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Apostila de Modelagem Conceitual de Dados
Tipologia: Notas de estudo
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2.3 Objetivos do Modelo de Dados
Partindo-se de um mundo observado, composto por seus objetos e relacionamentos, poderemos definir um modelo independente de tecnologia (relacional, rede, hierárquica). Esse modelo poderá ser derivado para um modelo lógico que por sua vez será dependente de modelos físicos de implementação.
A cada um desses níveis de modelagem serão associadas técnicas de representação gráfica e métodos e de especificação de schemas.
3.1 Modelo Conceitual de Dados (MCD)
Aquele em que os objetos, suas características e relacionamentos têm a representação fiel ao ambiente observado, independentemente de quaisquer limitações impostas por tecnologias, técnicas de implementação ou dispositivos físicos. Separa o problema de modelagem do problema de implementação do modelo em um tipo de SGBD específico. Permite abstrair e compreender melhor o ambiente observado.
3.2 Modelo Lógico de Dados (MLD)
Aquele em que os objetos, suas características e relacionamentos têm a representação de acordo com as regras de implementação e limitações impostos por algum tipo de tecnologia. Essa representação é independente dos dispositivos ou meios de armazenamento físico das estruturas de dados por ela definidas. Modelo relacionado ao projeto de banco de dados.
3.3 Modelo Físico de Dados (MFD)
Aquele em que a representação dos objetos é feita sob o foco do nível físico de implementação das ocorrências, ou instâncias das entidades e seus relacionamentos. O conhecimento do modo físico de implementação das estruturas de dados é ponto básico para o domínio desse tipo de modelo. Depende especificamente de cada SGBD.
Fig. 1 - Integração da Arquitetura de Três Níveis com a Abordagem E-R
4. Modelo Entidade -Relacionamento - Técnica criada em 1976, pelo professor Peter P. Chen - Representação de uma visão lógica de um determinado ambiente de informações a partir de suas entidades, relacionamentos e atributos. - Ideal para a comunicação com usuários leigos - Permite a construção de Modelos mais estáveis - Permite a independência de dados e de SGBD - Base: no óbvio: Lei do Mundo ‘o mundo está cheio de coisas que possuem características próprias e que se relacionam entre si’
Fig. 2 – Abordagem Entidade-Relacionamento
4.1 Entidades
Algo real ou abstrato, que pode ser percebido no ambiente e sobre o qual interessa armazenar dados. É o conjunto de objetos ou elementos semelhantes.
As entidades podem ser identificadas a partir dos grupos:
Schema Conceitual
Schema Externo
Schema Interno
Modelo Conceitual
Modelo Lógico
Modelo Físico
Objetos de Interesse
Entidade 1 relacionamento Entidade 2
Atributo 1
Atributo 2
4.3.1 Grau ou cardinalidade do Relacionamento
Descreve a freqüência relativa das ocorrências das entidades no relacionamento, os graus do relacionamento.
Classificação:
a) 1:1 (um para um) São difíceis de serem caracterizados pois, dependendo da visão são facilmente questionados e reconsiderados. Acontece quando, a cada instante, um elemento da entidade A tem um e somente um valor da entidade B associado a ele e vice- versa. Se consideramos dois conjuntos entre os quais possa existir alguma relação entre os seus elementos, poderíamos representá-los da seguinte forma:
Ex: Um funcionário gerencia um departamento por vez e, um departamento é gerenciado por apenas um funcionário por vez.
b) 1:N (um para vários) Acontece quando, a cada instante, um valor da entidade A possuir vários valores da entidade B associado a ele e, cada elemento da entidade B possuir apenas um elemento da entidade A associado a ele. Se consideramos dois conjuntos de elementos os representaríamos da seguinte forma:
Ex: Um departamento pode lotar vários funcionários por vez e, um funcionário pode lotar apenas um departamento por vez.
Funcionário gerencia Departamento
Departamento Lotação Funcionários
c) M:N (muitos para muitos) Acontece quando, a cada instante, um valor da entidade A pode possuir vários valores da entidade B associado a ele e, vice-versa. Considerando dois conjuntos de elementos, representamos da seguinte forma:
Ex: Um livro pode ser escrito por vários autores e um autor pode escrever vários livros.
4.3.2 Restrições de Cardinalidade
Uma RESTRIÇÃO impõe limites na cardinalidade do domínio e da imagem dos tipos de relacionamento. Por exemplo, “uma turma é aberta apenas se pelo menos um aluno estiver matriculado”. Uma restrição é um invariante do sistema : deve ser válida a qualquer momento.
4.3.3 Relacionamentos Totais e Parciais
Em um conjunto de entidade “E” e um relacionamento “R” em que “E” participa.
Ex:
Relacionamentos Totais:
Livro é escrito Autor
Projetos Funcionários Departamento
Participações
Lotações
Gerenciamentos
N N
N 1
1 1
controlar a quantidade pedida, que deve ser igual ou maior que a quantidade requisitada, e para se poder mudar o status da requisição de pendente para cumprida.
4.4.3 Generalização x Especialização
Identificação de subconjuntos distintos dentro de um conjunto único. Os elementos desse conjunto possuem características comuns (genéricas) e específicas para cada subconjunto. Cada elemento deve ser visto como um elemento pertencente tanto ao subconjunto como ao conjunto completo.
Ex.: Em uma biblioteca identificamos o conjunto de Leitor que pode ser classificado em Alunos e Professores. Estes leitores possuem características comuns como: nome e CPF; e características específicas de acordo sua classificação. Para os alunos as características são: curso e turma; e para os professores, o departamento .
Material Requisição N N
Pedidos de Compra
Itens requisição
Itens pedido
N
N
Relacionamento totalmente independente
Leitor
Professor Aluno
Nome
CPF
Curso
Turma
Departamento
5. Referências Bibliográficas
Cougo, Paulo. Modelagem Conceitual e Projeto de Banco de Dados. Rio de Janeiro: Campus, 1997.
Barbiere, Carlos. Modelagem de Dados. IBPI Press, 1994.
Yourdon, Edward. Análise Estruturada Moderna. Campus, 1992.
Gane, Chris. Análise Estruturada de Sistemas. Livros Técnicos e Científicos Editora, 1993.
Ramez Elmasri, Shamkant Navathe. Fundamentals of Database Systems. 4th Ed. Pearson Addison-Wesley, 2004.
Gane, Chris. Desenvolvimento Rápido de Sistemas. Livros Técnicos e Científicos Editora,