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métodos datação
Tipologia: Notas de estudo
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MÉTODOS RADIOMÉTRICOS
meia-vida
o intervalo
de tempo associado à perda de metade da quantidade do materialradioativo original - A RADIOATIVIDADE TORNA-SE DIFICIL DESER MEDIDA APÓS 30 meia-vidas
TIPOS DE RADIONUCLÍDEOS
Urânio 235
238 U
7.04 x 10
8 anos
0.72% de todo urânio natural
Urânio 238
238 U
4.47 x 10
9 anos
99.27% de todo urânio natural; existe em concentrações de 0.5 a
4.7 ppm nas rochas
Urânio 232
232 Th
1.41 x 10
10 anos
existe em concentrações médias de 10 ppm nas rochas
Urânio 226
226 Ra
1.60 x 10
3 anos
em rochas ígneas
Urânio 222
222 Rn
3.82 dias
gás nobre
Urânio 40
40 K
1.28 x 10
9 anos
no solo
TIPOS DE RADIONUCLÍDEOS
Trítio
3 H
12.3 anos
Produzido com testes de armas e reatores de fissão
Iodo 131
131 I^
8.04 dias
Produzido com testes de armas e reatores de fissão
Iodo 129
129 I^
1.57 x 10
7 anos
Produzido com testes de armas e reatores de fissão
Césio 137
137 Cs
30.17 anos
Produzido com testes de armas e reatores de fissão
Estrôncio 90
90 Sr
28.78 anos
Produzido com testes de armas e reatores de fissão
Plutônio 239
239 Pu
2.41 x 10
4 anos
Produzido pelo bombardeamento do
(^238) U com nêutrons
MÉTODO DO RADIOCARBONO^ Desenvolvido em 1947 por Willard Libby (EUA)
O carbono tem três isótopos naturais -
(^12)
(^13) C - estáveis 14 C
A proporção destes isótopos na atmosfera e seres vivos é de:
Para cada átomo de
(^14) C em um ser vivo, existe 1,000,000,000,000 de
átomos de
(^12)
PREMISSAS BÁSICAS DO MÉTODO
(^14)
(^14)
Nydal and Loveseth 1993
A atividade do
(^14) C na atmosfera
aumentou em aproximadamente100% durante os testes nuclearesdo pós-guerra (grande fluxo deneutrôns). Desta forma, aradioatividade padrão para o
(^14) C é
aquela de 1950 - idade 0 (zero) de referência para as datações. Efeito industrial – 1890 em diante –redução de 2% da atividade do
(^14) C
devido à queima de comb. fósseis
MATERIAIS DATÁVEIS PELO MÉTODO DO
RADIOCARBONO
Waikado Radiocarbon Dating Lab.
LIMITAÇÕES DO MÉTODO
2- INCERTEZA QUANTO À FREQUÊNCIA DA DESINTEGRAÇÃORADIOATIVAImpossível prever quando um átomo irá sofrer decaimento – determina-se otempo médio de decaimento durante determinado período. Assim, idadesabsolutas não podem ser fornecidas, pois existe uma MARGEM DE ERRO. 5.
±100 anos - 68% de chance da idade se situar entre 4.900 e 5.100 anos
- 95% de chance da idade se situar entre 4.800 e 5.200 anos- 99% de chance da idade se situar entre 4.700 e 5.300 anos
Quanto maior a massa da amostra, menor o erro.
EFEITO RESERVATÓRIO DOS OCEANOS Massas d’água profundas apresentam menos
(^14) C do que as massas d’água
superficiais - PORQUE??... Estas massas d’água trazidas à superfície em regiões de ressurgência, diluema radioatividade do
(^14) C nas águas superficiais. Amostras de carapaças e
esqueletos calcáreos se tornam então aparentemente mais velhos do queorganismos contemporâneos em terra. O envelhecimento das amostras oscila entre 300 (regiões tropicais) a 750 anos(altas latitudes). No litoral sul do Brasil o efeito reservatório é de 420 anos.
Idade da água marinha a 3000 mde profundidade. Áreas achuriadasmarcam zonas de formação demassas d’água profundas Broecker 1985
MÉTODO POTÁSSIO-ARGÔNIO
Método utilizado na datação das rochas basálticas oceânicas - rochas recémformadas não apresentam qualquer teor de argônio, que começa a se formarcom o decaimento do potássio.O^
gás
se
aloja
na
estrutura
cristalina
dos
cristais,
sendo
expulso
por
aquecimento em laboratório. A datação neste caso se baseia não no decaimentoradioativo do
(^40) K mas no aumento da quantidade do produto parente
(^40) Ar.
40 K possui meia-vida de 1,4 bilhão de anos, o que torna o método capaz de O potássio ocorre na forma de três isótopos -medir idades de dezenas de milhões até bilhões de anos.
(^39)
(^41) K - estáveis 40 K
Isótopos de
(^40) K corresponde a 0,012% de todos os átomos de potássio
Produtos do decaimento –
(^40) Ar - maior ocorrência nas rochas 40 Ca
MÉTODO URÂNIO-TÓRIO-CHUMBO
Se baseia no decaimento do
(^238)
U e
(^235)
U, cujo produto final é o chumbo
235
234
230
Th 226
Ra 222
Rd 210
Pb 210
Po 206
Pb
Meia Vida^ 4,51 B anos 250 M anos 75.200 anos 1620 anos 3,83 dias 22 anos^ 138 dias^ estável
238
231
Pa 237
Th 223
Ra 207
Pb
Meia Vida^ 713 M anos^ 32.000 anos^ 18,6 dias^ 11,1 dias^ estável
MÉTODO DE TRAÇOS DE FISSÃO
Esta técnica de datação mede a distribuição espacial de traços (em escalamicroscópica) de
(^238)
U sobre a superfície de minerais como apatita, e zircão,
causados pela fissão do átomo. Literalmente, imprime um sulco nasuperfície do mineral.Determinando-se o número de traços presentes sobre uma superfíciemineral polida, bem como a quantidade de urânio ainda existente (atravésda indução de traços de fissão), é possível calcular a idade da amostra.É necessário que o mineral, após depositado ou formado, não tenha sidosubmetido a temperaturas superiores a 120°C.Data amostras entre 20 M e 1 B de anos
Traços de fissão espontâneos e induzidos
TERMOLUMINESCÊNCIA - TL
Cristais de quartzo, feldspato e calcita, após soterrados, ficam sujeitos a um fluxode radiação natural provocada pelo decaimento de átomos de potássio, urânio,rubídio e tório existentes no depósito sedimentar.Uma das consequências deste fluxo é ejetar elétrons da sua órbita estável, sendoque eventualmente estes elétrons ficam presos em imperfeições da estruturacristalina. Raios cósmicos também contribuem com o processo.Quanto maior o tempo de soterramento maior a radiação absorvida.Amostras de sedimento (principalmente com tamanho ente 4 e 11
μm) quando
aquecidas (500 °C) emitem fótons associados ao retorno do eletron à sua órbitaoriginal. Quanto mais intensa a luz emitida, mais velha for a amostra.Capacidade de datação de amostras entre 1000 e 500.000 anos.