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Monografia Calendula, Trabalhos de Farmacognosia

MONOGRAFIA DA DROGA VEGETAL Nomenclatura Família Nomes populares Habitat Cultivo Colheita Utilização Partes utilizadas Usos na alimentação e formas de uso Usos na medicina Principais classes químicas Ação farmacológica Efeitos Efeitos tóxicos Efeitos colaterais Contraindicações Interações Interações medicamentosas Interações alimentares

Tipologia: Trabalhos

2020

Compartilhado em 31/10/2020

rafael-uliam-3
rafael-uliam-3 🇧🇷

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SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO.................................................................................................................... 2
2. MONOGRAFIA DA DROGA VEGETAL.............................................................................3
2.1. Nomenclatura.................................................................................................................3
2.1.1. Família..........................................................................................................................3
2.1.2. Nomes populares........................................................................................................3
2.2. Habitat............................................................................................................................. 3
2.3. Cultivo............................................................................................................................. 3
2.4. Colheita........................................................................................................................... 4
2.5. Utilização........................................................................................................................ 4
2.5.1. Partes utilizadas..........................................................................................................4
2.5.2. Usos na alimentação e formas de uso...................................................................... 4
2.5.3. Usos na medicina........................................................................................................5
2.6. Principais classes químicas..........................................................................................5
2.7. Ação farmacológica.......................................................................................................5
2.8. Efeitos.............................................................................................................................5
2.8.1. Efeitos tóxicos.............................................................................................................5
2.8.2. Efeitos colaterais........................................................................................................6
2.9. Contraindicações...........................................................................................................6
2.10 Interações......................................................................................................................6
2.10.1. Interações medicamentosas.................................................................................... 6
2.10.2. Interações alimentares.............................................................................................6
2.11. Fitoterápicos.................................................................................................................6
3. OBJETIVO DO TRABALHO...............................................................................................7
4. MATERIAIS E METODOLOGIA.........................................................................................7
4.1. Itens utilizados...............................................................................................................7
4.2. Metodologia da umidade...............................................................................................7
4.3. Metodologia das cinzas totais.......................................................................................7
4.4. Extração da droga vegetal por maceração..................................................................8
4.5. Qualidade da tintura......................................................................................................9
5. RESULTADOS E DISCUSSÃO..........................................................................................9
5.1. Controle de qualidade da droga vegetal......................................................................9
5.2. Controle de qualidade da tintura................................................................................10
6. CONCLUSÕES................................................................................................................. 10
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..................................................................................... 10
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SUMÁRIO

    1. INTRODUÇÃO
    1. MONOGRAFIA DA DROGA VEGETAL
  • 2.1. Nomenclatura
  • 2.1.1. Família
  • 2.1.2. Nomes populares
  • 2.2. Habitat
  • 2.3. Cultivo
  • 2.4. Colheita
  • 2.5. Utilização
  • 2.5.1. Partes utilizadas
  • 2.5.2. Usos na alimentação e formas de uso
  • 2.5.3. Usos na medicina
  • 2.6. Principais classes químicas
  • 2.7. Ação farmacológica
  • 2.8. Efeitos
  • 2.8.1. Efeitos tóxicos
  • 2.8.2. Efeitos colaterais
  • 2.9. Contraindicações
  • 2.10 Interações
  • 2.10.1. Interações medicamentosas
  • 2.10.2. Interações alimentares
  • 2.11. Fitoterápicos
    1. OBJETIVO DO TRABALHO
    1. MATERIAIS E METODOLOGIA
  • 4.1. Itens utilizados
  • 4.2. Metodologia da umidade
  • 4.3. Metodologia das cinzas totais
  • 4.4. Extração da droga vegetal por maceração
  • 4.5. Qualidade da tintura
    1. RESULTADOS E DISCUSSÃO
  • 5.1. Controle de qualidade da droga vegetal
  • 5.2. Controle de qualidade da tintura
    1. CONCLUSÕES
  • REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. INTRODUÇÃO

A história do uso de plantas medicinais tem mostrado que elas fazem parte da evolução humana e foram os primeiros recursos terapêuticos utilizados pelos povos. As antigas civilizações têm suas próprias referências históricas acerca das plantas medicinais e, muito antes de aparecer qualquer forma de escrita, o homem já utilizava as plantas e, entre estas, algumas como alimento e outras como remédio. Nas suas experiências com ervas, tiveram sucessos e fracassos, sendo que, muitas vezes, estas curavam e em outras matavam ou produziam efeitos colaterais severos (TUROLLA; NASCIMENTO, 2006). As Plantas medicinais representam fator de grande importância para a manutenção das condições de saúde das pessoas. Além da comprovação da ação terapêutica de várias plantas utilizadas popularmente, a fitoterapia representa parte importante da cultura de um povo sendo também parte de um saber utilizado e difundido pelas populações ao longo de várias gerações (TOMAZZONI; NEGRELLE; CENTA, 2006). Os fitoterápicos são medicamentos obtidos através de matérias primas das plantas medicinais ou mesmos seus princípios ativos. É caracterizado pela sua eficácia na cura de doenças ou na amenização de seus sintomas. Sua eficácia e segurança são validadas através da etnofarmacologia, documentações científicas publicadas e por ensaios clínicos, devidamente fiscalizados pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Calendula officinalis L. (Asteraceae), popularmente conhecida por calêndula, malmequer, entre outros nomes (SILVA JUNIOR, 2006), é cultivada em todo o mundo, inclusive no Brasil, devido as suas propriedades medicinais e potencial ornamental (BERTONI et al., 2006). Suas flores são utilizadas em forma de chá, compressas ou extratos contra afecções dermatológicas, com ação antipruriginosa, anti-inflamatória e cicatrizante, fazendo parte da composição de preparações de medicamentos para tratamento de eritemas solares, queimaduras e dermatoses secas (SIMÕES, 2003; PAGNANO et al., 2008). Palavras-chave: Plantas Medicinais, Calendula , fitoterápicos.

pouco exigente a solos, entretanto é uma planta sensível à falta de água e mesmo em curtos períodos de estiagem, compromete sua produtividade. O florescimento da calendula inicia-se aos 90 dias após a semeadura e atinge um máximo de produção aos 120 dias. O florescimento é contínuo, fazendo com que o período de colheita possa durar até 60 dias. A produção esperada durante a safra fica em torno de 1500 kg ha-^1 de florescências secas, podendo chegar a 2000 kg ha-^1 (MONTANARI JUNIOR,2004). 2.4. Colheita A colheita deve ser feita quando as sumidades floridas estão em plena floração, quando os capítulos vão sendo cortados escalonadamente à medida que se abrem (CENTENO, 2004). Independente da época de plantio, os melhores resultados são obtidos com secagem a sol (4-6 dias, temp. média= 33 ºC, umidade relativa = 52%) e a 40 ºC (2- 3 dias), dado que tempos mais prolongados de secagem favorecem a hidrólise enzimática dos compostos fenólicos (GARCIA et al., 1996). 2.5. Utilização 2.5.1. Partes utilizadas Flores. 2.5.2. Usos na alimentação e formas de uso Os capítulos são utilizados, tanto popularmente quanto pela indústria alimentícia, para condimentar sopas, ensopados, omeletes, queijos, carne assada e guisados, bem como para colorir manteiga, pudins e licores como sucedâneo do açafrão. As folhas e os caules também são utilizados como temperos (LUZ et al., 2001; SILVA JUNIOR, 2006; OSAIDA et. al. 2009)

2.5.3. Usos na medicina A calendula é utilizada no campo da cosmética e farmácias de manipulação em cremes hidratantes (produtos solares pré e pós- exposição) já que suas saponinas, as gomas e as mucilagens têm grande capacidade umectante (NARDI et al., 1991), além de fazer parte na composição de preparações de medicamentos para eritemas solares, queimaduras e dermatoses secas (SIMÕES et al., 2003; ALONSO, 2008). O óleo calêndico, o principal componente das sementes de calendula , contém um isômero do triacilglicerol, precursor do ácido -linoleico, é também de interesse das indústrias cosméticas (FRITSCHE et al., 1999). 2.6. Principais classes químicas Óleo essencial, carotenoides, triterpenos, esteroides, saponinas, ácidos fenólicos, flavonoides e antocianinas (ANVISA, FARMACOPEIA, 2016). 2.7. Ação farmacológica Uso externo como anti-inflamatório, cicatrizante e antisséptico. Para o tratamento de lesões da pele e mucosas, promovendo a cicatrização e modulando os possíveis focos inflamatórios (ANVISA, FARMACOPEIA, 2016). 2.8. Efeitos 2.8.1. Efeitos tóxicos A administração subcrônica do EHA preparado de flores de C. officinalis não produziu efeitos tóxicos sobre a maioria dos parâmetros bioquímicos e hematológicos estudados em ratas Wistar adultas. Entretanto, o aumento dos níveis séricos de uréia e ALT em concentrações elevadas indicaram uma possível sobrecarga renal e hepática (SILVA et al., 2005). O uso anti-ulcerativo de ácido oleonólico e calendulozida-B tridisida, obtidos de rizomas de C. officinalis , não promoveu efeitos sobre o sistema cardiovascular, tônus da musculatura lisa intestinal e diurese renal na excreção de eletrólitos. Estes

3. OBJETIVO DO TRABALHO

Realizar o Controle de Qualidade da Droga Vegetal Calendula officinalis segundo a metodologia da Farmacopéia Brasileira 5º ed., 2010.

4. MATERIAIS E METODOLOGIA 4.1. Itens utilizados Equipamentos: Balança analítica; Gehaka; Modelo AG200, Estufa; Olidef cz, Forno Mufla; SP labor; Modelo: SP-1200 e pHmetro; Quimis; Modelo: Q400AS. Materiais: Argola metálica, Cadinho de porcelana , Espátula tipo colher , fita pH; Papel indicador universal- Tiras especiais pH 0 - 14,0; Lote: 1095350001, Papel filtro, Pinça tenaz e Suporte universal. Vidrarias: Becker, Dessecador, Erlenmeyer, Funil de vidro, pesa filtro e Picnômetro. Solventes: Água destilada e Álcool 70%. 4.2. Metodologia da umidade A presença excessiva de água em drogas vegetais permite a ação de enzimas, que podem promover degradação de constituintes químicos, além de promover o desenvolvimento de insetos e microrganismos como bactérias e fungos (CARDOSO, 2009). A determinação do teor de umidade foi realizada por dessecação. Em um pesa filtro, devidamente tarado, foi pesado com o auxílio de uma balança analítica 2,9054g de calendula em pó. A amostra foi levada a estufa calibrada a 105°C por 5 horas. Após esse tempo a amostra foi retirada da estufa e colocada em um dessecador para o resfriamento do pesa filtro. Após o pesa filtro ter resfriado, a amostra foi pesada novamente obtendo o valor de 60,5190g.

4.3. Metodologia das cinzas totais A determinação do teor de cinzas visa avaliar se existe componente inorgânico na amostra, materiais como pedra, areia, gesso, terra, ou seja, se existe adulteração. A técnica consiste na carbonização do material até cinzas. As cinzas totais são a somatória da determinação das cinzas fisiológicas (CARDOSO, 2009). Em um cadinho, devidamente tarado, foi pesado com o auxílio de uma balança analítica 1,1336g de calêndula em pó. A amostra foi levada para um forno tipo mufla calibrada a 500°C por 5 horas. Após esse tempo a amostra foi retirada da mufla e colocada em um dessecador para o resfriamento do cadinho. Após o cadinho ter resfriado, a amostra foi pesada novamente obtendo o valor de 36,3181g. 4.4. Extração da droga vegetal por maceração O extrato é preparado por percolação, maceração ou outro método adequado e validado, utilizando como solvente álcool etílico, água ou outro solvente adequado. Após a extração, materiais indesejáveis podem ser eliminados (Farmacopéia Brasileira 5°ed). Maceração é a operação na qual a extração da matéria prima vegetal é realizada em recipiente fechado, em temperatura ambiente, durante um período prolongado (horas ou dias), sob agitação ocasional e sem renovação do líquido extrator (processo estático). Pela sua natureza, não conduz ao esgotamento da matéria prima vegetal, seja devido à saturação do líquido extrator ou ao estabelecimento de um equilíbrio difusional entre o meio extrator e o interior da célula. Tintura é a preparação alcoólica ou hidroalcoólica resultante da extração de drogas vegetais ou animais ou da diluição dos respectivos extratos. É classificada em simples e composta, conforme preparada com uma ou mais matérias-primas (Farmacopéia Brasileira 5°ed). Em dois erlenmeyer foram adicionados 20g de calendula em pó e 200 ml de álcool 70% em cada. Ambos foram lacrados com papel alumínio e deixado macerar por 1 semana. Após uma semana foi filtrado a tintura dos erlenmeyers e reservada em um Becker.

5.2. Controle de qualidade da tintura O teor de sólidos totais obtido a partir da dessecação da tintura foi de 1,1751%, e a densidade da tintura foi de 0,9248g/ml. A determinação do pH foi realizada através da fita indicadora de pH e comparada com o valor obtido no pHmetro. O pH obtido em ambos os métodos foi de 5,0. A tintura apresentou uma cor marrom amarelada, odor e sabor mate. Controle de qualidade da tintura Sólidos totais 1,1751 % Densidade 0,9248 g/ml Ph (fita indicadora de ph) 5, Ph (Phmetro) 5,

6. CONCLUSÕES De acordo com os parâmetros da farmacopeia Braseira 5ºed. essa droga está apta a ser transformada em um fitoterápico. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANVISA, Memento Fitoterápico, Farmacopeia Brasileira, 1 edição, p.30- BERTONI, B. W.; DAMIÃO FILHO, C. F.; MORO, J. R.; FRANÇA, S. C.; PEREIRA, A. M. S. BERTONI, B.W. et al. Micropropagação de Calendula officinalis L. Revista Brasileira de Plantas Medicinais, Botucatu, v.8, n.2, p.48-54, 2006. BRASIL. Farmacopéia brasileira. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Vol. 1. 5 ed. Brasília. 2010. BRINKER, F. Herb contraindications and drug interactions. USA: Ecletic Medical Pub., 2001. 421 p. CARDOSO, C. M. Z; 2009 Manual de controle de qualidade de matérias-primas vegetais para farmácia magistral – 1. ed. – São Paulo: Pharmabooks, 2009.

CENTENO, L. M. M. Plantas medicinales españolas Calendula officinalis L. (Asteraceae). Medicina Naturista, n. 5, p. 257-261, 2004. FRITSCHE, K. et al. Isolation and characterization of a calendic acid producing (8,11) linoleoyl desaturase. FEBS Letters, Ludwigshafen, n. 462, p. 249-253, 1999. GARCÍA, D.; SÁNCHEZ, E.; CRESPO, M.; CARBALLO, C. Estudio farmacognostico de calendula ( Calendula officinalis L. ). Rev. Cubana Plant Med., v. 1., n. 3, p. 21-25,

GAZIM, Z. C; FERREIRA, G. A.; REZENDE, C. M.; NAKAMURA, C. V.; DIAS FILHO, B. P.; CORTEZ, D. A. G. Identificação dos constituintes químicos da fração volátil da Calendula officinalis produzida no Paraná. Horticultura Brasileira, v. 25, p. 118-121,

IATSYNO, A. I. et al. Pharmacology of celuloside B, a new triterpene glycoside from the roots Calendula officinalis. Farmakologiia I Toksikologiala, v. 41, n. 5, p. 556-560, 1978 KÖRBES, V.C. Plantas medicinais. Francisco Beltrão: Associação de Estudos, Orientação e Assistência Rural, 1995. 186p. LUZ, L. A. de la; FERRADÁ, C. R.; GOVÍN, E. S. Instructivo Técnico de Calendula officinalis. Rev. Cub. Plant. Med., n.1, p. 23-27, 2001. MONTANARI JUNIOR, I. Aspectos do cultivo comercial da calêndula. In: Workshop sobre plantas medicinais: cultivo e beneficiamento pós- colheita. Campinas: CPQBA/ UNICAMP,2004. p.70- NARDI, U., CAGLIARDI, L.; PRAMPOLINI, F. Fitocosmesi. La Calendula. Erboristeria Domani, n. 3, p. 62-67, 1991. SILVA JUNIOR, A.A. Essentia herba-plantas bioativas. Florianópolis: Epagri, 2006. 663p. SILVA JUNIOR, A. A. Essentia herba. v. 2. Florianópolis: EPAGRI, 2006. 633p. SIMÕES, C. M.O. Farmacognosia: da planta ao medicamento. Porto Alegre: UFRGS, 2003. 1102p.