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Modelagem e Simulação com NH3, Notas de estudo de Engenharia Mecânica

Modelagem e simulação de sistema de compressão a vapor com amônia como fluído refrigerante

Tipologia: Notas de estudo

2012

Compartilhado em 22/01/2012

vicente-moreira-rodrigues-2
vicente-moreira-rodrigues-2 🇧🇷

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bg1
IM 452–
Tópicos em Termodinâmica Aplicada: Simulação Computacional de Sistemas Termo-Fluido-Mecânicos
19 de Dezembro de 2011 – Campinas – SP
Departamento de Energia – Faculdade de Engenharia Mecânica - UNICAMP
MODELAGEM E SIMULAÇÃO DE SISTEMA DE COMPRESSÃO À VAPOR
Vicente Moreira Rodrigues
1
RA115684
1
Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP - Campinas-SP([email protected])
Modelagem e simulação de um sistema de refrigeração por compressão à vapor usando
Amônia (NH
3
)
Resumo: o presente trabalho, é um modelamento e simulação de um sistema de refrigeração
por compressão à vapor, com base nas relações da termodinâmica clássicaequilíbrio de Gibbs
e o método Substituição-Newton-Raphson.
Palavras Chave: Amônia Substituição Newton-Raphson, Modelagem, Simulação
1-Introdução
Sistemas de compressão a vapor, são amplamente usados nas aplicações de ar condicionado e
refrigeração, em especial para estes últimos, devido a necessidade de chegar-se a baixas
temperaturas, em faixas menores que -10
o
C, a amônia ( NH
3
), é o fluido que apresenta as
melhores características, exigindo equipamentos menores que os de potência equivalente que
usam HCFC.
Em função disso, é o refrigerante mais utilizado em aplicações industriais, tais como
frigoríficos, a despeito dos problemas de segurança, devido a sua toxidade.
duas proposta complementares entre si, para analisar o desempenho de um ciclo de
compressão a vapor. Primeiro são encontradas as propriedades ( entalpia, volume específico,
temperaturas, pressão ) do fluído refrigerante, nos principais pontos do ciclo ( 1, 2, 3 e 4), e
desta forma obtem-se os valores de , pressão, entalpia, trabalho, calor removido pelo
evaporador e calor rejeitado pelo condensador, para uma dada condição de operação, esta fase é
denominada projeto ou modelamento.
Vale lembrar que as propriedades não são obtidas em equações explícitas e diretamente, o
processo é iterativo, onde faz-se o uso de métodos numéricos, para encontrar as raízes das
funções modeladas, no presente trabalho onde há a necessidade de solução de uma equação e
uma variável, usa-se método de Newton-Raphson.
Obtidas as propriedades de projeto, é feita a segunda fase do trabalho, denominada Simulação,
onde no caso em questão, a temperatura ambiental externa é variada, e verifica-se o
comportamento do sistema. Neste caso, surge um sistema de equações não lineares, onde adota-
se uma variação do método numérico anterior, conhecido como Substituição Newton Raphson.
Figura 01
Comparação entre ciclo de compressão a vapor real x idel
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa

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19 de Dezembro de 2011 – Campinas – SP Departamento de Energia – Faculdade de Engenharia Mecânica - UNICAMP MODELAGEM E SIMULAÇÃO DE SISTEMA DE COMPRESSÃO À VAPOR Vicente Moreira Rodrigues 1 RA (^1) Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP - Campinas-SP([email protected])

Modelagem e simulação de um sistema de refrigeração por compressão à vapor usando Amônia (NH 3 )

Resumo: o presente trabalho, é um modelamento e simulação de um sistema de refrigeração por compressão à vapor, com base nas relações da termodinâmica clássicaequilíbrio de Gibbs e o método Substituição-Newton-Raphson.

Palavras Chave: Amônia Substituição Newton-Raphson, Modelagem, Simulação

1-Introdução

Sistemas de compressão a vapor, são amplamente usados nas aplicações de ar condicionado e refrigeração, em especial para estes últimos, devido a necessidade de chegar-se a baixas temperaturas, em faixas menores que -10oC, a amônia ( NH 3 ), é o fluido que apresenta as melhores características, exigindo equipamentos menores que os de potência equivalente que usam HCFC. Em função disso, é o refrigerante mais utilizado em aplicações industriais, tais como frigoríficos, a despeito dos problemas de segurança, devido a sua toxidade. Há duas proposta complementares entre si, para analisar o desempenho de um ciclo de compressão a vapor. Primeiro são encontradas as propriedades ( entalpia, volume específico, temperaturas, pressão ) do fluído refrigerante, nos principais pontos do ciclo ( 1, 2, 3 e 4), e desta forma obtem-se os valores de , pressão, entalpia, trabalho, calor removido pelo evaporador e calor rejeitado pelo condensador, para uma dada condição de operação, esta fase é denominada projeto ou modelamento. Vale lembrar que as propriedades não são obtidas em equações explícitas e diretamente, o processo é iterativo, onde faz-se o uso de métodos numéricos, para encontrar as raízes das funções modeladas, no presente trabalho onde há a necessidade de solução de uma equação e uma variável, usa-se método de Newton-Raphson. Obtidas as propriedades de projeto, é feita a segunda fase do trabalho, denominada Simulação, onde no caso em questão, a temperatura ambiental externa é variada, e verifica-se o comportamento do sistema. Neste caso, surge um sistema de equações não lineares, onde adota- se uma variação do método numérico anterior, conhecido como Substituição Newton Raphson.

Figura 01 – Comparação entre ciclo de compressão a vapor real x idel

19 de Dezembro de 2011 – Campinas – SP Departamento de Energia – Faculdade de Engenharia Mecânica - UNICAMP 2-Modelagem do sistema

Em um sistema de compressão a vapor real, conforme pode ser visto na figura01, há diversas perdas e irreversibilidades que reduzem o desempenho dos equipamentos.

Para este trabalho no entanto foram feitas as seguintes considerações:

1- Desprezou-se as perdas de carga nas tubulações; 2- Evaporador seco, ou seja, todo o fluido está na fase vapor na saída do evaporador 3- Expansão isoentalpica no dispositivo de expansão 4- Desprezou-se as perdas de carga no condensador e no evaporador 5- Não há superaquecimento na saída do evaporador (considera-se como vapor saturado no ponto 1) 6- Não há subresfriamento na saída do condensador ( considera-se como líquido saturado no ponto 3)

Desta forma, temos as seguintes relações básicas [3]:

ℎ⡰ − ℎ⡩ = −ᡵ (01)

ᡂ⡱ = ᡂ⡰^ 䖓^ = ᡂ⡰ (06)
ᡴ⡩ = ᡴう〨ぇ^ 〴^ (ᡆ⡩ ) (08)

Figura 02 – Esquema e diagrama Pxh do sistema modelado

19 de Dezembro de 2011 – Campinas – SP Departamento de Energia – Faculdade de Engenharia Mecânica - UNICAMP Digite a equação aqui. Foram adotadas as condições de projeto dadas por [3]: Foram adotadas as condições de projeto dadas por [3]:

Calor no Evaporador QE = 50 kW

Rendimento isoentrópico do compressor η = 0.

Temperatura interna da câmara Tcam = -10 oC (263,15 K)

Temperatura externa do ambiente Tamb = 35oC (308,15 K)

Diferencial de Temperatura no condensador ∆Tcond = 15oC

Diferencial de Temperatura no evaporador ∆Tevap = 15oC

Razão de volume nocivo R = 0.

Ziegler e Trapp [4] deduziram expressões para misturas água-amônia, as quais podem ser utilizadas considerando-se a “mistura” como 100% NH 3.

Função

Temperatura Reduzida ᡆ〙 =

〡 〡㉑

Pressão reduzida ᡂ〙 =

〗 〗㉑

Função de Gibbs reduzida ᡙ〙 =^

〴 〙〡㉑

Entalpia Reduzida ℎ〙 =

〵 〙〡㉑

Calor específico a pressão constante reduzido ᠩ〗〙 =

〄㉥ 〙〡㉑

Entropia Reduzida ᡱ〙 =

う 〙

Volume específico Reduzido ᡴ〙 =

ぉ.〙.〡㉑ ぃ㉑

Onde

Temperatura de Referência ᡆ〃= 100 K

Pressão de referência ᡂ〃= 10 bar

Constante Universal dos gases ᡄ= (^8) , 413

19 de Dezembro de 2011 – Campinas – SP Departamento de Energia – Faculdade de Engenharia Mecânica - UNICAMP

Tem-se para a função de Gibbs na fase líquida:

ᡙ〙〓^ = ℎあ〙〓^ − ᡆ〙ᡱあ〙〓^ + 㔅 ᠩ〗〙〓^ ᡖᡆ〙

〡㉧

〡㊐㉧

〡㉧

〡㊐㉧

( ᡂ〙⡰^ − ᡂあ〙⡰^ )

onde:

ᠩ〗〙〓^ = ᠨ⡩ + ᠨ⡰ᡆ〙 + ᠨ⡱ᡆ〙⡰^ (26)

Para a fase gasosa:

ᡙ〙〈^ = ℎあ〙〈^ − ᡆ〙ᡱあ〙〈^ + 㔅 ᠩ〗〙〈^ ᡖᡆ〙

〡㉧

〡㊐㉧

〡㉧

〡㊐㉧

ᡆ〙⡱^
ᡆ〙⡱^
ᡆあ〙⡲^
ᡆ〙⡩⡩^
ᡆ〙⡩⡩^
ᡆあ〙⡩⡰^
ᡆ〙⡩⡩^
ᡆ〙⡩⡩^
ᡆあ〙⡩⡰^

Onde:

ᠩ〗〙〓^ = ᠰ⡩ + ᠰ⡰ᡆ〙 + ᠰ⡱ᡆ〙⡰^ (27)

Onde:

A 1 = 3,9714423 .10-2^ C 4 = -3,045352.10^3
A 2 = -1,790557.10-5^ D 1 = 3,
A 3 = -1,308905.10-5^ D 2 = 9,989629.10-
A 4 = 3,752836.10-3^ D 3 = 3,617622.10-
B 1 = 1,634510.10^1 ℎあ〙^ 〓^ = 4,
B 2 = -6,508119 ℎあ〙^ 〈^ = 26,
B 3 = 1,448937 ᡱあ〙^ 〓^ = 1,
C 1 = -1,049377.10-2^ ᡱあ〙^ 〈^ = 8,
C 2 = -8,288224 ᡆあ〙 = 3,
C 3 = -6,647257.10^2 ᡂあ〙 = 2,

19 de Dezembro de 2011 – Campinas – SP Departamento de Energia – Faculdade de Engenharia Mecânica - UNICAMP

9- Sabendo-se que o calor trocado no evaporador é 50kw, a partir da equação (03), obtem-se a vazão mássica; 10- Com os valores de v 1 , e a vazão mássica, pode-se chegar ao taxa de deslocamento do compressor 11- Com as equações (24) e (25) obtem-se as efetividades dos trocadores de calor ( condensador e evaporador); 12- Com os valores do calor trocado no evaporador e o trabalho real do compressor, o COP pode ser calculado conforme abaixo:

Os 11passos listados acima, compõe fase de projeto, cujos resultados estão listados na tabela.

3- Simulação:

Na sequência, parte-se para a fase de simulação, neste caso, os dados obtidos no projeto são usados como constantes para verificar o desempenho do sistema a medida que simula-se a mudança de temperatura ambiente externa. Para esta fase, tem-se um sistema de equações, onde no Método de Substituição Newton- Raphson, serão escolhidas as variáveis efetivas e de substituição:

1- Adota-se como dados de entrada: *Dados iniciais do problema: -Temperatura interna da câmara -Rendimento isoentrópico do compressor -Taxa do volume nocivo do compressor

  • Temperatura ambiente externa ( esta sendo variada para executar a simulação)
  • Obtidas na fase de projeto: -Efetividades dos trocadores de calor -Taxa de deslocamento do compressor 2- São escolhidas como variáveis efetivas as temperaturas T1, T2’, T2 e T3, correspontente aos pontos 1, 2’, 2 e 3’respectivamente; 3- Os valores iniciais são aqueles obtidos na fase de projeto. 4- As funções de resíduo são conforme descrito abaixo:
ᡘ⡩(ᡆ⡩ , ᡆ⡰^ 䖓^ , ᡆ⡰, ᡆ⡱)^ = ᡱ⡩ − ᡱ⡰^ 䖓^ (32)
ᡘ⡰(ᡆ⡩ , ᡆ⡰^ 䖓^ , ᡆ⡰, ᡆ⡱)^ = 㐷ℎ⡩ + 䙸
ℎ⡰^ 䖓^ − ℎ⡩
䙹㑁 − (ᡙ⡰ + ᡱ⡰ᡆ⡰)^ (33)
ᡘ⡱(ᡆ⡩ , ᡆ⡰^ 䖓^ , ᡆ⡰, ᡆ⡱) = ᡥ䙢 (ℎ⡱ − ℎ⡰) − ((–. ᡥ䙢 ᡕ)〄. (ᡆ〨぀〩 − ᡆ⡱ )) (34)
ᡘ⡲(ᡆ⡩ , ᡆ⡰^ 䖓^ , ᡆ⡰, ᡆ⡱) = ᡥ䙢 (ℎ⡲ − ℎ⡩) − (–. ᡥ. 䙢ᡕ )〆. (ᡆ〰〨぀ − ᡆ⡩) (35)

5-Ainda dentro da rotina para solucionar-se o sistema de equações, faz-se ainda outra rotina Newton-Raphson para conseguir as pressões em 1 e 3;

19 de Dezembro de 2011 – Campinas – SP Departamento de Energia – Faculdade de Engenharia Mecânica - UNICAMP

0,

100,

200,

300,

400,

500,

600,

270,00 280,00 290,00 300,00 310,00 320,00 330,

T T2' T T

5-Resultados:

5.1 Projeto: Os resultados para o projeto são listados na tabela abaixo:

Tcam 263,15 K (-10 oC) ᶹ 0,

Tamb 308,15 K ( 35oC) ηvol 0,

T 1 248,15 K (-25oC) (εmc)c 5,

T 2 ’ 446,57 K (εmc)e 3,

T 2 513,95 K QE (kW) 50,

T 3 323,15 K ( 50 oC) QC (kW) -79,

h 1 (kJ/kg) 1.230,44115564724 W’(kW) -20,

h 2 ’(kJ/kg) 1.643,82627985290 W (kW) -29,

h 2 (kJ/kg) 1.820,99133308390 COP 1,

h 3 (kJ/kg) 241,380420697537 ṁ (kg/s) 0,

5.2- Simulação

Obtem-se após a execução das rotinas:

Tambiente x T 1 ,T 2 ’,T 2 e T 3 (K)

19 de Dezembro de 2011 – Campinas – SP Departamento de Energia – Faculdade de Engenharia Mecânica - UNICAMP

Vazão volumétrica em 1 e 2’(m^3 /s) x Tambiente (K)

0,

0,

0,

0,

0,

0,

0,

0,

0,

0,

270,00 280,00 290,00 300,00 310,00 320,00 330,

V V2'

0

0,

0,

0,

0,

0,

0,

0,

0,

0,

1

270,00 280,00 290,00 300,00 310,00 320,00 330,

Rend Volumétrico x Tambiente(K)

Ren Volumétrico

19 de Dezembro de 2011 – Campinas – SP Departamento de Energia – Faculdade de Engenharia Mecânica - UNICAMP

0,

0,

0,

0,

0,

0,

0,

0,

270,00 280,00 290,00 300,00 310,00 320,00 330,

Vazão mássica (kg/s ) x Tambiente(K)

M (kg/s)

0,

0,

1,

1,

2,

2,

3,

270,00 280,00 290,00 300,00 310,00 320,00 330,

COP x Tambiente (K)

COP