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Minerais Rochas e Solos - 024, Notas de estudo de Engenharia Ambiental

Solos - Solos

Tipologia: Notas de estudo

2011

Compartilhado em 06/07/2011

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ana-luisa-ferreira-3 🇧🇷

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quantidade de alimentos, têm resultado no desmatamento de áreas florestadas para expansão das áreas agsiculturáveis. Issa é uma solução ilusória, pois os solos das florestas representam sistemas muito frá- geis, que acabam sendo destruídos com o desmatamento. Na Amazônia, por exemplo, a taxa anual de desmatamento para fins agrícolas está em torno de 1,3 milhões de hectares, e não tem resolvido satisfatoriamente o problema. O uso adequado dos solos já existentes, prevenindo-se sua destruição, é a melhor solução. Além disso, solos de outros ambien- tes, como o certado, com a aplicação de formas adequadas de irrigação, poderiam contribuir de for- ma mais concreta e permanente para o aumento da produção de alimentos. Para proteger os recursos do solo, está disponível hoje um conjunto de técnicas de manejo que incluem a identificação e mapeamento dos solos vulneráveis, a implementação de soluções alternativas à forte depen dência de agroquímicos e, finalmenre, o reflorestamento, 8.6.2 Depósitos lateríticos Os processos genéticos que atuam na formação de um depósito laterítico classificam-se em 2 grupos: * Preservação do mineral primário de interesse e sua concentração por acumulação relativa devida à perda de matéria do perfil durante a alteração. Nesse caso, o mineral portador do elemento de interesse econômico é relativamente resistente ao intemperismo e permanece no perfil, enquanto os outros minerais são alterados, e pelo menos parte da matéria é lixiviada do perfil. É o caso, por exemplo, dos depósitos de fosfato, por concentração de apatita, de crômio, por concentração de cromita, estanho, por concentração de cassiterita, ferro, por concentração de hemarita, etc. * Destruição do mineral primário e formação de minerais secundári os mais ricos que o mineral primá- rio no elemento de interesse. Isso ocorre com elementos de baixa solubilidade como o Al e o Ti, que formam minerais secundários (gibhsira c anatásio, respecliva- mente) imediatamente após sua liberação dos minerais primários portadores. Mas também pode ocorrer com elementos mais solúveis, que migram no perfil de alie- ração e vão precipitar como fases secundárias nos horizontes que apresentem condições propícias para tal. É o caso, por exemplo, do minério de níquel (garnierita e goethita niquelífera) c de manganês (psilomelano e pirobusita). 162 DecirranDoO A TERRA Em algumas situações, ocorre um processo to, pelo qual o mineral primário portador & elemento de interesse permanece inalterado no cus diz respeito a seu arcabonço essencial, mas so transformações que podem melhorar ou piorar sos qualidade como mineral de minério, Um bom exemplo dessa sirnação são os depósitos lateríto de nióbio, onde o pirocloro do manto late: não é mais o Ca-pirocloro da rocha parental, sim o Ba-pirocloro transformado pe intemperismo. No caso de alguns depósitos lareríticos, como os de ouro, o minério é formado pela atuaç conjunta dos duis processos: o mineral de mi tio é uma mistura de partículas de outo primáre mais ou menos preservadas da alteração e de p tículas de outo secundário precipitado a paruiz soluções. Como c nsequência de seu modo de forma ção, por processos de acumulação relativa e/o= absoluta de clementos no perfil de alteração, < ambiente de abundância de água e de oxigênio, == jazidas lateríticas apresentam algumas caracterísa cas comuns. Oc rrem sempre na superficie da re: ou próximo dela, sob forma de bolsões ou m tos, o que permite a lavra a céu aberto. No caso de elementos que admitem mais de um número é oxidação, estes se encontram com seus números de oxidação mais altos. De modo geral, os depós: lateríticos possuem teores relativamente baixos, & que é compensado por tonelagens expressivas. Fe nalmente, dada a dificuldade de preservação ds formações superficiais por um período de tempo muito extenso, os depósitos lateríticos estão limitz dos aos tempos geológicos mais recente principalmente cenozóicos. Tara que um depósito laterítico se forme, é ne- cessário que ocorra uma convergência de fatore de ordem litológica, climática e morfotectônica. Por fator litológico, entende-se a natureza da rocha so- bre a qual o intemperismo vai atuar. De modo geral. nas jazidas lateríticas, há um enriquecimento pré do elemento em questão na rocha parental que, ne contexto, é denominada protominério. Às vezes, o próprio protominério pode ser explorado, nesse caso, o minério lateríLico é apenas uma co- bertura enriquecida do minério primário. Como exemplo, podem-se mencionar algumas jazidas de apatita e de manganês. Em outros casos, o