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Dicionário têxtil
Tipologia: Notas de estudo
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José Tancredo de Sousa
Natal Abril 2014
Abrasão: Desgaste por atrito ou fricção entre a superfície de um tecido e outra qualquer. Abrigo impermeável: Jaqueta em náilon leve, com fecho na frente, cós elástico com dispositivos reguladores na cintura e nos punhos, conta habitualmente com um capuz. Windbreaker. Acabamento: Série de processos por que passa um tecido para se obter uma melhor aparência e sensação táctil. Acabamento final: Série de acabamentos nos tecidos com a finalidade de melhorar o seu brilho, caimento, respirabilidade, tato e desempenho em geral. Clear finish ou cut finish Acamurçado: Acabamento que se obtém através de tinta ou de papel camurçado, transferido ao tecido por meio de resinas e calor, com o que adquire a aparência de camurça. ACC: Adiantamento sobre Contratos de Câmbio. ACE: Adiantamento sobre Cambiais Entregues. Acessório: Elemento usado como complemento ao vestuário, como bolsas, lenços, cintos, joias etc. Acetato: Fibra artificial a base de celulose, obtida por processo semelhante ao da viscose, utilizada como substituta da seda natural, o consumo do acetato é reduzido, especialmente no caso de aplicações têxteis. Embora apresentando características gerais similares às da viscose, não reage bem aos processos normais de tingimento, exigindo a utilização de técnicas especiais. Suas maiores aplicações estão na produção de filtros para cigarros, rendas, cetins e material de estofamento. Acetinado: Brilhoso. Processo que visa dar brilho e pureza aos tecidos mediante fricção. Acolchoado: Enchimento de algodão, ou fibras sintéticas, colocado entre duas camadas de tecido e preso por costuras, formando um padrão decorativo regular ou irregular. Também conhecido como matelassê. Do francês matelassé. Acrílico ou Poliacrílico: Fibra artificial sintética cuja produção para fins comerciais se iniciou em 1950, nos EUA. Características: leve, macio e quente para o inverno, semelhante ao algodão, e fresco para o verão; apresenta brilho quando tingido com excelente solidez. Embora sendo a menos consumida dentre as fibras químicas têxteis, o acrílico, por suas características, ocupa espaço próprio no setor de confeccionados têxteis como o melhor substituto da lã. A matéria prima é acrilonitrilo (cianeto de vinila) que pode ser obtido a partir do amoníaco, propilenos e oxigênio. Activewear: Vestimentas para a prática de esportes que exigem grande resistência física. Contorno ajustado ao corpo como uma segunda pele, utilizando tecidos de alta tecnologia, e oferecendo conforto e possibilitando a total liberdade de movimentos. Linha de vestuário originária da década de 80. Adamascado: Tecido de seda, linho ou algodão com desenhos lavrados em motivos florais ou geométricos. Seu nome deriva-se de Damasco, capital da Síria. Albene: Tecido para vestuário produzido com fio de acetato opaco. Algodão: Fibra natural de origem vegetal procedente do algodoeiro. O tecido a base de algodão detém melhor capacidade de absorção de umidade é adequado para o clima brasileiro, quente e úmido. A transpiração do corpo é mais bem absorvida quando se usa tecido com algodão em sua composição. Características: macio e confortável; durável; resistente ao uso, à lavagem, à traça e insetos; lava-se com facilidade; tem tendência a encolher e a amarrotar; atacado por fungos; queima com facilidade; não resiste a produtos químicos; Limite de umidade: Não mercerizados:
Miami. Nascido da riqueza da nova indústria, bem representada nos arranha-céus de Nova York, como a torre Chrysler ou o Rockfeller Center. Art Nouveau: À volta ao natural e ao feminino. Apesar de o estilo art nouveau expressar-se principalmente na arquitetura, na decoração de interiores e no mobiliário, abrangeu também joias e tecidos. Caracteriza-se por linhas graciosas, um tanto exageradas, com traços alongados terminando em arabescos e em motivos de flores e de folhas. Assimetria : Falta de simetria. Simetria: Proporção adequada das partes de um ponto entre si e com o todo. Harmonia resultante de certas combinações. At sight: À vista. Avant-garde: Em francês - vanguarda. Em termos de moda, são os criadores não-tradicionais e experimentais que estabelecem novas tendências como vanguardistas. AWB: Abreviatura de Airway Bill. Conhecimento de transporte aéreo.
Abreviatura de Bill of Lading. Conhecimento de transporte marítimo. Babado: Franzido, pregueado e encrespado que cai livremente enfeitando as peças de roupa. Baby doll: Camisola folgada de dormir, com ou sem mangas bufantes, complementada por volumosas calcinhas. Bainha aberta: Ponto cruzado que se usa para obter uma junção aberta decorativa entre duas extremidades de tecido. Também conhecido como ponto ajours. Baeta: Tecido felpudo normalmente feito de lã. Bailarina: Tecido de malha de poliamida texturizada, de gramatura média. Bandana: Lenço grande, de cores vivas, feito mediante processo de tintura tie dye. As bandanas usadas por caubóis do Oeste americano costumavam ser pedaços de tecidos bem simples, tingidos de uma só cor. Barra de calça italiana: Dobra externa na barra da calça com dois dedos de largura. Bainha virada; vira italiana. Barroco: Estilo rebuscado, cujas principais características são linhas curvas, efeitos de claro-escuro e um acentuado ilusionismo. Palavra de origem portuguesa que significa “irregular”. O termo define uma época da arte europeia, originária de Roma, e que se expandiu por todo o continente, aproximadamente entre 1600 e 1750. Básico: Estilo de vestir. Representa também a linguagem dos tecidos e peças clássicas, comuns nas coleções dos produtores de tecidos e confecções. Batidas: Colocação de fios de trama junto à borda do tecido em produção, feito pelo movimento do pente. Passadas. Batavia: Ligamento sarja 2/2, denomina-se, também, tecido de lã para uso masculino comeste ligamento, muito divulgado pelos lanifícios.
Batik: Tecido muito antigo de algodão estampado e produzido na Índia e Indonésia. Atualmente, ainda muito utilizado, ele é estampado com o processo à cera de abelha para cobrir as partes que não se quer tingir. Na etapa seguinte, o tecido é amassado e mergulhado na tinta, obtendo-se um efeito craquelê. Originário da Índia, esta técnica foi muito usada nas décadas de 60 e 70. Batiste: Tela fina, semelhante a cambraia, e transparente de linho, de algodão ou mista com acabamento firme (inventor: Jean Baptiste Chambray - século XIII), muito utilizado para blusas, lenços, lingerie e sub vestimentas. Bauhaus: Escola alemã de artes e ofícios fundada por Walter Gropius em 1919, nas sedes de Wiemer e Dessau. Deu origem ao desenho industrial e gráfico. Mies Van Der Rohe é um dos fundadores e defendia o conceito, para ele ideal, de que “a forma segue a função”. Bayadère: Tecido onde os desenhos formam listras brilhosas, cor ou aspecto diferentes no sentido da trama. Hoje, o efeito bayadère pode ser obtido pelos desenhos e através de fios de cores, brilhos ou torções diferentes. Bengaline: Bengaline é semelhante ao gorgurão leve, antes uma combinação de fibras, hoje em fibra única geralmente poliéster. Bermudas: Shorts cujo comprimento chega próximo ao joelho. A peça surgiu nas décadas de 30 e 40, no arquipélago das Bermudas, onde as leis não permitiam que as mulheres mostrassem as pernas. Blazer: O verdadeiro blazer é o clássico jaquetão azul-marinho, com botões dourados em fileira simples ou duplo abotoamento, que começou a ser usado pelos donos dos iates da Inglaterra no início o século XX. Contudo, quem o transformou em roupa social foi Pierre Cardin, criando um estilo adaptável a todos os ambientes. É uma das roupas mais versáteis do guarda-roupa masculino, podendo ser usado na composição clássica, com calça cinza ou bege-escuro e, na versão mais esportiva, com jeans. Blusão de aviador: Blusão que vai até a cintura, com abotoamento simples que lembra as fardas militares e os uniformes da força aérea americana. Possui corte generoso, principalmente nos ombros, fechado na frente com botões ou zíper. Pode ser confeccionado em vários tecidos, inclusive couro. Boca de sino: Calça que vai se alargando do joelho até a bainha, muito popular no final dos anos 60 e começo dos
Body: Em inglês - corpo. É uma espécie de maiô com mangas, geralmente feito de tecido colante e elástico. Também conhecido como collant, catsuit. Body-suit: Roupa colante, ajustada, que desenha o corpo, ressaltando sensualmente os contornos. Bolero: Casaquinho curto e aberto, inspirado no folclore espanhol. Bolso chapado: Bolso grande e quadrado, costurado na parte externa de casacos, jaquetas, vestidos e jeans. Surgido no século XX. Boné: Cobertura sem aba para a cabeça, com uma pala. A princípio, era usado por operários. Na década de 60, versões em cores muito extravagantes tornaram-se populares. Bordado: Trabalho ornamental com agulhas, aplicado em peças ou tecidos. Pode ser feito à mão ou à máquina. Bordado inglês: Também conhecido como bordado suíço ou tira bordada. Caracteriza-se por pontos com linha
Calça pijama: Calça larga, reta, com passante na cintura. Criada na Índia, aproximadamente em 1880, foi originalmente desenhada como roupa para dormir, passando em seguida a ser utilizada em casa e nas ruas. Calandra: Máquina composta basicamente por dois cilindros de aço aquecidos no qual o tecido passa para obter diversos tipos de tratamentos, para dar brilho, alisar, fechar porosidades, encorpar (usando resinas), e obter outros tipos de efeitos. Calça baggy: Calça de corte amplo nos quadris, cujas pernas vão se afunilando e se ajustam à altura dos tornozelos. Calça Capri: Calça razoavelmente folgada que se afunilava até o meio da canela e que se tornou traje elegante de verão, durante a década de 50. Recebeu o nome em homenagem à ilha de Capri, na Itália. Calça cargo: Modelo baseado nos estilos dos uniformes de serviço e utilitários. Com base em modelagens amplas e confortáveis, dá um efeito de roupa casual. Utility; carpenter. Calça cigarrete: Modelagem da calça justinha e estreita, usada pelos ingleses nos anos 50. Foi um best-seller entre as mulheres nos anos 60, que a usavam com sapatilhas e suéteres. Calça Saint-Tropez: Calça comprida, de cintura abaixo do umbigo, usada na década de 60 e reeditada no fim da década de 90. Calças para montaria: Calças com corte muito largo nos quadris e apertados do joelho até o tornozelo, usadas por homens e mulheres para montar a cavalo. Também conhecido como culote, breeches (em inglês) Camayeux: Chamamos duas cores em "camayeux", quando elas são da mesma cor porém com intensidade ou tom diferentes. Cambraia ("Batiste") : Tecido de algodão ou linho leve, com desenho tafetá, para camisas e blusas finas, semelhante ao Batiste. Nome originado da cidade de Cambraia, França. A cambraia de lã é um tecido mais pesado em ligamento sarja com fios de cores contrastantes, no urdume e na trama, usado para ternos. Camisa de lenhador: Camisa grossa, xadrez, abotoada na frente, usada por lenhadores do Canadá. Também conhecida como lumberjack. Camisa esporte: Camisa de corte generoso com bolsos no peito e mangas largas chegando quase ao cotovelo. É abotoada na frente e confeccionada tanto em tecidos baratos quanto em tecidos de luxo. Camisa Guayabera: Camisa retangular em tecido leve, geralmente algodão, com mangas curtas e quatro bolsos, com ou sem estampas. Possui pregas na frente e atrás, que vão do ombro às dobras da camisa, e botões brancos perolados. Cópia das camisas usadas pelos homens de negócios em Cuba, antes do governo de Fidel Castro. Camisa havaiana: Camisa masculina larga, estampada com frutas, flores, aves exóticas e dançarinas, em cores fortes. Confeccionadas em tecidos leves de algodão, viscose e linho, e muito apreciadas por surfistas. Camisa pólo: Camisa de manga curta, em malha de algodão, com um pequeno emblema, três botões e gola. Apareceu na Inglaterra com a prática do Polo em 1869, sendo atualmente uma das peças mais importantes do sportswear, podendo ser utilizada até com paletó esporte, em ocasiões menos formais. Camisa rancheira: Camisa de gola com pontas longas, utilizada, às vezes, com um lenço como acessório ou fechada com prendedores. Originalmente usada no Oeste americano, pode ter pregas em V atrás e na frente, assim como bolsos em forma de diamante na parte inferior.
Camisão: Camisa feminina de tamanho exagerado, geralmente cortada na linha das camisas informais masculinas. Camiseta: Camisa de algodão em forma de T com mangas curtas, muito utilizada sob a farda durante a Primeira Guerra Mundial. Desde a década de 60, as camisetas são muito populares no Ocidente, estampadas com slogans políticos, logotipos, piadas, comentários sociais e marcas. Também chamada T-shirt, expressão americana corrente Camiseta regata: Peça similar às camisetas íntimas masculinas, com decote em U e cava com entrada muito profunda formando estreitas alças no ombro. Camurça: A camurça é produzida polindo-se o lado interno da pele curtida de um animal. O resultado é uma superfície aveludada num dos lados do couro. Canela: Pequeno canudo ou bobina em que se enrola o fio para a tecelagem. Canelado: Tipo de ponto usado em malharia artesanal ou industrial provido de caneluras. Também conhecido, no inglês, como rib. Canvas: Tecido pesado de algodão em ligamento tela, usado para calças tipo jeans com trama bem fechada e em linho rústico, podendo ser também em algodão, cânhamo e juta. É um tecido de alta resistência. Capa: Casaco sem mangas, normalmente com aberturas laterais, bolso canguru e capuz. Carda: Instrumento constituído de um banco ao qual se apoia uma espécie de grande pente com dentes de madeira, compridos e bastante próximos, e que serve para desembaraçar o cânhamo, o linho, a lã, o algodão, etc. Cardar: Operação no processo de fiação. Tem por objetivo a paralelização das fibras para a retirada de impurezas, fibras curtas e neps. Cardigã: Suéter esportivo em malha, utilizado por homens e mulheres. O cardigã cobre os quadris, não tem gola e, normalmente, possui decote em V. Casa de Abelha: Tecido com desenho fantasia à base de pequenos losangos, efeito obtido através de maquineta que alterna as flutuações de urdume e de trama, provocando um aspecto que imita o alvéolo da abelha. Casimira: Tecido encorpado de lã em sarja, usado em geral para vestuário masculino (calças, coletes, etc.). Casual: Estilo de roupa que surgiu nos últimos quinze anos como um urbano mais esportivo. Normalmente utiliza jeans. O uso de camisa jeans e calça de veludo é considerado casual. Blusão com calça jeans também Casual Wear: Do inglês - casual (informal) e wear (usar). Estilo de roupa simplificada, à vontade. Muito utilizada para ficar em casa ou ir a lugares pouco formais. Jeans, malhas, jaquetas etc. Caubói: Moda baseada nas roupas de trabalho dos vaqueiros e pioneiros americanos, que incluíam camisas de algodão xadrez, bandanas, jeans e botas de saltos grossos adornadas com couro lavrado. Ponchos e paletós de couro com franjas também eram usados. Caxemir: Desenho clássico, similar a uma vírgula, de origem indiana. Muito usado em tecidos para gravatas, lingerie e decoração. Caxemira: Fibra natural rara, selecionada da tosquia da cabra caxemir, encontrada na Mongólia. Tecido de
Chenille: Tecido felpudo de algodão, usado para colchas e roupões. Chevron: Também conhecido como "Espinha de Peixe", desenho à base de ligamento sarja, onde o efeito diagonal se forma em sentidos contrários, em faixas determinadas. Chiffon: Origina-se na palavra francesa que significa trapo. Trata-se de tecido muito fino e transparente de seda ou de fibras químicas (normalmente poliéster ou poliamida), com fios com grande torção e resistentes. É um tecido aberto, o que lhe dá transparência. Utilizam-se fios retorcidos, usualmente dispostos de forma alternada, um fio com torção no sentido S e outro em sentido Z, tanto no urdume quanto na trama. Chintz: Do hindi - chint (tecido estampado). Tecido de algodão que adquire brilho encerado, mediante goma. Geralmente traz desenhos de flores, frutas e pássaros, sendo popular para fazer forrações desde
Colarinho alto: Colarinho alto e duro para camisa ou blusa, com as pontas viradas para baixo. Estilo de camisa muito usado em traje informal masculino, no final do século XIX e início do século XX. Coleção: Conjunto de peças que um estilista ou desenhista propõe para determinada temporada, com conceitos e características específicas. São desenvolvidas para um determinado perfil de consumidor e linha específica de produto. Colete: Do francês – gilet. Peça masculina, sem mangas, que vai até a cintura e é usada sobre a camisa e sob o paletó. Colete de pesca: Colete até a cintura, geralmente de algodão, usado sobre outra peça de vestuário quando se está pescando. Tem muitos bolsos pequenos com fecho, próximos ao forro, e vários outros em sua parte frontal externa para guardar os artigos de pesca. Comics: Estilo que tem por referência as artes gráficas, nascido das historias em quadrinhos como Betty- Boop e Lara Croft do planeta Nintendo. Reflete sempre um quê infantil. Commercial invoice: Documento emitido e assinado pelo exportador contendo as características da operação comercial. Commodities: Produtos primários ou básicos, cotados em bolsas internacionais. Conceito: Formulação de ideias, formas e figuras representativas de um assunto ou tema. Pode ser metafórico, analógico ou direto. Conforto: Busca pela ergonomia e tecnologia, conceito valorizado por linhas esportivas de grandes marcas. Estilo mitificado pelo filme 2001. Uma Odisseia no Espaço, que mantém adeptos de uma estética minimalista e funcional. Consignee: Destinatário, consignatário. Aquele que recebe a mercadoria no destino. Container: Equipamento utilizado no acondicionamento de mercadorias para o transporte marítimo e rodoviário, podendo variar de tamanho. Contextura: Densidade dos fios e das tramas em qualquer tecido, calculada em fios ou batidas por centímetro, ou por polegada. Coordenados: Tecidos ou peças diferentes que podem combinar entre si, seja pela estampa ou pela qualidade do tecido ou colorido. Composé. Corduroy: Do francês - corde du roi (roupa do rei). Tecido resistente em algodão, com canais largos, finos ou cordões, cuja pelugem é cortada. No século XX, tornou-se popular na moda casual e sportswear. Veludo cotelê. Corrosão: Tecido corroído ou Façoné. Processo de estamparia através do qual se aplica um agente corrosivo, desbotando a cor em áreas definidas de um tecido previamente tingido. Corselet: Do francês - corset. Peça íntima do vestuário feminino. Espartilho, inspirado no colete com barbatanas de baleia. Foi reeditado como peça de moda pela estilista inglesa Vivienne Westwood, nos anos 90. Corte enviesado: Técnica que realiza um corte transversal no tecido, em relação à direção dos fios de urdume, ou corte em viés. Desenvolvida nos anos 20 pela desenhista Madeleine Vionnet.
Dégradé: Tecido com listras ou barras, onde o efeito de cor muda de tonalidade, gradativamente de escura para clara (até branca) e depois recomeça identicamente. Em geral é feito a partir de uma só cor. Este efeito é geralmente obtido com fios tintos ou na estampagem. Délavé: Processo de lavagem estonada com aplicação de clareamento e alvejante químico, deixando o tecido com um visual mais macio que o simples estonado. Demurrage: Indenização paga ao armador pelo importador ou exportador, pela permanência do navio ou container no porto, por motivo alheio à sua vontade. Denier, Den: Peso em gramas por nove mil metros de fio, cuja resultante em números baixos representam tamanhos finos da fiação; e em números altos representam tamanhos mais grossos, mais pesados. Termo empregado geralmente em referência às fibras sintéticas. Denim: Sinônimo de brim em inglês. (a palavra é uma corruptela do francês de Nimes )Tipo de coutil ou jeans , antigamente fabricado na cidade de "Nimes", na França. Foi utilizado para as velas no veleiro de Cristóvão Colombo, durante sua viagem de descoberta das Américas). Tecido plano de armação diagonal, em algodão, no qual os fios do urdume são crus e os da trama tingidos por um corante indiano chamado indigus, de coloração azul, daí o índigo blue. Densidade: Expressa a quantidade de fios de urdume e tramas por unidade de medidas, em polegada ou centímetro. Desengomar: Ação pela qual se retira a goma do tecido, através de enzimas ou purgas, para que haja uma boa penetração do corante e outros produtos utilizados nos processos de acabamento. Desenho (Armação, Construção ou Ligamento): Traçado que permite planejar o entrelaçamento dos fios de urdume e de trama, para realizar qualquer tecido. É feito sobre um papel especial quadriculado e depois realizado no tecido através da "Maquineta de Desenho". Desgaste localizado, processo de: Acabamento feito peça a peça, de difícil reprodução entre as peças, e efeitos diversos. Existem vários efeitos que se podem obter: o used (uso de pistola para clarear uma parte determinada), o lixado (processo manual de abrasão com lixa, na peça bruta, para desgastar o tecido em um local específico), o detonado (efeitos com uso de esmeril, dando picotes na peça antes de lavar e revelando, depois de lavado, marcas localizadas) e o bigode (feitas manualmente com uso de gabaritos e lixadas com retífica manual, dando um efeito que imita as marcações de tanque). Deshabillé: Termo francês que remete aos vestidos inspirados na roupa íntima, como penhoares (do francês - peignoir), combinações e anáguas. Roupa leve para se usar em casa, com forte conotação sensual. Destroyed: Em inglês - destruído. Inspirado no lixo dos centros urbanos, esse estilo de moda dos anos 90 abusou dos rasgões e desfiados de jeans, camisas de mangas arrancadas, costuras aparentes e cós sem acabamento. Devorê: Tecido que apresenta desenhos com efeitos de transparência, produzido a partir de um tecido com fio celulósico binado com um fio de fibras sintéticas, estampado com produto corrosivo que destrói a fibra celulósica. Com as fibras naturais consumidas pelo ácido, o tecido ganha efeito de transparência. DI: Declaração de Importação. Dicron: Malha de stretch, elaborada com microfibra e elastano que garantem a maciez e a elasticidade da peça. O diferencial deste produto é o brilho discreto obtido através do uso de um fio iridescente que emite pequenos pontos de luz com o movimento e a incidência da luz sobre a peça.
Dirty: Moda de sobre tingir o jeans para se obter, no acabamento, o aspecto de sujo. DJs: Abreviação de disk-jockeys. Ligado às discotecas dos anos 70, no qual o encarregado pela música se transformou literalmente no “piloto” da noite. O estilo das camisetas coloridas feitas sob medidas e com estampas alusivas à música, deu à moda conceitos de originalidade, flexibilidade e propriedades intelectuais. Draft: Saque ou cambial. Dragona: Peça costurada à altura do ombro, que confere um ar militar à roupa. Drap: Tecido de lã ou lã mista com seda, pesados e utilizados para uniformes, ternos, calças, casacos, etc. Semelhante a casimira. Drapeado:
Easy care: Marca registrada. Tipo de acabamento que confere ao tecido o aspecto de menos amarrotado. Ecletismo: Forma de pensamento resultante, em geral, do conflito de culturas e do embate de ideias, o que leva à busca de um ponto de equilíbrio. A maneira mais óbvia de representar esta ideia é através do patchwork. Ecletismo: Forma de pensamento resultante, em geral, do conflito de culturas e do embate de ideias, o que leva à busca de um ponto de equilíbrio. A maneira mais óbvia de representar esta ideia é através do patchwork. Enfestado: Diz-se do tecido dobrado ao meio, no sentido da largura, e assim enrolado na peça. Chama-se o lado da dobra do tecido enfestado de "festo" e as bordas de "ourelas". Engomagem: Técnica utilizada para conferir ao fio maior resistência, que consiste na aplicação de uma solução colante natural ou sintética. Geralmente usada na fabricação de tecidos com fios singelos. Entretela: Tecido que se mete entre o forro e a fazenda de uma peça de vestuário, para lhe dar consistência, ou uma boa queda, ou para torná-la armada, sua aparência é de um morim bastante engomado. Enzime Wash , Enzimas : Lavagem que confere aspecto "envelhecido" ao tecido com bom toque. Consiste em uma lavagem enzimática de 60 minutos a 40º C, depois passa por um processo de amaciamento. Tipo de
Estilo Courrèges: Estilo criado pelo costureiro parisiense André Courrèges, que alcançou a fama entre 1965 e 1970. Suas fontes de inspiração foram a Op-Art e as viagens espaciais. Estilo hippie: Vestuário caracterizado pela evidente falta de status e de diferenciação sexual ou de papéis; de aparência um pouco desregrada das peças típicas e marcado pelos jeans desbotados e desfiados, camisas leves, camisetas, coletes, bolsas em camurça com franjas e lenços indianos amarrados na cabeça. Estilo surgido na época da Guerra do Vietnam e da Contracultura, quando muitos jovens viviam em comunidades sob o lema “faça amor e não a guerra”. É parte da ideologia antiburguesa, manifestada nos anos 60, em particular nos Estados. Estilo Lolita: Estilo composto por vestidos transpa-rentes de menina ou lingerie, combinados com botas militares e tranças. O estilo se popularizou entre adolescentes dos anos 90 que seguiam os passos de grupos musicais pop, tendo como lema manifestar o “girl-power”. Estilo romântico: Estilo caracterizado pelo uso elevado de elementos folclóricos como fitas, babados e amplos vestidos de algodão até os pés ou corpetes. Atingiu o auge entre os anos 60 e 70. Estofo ("Étoffe"): Nome genérico para qualquer tipo de entrelaçamento de fios, destinado a produzir uma superfície plana, fluída e usada para o vestuário e o lar (tecido, malha, renda, bordado, tule, veludo, crochê, tricô, tapeçaria, feltro, etc.). Denominação também usada para tecido grosso, encorpado, em geral lavrado, usado especialmente para decoração, geralmente utilizado para forrar sofás, cadeiras, etc. e para reposteiros. Algodão, lã ou outros materiais que se utiliza para acolchoar cadeiras, sofás, etc. Estola: Espécie de xale comprido, quase sempre retangular, que as mulheres usam como agasalho ou adorno. Pode ser feito em tecido ou em pele de animais, como visom, lontra, marta. Estonagem: Processo de lavagem do artigo em tambores que levam junto, as pedras de argila, chamadas de "Sinasitas" Durante a lavagem as pedras entram em atrito com o artigo deixando-o com um aspecto "batido", mais "usado". Oferece-se também o aspecto um pouco desbotado e amaciado. Étamine: Tecido fino e telado, geralmente de algodão, usado em bordados de fios contados, como o ponto cruz. Etano: Hidrocarboneto saturado, gasoso, incolor e inodoro, fórmula: C2H6 .Eteno (Etileno):Hidrocarboneto não-saturado (Insaturado), gasoso, incolor, fórmula: C2H4. ETD/ Estimated Time of Departure Data prevista de partida. Etiqueta termocolante Etiqueta pronta, fixada através de uma prensa térmica. ETA/ Estimated Time of Arrival Data prevista de chegada. EU União Europeia. Evasê: Do francês “évasé” diz-se da peça de vestuário que se alarga para baixo, em forma de cone. Extrusão : Consiste em pressionar a resina, em forma pastosa, através de furos finíssimos numa peça denominada fieira. Os filamentos que saem desses furos são imediatamente solidificados. Esse processo é denominado fiação, embora o termo, nesse contexto, pouco tenha a ver com a fiação tradicional da indústria têxtil.
Façonné: Nome francês do tecido jacquard.(No Brasil se usa para tecido corroído(ver corrosão).
Faille: Tecido fino e macio, ligamento tafetá, urdume seda, acetato ou poliéster, trama schappe, algodão, lã, sempre mais grossa, para produzir um efeito canelado. Faillete: Variação mais fina do faille com desenho tafetá, de seda, acetato ou poliéster, utilizado geralmente para forro. Ver:Tafetá e Tafetá, Alpaseda. Fashion: Palavra inglesa que significa moda. FC: Transportador livre, qualquer modalidade. FCL - Full Container Load: Carga em container cheio. Fecho de velcro: Fecho composto por duas partes de texturas opostas e que se unem, através de simples pressão. Felpa: Pelo saliente, feito por laçadas nos fios do urdume, o que dá volume ao tecido e obtém-se um efeito felpado. Feltro: Tecido resultante do entrelaçamento de fibras de lã ou similares, através da ação combinada de agentes mecânicos e produtos químicos, condensados e pressionados. Festo: Dobra que se faz em pano largo, enfestado, ao meio de sua largura e em toda a sua extensão, para o enrolar em peça. Diz-se também da largura duma peça de pano, dum tecido qualquer. Festoné: Bordado em ponto cheio ou caseado, em diferentes formas, utilizado para ornar e/ou dar acabamento às bordas de uma peça. Funciona como bainha Fiação: Processo final de transformação das fibras em fio. Com exceção da seda, todas as fibras naturais têm um comprimento limitado bastante definido. O objetivo da fiação é transformar as fibras individuais em um fio contínuo coeso e maleável. Fibra Cortada: Resultado do seccionamento, em tamanhos determinados, de um grande feixe de filamentos contínuos. A fibra cortada pode ser fiada nos mesmos filatórios que são utilizadas para fiar algodão. Além disso, se presta à mistura com as fibras naturais já na fiação, permitindo a chamada mistura íntima, ou seja, os fios mistos produzidos adquirem uma mescla das características de resistência e durabilidade das fibras químicas e do toque e conforto das fibras naturais. Fibra: Estrutura de origem animal, vegetal, mineral ou sintética parecida com pelo. Seu diâmetro não excede a 0,05 centímetros. As fibras são utilizadas, entre outras muitas aplicações, em produtos têxteis, e são classificadas em função de sua origem, de sua estrutura química ou de ambos os fatores. Fibra curta: Fibras que se encontram na menor escala do diagrama de longitude de fibras. Fibra longa: Fibras que se encontram na maior escala do diagrama de longitude de fibras Fibrane: Fio fiado a partir da fibra viscose. Serve também para nomear tecidos feitos a partir deste fio. Fibras Artificiais: O processo de produção das fibras artificiais consiste na transformação química de matérias-primas naturais. A partir das lâminas de celulose, o raiom acetato e o raiom viscose seguem fluxos diferentes. A viscose passa por banho de soda cáustica e, em seguida, por sub-processos de moagem, sulfurização e maturação e, finalmente é extrudada e assume a forma de filamento contínuo ou fibra cortada. O acetato passa inicialmente por um banho de ácido sulfúrico, diluição em acetona, extrusão e por uma operação de evaporação da acetona.
redes contra insetos, suturas para cirurgia e fibras resistente à tração, utilizado 100% ou em misturas. Poliéster: Fibra sintética, também conhecida como "tergal". O poliéster é utilizado em malharia, vestuários, 100% ou em misturas, pode ser utilizado tanto para camisaria, quanto para parte de baixo. Sua característica, porém é de pouquíssima absorção de umidade. O poliéster é a fibra química que tende a apresentar maior crescimento e poder de competição, em decorrência de seu baixo custo, sendo a mais barata das fibras, sejam elas químicas ou naturais e dos melhoramentos tecnológicos que possibilitam que esta fibra se torne cada vez mais semelhante ao algodão. Abaixo descrevemos alguns tipos de fibras de poliéster: Fibra Tergal–Algodão: Fibra curta que se mistura ao algodão, para utilização em praticamente todas aplicações em que se usa 100% algodão. Em alguns casos, ela se mistura à viscose curta para aplicações similares ás do algodão. São demonstradas algumas misturas entre tergal – algodão para fiação de anel e "open- end". Fibra Tergal Linha de Costura: Tem a fibra adequada para todos os tipos de costura. Fibra Tergal–Tech: É a fibra poliéster de alta performance que atende ás exigências de qualidade dos produtos de não tecidos. Seus níveis de frisagem e retração, associados a um tratamento superficial com óleos lubrificantes especiais, permitem alto desempenho na cardagem e processos posteriores, garantindo ganho de produtividade, principalmente aos fabricantes de não tecidos. No processo de tingimento em massa de Tergal–Tech, o pigmento é misturado ao polímero antes da extrusão. Esse processo garante à cor da fibra a mais alta solidez em todas as solicitações: lavagem, exposição à luz, ao suor e à brasão. E ainda traz uma importante vantagem adicional: no caso de mescla, a fibra complementar pode ser tingida com qualquer corante, sem o risco de alterar a cor preta original de Tergal – Tech Fibra Tergal–Lofty: É a fibra de alta performance, especialmente desenvolvidas para aplicações em mantas de enchimento de todas as gramaturas. No uso em mantas de enchimento para vestuário ou edredons, travesseiros ou brinquedos esta fibra é autossuficiente, não precisando de mistura para atender às exigências dessas aplicações. É uma fibra de secção transversal oca, extremamente branca, disponível em duas versões: standard e siliconada. Características: boa resistência à luz e ao uso; não enruga; boa elasticidade; resiste a maior parte dos produtos químicos; de fácil tratamento e seca rapidamente; áspero; tem tendência a formar "bolinhas" com o uso; desbota quando exposto ao sol; encolhe com o calor. Limite de umidade: 1,5%. Polietileno: Substância obtida pela polimerização do etileno, termoplástica, translúcida, flexível, com importantes e variadas aplicações. Polimerização: Processo em que duas ou mais moléculas de uma mesma substância, ou dois ou mais grupamentos atômicos idênticos, se reúnem para formar uma estrutura de peso molecular múltiplo do das unidades iniciais e, em geral, elevado. Polímero: Composto formado por sucessivas aglomerações de grande número de moléculas fundamentais. Ex.: o polietileno, formado pela aglomeração de centenas de milhares de moléculas de etileno. O número de unidades repetidas em uma molécula grande chama-se grau de polimerização. Polipropileno: Fibra sintética obtida pela polimerização do propeno ( fórmula: C3H6) sendo que do ponto de vista da indústria têxtil para vestuário e uso doméstico, o polipropileno não é uma fibra importante; entretanto, suas características de resistência à umidade, elevada inércia química, leveza, resistência à abrasão e à ação de mofos e bactérias o tornam ideal para a produção de sacarias, proporcionando excelente isolamento e proteção aos produtos assim acondicionados. Tem também aplicações em forrações de interiores e exteriores, na fabricação de feltros e de estofamentos. Seda Artificial: Fios artificiais feitos a partir de produtos naturais, mas com processo mecânico. De modo geral, trata-se dos fios acetato e viscose, que entraram no mercado internacional antes dos fios sintéticos, derivados da petroquímica. Foram inventados vários fios artificiais, dos quais sobram dois, ainda muito utilizados: acetato e viscose, os dois a base de Celulose. No início foi também utilizada a palavra "Rayonne" (Raiom), para nomear estes dois fios.
Seda Natural: Fibra da qual é composto o casulo que cobre o bicho-da-seda, valiosa por sua utilização em tecidos de alta qualidade e em outros produtos têxteis. A seda é uma das mais antigas fibras têxteis conhecidas e, de acordo com a tradição chinesa, já era usada no século XXVII A.C. A) Histórico: Conforme vários livros antigos, a China foi o berço da seda natural. Foi descoberta pela imperatriz Si-Lung-Schi, há aproximadamente 1800/2000 a.C. (época do nascimento de Moisés). Depois a seda começou a viajar através da Europa, passando pela Turquia, Grécia, Itália, Espanha, etc., para terminar na França (Louis XI, em 1466). Atualmente os principais produtores de seda são: China, Japão, Brasil, Coréia. B) Descrição: A seda é um filamento contínuo segregado pela lagarta "Bombyx-mori" ou Bombyx de amoreira ou bicho-da-seda, que come a folha de amoreira (cultivada ou selvagem) e também do carvalho. Quando de sua transformação em crisálida, a lagarta forma um casulo a partir deste filamento de seda. Para formar o fio de seda se reúne diversos filamentos dos casulos. O fio assim obtido se chama "Grege". Contém uma série de filamentos, variáveis em função do título final do fio. Os principais títulos são: 9/11 den., 11/13, 13/15, 20/22, 40/44. O filamento e o fio são compostos de 2 produtos: a) O filamento puro de seda é chamado "Fibroine" e representa 75% a 78% do peso total. b) A goma natural é chamada "Grés" ou "Séricine" e representa 22/25% do peso total do fio. Assim, o filamento e depois o fio, possuem uma taxa de goma elevada, que protege a fibra durante o processamento de torção, urdissagem, tecelagem. Esta goma sai durante o processo de desengomagem do tecido ou do fio. Embora o surgimento de fibras sintéticas, como o náilon e o poliéster, tenha provocado uma enorme redução na produção e consumo da seda, ela continua sendo empregada na confecção de roupas, rendas e tecidos para decoração de interiores e bolsas. Características: muito macia, leve e confortável; não provoca irritações na pele; baixa resistência; desbota quando exposta ao sol e à transpiração; não resiste a produtos químicos; atacada por traças e insetos; exige muitos cuidados na lavagem e tratamento. Tencel® (Liocel ou Lyocell): É uma fibra artificial através da celulose da polpa da madeira de árvores, que são constantemente replantadas. Esta árvore é híbrida, produzida geneticamente com a finalidade de conseguir uma polpa mais branca e de melhor qualidade, na qual se precisa usar menos produtos químicos para a obtenção da fibra. É considerada, por alguns, uma fibra natural, pois não sofre a agressão de ingredientes químicos nocivos à natureza, e o processo químico utiliza um solvente totalmente reciclável, por isso chama-se de uma fibra "Ecologicamente Correta". O liocel representa a grande novidade entre as matérias primas têxteis, possibilita um tecido que alia a resistência do algodão, o toque e a maciez da seda e o perfeito caimento e frescor das fibras celulósicas. Os principais cuidados são lavar com sabão neutro, não usar alvejantes, secar à sombra, passar à ferro com temperatura média pelo avesso para não deixar brilho. Viscose: Fibra artificial obtido a partir da "Viscose", que é uma solução viscosa obtida pelo tratamento de celulose, de grande importância industrial, especialmente no fabrico do raiom , do acetato e do celofane, os fios e fibras de viscose são semelhantes ao algodão em absorção de umidade e resistência à tração; apresentam toque suave e macio e um caimento comparável ao do algodão. A viscose pode ser utilizada pura ou em combinação com outras fibras, nas mais diferentes proporções e tipos de misturas, e os tecidos com ela produzidos atingem todos os segmentos do mercado têxtil: tecidos planos, malhas, cama, mesa, banho, bordados e linhas. Embora os tecidos de viscose sejam bastante requisitados por confeccionistas de moda, a produção destas fibras não tem grandes perspectivas de crescimento a nível mundial, em razão dos altos custos ambientais inerentes à sua produção. Este nome é também atribuído a tecidos feitos com esta fibra. Características: macia e agradável para o verão; absorve bem a umidade e a transpiração; resiste bem à luz e às traças; torna-se pouco resistente quando molhada; encolhe e amarrota com facilidade; sensível ao ácido acético; amarela e desbota com a transpiração; queima com facilidade. Fio cardado: Fio que possui mais fibras curtas por não passar na penteadeira, o que propicia uma maior formação de pilling (bolinhas no tecido) e neps (defeito na regularidade do fio). Fio elastano, (Spandex): Fibra artificial proveniente do poliuretano, mais conhecida comercialmente como Lycra. Provém da família das fibras químicas de maior elasticidade, o que lhe confere a capacidade de esticar e retornar ao seu estado inicial sem danificações. O fio de Spandex é muito utilizado em roupas que necessitam de movimentos livres, como artigos da linha activewear. Misturadas a tecidos como o algodão, proporciona conforto, elasticidade, boa transpiração e ótima resistência ao calor e ao frio.