar um tópico ou parte a ser focalizada”. A delimitação do tema pode ser feita pela sua decomposição em partes. Essa decomposição possibilita definir a compreensão dos termos, o que implica na
problemas nele existentes, tendo em vista a sua modificação para melhor. Para aí chegar, a pesquisa é um excelente meio. (LAVILLE; DIONNE, 1999, p. 85). “Formular o problema consiste em dizer, de maneira explícita, clara, compreensível e operacional, qual a dificuldade com a qual nos defrontamos e que pretendemos resolver, limitando o seu campo e apresentando suas características. Desta forma, o objetivo da formulação do problema é torná-lo individualizado, específico, inconfundível” (RUDIO, 1980, p. 75). Segundo Lakatos & Marconi (1992), para ser considerado apropriado, o problema deve ser analisado sobre os seguintes aspectos de valoração: viabilidade, relevância, novidade, exequibilidade e oportunidade. Cervo & Bervian (2002, p.85) Complementam colocando que “desde Einstein, acredita-se que é mais importante para o desenvolvimento da ciência saber formular problemas do que encontrar soluções”. O problema de pesquisa é uma pergunta que deve ser redigida de forma clara, precisa e objetiva, cuja solução seja viável pela pesquisa. Geralmente, a elaboração clara do problema é fruto da revisão de literatura e da reflexão pessoal (CERVO & BERVIAN, 2002). Segundo Schrader (1974 apud LAKATOS; MARCONI, 2001, p. 103), para que um problema seja cientificamente válido, devem-se considerar as seguintes questões:
[...] na acepção científica, problema é qualquer questão não resolvida e que é objeto de discussão, em qualquer domínio do conhecimento [...] pode-se dizer que um problema é testável cientificamente quando envolve variáveis que podem ser observadas ou manipuladas. As proposições que se seguem podem ser tidas como testáveis: Em que medida a escolaridade determina a preferência político-partidária? A desnutrição determina o rebaixamento intelectual? Técnicas de dinâmica de grupo facilitam a interação entre os alunos? Todos estes problemas envolvem variáveis suscetíveis de observação ou de manipulação. É perfeitamente possível, por exemplo, verificar a preferência político-partidária de determinado grupo, bem como o seu nível de escolaridade, para depois determinar em que medida essas variáveis estão relacionadas. Portanto, lembre-se: o problema de pesquisa não necessariamente é uma dificuldade, algo negativo, podendo ser uma oportunidade (positivo) e sempre em forma de questionamento.
Para Rudio (1980), hipótese é uma suposição que se faz na tentativa de explicar o que se desconhece. Esta suposição tem por característica o fato de ser provisória, devendo, portanto, ser testada para a verificação de sua validade. Tratasse de antecipar um conhecimento na expectativa de que possa ser comprovado. Hipótese é uma proposição que pode ser colocada à prova para determinar sua validade. Neste sentido, hipótese é uma suposta resposta ao problema a ser investigado. A origem das hipóteses poderia estar na observação assistemática dos fatos, nos resultados de outras pesquisas, nas teorias existentes, ou na simples intuição (GIL, 1999). O papel fundamental das hipóteses na pesquisa é sugerir explicações para os fatos. Podem ser verdadeiras ou falsas, mas, sempre que bem elaboradas, conduzem à verificação empírica - que é o propósito da pesquisa científica. Entretanto, para Gil (1999), o modelo de explicação causal não é adequado às ciências sociais, em virtude do grande número e da complexidade das variáveis que interferem na produção desses fenômenos.
desenvolver, capacitar, entre outros. Os objetivos classificam-se em objetivo geral e objetivos específicos (SILVA, 2006). O objetivo geral refere-se diretamente ao problema do trabalho. Inicia-se a frase do objetivo geral com um verbo abrangente e na forma infinitiva, envolvendo o cenário pesquisado. Já os específicos podem ser considerados uma apresentação pormenorizada e detalhada das ações para o alcance do objetivo geral. Também são iniciados com verbos que admitam poucas interpretações e sempre no infinitivo (SILVA, 2006). O verbo utilizado no objetivo geral deve ser amplo e não aparecer também em algum um objetivo específico do mesmo projeto. Pense que em um bom planejamento, assim como em uma execução e desenvolvimento, é fundamental que se tenha de maneira clara qual objetivo se deseja alcançar (SILVA, 2006).
VERBOS SUGERIDOS PARA OBJETIVOS
A justificativa compreende a apresentação de forma clara e objetiva das razões de ordem teórica e ou prática que fundamentam a pesquisa. Justificam-se a escolha do tema, a delimitação realizada e a relação que o pesquisador possui com ele. “Procura- se aqui demonstrar a legitimidade, a pertinência, o interesse e a capacidade do aluno em lidar com o referido tema” (CERVO & BERVIAN, 2002, p. 127). Para Lakatos & Marconi (1992), é a parte do trabalho que apresenta respostas à questão do porquê da realização da pesquisa. É de suma importância para conseguir financiamento para a pesquisa e para demonstrar a relevância da mesma. Deve enfatizar: