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Modelagem aplicada, Notas de estudo de Engenharia Florestal

modelagem aplicada ao crescimento e a produção florestal

Tipologia: Notas de estudo

2011

Compartilhado em 02/11/2011

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA
CENTRO DE CIÊNCIAS RURAIS
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS FLORESTAIS
Modelagem
aplicada
ao Crescimento e Produção Florestal
- com exemplos e exercícios -
Dr. Peter Spathelf
Dr. Leif Nutto
Julho de 2000 - Santa Maria, RS
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA

CENTRO DE CIÊ NCIAS RURAIS

DEPARTAMENTO DE CIÊ NCIAS FLORESTAIS

Modelagem

aplicada

ao Crescimento e Produç ão Florestal

- com exemplos e exercícios -

Dr. Peter Spathelf

Dr. Leif Nutto

Julho de 2000 - Santa Maria, RS

Sumário

5.3 EXEMPLO: “ZUWACHSTRENDVERFAHREN” (MÉ TODO DA TENDÊ NCIA DE CRESCIMENTO)

PREFÁ CIO

A modelagem tem uma longa tradiç ão na área florestal. Desde o inicio das florestas manejadas, surgiu o desejo de influenciar e prognosticar o crescimento com o fim de dominar a produç ão da matéria-prima madeira. Esse desejo tem as suas raízes nas circunstâncias especiais da produç ão florestal: os longos prazos e a irreversibilidade de decisões e intervenç ões uma vez tomadas. Nenhum outro setor industrial tem que enfrentar tais problemas. Como é possível estimar os desejos e necessidades do mercado de produtos de madeira daqui a 20 a 50 ou, como na Europa, as vezes, necessário, 250 anos? Para um planejamento, economica e ecologicamente, sustentável são necessárias informaç ões sobre o crescimento, a produç ão e a qualidade do produto madeira e aqui entra em jogo a modelagem. Modelos são abstraç ões e simplificaç ões de processos com o fim de descrever estes e estimar os seus resultados finais, bem como o seu transcurso. Nos ú ltimos anos, pode-se observar modificaç ões nos objetivos da produç ão florestal, tanto quanto nas funç ões das florestas. As florestas que apenas serviam para a produç ão de madeira, hoje em dia, devem atender a objetivos multifuncionais, naturalmente sem perder de vista o seu valor econômico. Além dos povoamentos homogêneos e equiâneos com o fim de uma produç ão de volume máximo, as florestas mistas e estruturadas ganham em importância, mas para estas as tabelas de produç ão estáticas não são mais apropriadas. Pelo contrário, são necessários modelos dinâmicos capazes de estimar o crescimento, a produç ão e a qualidade de árvores individuais, sendo baseados em fatores biológico-explicativos. Com esse novo desafio, a modelagem está-se tornando cada vez mais importante para as Ciências Florestais. Nenhum engenheiro florestal pode evitar o contato nem a aplicaç ão de modelos de crescimento e produç ão, sejam os mais simples como as tabelas de produç ão, ou os mais sofisticados como programas de produç ão baseados na árvore individual. O objetivo deste caderno é o de propiciar uma visão geral sobre os modelos e a modelagem aplicada ao Crescimento e Produç ão Florestal. Com exemplos e exercícios, são facilitadas a compreensão da origem, a funç ão e a aplicaç ão dos tipos de modelos apresentados. Agradecemos ao colega Prof. Oswald König pela revisão deste texto e valiosas sugestões.

Santa Maria (RS), Outubro de 2000

Peter Spathelf Dr. Leif Nutto Prof. visistante DAAD/CAPES Pesquisador Visitante DAAD

1 Fundamentos na modelagem do crescimento

1.1 Distinç ão entre crescimento, produç ão e incremento

O crescimento se refere ao acréscimo nas dimensões (altura, diâmetro, área basal, volume) ou no valor de um sistema orgânico (árvores individuais ou povoamentos) enquanto a produç ão é relacionada ao seu tamanho final após um período definido de observaç ão. A curva (ideal) de crescimento mostra um aumento progressivo e uma diminuiç ão depois de um ponto de inflexão. O crescimento e o incremento são ligados matematicamente: se y for o crescimento, a derivaç ão dy/dt é o incremento (Figura 1.1).

FIGURA 1.1 – Relaç ões entre as curvas de crescimento e incremento.

1.2 Fundamentos fisiológicos do crescimento

Apesar de fatores ambientais alterados, mostrou-se que o crescimento de organismos (sobretudo árvores), a longo prazo, segue um padrão comparável e estável (Zeide, 1993).

Modelos de crescimento não têm um valor em si. São sínteses de observaç ões/fenômenos biológicos. Aplicadas nas condiç ões sob as quais foram coletados os dados, na Engenharia Florestal os modelos são imprescindíveis

  • na prognose dos futuros recursos florestais;
  • na escolha de alternativas silviculturais;
  • no apoio à tomada de decisões no manejo e na política florestal. Já existe muita experiência na modelagem de florestas homogêneas puras (Clutter et al., 1983), com abordagens bem simples. Florestas mistas heterogêneas exigem modelos mais sofisticados em razão da sua diversidade e estrutura complexa. Além disso, os modelos tradicionais de crescimento descrevem o futuro "output" com funç ões dependendo do tempo que são fundamentadas em observaç ões do crescimento passado em condiç ões comparáveis. Mas, sob condiç ões alteradas do sítio, essa base de informaç ões se torna menos válida. Então, têm que ser incorporadas, nos modelos de crescimento, análises mais cuidadosas dos mecanismos que conduzem o crescimento. O papel do modelo de crescimento é mostrado na Figura 1.2:

FIGURA 1.2 – O papel de modelos de crescimento (segundo Vanclay, 1994)

Inventá rio está tico

Modelo de crescimento

Povoamento futuro

Inventá rio dinâmico

suposições

×

Área florestal (^) Inventá rio

= está tico

Estimativa da á rea

Estimativa

× = dos recursos

O advento do trabalho com computador facilitou e ampliou o uso da modelagem. Geralmente é preciso trabalhar com muitos dados. Nesse sentido, o computador como ferramenta se tornou indispensável na aplicaç ão de modelos. O estabelecimento de entradas e saídas informatizadas abriu novas oportunidades, sobretudo, em termos da visualizaç ão dos resultados de modelos (tabelas, perfis tridimensionais). Mas os modelos "computerizados" também têm desvantagens. Com a complexidade de cálculos e o nú mero de fatores influenciais aumentando, o processo da modelagem, as vezes, se torna difícil de compreender. Nesse caso, fala-se do efeito “blackbox”. Dependendo do problema, desenvolveram-se, na Engenharia Florestal, dois tipos gerais de modelos. Para a prognose de "outputs" requer-se uma abordagem que forneç a respostas quantitativas, em pouco tempo em um nível de acuracidade pré-definido. Isso levou a modelos empírico, nos quais a estrutura da floresta como sistema, as interrelaç ões entre componentes da floresta precisavam ser explicadas, desenvolvendo-se uma abordagem física para o objeto, ou seja modelos mecanísticos.

1.4 Tipos gerais de modelos

1.4.1 Modelos empíricos Modelos empíricos ou modelos agregados não consideram hipóteses associadas de causalidade ou explanaç ão. No pressuposto dessa abordagem, é que se encontram padrões comuns no crescimento de indivíduos. Trata-se dos efeitos a longo prazo que têm um impacto sobre o crescimento como a idade. Modelos empíricos também podem ser chamados modelos para a prognose. A floresta é vista como um sistema para a produç ão.

1.4.2 Modelos mecanísticos Modelos mecanísticos (ou modelos teoréticos, modelos de processos) têm uma hipótese associada ao fenômeno descrito. Também são chamados de modelos individuais. Cada indivíduo é ú nico e diferente do outro, resultando de uma ú nica combinaç ão genética e ambiental. Modelos mecanísticos servem para o entendimento de processos. Neles, a floresta é vista como sistema com ligaç ões complexas entre os seus elementos.

Nos modelos espaciais o povoamento florestal é representado por árvores cujas exatas posiç ões no povoamento são conhecidas. Considerando os objetivos da modelagem, diferenciam-se em:

  • Modelos para descriç ão;
  • modelos para decisão; orientado nos objetivos; orientado nos objetivos e no estágio da árvore individual ou do povoamento. Fala-se de programas de produç ão orientados no estágio e nos objetivos, quando como variável-meta foi considerado não apenas o volume do tronco, mas também a copa, galhos e elementos arquiteturais da árvore.

TABELA 1.2 – Exemplos para os diferentes tipos de modelos.

Tipo de modelo Exemplos Modelo de gerenciamento florestal

MELA, Finlândia SILVA2, Alemanha (Pretzsch & Kahn, 1997) Modelo de povoamento Tabela de produç ão: Wiedemann (1936/42): Picea abies Finger (1992): Eucalyptus grandis e saligna Schneider & Oesten (1999): Pinus elliottii, Araucaria angustifolia Schneider et al. (2000): Acacia mearnsii Modelos de classe de diâ metro

Matriz de transiç ão: Buongiorno & Michie (1980): folhosas, EUA Spathelf & Durlo (2000): espécies da floresta estacional, Serra Geral, RS Modelos e simuladores, respectivamente, baseados em árvores individuais

SILVA2 (Pretzsch, 1992) [www.wwk.forst.uni-muenchen.de/wwk/Silva/SilvaStart.html] BWIN 2.1 (Nagel, 1999) [http://www.nfv.gwdg.de/nfvabw01.htm)] MOSES (Hasenauer et al., 1995) IWW-Eiche (Spiecker & Nutto, 2000) Canjerana, louro, cedro (Durlo, 1996)

Hoje em dia, a maioria dos modelos disponíveis é baseado em parâmetros de povoamentos inteiros. O "output" dos modelos somente representa valores médios de coletivos como o nú mero de árvores por hectare, o volume ou área basal e é usado para a produç ão de volume, mas não oferece informaç ões sobre o crescimento ou a qualidade de árvores individuais. Portanto, os modelos apropriados para a produç ão de madeira de

qualidade são baseados na árvore singular e oferecem a vantagem de prognosticar também o desenvolvimento de árvores pré-selecionadas de boa qualidade. O enfoque da silvicultura e do manejo pode ser concentrado em um nú mero restrito de árvores. Assim as intervenç ões visam a promover as futuras árvores de alta qualidade e alto valor. O mercado de madeira, especialmente o da Europa, e também o mercado global mostraram que a produç ão de madeira valiosa é a forma mais lucrativa do manejo de florestas. Isso justifica a concentraç ão do investimento em poucas árvores individuais, contudo, de alta qualidade. As tabelas de produç ão são estáticas e não servem mais para as novas exigências. O manejo de florestas mistas estruturadas exige novas ferramentas mais dinâmicas.

solo

clima interferências

Espaç o vital

Até hoje No futuro

FIGURA 1.3 – Mudanç as nos objetivos do manejo florestal (seg. Pretzsch, 1995).

Como mostra a Figura 1.3, houve uma mudanç a nítida nos objetivos do manejo florestal nos ú ltimos cem anos. Estabeleceram-se extensas monoculturas homogêneas de coníferas na época da recuperaç ão das florestas devastadas. Com o tempo, por necessidades econômicas, surgiu a idéia de concentrar o manejo em algumas árvores futuras de alta qualidade. Com o aumento de fatores influenciais e exigências do uso mú ltiplo de florestas a partir da segunda metade do século XX o manejo florestal tornou-se mais complexo e novas ferramentas de planejamento foram necessárias. Além disso, constatou-se um forte movimento para a reconstituiç ão das florestas mistas. O uso mais intenso de modelos

Dentre os métodos para selecionar variáveis independentes destacam-se:

  • O método “stepwise”(análise de regressão);
  • a análise de correlaç ão;
  • a análise fatorial. A análise de regressão aplicada à Engenharia Florestal é detalhadamente descrita em Schneider (1997). Contudo, são colocados aqui alguns pontos que devem ser considerados: Como condicionantes de uma regressão, devem ser cumprido a homogeneidade da variância, a distribuiç ão normal e a independência dos regressores, caso não existirem métodos de transformaç ão. Nesse sentido, regressões logarítmicas precisam uma linearizaç ão do respectivo modelo. Finalmente, modelos não-lineares requerem uma abordagem especial como aquele do método de Marquardt (veja Schneider, 1997). Na aplicaç ão de modelos, sempre se deve estar consciente dos seus respectivos limites (zona de validade). Assim, extrapolaç ões não devem ser feitas além da área de origem dos dados. Muitas vezes, os pressupostos da aplicaç ão de modelos, num sentido estrito, não estarão assegurados. A chamada multicolinearidade, ou seja, o fato de que existe uma mú tua dependência de muitas variáveis leva à violaç ão dessas condicionantes básicas. Mesmo assim, é importante expor esses fatos.

1.6 Tipos de equaç ões

Na Tabela 1.4 são mostrados os diferentes tipos de equaç ões.

TABELA 1.4 – Tipos de equaç ões aplicadas na Engenharia Florestal. Equaç ões empíricas Equaç ões teóricas Eq. Quadrática simples Eq. Mitscherlich Eq. Logarítmica Eq. Logística Eq. Gompertz Eq. Chapman-Richards Eq. Backman Uma equaç ão empírica freqüentemente usada é a equaç ão quadrática simples.

(Equaç ão 1.1) em que: Id = incremento em diâmetro; D = diâmetro (dap); a, b = coeficientes.

Id = a + b * D + c * D^2

Leva a resultados absurdos porque não tem máximo. Outra equaç ão empírica usada é a logarítmica ou exponencial.

(Equaç ão 1.2) Em que: Id = incremento em diâmetro; D = diâmetro (dap); a, b = coeficientes.

Também não revela máximo e por isso não serve muito em aplicaç ões florestais. As equaç ões teóricas mais conhecidas são:

  • Mitscherlich ou Monomolecular

(Equaç ão 1.3)

  • Logística ou Autocatalítica

(Equaç ão 1.4)

  • Gompertz

(Equaç ão 1.5)

  • Bertalanffy ou Chapman-Richards

(Equaç ão 1.6) Em que: Y = tamanho do organismo; A = tamanho máximo ou assíntota; t = tempo; b, k, c = coeficientes. Embora derivada para animais, a equaç ão de Bertalanffy foi amplamente usada nas Ciências Florestais. O autor achou que o crescimento segue a um processo de síntese (anabolismo) e degradaç ão (catabolismo). A formula original foi expressa como a seguinte:

LnId a b D = + *^1

Y = A * [ 1 − ek * t ]

Y = 1 − bA * ek * t

Y = A * [ 1 − b * ek * t ]

Y = A * [ 1 − b * ek * t ]^ c

Em que: Y = valor da grandeza de crescimento (diâmetro); t = idade.

Resumindo, pode-se constatar que a expansão de um organismo é relacionada a seu tamanho. Contudo, a componente de declínio pode ser expressa por várias funç ões, o que concorda com os diferentes fatores ambientais que limitam o crescimento com o decorrer do tempo.

Exercícios capitulo 1

  1. Dado é:
  • t 1 : idade = 80 anos;
  • t 2 : idade = 90 anos;
  • produç ão t 1 = 771 m^3 ;
  • produç ão t 2 = 883 m3. a) Qual é o incremento corrente periódico? b) Qual é a velocidade do crescimento relativo?
  1. Como se pode classificar os modelos?

  2. Explique o termo “blackbox effect”!

  3. Explique as seguintes condicionantes de uma regressão:

  • homogeneidade da variância
  • distribuiç ão normal e independência dos resíduos
  1. Uma análise de regressão mostra a seguinte distribuiç ão dos resíduos: a)

b)

Que forma de transformaç ão deve ser feita?

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3

0 2 4 6 8 10 12

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4

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análise de tronco. Por causa da falta de observaç ões de longa duraç ão na construç ão das primeiras tabelas de produç ão, Guttenberg e Schwappach utilizavam o "Streifenverfahren" junto com a análise de tronco.

2.2 Construç ão

Tabelas de produç ão são modelos empíricos determinísticos de povoamentos florestais e mostram o crescimento médio de povoamentos de diferentes idades, em períodos determinados, e numa área determinada. São válidos e aplicáveis apenas num senso estrito, sob as seguintes circunstâncias:

  • Povoamentos puros e equiâneos;
  • sítio constante;
  • tratamento definido. Dessas afirmaç ões, derivam-se as desvantagens da tabela de produç ão clássica: ela reflete as condiç ões do sítio e as condiç ões climáticas da área e do período da coleta dos dados e é valida apenas em povoamentos com as mesmas intervenç ões dos povoamentos levantados. Os dados usados nas tabelas são valores médios de uma populaç ão e geralmente não permitem estimativas no crescimento de árvores individuais. Com essa restriç ão, as tabelas de produç ão são impróprias como ferramentas para a produç ão de madeira de alta qualidade. Num meio ambiente alterado, elas também perdem o valor prognosticativo. Acrescenta-se que, para a construç ão das tabelas, são necessárias observaç ões durante longos períodos de tempo ou métodos retrospectivos intensivos, como a análise de tronco. De outro lado as tabelas de produç ão já existentes oferecem uma ferramenta simples e eficiente para aplicar em uma produç ão otimizada em volume de madeira. A maioria das tabelas de produç ão tem como variáveis de entrada: espécie, índice de sítio e idade. O índice de sítio determina-se mediante a relaç ão altura (dominante) – idade. Existem distintos tipos de tabelas de produç ão:
  • Tabelas com índice de sítio relativo à altura (Alemanha do norte);
  • Tabelas com índice de sítio absoluto de incremento médio anual (Baden-Württemberg);
  • Tabelas com consideraç ão do nível de produç ão (Baviera, Picea e ex-RDA, Pinus );
  • Tabelas que consideram distintas inclinaç ões em decorrência das linhas de crescimento (Á ustria, Picea ). Vários autores propuseram estimar a classe de produç ão com o incremento, pelo menos em povoamentos jovens. Mas o chamado “growth intercept method” (Clutter et al.,
  1. apenas funciona se as árvores mostrarem verticílios anuais.

2.3 Aplicaç ão

2.3.1 Classificaç ão de sítio

Atualmente a classificaç ão de sítios, em geral, se realiza por meio da altura dominante (hdom) de um povoamento, numa idade de referência (ao redor da idade da rotaç ão). A altura dominante é definida como sendo a altura média das cem árvores mais grossas por hectare. É mais razoável utilizar a altura dominante porque, no decorrer do desenvolvimento do povoamento, a altura dominante é medida num coletivo constante de árvores. Além disso, é mais independente de intervenç ões, pois, na maioria dos programas de desbaste, as árvores mais grossas não são retiradas.

FIGURA 2.1 – Curvas de índice de sítio nas tabelas de produç ão para Araucá ria angustifolia de Schneider & Oesten (1999). Os sítios são classificados por meio da altura dominante (h 100 ) na idade de 50 anos.

0

5

10

15

20

25

30

35

40

0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 idade [anos]

altura [m]

IS 14 IS 18 IS 22 IS 26 IS 30