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metodologia cientifica, apostila de metodologia cientifica
Tipologia: Transcrições
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A nossa história inicia com a realização do sonho de um grupo de empre- sários, em atender à crescente demanda de alunos para cursos de Graduação e Pós-Graduação. Com isso foi criada a nossa instituição, como entidade ofere- cendo serviços educacionais em nível superior. A instituição tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a partici- pação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua. Além de promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber atra- vés do ensino, de publicação ou outras normas de comunicação. A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de forma confiável e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base profissional e ética. Dessa forma, conquistando o espaço de uma das instituições modelo no país na oferta de cursos, primando sempre pela inovação tecnológica, excelência no atendimento e valor do serviço oferecido.
A Metodologia Científica é, etimologicamente, um discurso sobre o cami- nho que alguém deve percorrer se pretende fazer ciência. Em outras palavras, a Metodologia Científica é uma disciplina que capacita alguém para avaliar méto- dos, identificar limitações e implicações que dizem respeito às suas utilizações. O método é uma série de preceitos abstratos que regulam a ação; a me- todologia é um conjunto de procedimentos utilizados, uma técnica e sua teoria geral. Dessa forma, a metodologia avalia a aplicação do método por meio de procedimentos e técnicas que garantem a legitimidade do conhecimento obtido. Assim, a metodologia se relaciona com a epistemologia, um estudo que tem por objeto a própria ciência, os discursos e as técnicas específicas de cada ciência em particular. Tem interesse pela descrição e análise dos métodos, es- clarece seus objetivos, utilidade e consequências, procura compreender todo o processo de pesquisa científica. A Metodologia Científica relaciona, de forma inseparável, referenciais epistemológicos, métodos e procedimentos técnicos. Quando se decide por um ou mais métodos de pesquisa, o pesquisador deve compreender que sua con- cepção tem uma dimensão fundamentalmente histórica e que depende da espe- cificidade do objeto investigado. Não há uma visão linear, estática e homogênea da investigação científica
Na vida acadêmica você se depara com diversos tipos de trabalhos aca- dêmicos e/ou científicos, dentre eles: Trabalhos de Graduação, Trabalho de Conclusão de Curso, Monografia, Dissertação, Tese e Artigos Científicos. Ou- trossim, cada um desses trabalhos apresenta peculiaridades, como a sistemá- tica, a investigação e a fundamentação. Contudo, mesmo que cada trabalho acadêmico e/ou científico tenha suas peculiaridades e seja elaborado com finalidades específicas, é possível, visuali- zar neles um padrão que compreende, de um modo geral, introdução, desenvol- vimento e conclusão. Por isso, a partir de agora, você terá acesso a algumas peculiaridades sobre os trabalhos acadêmicos e/ou científicos. a) Trabalhos de Graduação: No decorrer da sua graduação, é provável que tenha elaborado trabalhos para disciplinas diversas. Esses não necessariamente tinham como pretensão atingir o cunho cien- tífico dos trabalhos de excelência da área que você estudou, mas oportunizar o desenvolvimento de um raciocínio aos moldes das pretensões científicas. Ou, ainda, pode-se mencionar que os trabalhos de graduação também têm como propósito permitir uma revisão bibliográfica ou literária de um determinado as- sunto ou assimilar conteúdo específicos de uma área cientifica. b) Trabalhos de curso: O Trabalho de Curso (TC), também conhecido como Trabalho de Final ou Conclusão de Curso (TCC), é tido como uma mono- grafia sobre um assunto específico. Este trabalho possibilita a investigação sobre determinados temas ou fenômenos por meio da análise, reflexão e produção textual, bem como, muitas vezes, da defesa oral da pesquisa perante uma banca examinadora. Medeiros (2003, p. 249) ressalta que: Na monografia de gradua- ção, é suficiente a revisão bibliográfica, ou revisão de literatura. É mais um tra- balho de assimilação de conteúdos, de confecção de fichamentos e sobretudo, de reflexão. É, propriamente, uma pesquisa bibliográfica, o que não exclui capa- cidade investigativa de conclusões ou afirmações de autores consultados. c) Monografia: Apesar de haver esta classificação, aceita, inclusive, inter- nacionalmente, são comuns certos equívocos em relação à palavra monografia no que diz respeito a dissertações, teses e trabalhos de fim de curso de gradua- ção. Segundo D’Onofrio (2000, p. 72, grifo do autor): o prefixo grego mono (de
onde derivam palavras como monge, mosteiro, monossílabo, monolítico etc), corresponde ao latino solus (solteiro, solitário, solicitude), significa” um só” e graphein = “escrever”. Como se pode verificar, etimologicamente, monografia define um trabalho intelectual concentrado em um único assunto. A monografia, exigida para a obtenção do título de especialista em alguns cursos de pós-graduação lato sensu , é semelhante ao Trabalho de Final de Curso, apresentado em cursos de graduação. Por isso, para Medeiros (2003), não há razão para falar em três níveis: monografia, dissertação e tese. Ambos são trabalhos monográficos, dissertativos, mas com características distintas. No entanto, tal distinção é usada para diferenciar o grau do acadêmico-graduado (monografia); mestre (dissertação); doutor (tese). Apesar da diferenciação, se- gundo o autor mencionado, o texto não deixa de ser monografia, respeitadas, é claro, suas peculiaridades. d) Dissertação: A dissertação, que paulatinamente está se destinando aos trabalhos de cursos de pós-graduação stricto sensu (mestrado), busca, sobre- tudo, a reflexão acerca de um determinado tema ou problema, o que ocorre pela exposição das ideias de maneira ordenada e fundamentada. Dessa forma, como resultado de um trabalho de pesquisa, a dissertação deve ser um estudo mais completo possível em relação ao tema escolhido. De acordo com a NBR 14724 (2011, p. 2), dissertação é: Documento que representa o resultado de um trabalho experimental ou exposição de um estudo científico retrospectivo, de tema único e bem delimitado em sua extensão, com o objetivo de reunir, analisar e interpretar informações. Deve evidenciar o conhecimento de literatura existente sobre o assunto e a capacidade de sistematização do candi- dato. É feito sob a coordenação de um orientador (doutor) visando à obtenção do título de mestre. Para obter o grau de mestre, segundo Medeiros (2003, p. 249): [...] além da revisão de literatura, é preciso dominar o conhecimento do método de pesquisa e informar a metodologia utilizada na pesquisa. [...] embora não haja preocupação em apresentar novidades quanto às descobertas, o pesquisador expõe novas formas de ver uma realidade já conhecida.
Além disso, o artigo pode ser definido como “publicação com autoria de- clarada, que apresenta e discute ideias, métodos, técnicas, processos e resulta- dos nas diversas áreas do conhecimento” (ABNT, NBR 602 2, 2003, p. 2). A principal característica do artigo científico é que as suas afirmações de- vem estar baseadas em evidências, sejam elas oriundas de pesquisa de campo ou comprovadas por argumentos que sustentem as conclusões expostas no ar- tigo e que passaram pelo crivo da comunidade científica. Isso não significa que o autor não possa expressar seu parecer no artigo, e sim que deve demonstrar para o leitor qual o processo lógico que o levou a adotar aquele parecer e quais evidências ou argumentos tornam consistente a sua ideia e digna de crédito frente à comunidade científica. Para Santos (2007, p. 43), os artigos científicos “são geralmente utilizados como publicações em revistas especializadas, a fim de divulgar conhecimentos, de comunicar resultados ou novidades a respeito de um assunto, ou ainda de contestar, refutar ou apresentar outras soluções de uma situação convertida”. Quanto ao conteúdo do artigo científico, este pode abranger os mais vari- ados aspectos e, além disso, pode, conforme Marconi e Lakatos (2005, p. 262): a) versar sobre um estudo pessoal, uma descoberta, ou dar um enfoque contrário ao já conhecido; b) oferecer soluções a questões controvertidas; c) levar ao conhecimento do público intelectual ou especializado no as- sunto novas ideias, para sondagem de opiniões ou atualização de in- formes; d) abordar aspectos secundários, levantados em alguma pesquisa, mas que não seriam utilizados na mesma.
A pesquisa tem como finalidade a produção de novos conhecimentos atra- vés da utilização de procedimentos científicos. Assim, contribui para o trato dos problemas e processos do dia a dia nas mais diversas atividades humanas, no ambiente de trabalho, nas ações comunitárias, no processo de formação e ou- tros (SILVA, 2008). Muitos autores dedicaram suas obras à publicação de suas percepções e conceitos sobre pesquisa e salientam que trata-se de um processo de perguntas e investigação; além de ser também sistemática e metódica, com o propósito de aumentar o conhecimento humano (COLLIS; HUSSEY, 2005). Assim, a ciência desenvolvida por meio da pesquisa é um conjunto de procedimentos sistemáticos, baseados no raciocínio lógico, com o objetivo de encontrar soluções para os problemas propostos mediante o emprego de méto- dos científicos e definição de tipos de pesquisa (CERVO; BERVIAN, 2002; AL- VES, 1999). O conhecimento torna-se uma premissa para o desenvolvimento do ser humano e a pesquisa como a consolidação da ciência. “A pesquisa, tanto para efeito científico como profissional, envolve a abertura de horizontes e a apresen- tação de diretrizes fundamentais, que podem contribuir para o desenvolvimento do conhecimento. ” (OLIVEIRA, 2002, p. 62). Para o desenvolvimento de qualquer pesquisa científica, é necessária a defini- ção dos procedimentos metodológicos. Assim, o pesquisador deve citar e explicar os tipos de pesquisa que o estudo trata, podendo ser: a) Pesquisa metodológica: Quando são criados métodos e instrumentos para captar informações e se chegar a determinado fim. Esse tipo é mais ligado a caminhos, formas, maneiras e procedimentos para se chegar a alguma solu- ção. b) Pesquisa exploratória: É utilizada quando ainda não se tem muitas in- formações sobre o campo que se pretende abordar. Por isso, naturalmente, ela não é baseada em hipóteses, já que as informações necessárias para isso ainda serão descobertas.
O projeto de pesquisa deverá ser organizado de acordo com a NBR 15285/2005 que determina a estrutura abaixo:
c. conversar com seu orientador para concentrar-se nas informações mais relevantes. 4.2 Problema de pesquisa Após a escolha e a delimitação do tema, o próximo passo é a transfor- mação do tema em problema. “Problema é uma questão que envolve intrinseca- mente uma dificuldade teórica ou prática, para a qual se deve encontrar uma solução”. A primeira etapa de uma pesquisa é a formulação do problema, que deve ser na forma de perguntas (CERVO & BERVIAN, 2002, p. 84). A palavra problema não significa uma dificuldade, um obstáculo real à ação ou à compreensão, mas sim o foco, o assunto, o tema específico delimitado e formulado pelo pesquisador para ser alvo de seu estudo e de sua prática. Pode ser uma oportunidade percebida pelo aluno sobre uma temática a ser pesqui- sada. Esse é um dos primeiros itens elaborados em uma pesquisa. (SILVA, 2006). No início de sua pesquisa, você deve elaborar uma ou mais perguntas que se tornem seus questionamentos e que surjam a partir da identificação de uma situação problema. Você deve fazer esta etapa do seu estudo na forma de uma pergunta (interrogativa) que norteará seu estudo e será respondida ao longo da pesquisa. Muitas vezes, as pessoas pesquisam por necessidade ou simplesmente por curiosidade. Então, toda pesquisa começa com uma dúvida, teórica e/ou prá- tica, que o pesquisador tenta entender e para a qual busca uma solução. “Formular o problema consiste em dizer, de maneira explícita, clara, compreensível e operacional, qual a dificuldade com a qual nos defron- tamos e que pretendemos resolver, limitando o seu campo e apresen- tando suas características. Desta forma, o objetivo da formulação do problema é torná-lo individualizado, específico, inconfundível” (RUDIO, 1980, p. 75). Segundo Lakatos & Marconi (1992), para ser considerado apropriado, o problema deve ser analisado sobre os seguintes aspectos de valoração: viabili- dade, relevância, novidade, exequibilidade e oportunidade. Cervo & Bervian (2002, p.85) Complementam colocando que “desde Einstein, acredita-se que é mais importante para o desenvolvimento da ciência saber formular problemas do que
encontrar soluções”. O problema de pesquisa é uma pergunta que deve ser re- digida de forma clara, precisa e objetiva, cuja solução seja viável pela pesquisa. Geralmente, a elaboração clara do problema é fruto da revisão de literatura e da reflexão pessoal (CERVO & BERVIAN, 2002). Segundo Schrader (1974 apud LAKATOS; MARCONI, 2001, p. 103), para que um problema seja cientificamente válido, devem-se considerar as seguintes questões:
Segundo Cervo & Bervian (2002), os objetivos definem a natureza do tra- balho, o tipo de problema, o material a coletar, etc. O objetivo geral refere-se a uma visão global e abrangente do tema de pesquisa. Ele está relacionado com o conteúdo intrínseco dos fenômenos, dos eventos ou das ideias estudadas (LAKATOS & MARCONI, 1992). Cervo & Ber- vian (2002, p. 83) complementam afirmam que, no objetivo geral, “[...] procura- se determinar com clareza e objetividade, o propósito do estudante com a reali- zação da pesquisa”. De acordo com Lakatos & Marconi (1992), os objetivos específicos apresentam um caráter mais concreto. A sua função é intermediária e instrumental porque auxilia no alcance do objetivo geral e, ainda, permite aplicá-lo em situações par- ticulares. Para Cervo & Bervian (2002, p. 83), definir objetivos específicos significa aprofundar as intenções expressas nos objetivos gerais, as quais podem ser: mostrar novas relações para o mesmo problema e identificar novos aspectos ou utilizar os conhecimentos adquiridos para intervir em determinada realidade. “Na definição dos objetivos deve-se utilizar uma linguagem clara e direta como: meu objetivo com esta pesquisa é...”. A linguagem deve ser objetiva, precisa e clara. Do ponto de vista técnico, o objetivo deve sempre iniciar com um verbo no infinitivo, representando a ação que se quer atingir e concluir com o projeto, como: compreender, constatar, ana- lisar, desenvolver, capacitar, entre outros. Os objetivos classificam-se em obje- tivo geral e objetivos específicos (SILVA, 2006). O objetivo geral refere-se diretamente ao problema do trabalho. Inicia-se a frase do objetivo geral com um verbo abrangente e na forma infinitiva, envol- vendo o cenário pesquisado. Já os específicos podem ser considerados uma apresentação pormenorizada e detalhada das ações para o alcance do objetivo geral. Também são iniciados com verbos que admitam poucas interpretações e sempre no infinitivo (SILVA, 2006). O verbo utilizado no objetivo geral deve ser amplo e não aparecer também em algum um objetivo específico do mesmo projeto. Pense que em um bom pla- nejamento, assim como em uma execução e desenvolvimento, é fundamental que se tenha de maneira clara qual objetivo se deseja alcançar (SILVA, 2006).
Quadro 1 - Verbos sugeridos para objetivos 4.5. Justificativa A justificativa compreende a apresentação de forma clara e objetiva das razões de ordem teórica e ou prática que fundamentam a pesquisa. Justificam- se a escolha do tema, a delimitação realizada e a relação que o pesquisador possui com ele. “Procura-se aqui demonstrar a legitimidade, a pertinência, o in- teresse e a capacidade do aluno em lidar com o referido tema” (CERVO & BER- VIAN, 2002, p. 127). Para Lakatos & Marconi (1992), é a parte do trabalho que apresenta res- postas à questão do porquê da realização da pesquisa. É de suma importância para conseguir financiamento para a pesquisa e para demonstrar a relevância da mesma. Deve enfatizar: a) o estágio em que se encontra a teoria respeitante ao tema; b) as contribuições teóricas que a pesquisa pode trazer; c) importância do tema do ponto de vista geral; d) importância do tema para os casos particulares em questão;