




























































































Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Modelagem Conceitual
Tipologia: Notas de estudo
1 / 147
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!





























































































01/9/
1. APRESENTAÇÃO O início do Projeto de Integração do Macroprocesso de Planejamento, Orçamento e Finanças – PRINT, data de 29 de dezembro de 2008, momento de emissão da Decisão de Diretoria DE 107/2008. Considerado estratégico é subordinado ao Diretor-Superintendente em decorrência de sua transversalidade e da amplitude do tema nos ambientes externo e interno, bem como por seu alinhamento à estratégia empresarial, notadamente no que se relaciona ao reposicionamento da Empresa como integradora de soluções de Governo. Seu escopo, planejamento, etapas e dinâmica de desenvolvimento foram detalhados em um Documento de Referencia que, preliminar a instituição do PRINT^1 , foi amplamente utilizado como norteador pelas lideranças para estruturação do Projeto e, pelos técnicos envolvidos, em seu desdobramento. Pretende este Modelo Conceitual^2 apresentar em seus capítulos a evolução das etapas do Projeto onde, a partir da experiência adquirida na construção do Modelo Global de Dados do Governo Federal para o macroprocesso de Planejamento, Orçamento e Finanças, os especialistas envolvidos em sua consecução revisitaram o Documento de Referência^3 promovendo uma nova abordagem conceitual, que se constituirá também um referencial de consulta para a Organização, descritas a partir de dois eventos focados na integração de dados: processos e projetos. Por projetos entende-se um conjunto de eventos com temporalidade definida e por processos um conjunto de atividades contínuas, sendo ambos detalhados no decorrer deste trabalho. (^1) A primeira versão do Documento de Referencia data de 23 de dezembro de 2008, ainda como documento inicial do projeto elaborado pelo Gerente do Projeto Estratégico, e está disponível para consulta no diretório L:PRINT da rede local, junto a todos os demais documentos gerados nas etapas e fases previstas no Plano de Trabalho PRINT e suas atualizações, que encontram-se em fase de migração para a WEB. (^2) Um modelo é uma representação, como define Paulo Gougo [1997]: “Modelo é a representação abstrata e simplificada de um sistema real, com a qual se pode explicar ou testar o seu comportamento, em seu todo ou em partes. Logo o modelo não é o objeto real, mas algo que o representa, com maior ou menor fidelidade. Faz com que pela sua observação e manipulação tenhamos nossas necessidades de conhecimento e conceituação sobre um objeto satisfeitas.” (^3) O Documento de Referencia, em sua 14a. Versão, é apresentado como o anexo I deste documento.
2. CONTEXTUALIZAÇÃO^4 2.1. Cenário O núcleo central de gestão administrativa do Governo Federal compreende um conjunto de sistemas de informações denominados Sistemas de Gestão Administrativa (SGA) ou também Sistemas Estruturantes de Governo. Cada um destes sistemas é responsável por um processo de gestão governamental, como planejamento, elaboração e acompanhamento do orçamento, administração de recursos humanos, alocação de cargos às estruturas do Governo Federal, compras governamentais, acompanhamento dos programas e ações do Governo e administração financeira e contábil, entre outros. Ainda neste cenário, cada um desses sistemas faz parte de um sistema maior, que é a gestão administrativa do Governo Federal. Porém a integração entre esses sistemas não ocorre e, assim, cada um opera isoladamente, limitando sua eficiência e a gestão administrativa de melhor qualidade, considerando-se a premissa que a gestão administrativa do Governo Federal seria mais eficiente caso esses sistemas fossem integrados, ampliando a visão de contexto e possibilitando um melhor controle das informações geradas e tratadas por esses sistemas. É unânime o entendimento quanto à urgência da revisão dos processos decisórios e de maior aporte e qualificação para o pessoal que opera e decide os procedimentos dos diversos ciclos da gestão pública, bem como o fato de que as ferramentas que hoje são utilizadas para apoiar os recursos e gerenciar as políticas públicas se encontram ultrapassadas. 2.2. Relevância Estratégica A proposta de trabalho ora apresentada procura apontar soluções para a oferta de informações necessárias aos processos decisórios e a melhoria dos sistemas de apoio aos diversos ciclos da gestão pública. Nesse sentido, cabe ressaltar que os Sistemas Estruturantes foram construídos em momentos distintos e, para resolver os problemas operacionais de cada uma das funções administrativas de per si, tais sistemas não geram as informações necessárias para uma gestão pública integrada e eficiente. Distintas plataformas tecnológicas e ausência de integração não facilitam a tarefa de integrar os ciclos ou sistemas dos processos de planejamento, orçamento e finanças. O foco em objetivos distintos não permite que as informações por eles geradas contribuam para melhorar o controle sobre a execução dos programas e a indispensável avaliação de seus resultados. 4 A construção deste capítulo teve como fonte o trabalho “Aplicação do Modelo Global de Dados do Macroprocesso de Planejamento, Orçamento e Finanças como Ferramenta Auxiliar na Integração e Melhoria dos Sistemas Estruturantes da Administração Pública Federal”, de autoria de membro da equipe e inscrito no CONSERPRO 2009, apresentado no anexo II.
B – os sistemas de informações não apóiam satisfatoriamente a implementação de ações de governo no âmbito do Ciclo Planejamento, Orçamento e Finanças: o Problemas de qualidade de dados, onde a aquisição de dados em sua forma atual, ou seja, por meio de sistemas centralizados, não atende as necessidades dos órgãos setoriais, gerando re-trabalho pela necessidade de manter também sistemas locais que utilizam os mesmos dados. Por outro lado, os sistemas centralizados não possuem muitas das informações relevantes, visto que estas residem tão somente nos sistemas setoriais, não conseguindo garantir dados confiáveis e disponíveis de modo tempestivo para os gestores; o Inexistência de política de uso das informações e sua divulgação, decorrente da ausência de documentação automática dos serviços de informações em um catálogo de serviços de Governo que garanta a ampla divulgação do conteúdo semântico das informações disponíveis e as regras para obtenção de informações; o Inexistência de uma arquitetura de informações que forneça um modelo e uma metodologia de aquisição e utilização da informação; o Dificuldade em efetuar o cruzamento de informações entre os Sistemas Estruturantes de Governo, o que pode ser ilustrado especialmente pela situação de diferentes estruturas de código de órgãos^5. 2.4. Proposta de Solução Com base no diagnóstico preliminar realizado identificou-se como solução a caracterização de duas iniciativas de trabalho de importância uníssona com as necessidades de gestão de governo: a definição de grupos de informação estratégicos para apoio á tomada de decisão e a modernização dos sistemas de Governo com foco na essência das informações. A base é a Gestão da Informação para Tomada de Decisão alinhada a gestão dos processos de negócios do Governo Federal. Aspectos importantes com respeito a informações precisam ser enfatizados de modo a que elas contribuam para melhoria do diálogo dos órgãos centrais com os órgãos setoriais, atendendo ao requisito fundamental de que as informações geradas sejam fidedignas e confiáveis. Os esforços de melhoria da qualidade das informações devem considerar também as necessidades específicas dos órgãos setoriais e não apenas aquelas dos órgãos centrais de planejamento, orçamento e finanças. É o conceito de grupos de informação. (^5) Embora o Sistema de Informações Organizacionais do Governo Federal (SIORG) seja o sistema responsável em manter e gerenciar a codificação da estrutura de órgãos da Administração Pública Federal, outros sistemas legados, como por exemplo, o Sistema de Informações Gerenciais e de Planejamento (SIGPLAN), o Sistema Integrado de Administração Financeira (SIAFI) e o Sistema Integrado de Administração de Pessoal (SIAPE), mantêm e controlam a sua própria estrutura de órgãos, que diverge daquela projetada no SIORG. Isso gera diversos problemas de integração de dados, agrupamento de informações por órgãos e extração e comparação de informações, simplesmente porque não há como garantir a equivalência entre as diferentes estruturas existentes nos sistemas legados do Governo.
A definição de grupos de informação estratégicos para apoio à tomada de decisão procura resolver os problemas afetos ao suporte ao processo decisório, sendo compostos de arquiteturas de informações transitórias e planejadas em horizontes de tempo que garantam a geração de variações de informações para apoio ao processo decisório e que considerem bases de infra-estrutura tecnológica que possam ser disponibilizados a baixos custos, atendendo a demanda de informações dos clientes e usuários dos sistemas informatizados de Governo. Esta etapa caracteriza-se pela modelagem dos grupos de informação e a qualificação das fontes de dados disponíveis do governo que possam apoiar o processo decisório. A evolução desta proposta considera a incorporação de novos temas, tratando dos atuais apenas como mecanismo de concepção de projeto. A modernização dos sistemas de Governo com foco na revisão dos processos atuais e na modelagem dos processos geradores de informações essenciais no âmbito do ciclo planejamento, orçamento e finanças procura resolver a demanda crescente dos Gabinetes dos Ministérios do Planejamento, Orçamento e Gestão (MP) e da Fazenda (MF) pela revisão dos processos e procedimentos para geração de informações de apoio à implementação de ações de Governo no âmbito do ciclo planejamento, orçamento e finanças em um primeiro momento e demais ciclos na continuidade das modelagens.
vivenciada pela SUNAC. Os resultados apresentados até o momento têm recebido a sinalização positiva das Secretarias Executivas dos Ministérios da Fazenda e do Planejamento e Gestão, coordenadoras dos Comitês^6 , confirmando a preocupação inicial da Diretoria da Empresa com a transversalidade e os impactos internos e externos e apontando para a necessidade da integração lógica de dados das diversas bases existentes no âmbito do Governo Federal, gerando um Modelo Global de Dados Integrado e Estratégico do Governo Federal. Ainda como orientação daqueles Ministérios, ressalta-se a estruturação da Governança do Ciclo do Macroprocesso Planejamento, Orçamento e Finanças, implementando formalmente a Gestão Continuada para o Modelo Global de Dados, estabelecendo responsabilidades entre as partes envolvidas, implementando a figura do Gestor da Informação, estabelecendo diretrizes e criando normativo para observância do modelo e – notadamente a criação de novos sistemas de informação – em atendimento a diretriz do Ministério do Planejamento no que se refere à interoperabilidade. Paralelamente vem sendo demandada também ação voltada a implementação de soluções decorrentes das visões integradas e integradoras, como conseqüência imediata da utilização das diversas visões do Modelo. Considerando que sua abrangência vem se ampliando à medida que se faz necessária manter disponível, íntegra e atual a visão de integração entre os dados dos diversos sistemas estruturantes alinhados aos macroprocessos do Governo Federal, a Integração de Dados deve ser dividida em dois eventos distintos, projetos e processos. Por projetos entende-se um conjunto de eventos com temporalidade definida, voltados a modelagem e refinamento de dados dos diversos órgãos, ou contextos, envolvidos em um macroprocesso. Este conjunto requer uma gestão focada na entrega dos produtos dentro dos prazos esperados e dentro dos requisitos pactuados, visto que estas entregas representam insumo para outros projetos ou processos. Por processos entende-se um conjunto de atividades continuas, voltadas a gestão e continuidade do Modelo Global de Dados Integrado e Estratégico do Governo Federal, abrangendo suporte, administração, disciplina de uso, auditoria e avaliação e manutenção, considerando os diversos atores envolvidos: entidades de governo (clientes ou não do Serpro), unidades de relacionamento com clientes, unidades de tecnologia, desenvolvimento e suporte ao desenvolvimento. 3.1. Modelagem de Dados^7 (^6) A partir de agosto de 2009 o Comitê Estratégico de Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão passa a ser coordenado pela Secretaria de Logística e Tecnologia de Informação/SLTI. 7 A construção deste capítulo teve como fonte o trabalho “Modelagem Essencial de Dados: uma metodologia em busca da essência do dado”, de autoria de membros da equipe e inscrito no CONSERPRO 2009, apresentado no anexo III.
Existem diversas metodologias de modelagem de dados, de acordo com a finalidade do modelador e com o uso que vai ser feito do modelo. Para a construção do Modelo Global de Dados Integrado e Estratégico do Governo Federal, foi utilizada a Modelagem Essencial de Dados (MED), com objetivo de representar esquematicamente os dados tratados pelos sistemas informatizados que compõem o Macroprocesso de Planejamento, Orçamento e Finanças, visando criar uma plataforma de metadados integrados a ser usada como base para futuras manutenções evolutivas desses mesmos sistemas ou para o desenvolvimento de novos sistemas do mesmo macroprocesso. A Modelagem Entidade-Relacionamento promove a construção de modelos de dados como ponto de partida para a implementação de sistemas informatizados. Em vez disso, a Modelagem Essencial de Dados parte de sistemas já implementados e trabalha tanto com o conhecimento explícito quanto com o conhecimento tácito, construindo modelos de dados que retratam tais conhecimentos. A MED atua, portanto, de forma semelhante a um processo de engenharia reversa, resgatando o modelo de dados a partir das fontes de informação: descrição da base de dados, ou metadados, dos sistemas legados; percepção dos dados pelos analistas de negócio responsáveis pelos sistemas legados; e percepção dos dados pelos usuários finais desses sistemas. A modelagem essencial tem sua dinâmica fortemente apoiada em reuniões com os analistas de negócio do Serpro, responsáveis pelos sistemas e com os usuários gestores dos sistemas. Tais reuniões precisam ser preparadas com antecedência, bem focadas e consequentes. A orientação no sentido da obtenção dos artefatos previstos na metodologia dá objetividade às reuniões e faz com que os artefatos possam ser construídos por aproximações sucessivas. A lista das questões suscitadas no decorrer da modelagem, a lista dos objetos a serem validados, a lista das mudanças aplicadas nos artefatos desde o último encontro do grupo, todas essas listas estão constantemente sendo compartilhadas, para que, ao chegarem à reunião, todos já tenham uma idéia precisa do trabalho a ser feito. Estes atores precisam estar cientes da importância das informações levantadas nas reuniões e, para tanto, deve ser dado um lugar de destaque para o registro dessas informações. Nesse sentido, as atas são redigidas detalhadamente e validadas no início da reunião subsequente. Todas as atas e todos os artefatos gerados na modelagem são armazenados em ferramenta coletiva que controla o versionamento, com visibilidade para todos os participantes do trabalho. O controle de mudanças, tanto no Diagrama de Contexto como no Modelo Global de Dados, é registrado minuciosamente. No decorrer da modelagem, a equipe está adquirindo conhecimento tácito e registrando tudo o que for possível como conhecimento explícito, por meio dos artefatos previstos. Ao registrar o que é essencial e procurar fazê-lo com simplicidade, há um acréscimo do conhecimento organizacional formal referente aos sistemas informatizados que implementam os macroprocessos de uma Organização. Nesse sentido, pode-se afirmar que a Aprendizagem Organizacional se beneficia da Modelagem Essencial de Dados.
construído por etapas, uma área de cada vez. A cada nova área modelada busca- se identificar os pontos de integração com as áreas que já estavam prontas. Daí a importância do particionamento em áreas, para se dividir o escopo da modelagem em partes cujo tamanho seja compatível com o esforço de aprendizagem da equipe e com a necessidade de entrega de resultados. o Etapa 2 - Identificação das Interações com os Demais Sistemas A segunda etapa da modelagem essencial consiste em identificar as informações que fluem entre o sistema que está sendo modelado e os sistemas que compõem seu contexto, partindo da premissa que se uma informação é recebida pelo sistema, é provável que seja armazenada em alguma estrutura de dados para ser trabalhada em seguida. Se uma informação é enviada pelo sistema, é provável que ela tenha sido processada e tenha também alguma estrutura de armazenamento. Trata-se, portanto, de uma heurística. Não significa que havendo um fluxo de dados necessariamente vai haver estruturas de dados correspondentes, o que fica claro quando se afirma que “é provável”. Registradas as interações entre os sistemas, cabe à equipe de modelagem analisar cada fluxo de dados para questionar a possibilidade de existirem entidades correspondentes a esse fluxo a serem registradas no Diagrama E-R (Diagrama Entidade-Relacionamento). o Etapa 3 - Levantamento das Entidades de Dados e seus Relacionamentos Nesta etapa se elabora o modelo de dados, utilizando-se os conceitos da Modelagem Entidade Relacionamento. A diferença reside no nível de detalhamento adotado onde, para que o Modelo de Dados possa abranger todo o macroprocesso e ser desenhado em tempo hábil, se adota uma disciplina de buscar as entidades mais relevantes, ignorando as demais. Esse procedimento não acarreta prejuízos, uma vez que não se pretende derivar o modelo físico diretamente desse modelo conceitual, como poderá ser observado a seguir, no capítulo referente à Gestão e Governança do Modelo Global de Dados. São apresentadas no modelo de dados tão somente as entidades que efetivamente contribuem para o entendimento do negócio. No entanto, apenas o desenho do diagrama com as entidades e seus relacionamentos não satisfaz a necessidade semântica de registrar o conhecimento em torno do sistema e, com este objetivo, se adota um Dicionário de Dados Único, onde todas as entidades serão registradas e definidas uma - e somente uma - vez para todo o macroprocesso.
Mesmo sendo trabalhosa, é uma das atividades cruciais da metodologia. A documentação deve ter uma atenção especial, pois sem ela fica complicado preservar o conhecimento registrado no modelo. o Etapa 4 - Convergência do Modelo com as Tabelas Físicas dos Sistemas A quarta etapa da MED consiste em identificar quais tabelas físicas ou files correspondem a cada entidade de dado, gerando uma matriz com esse mapeamento. Essa atividade existe com o intuito de trazer o diagrama para mais próximo da realidade e proporcionar maior credibilidade ao modelo, pois ela demonstra que as entidades não foram criadas ao acaso, mas são a contrapartida dos dados residentes na base de dados. O objetivo de mapear a convergência é, portanto, criar um “lastro” para o modelo, garantindo assim que ele não constitua uma simples abstração do negócio, mas reflita a visão de negócio representada pela implementação atual do sistema, por mais defasada que esta possa estar em relação aos atuais requisitos de informação da Organização. Para o propósito de lastrear o modelo é suficiente que se consiga uma correspondência de 70% das entidades. Nos sistemas legados mais antigos, muitas entidades de domínio, aquelas que servem para decodificar, são inseridas diretamente no código-fonte, não existindo como estrutura de dados independente. o Etapa 5 - Identificação dos Pontos de Integração Ainda que os modelos estejam desenhados por área, vão existir ligações entre essas áreas correspondentes ao reuso das entidades. É justamente nessas entidades reusadas em diversas áreas que residem os pontos de integração do modelo, que são evidenciados nesta etapa da modelagem. No diagrama, essas integrações são representadas por linhas vermelhas que cruzam de um lado a outro o modelo, interligando entidades. Os pontos de integração são mais bem visualizados por intermédio da matriz de entidades por áreas. Marca-se um “x” em cada célula que represente o uso de uma entidade por uma determinada área. Contando-se a quantidade de células com marcações “x” ao longo das áreas, chega-se ao indicador de reuso, que representa a força de integração de cada entidade. Dessa forma, a modelagem essencial aponta as entidades onde se deve exercer esforço de integração, para as quais poderão ser desenvolvidos serviços web que promovam a atualização e consulta integrada por todos os sistemas que compõem o macroprocesso. o Etapa 6 - Validação do Modelo com o Usuário Gestor
de um outro artefato, o Diagrama de Entidades e Relacionamentos. Para tanto, os dados que estiverem presentes no Diagrama de Contexto serão analisados atentamente e, se julgado conveniente, serão refletidos no Diagrama de Entidades e Relacionamentos. Portanto, o Diagrama de Contexto não constitui um objetivo da MED. Em vez disso, ele é um acessório para subsidiar a elaboração do Diagrama de Entidades e Relacionamentos. No Diagrama de Contexto os sistemas são representados por meio de retângulos e os fluxos de dados são representados por meio de setas entre os retângulos. Em algumas situações da modelagem não se conhece o nome do sistema externo, mas sabe-se que existe alguma informação fluindo de ou para algum sistema de alguma Organização. Neste caso, o nome colocado no retângulo vai ser o próprio nome da Organização, entendendo-se por isso que se está referindo aos sistemas informatizados dessa Organização. Figura 02 – Exemplo de um Diagrama de Contexto Sobre as setas do diagrama de contexto é colocado um nome para o fluxo, normalmente uma descrição sucinta, composta de siglas e abreviações. Algumas vezes o nome do fluxo é suficiente para o seu entendimento. No entanto, o que se tem observado é que muita riqueza de informação pode ser perdida por conta da escassez de espaço físico para contar um pouco mais da história do fluxo. Para enriquecer o diagrama de contexto constrói-se uma planilha com uma linha para cada fluxo de dados. Nessa planilha são registradas todas as explicações obtidas junto aos Analistas de Negócio a respeito de cada Fluxo de Dados.
Diagrama de Entidades e Relacionamentos, derivado do Modelo de Entidade -Relacionamento (MER), é a forma como se apresenta o Modelo Global de Dados onde, assim como no Diagrama de Contexto, com objetivo de abranger completamente um Macroprocesso e desenha-lo em tempo hábil, adota-se uma disciplina de buscar as entidades mais significativas, ignorando as demais. Originalmente o MER^8 pode ser conceitual, lógico ou físico. A Modelagem Essencial de Dados endereça apenas o modelo conceitual, que descreve o modelo de dados de um sistema com alto nível de abstração, ganhando com isso a capacidade de representar as regras de negócio sem considerar as limitações tecnológicas ou de implementação e criando uma linguagem apropriada para discussão com o usuário final, tomando-se o cuidado de não confundir modelo conceitual de dados^9 com modelo relacional, que representa tabelas, atributos e relações materializadas no banco de dados. O Diagrama de Entidades e Relacionamentos contém as principais entidades que compõem o sistema, que são identificadas tendo como foco a integração, várias entidades da vida real podem ser agrupadas em apenas uma entidade do modelo, se isso for suficiente para o objetivo final que é a integração. Como se trata de um diagrama conceitual de alto nível fica facilitado o entendimento e a comunicação entre usuários e modeladores sendo apresentadas exclusivamente as entidades principais. No primeiro momento da modelagem não são identificados os atributos de cada entidade, mas já se determina a cardinalidade dos relacionamentos. Por ser um modelo conceitual, admite-se a representação de relacionamentos n para m. Alguns relacionamentos recebem uma denominação, desde que isso acrescente valor ao entendimento do diagrama. A identificação dos atributos fica para a fase de refinamento do modelo, após a validação com o usuário gestor. As entidades desse Diagrama são classificadas em entidades de domínio, entidades de negócio, entidades externas e entidades de integração. As entidades de domínio representam um conteúdo relativamente estável, geralmente composto de código e descrição. Exemplos de entidades de domínio: Município, Situação Cadastral, Atividade Econômica. Já as entidades de negócio representam um conteúdo mais dinâmico, trazendo para o modelo o dia-a-dia do negócio. Exemplos de entidades de negócio: Programa de Trabalho, Saldo Contábil, Viagem. Entidades externas são entidades que pertencem a outras (^8) O Modelo Entidade-Relacionamento (MER) foi desenvolvido pelo professor Peter Chen, a fim de representar as estruturas de dados de uma forma mais natural e mais próxima do mundo real dos negócios. O MER propõe que a realidade seja visualizada sob três pontos de vista, ou com três conceitos fundamentais: Entidade, Atributo e Relacionamento. Os objetos que compõem a realidade são as Entidades, as características que se deseja conhecer sobre os objetos que compõem a realidade são os Atributos e a forma como os objetos interagem entre si constitui o Relacionamento. (^9) A definição de modelo conceitual aqui adotada está alinhada com a definição oferecida por Paulo Gougo [1997]: “Define- se como modelo conceitual aquele em que os objetos, suas características e relacionamentos têm a representação fiel ao ambiente observado, independente de limitações impostas por tecnologias, técnicas de implementação ou dispositivos físicos. Nesse modelo, devemos representar os conceitos e características observados em um dado ambiente, voltando-nos simplesmente ao aspecto conceitual.”
Mapa de Integração, ou matriz de cruzamento entre entidades e áreas de negócio, é o instrumento que registra os pontos de integração evidenciados pela modelagem e atribui os pesos correspondentes ao potencial de integração desses pontos. A partir de uma matriz de entidades por áreas, abrangendo o conjunto completo de todas as áreas que compõem o MGD até o momento, são relacionadas as entidades em ordem alfabética, na mesma sequência em que aparecem no Dicionário de Dados. O potencial de integração de cada entidade é registrado no Mapa de Integração por meio do Índice de Reuso, que contabiliza o número de Áreas de Negócio em que determinada entidade está presente. 3.2. Refinamento da Modelagem Essa etapa é voltada a garantia do detalhamento e das integrações necessárias para que o Modelo Global Dados garanta uma visão integrada e estratégica do Governo Federal permitindo seu uso, entre outros, para a construção e manutenção das soluções demandadas pelos clientes. Trata-se de um segundo ciclo de análise dos dados realizada junto aos analistas de negócios e administradores de banco de dados voltado à integração entre os dados, a partir das validações realizadas pelos clientes, garantindo a integridade entre as entidades e atributos em um nível mais alto e entre os diversos escopos mapeados, próprios do Modelo Global de Dados Integrado e Estratégico do Governo Federal. A partir desta etapa, o Modelo Global já permite a identificação de integrações estratégicas, para que os sistemas de informação possam dar maior apoio no processo decisório, desdobrando-se em informações mais precisas para os Sistemas de Informação Gerencial. Como exemplo podemos tomar por base o contexto do Modelo Global para o MP, onde algumas integrações identificadas foram: Ação, Fornecedor, Localidade, Material/Serviço, Servidor, Empenho, Contrato e Órgão^10. A partir dessa etapa, as partes envolvidas passam a ter acesso as informações do Modelo Global, utilizando plataforma tecnológica para compartilhamento, sendo possível utilizar suas informações para simulação de novas soluções ou mesmo características desejadas e que não estejam implementadas nos sistemas atuais. É importante destacar que a simulação é realizada setorizadamente, não comprometendo a integridade do Modelo Global, atendendo a um dos requisitos de segurança do Modelo de Gestão e Governança necessário ao Modelo Global de Dados Integrado e Estratégico do Governo Federal. 3.3. Atualização do Modelo Global de Dados É a etapa de efetiva utilização do Modelo Global a partir da plataforma tecnológica para compartilhamento, atualizando os contextos, mesmo que parcialmente, mantendo a (^10) A viabilidade de utilização das entidades integradoras na construção de soluções é tratada no trabalho “Modelo Global de Dados Provendo Integrações entre Sistemas Estruturantes de Governos através de Arquitetura Orientada à Serviço”, de autoria de membros da equipe e inscrito no CONSERPRO 2009, apresentado no anexo IV.
convergência ao planejamento e aos processos de negócios, aos macroprocessos e às soluções de Tecnologia da Informação. Requer a utilização de padrões de notação por todos os envolvidos, a definição de permissões e responsabilidades, além de forma e critérios de auditoria e métricas para avaliar a eficiência e efetividade na utilização do Modelo de Dados, com foco na manutenção de sua integridade e continuidade, ou seja, caracteriza-se pela efetiva utilização também do Modelo de Governança e Gestão Continuada para o Modelo Global de Dados Integrado e Estratégico do Governo Federal. A modelagem Essencial de Dados é uma abordagem recente, tendo sido utilizada pela primeira vez no Serpro, no ano de 2009. Prevê-se que, a cada novo macroprocesso a que se aplique essa metodologia, ela seja aprimorada e até mesmo ampliada para tratar novas situações que venham a surgir. O registro minucioso e preciso, a disseminação e a normatização da metodologia são necessárias para transformá-la em patrimônio da área TI e para justificar o investimento na sua evolução, visto não haver mais dúvidas que a aplicação do modelo global de dados na análise de requisitos e no desenvolvimento de soluções possibilita a melhor qualidade na especificação de demandas da área de negócios para a área de desenvolvimento, menor tempo de atendimento das demandas por parte do Desenvolvimento, evita duplicação de depósito de dados com consequente inconsistência de dados. Até aqui foram abordados os eventos que, com temporalidade definida, são tratados como projetos, envolvendo alocação dinâmica de especialistas e recursos, cuja gestão é focada na entrega dos produtos de cada etapa dentro dos prazos esperados e dos requisitos pactuados, visto que estas entregas representam insumo para outras etapas, outros projetos ou mesmo processos.