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monografia modelo, Notas de estudo de Direito

modelo de como deve ser feito uma monografia.

Tipologia: Notas de estudo

2011

Compartilhado em 27/08/2011

jessica-c-santiago-pereira-4
jessica-c-santiago-pereira-4 🇧🇷

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[NOME DA INSTITUIÇÃO]

TEMA DO TRABALHO

NOME DO ALUNO Orientador. _____________________

[CIDADE]

[ANO]

PAGE ii

[NOME DO ALUNO]

TEMA DO TRABALHO

Monografia apresentada pela acadêmica [nome de aluno] como exigência do curso de graduação em [nome do curso] da Faculdade [nome do faculdade] sob a orientação do professor [nome do professor]

[CIDADE]

[ANO]

AGRADECIMENTOS

A Jesus Cristo, amigo sempre presente, sem o qual nada teria feito. Aos amigos, que sempre incentivaram meus sonhos e estiveram sempre ao meu lado. Aos meus colegas de classe e demais formandos pela amizade e companheirismo que recebi. Ao Prof.° .............., que me acompanhou, transmitindo- me tranqüilidade.

RESUMO

A predominância do sedentarismo, principalmente em nações desenvolvidas e em desenvolvimento, tem se tornado um motivo de preocupação para a sociedade atual. O desenvolvimento do conceito de atividade física como um hábito na vida das pessoas, tem

sido bem pesquisado, mas, somado a esse fato, o crescimento da população idosa também é um fator marcante em todo o mundo. Embora se divulguem amplamente os benefícios oriundos da atividade física regular para todas as pessoas de todas as idades e, especialmente, os idosos, os indivíduos com mais de 60 anos representam a parcela da população mais sedentária. Por isso, a atividade física tem sido apontada como uma das estratégias a serem utilizadas para a melhora da qualidade de vida das pessoas. Este trabalho tem como objetivo analisar os benefícios das práticas de atividades físicas e de recreação para os idosos. Além disto, também tem como intuito mostrar como as atividades físicas contribuem para o resgate do idoso ao convívio social e para que o envelhecimento não seja um período de perdas e sim possa ser considerado um período de novas experiências. Verificando que através das atividades lúdicas podemos ajudar a transformar a terceira idade em uma experiência gratificante, para que esta não seja apenas um período de inatividade e exclusão social e sim uma nova e bem sucedida etapa da vida.

Palavras chaves: Atividade física na terceira idade, recreação, socialização, e qualidade de vida.

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO

1. OS IDOSOS NO

BRASIL

INTRODUÇÃO

O contato com atividades físicas na terceira idade inicia-se geralmente por indicação médica. Essas pessoas acabam encontrando nos exercícios muito mais que alívio para suas dores, fazem novas amizades e têm momentos de descontração. Além dos aspectos ligados à saúde, as atividades físicas trazem inúmeros benefícios psicológicos, de auto-estima e de melhoria do relacionamento social, aspectos muito importantes para pessoas da terceira idade, devido às inúmeras mudanças desta fase da vida. A terceira idade, nova terminologia do idoso na sociedade contemporânea, implica na constatação de uma nova etapa de vida compreendida entre a idade adulta e a velhice. Categoria de idade, como as demais, opera em recorte no todo social, com direitos e deveres diferenciais característicos dessa população. As categorias de idade são constitutivas de realidades sociais específicas (BRANDÃO, 2004). A terceira idade é acompanhada de um conjunto de práticas, instituições e agentes especializados encarregados de definir e atender às necessidades dessa população. Foi a partir de 1970 que, na maioria das sociedades européias e americanas, o idoso passou a ser visto como vítima da marginalização e da solidão (DEBERT, 2003). A pesquisa antropológica tem demonstrado que as fases da vida, como a infância, a adolescência e a velhice, não são propriedades substanciais que o indivíduo adquire com o avanço da idade cronológica. As categorias de idade são construções históricas e sociais. Há trabalhos de diferentes autores que são unânimes em afirmar que os comportamentos em diferentes idades correspondem aos estímulos da natureza social, histórica e cultural que caracterizam diferentes épocas (DEBERT, 2003). As representações sobre a velhice, a posição social dos idosos e o tratamento que ele recebe da sociedade ganham significados diversos conforme os contextos da sua época. Assim, o aposentado vem ganhando notoriedade nas falas das lideranças, nas suas associações, que desde a década de 1980 já vinham se concretizando em discussões sobre a Previdência Social. O idoso, como aposentado, ganhou identidade e formas de atuação no espaço público (SIMÕES, 2003). Os idosos se nutrem do passado. Da sua trajetória se origina sua própria identidade, constituída pela representação de papéis sociais, papéis esses que vão dimensionar essa identidade. E há uma relação entre memória e construção de identidade social, compreendida no processo de envelhecimento. A memória, para o processo de envelhecimento tem lugar privilegiado na construção de sua identidade e suas estratégias de afirmação nos espaços sociais (FERREIRA, 2003).

Geralmente, a velhice está ligada às modificações do corpo, com o aparecimento das rugas e dos cabelos brancos, com o andar mais lento, diminuição das capacidades auditivas e visual, é o corpo frágil. Essa é a velhice biologicamente normal, que evolui progressivamente e prevalece sobre o envelhecimento cronológico. Cientistas e geriatras preferem separar a idade cronológica da idade biológica. Para eles, tanto o homem quanto à mulher se encontra na terceira idade por parâmetros físicos, orgânicos e biológicos (CACHIONI, 1999) A cada ano a população que pertence ao grupo da terceira idade, cresce de forma acelerada e sem os devidos esclarecimentos a respeito desses tais benefícios. Atividades simples e leves como, caminhadas, viagens turísticas a lazer em geral, proporcionam uma melhoria na condição física e psicológica, auxiliando na realização de movimentos do dia-a- dia, tornando esses indivíduos prestativos em seu meio social e conscientes enquanto cidadãos. A importância da recreação para o idoso está relacionada em utilizar o tempo livre, deixando de lado o sentimento de inutilidade, solidão e abandono, que muitas vezes ajudam no desenvolvimento de patologias. Aproveitar ao máximo este novo tempo com passeios, danças, teatro, jogos, esporte e tudo o que tiver vontade de fazer para viver com prazer. (BRANDÃO, 2004). O lazer é de muita importância para saúde física e psicológica das pessoas, assim como também é responsável pela socialização e aumento a auto-estima. Praticar algum tipo de atividade física como, por exemplo, caminhadas, danças, ginásticas, dentre outras, pode ser um instrumento de recreação e lazer para o idoso. (BRANDÃO, 2004). A população de idosos no Brasil é estimada atualmente em 13,5 milhões de pessoas. Isso faz com que se tenha uma crescente preocupação com a qualidade de vida dos idosos. A qualidade de vida na terceira idade é importante para que se possa viver bem com saúde, sem sofrer tanto impacto com as alterações fisiológicas, psicológicas e cognitivas, próprias do processo de envelhecimento, e as modificações e intensificações sociais, físicas, políticas e morais que ocorrem ao mesmo tempo no ambiente. Para garantir a qualidade de vida, é fundamental adotar hábitos saudáveis, praticar atividade física regular e realizar uma alimentação equilibrada. Estas medidas precisam ser adotadas o quanto antes, pois contribuem para a melhoria das funções cardiovascular, endócrina, metabólica, músculo- esquelética e mental, prevenindo e adiando doenças debilitantes como osteoporose, diabetes e doenças cardiovasculares (PLUGIA, 2004). Na sociedade atual, a qualidade de vida, não apenas de idosos, mas de todos crianças, jovens e adultos - é reflexo da alimentação adequada e também da prática de exercícios

sociais, urbanas, industriais e familiares. A família encontra grandes dificuldades para o desempenho das funções tradicionais a ela atribuídas, de educadora das crianças e cuidadora dos mais velhos. Se as instituições para idosos, conhecidas como asilos, se destinavam à velhice desvalida, hoje, na sociedade marcada pelo envelhecimento, passam a ter uma nova missão: cuidar de idosos necessitados de várias modalidades de serviços; em face das perdas funcionais que tornaram problemática a vida a sós ou com a família. (LEITE, 1996) O envelhecimento da população brasileira sofreu um rápido aumento a partir dos anos 60, quando começou a crescer em ritmo bem mais acelerado do que as populações adulta e jovem. De 1970 até hoje, o peso da população idosa sobre a população total passou de 3% para 8% e esse percentual deve dobrar nos próximos vinte anos. Devido à redução nas taxas de natalidade, da ordem de 35,5% nos últimos 15 anos, e o aumento da expectativa de vida por ocasião do nascimento, que passou de 61,7 anos em 1980, para 69 anos nos dias atuais, a base da pirâmide populacional vem se estreitando nas últimas décadas. E existe ainda a expectativa de uma intensificação desse processo de envelhecimento populacional. Estima-se que a partir de meados do próximo século, a população brasileira com mais de 60 anos será maior que a de crianças e adolescentes com 14 anos ou menos. (LEITE, 1995) Para o Brasil, os custos do envelhecimento são desafiadores e alarmantes, pois os mecanismos que este possui para lidar com os problemas da velhice avançada são precários e escassos. Os custos médicos, assistenciais e da aposentadoria indicam que o sistema atual para a gestão da velhice é inviável e que, provavelmente, não poderá arcar com esses gastos sociais num futuro bem próximo. (TAVARES, 1999) Essa temática provocou uma preocupação generalizada em diversos segmentos profissionais e fez com que, nos últimos anos, proliferassem no Brasil os programas e associações destinados aos idosos, como o movimento dos aposentados, os movimentos assistenciais e os sócio-culturais. Em razão dessa visibilidade alcançada pelos idosos nos últimos anos, e graças aos esforços de organização dos profissionais dedicados à essa área de atuação, através de núcleos de estudo e pesquisa, os estudos teóricos e empíricos na área do envelhecimento começaram a florescer no Brasil.

Segundo Debert (1999), “(...) a perspectiva do idoso como fonte de recurso exige a criação de um novo ideal de produtividade, com receitas que ensinam, aos que não querem sentir-se velhos, a maneira adequada de dirigir a vida e participar de atividades de lazer e de prevenção contra a velhice”.

Os idosos institucionalizados apresentam um perfil diferenciado, grande nível de sedentarismo, carência afetiva, perda de autonomia causada por incapacidades físicas e mentais, ausência de familiares para ajudar no auto cuidado e insuficiência de suporte financeiro. Estes fatores contribuem para a grande prevalência de limitações físicas e comorbidades refletindo em sua independência e autonomia. O novo paradigma de saúde do idoso brasileiro é como manter a sua capacidade funcional mantendo-o independente e preservando a sua autonomia. Portador de múltiplas doenças crônicas, problemas associados e sendo mais fragilizado, o idoso institucionalizado e a entidade que o abriga, geralmente, não conseguem arcar sozinhos com a complexidade e as dificuldades da senescência e/ou senilidade. Como se pode ver, o prolongamento da vida não é uma atitude isolada. (OKUMA,

Profissionais que trabalham com o processo do envelhecimento nas mais diversas áreas de saber (médicos, fisioterapeutas, enfermeiros, terapeutas ocupacionais e outros), tentam proporcionar, em todos os níveis de atenção à saúde (primário, secundário e terciário), o bem estar bio-psico-social dos idosos institucionalizados, potencializando suas funções globais, a fim de obter uma maior independência, autonomia e uma melhor qualidade para essa fase de vida. (PLUGIA, 2004) Com o crescimento dessa população idosa e dependente de cuidados especiais, as instituições destinadas a prestar assistência a essa população se tornam cada vez mais necessárias. A busca por novos modelos institucionais que propiciem um ambiente e cuidados específicos e que preservem e promovam os direitos fundamentais do idoso como ser humano devem ser incentivados. Essa busca muitas vezes proporciona a aproximação entre a comunidade e a universidade e vice versa. (PLUGIA, 2004).

1.1 – Envelhecimento

O envelhecimento é um processo fisiológico e não está necessariamente ligado à idade cronológica. É nessa perspectiva que encaminhamos nosso trabalho, no sentido de compreender a fim de amenizar os problemas inerentes à Terceira Idade, promovendo momentos de prazer e descontração para que essa realidade seja plena, saudável e com melhores condições de vida. (NERI, 1999) Uma boa qualidade de vida na velhice não é um atributo do indivíduo biológico, psicológico ou social, nem uma responsabilidade individual, mas sim, um produto da interação entre pessoas em mudança, vivendo numa sociedade em mudança. Para avaliar a qualidade de vida na velhice, a autora referencia indicadores pertencentes a quatro áreas

A força muscular: os mais altos níveis de força para homens e mulheres são alcançados, em geral, entre 20 e 30 anos de idade. Após, a força da maioria dos grupos musculares começa a declinar. Esse declínio evolui lentamente e vai aumentando a partir da meia idade. A perda de força entre os idosos está associada diretamente a sua mobilidade e desempenho físico limitados, assim como, a aumentos na incidência de acidentes sofridos por aqueles com fraqueza muscular e equilíbrio precário. (OKUMA, 1998) A massa óssea: a osteoporose constitui um dos principais problemas do envelhecimento atingindo, principalmente a população idosa, especialmente as mulheres com mais de 60 anos de idade e pós-menopáusicas. Para as pessoas com mais de 60 anos de idade, as alterações no osso envelhecido podem reduzir a massa óssea em cerca de 30 a 50%. (MEIRELLES, 2000) A maior suscetibilidade à osteoporose entre as mulheres mais idosas está associada intimamente à redução acentuada da secreção de estrogênio que acompanha a menopausa. A maneira exata pela qual o estrogênio exerce seu efeito protetor sobre o osso é desconhecida, porém, acredita-se que acelera a absorção de cálcio e limita sua retirada do osso. A principal razão pela prevalência muito mais baixa de osteoporose entre os homens é que estes produzem normalmente uma quantidade significativa de estrogênio. Além disso, alguma testosterona circulante é transformada em estrogênio, o que também promove um equilíbrio positivo do cálcio. (MEIRELLES, 2000) A função pulmonar: As medidas, tanto estáticas quanto dinâmicas da função pulmonar em geral, sofrem deterioração com a idade. Por exemplo, existe lentidão significativa da ventilação e da cinética da permuta gasosa durante a transição do repouso para o exercício sub-máximo. A função cardiovascular: a função cardiovascular e a capacidade aeróbia não são imunes aos efeitos relacionados à idade. (RASO, 2002) A freqüência cardíaca: Não ocorre qualquer modificação significativa na freqüência cardíaca em repouso com o envelhecimento, porém, observa-se que, com o envelhecimento há um declínio na freqüência cardíaca durante exercício máximo. Esse efeito da idade é progressivo com o passar dos anos e reflete um fluxo anterógrado medular reduzido de atividade simpática (estimulação ß-adrenérgica) que ocorre no mesmo grau, tanto em homens, quanto em mulheres. A capacidade aeróbia: Os valores em corte transversal indicam que o VO2 máximo declina entre 0,4 e 0,5 ml/kg (aproximadamente 1%) a cada ano em adultos (RASO 2002). Homens e mulheres sedentários exibem um ritmo quase duas vezes mais rápido de declínio no VO2 máximo à medida que envelhecem, sendo que pesquisas mostraram, de fato, que não existiu qualquer declínio na capacidade aeróbia para os indivíduos que mantiveram

um treinamento relativamente constante durante um período de 10 anos. (MEIRELLES,

2. A ATIVIDADE FÍSICA

A Organização Mundial da Saúde ( OMS ) conceitua atividade física como qualquer movimento produzido pela musculatura esquelética que resulte em energia expandida, quantificável em termos do critério de Kilo-Joule (Kj) ou Kilo-calorias (Kcal). (Gonçalves et al., 1992). Bouchard, Shephard e Stephens (1993), definem-na como qualquer movimento corporal produzido pelos músculos esqueléticos e que resulte em energia expandida, incluindo o exercício, o esporte, o trabalho e as atividades domésticas. De acordo com Vieira (1996), atividade física é um conjunto de ações corporais capazes de contribuir para a manutenção e o funcionamento normal do organismo em termos biológicos, psicológicos e sociais.

Van Heuvelen et al., 1998). Comportamentos favoráveis á boa saúde afetam positivamente o funcionamento físico e previnem limitações físicas possivelmente porque atuam na redução da incidência de doenças crônicas, que são as principais causas de limitações funcionais. Influenciam igualmente a manutenção da capacidade fisiológica para atividades diárias. Entre as doenças cuja incidência e cujo agravamento são reduzidos pela atividade física estão as cardiovasculares, a hipertensão, o diabetes, a osteoporose e certos tipos de câncer. (Huang et al., 1998; Koo e Rohan, 1999) Trabalhando com indivíduos de 40 anos ou mais, Huang et al. (1998) verificaram que quanto mais ativo o indivíduo menor o número de limitações físicas. Os autores afirmam que a atividade física é um fator de proteção funcional em todas as idades, possibilitando uma melhor qualidade de vida para homens e mulheres. Estudos epidemiológicos mostraram que há uma relação inversa entre atividade física e prevalência de doenças hipocinéticas. A atividade física regular melhora a densidade óssea e diminui as perdas ósseas bem como o risco de fraturas. (Coupland, Wood e Cooper, 1993) Nos últimos anos, os profissionais da saúde têm enfatizado o papel preventivo da atividade física. Juntamente com a hereditariedade, uma alimentação adequada e hábitos de vida apropriados, as atividades físicas podem melhorar a qualidade de vida das pessoas (Berguer e Mcinman, 1989; Achour Junior, 1995). Pessoas ativas apresentam menor incidência de doenças crônicas degenerativas, vida mais longa e menor número de sintomas do que pessoas inativas. (Bokovoy e Blair, 1994; Morey et al., 1996) A atividade física promove benefícios fisiológicos imediatos e a longo prazo nos sistemas cardiovascular, respiratório, músculo-esquelético e metabólico em todas as idades. Entre os imediatos estão não só a regularização dos níveis de glicose sanguínea, de adrenalina e noradrenalina, mas também a quantidade e qualidade do sono. (Gobbi, 1997) Os efeitos a longo prazo são representados pela melhora em todos os aspectos do funcionamento cardiovascular (capacidade aeróbia e anaeróbia), flexibilidade, resistência, potência e fortalecimento muscular, equilíbrio, coordenação e velocidade de movimento; pela diminuição da incidência de doenças músculos-esqueléticos, cardiovasculares e metabólicas; pela diminuição da taxa de mortalidade na população e pelo aumento do bem-estar subjetivo. (Buchner et al., 1992; Achour Junior, 1995; Gobbi, 1997; Okuma, 1997) Todos esses benefícios dependem do tipo, da intensidade, da freqüência e da duração da atividade física. A literatura tem definido estas variáveis de acordo com os objetivos a serem alcançados pela intervenção. Com ênfase na melhoria da capacidade cardiorrespiratória e prevenção de doenças cardiovasculares e metabólicas, o American College of Sports Medicine (ACSM) e o Center for Disease Control and Prevention (CDC) preconizam que se

deva realizar atividades físicas aeróbias de intensidade moderada, durante 30 minutos ou mais, todos os dias (Pate et al., 1995; Blair, 1995). A American Heart Association (AHA) recomenda que se realize atividade física no mínimo três vezes por semana, com intensidade de 50 a 60% do consumo máximo de oxigênio (VO2 máx.) por no mínimo 30 minutos. Para a manutenção e aumento da força e resistência muscular, a AHA recomenda que a atividade seja praticada duas ou três vezes por semana, com 10 a 15 repetições por região corporal e intensidade entre 50 a 70% da força máxima (Fletcher et al., 1995). Semelhantes recomendações vão ao encontro de resultados de pesquisas relatadas em vários contextos, como poderá ser observado a seguir. Wannamethee, Shaper e Walker (2000) estudaram as relações entre atividade física e causas de mortalidade, em 7735 homens na faixa etária de 40 a 59 anos, por doenças coronarianas. Verificaram que os indivíduos que praticavam atividades físicas de intensidade moderada e alta, regularmente, apresentaram baixo risco de mortalidade comparados aos inativos ou ocasionalmente ativos. Wannamethee, Shaper e Alberti (2000) examinaram as relações entre atividade física e incidência de doenças coronarianas e diabetes em 5159 sujeitos na faixa etária entre 40 e 59 anos. Notaram que a prática de atividades físicas regulares de intensidade moderada está associada à diminuição do diabetes e do risco de doenças coronarianas. Leon e Norstron (1995), relataram que o risco de doenças cardiovasculares crônicas é reduzido quando se realizam atividades físicas aeróbias por 30 minutos ou mais, três vezes ou mais por semana. Hill, Storandt e Malley (1993), estudaram os efeitos do treinamento aeróbio realizado por doze meses, três a cinco vezes por semana por 50 minutos cada sessão, sobre a freqüência cardíaca, pressão arterial, VO2máx., memória e velocidade psicomotora. Verificaram que houve mudanças positivas nas variáveis psicológicas e aumento do VO2máx. e diminuição da freqüência cardíaca e pressão arterial no grupo treinado quando comparado ao controle. Chien et al. (2000), investigaram a relação entre o nível de atividade física e densidade óssea em 76 mulheres pós-menopausa na faixa etária de 42 a 65 anos. Notaram que as mulheres ativas apresentaram melhores níveis de densidade óssea do que as inativas. Krall e Dawson Hughes (1994), avaliaram a associação entre distância percorrida, intensidade e densidade óssea em 239 indivíduos saudáveis na faixa etária de 43 a 72 anos. Os dados mostraram que, percorrendo mais de uma milha por dia e com intensidade moderada, houve melhora na densidade óssea dos participantes.

Em um estudo retrospectivo, Ali e Tavares (1992) analisaram o risco de lesões músculoesqueléticas em 576 esportistas e constataram que 33% dos sujeitos apresentaram lesões com afastamento de suas atividades por um período médio de três meses. Sandelin (1995) estudou 750 atletas de alto nível participantes do Toronto Masters Games , no Canadá, no período de 1985 a 1992. Verificou que 57% da amostra apresentou alguma lesão durante os sete anos do estudo, sendo que 92,3% das lesões foram relacionadas à prática de atividade física. Em revisão da literatura sobre o impacto da atividade física sobre a saúde e o bem- estar psicológico em populações não-clínicas publicada entre 1980 e 1990, Plante e Rodin (1990), concluíram que atividade física melhora o humor, promove bem-estar e reduz ansiedade, depressão e estresse. Em geral, os efeitos positivos do exercício sobre a auto- estima e o auto conceito são igualmente evidentes na literatura. No entanto, não há evidências fortes de relação entre a prática de exercícios, a extroversão e outras dimensões da personalidade, tampouco entre a atividade física e respostas psicológicas para funções cognitivas. A atividade física contribui para a redução da ansiedade e para o aumento da satisfação de vida, da saúde percebida, da saúde mental, das funções cognitivas, da auto- estima e do senso de auto-eficácia (Gobbi, 1997; Okuma, 1997). Pesquisando uma amostra de 401 adultos, Ross e Van Willigen (1997), encontraram relações positivas entre a atividade física e o bem-estar psicológico. As atividades físicas, como também as sociais, têm efeitos preventivos e terapêuticos sobre as reações ao estresse e à doença (De Vries, 1987; Stones e Kozma, 1989). Aenchbacher, Dishman e Tieman (1991), notaram relação positiva entre inatividade e depressão em um grupo de 95 idosos. Shephard (1993), relata que o exercício melhora o humor, a ansiedade e a depressão dessas pessoas. Estudos de intervenção e de observação relataram que a atividade física promove a prevenção e o tratamento de muitas doenças psiquiátricas, como por exemplo, a depressão e a psicose, e favorece o bem-estar psicológico dos idosos. (Weyerer e Kupfer, 1994) Dados obtidos em estudos transversais e longitudinais com pessoas idosas indicaram que exercícios físicos feitos regularmente não somente favorecem a capacidade de resistência e a flexibilidade, mas também facilitam a velocidade psicomotora (Stacey, Kozma e Stones, 1985; Rikli e Busch, 1986), o desempenho neuropsicológico (Stones e Kozma, 1989) e a saúde física e mental (Pate, 1995). A implementação de programas de cuidados físicos tende a gerar impacto sócio- econômico porque graças a seus efeitos sobre a qualidade de vida global, o humor e a saúde

percebida, provocam um aumento no grau de independência dos idosos e assim reduzem a demanda por serviços médicos. Heidrich e Ryff (1993), acreditam que problemas de saúde na velhice são aliviados pelo aumento da integração social propiciadas pelo exercício físico feito em grupo. Os autores verificaram que boas condições de saúde física têm um efeito direto e significante sobre a diminuição da angústia e são relacionadas a altos níveis de integração social e a conseqüências positivas de comparação social. Os mesmos autores indicaram que mulheres com boas condições de saúde física são mais aptas a perceber o seu lugar no sistema social e manejam melhor os mecanismos de comparação social, produtos que estão associados a altos níveis de bem-estar psicológico. A integração social propiciada pela atividade física pode facilitar comportamentos promotores de saúde (por exemplo, diminuição do consumo de cigarro e bebida e aumento da prática de atividades físicas) e pode produzir mudanças positivas nos estados psicológicos (afeto, autoestima e controle pessoal) que influenciam as respostas neuro-endócrinas associadas ao aparecimento de doenças cardiovasculares e auto-imunes. Além disso, pode prevenir doenças tanto pela assistência material como através de informações sobre comportamentos promotores de saúde. (Cohen, 1991) Cientes dos efeitos positivos da atividade física, muitos estudiosos têm se dedicado a investigar os efeitos de sua interrupção sobre o organismo. Admite-se que a maioria dos efeitos do treinamento sobre as aptidões cardiorespiratórias, bioquímicas e metabólicas são perdidas dentro de um período de tempo relativamente curto depois que o treinamento é suspenso. Foram observadas reduções mensuráveis (6 a 7%) no VO2máx., na capacidade de trabalho físico, na hemoglobina e no volume sangüíneo após apenas uma semana de repouso completo no leito. De uma maneira geral, o ritmo de declínio dos benefícios da aptidão é perdido completamente após quatro a oito semanas de ausência de treinamento. (Foss e Keteyian, 2000) Uma vez desenvolvidas, a força e a resistência muscular regridem num ritmo mais lento que aquele observado para a sua aquisição. Assim, a força obtida durante um programa, comumente não é perdida durante um período subsequente de seis semanas sem treinamento. Já a resistência é perdida rapidamente durante as primeiras semanas de não- treinamento, mas após 12 semanas sem qualquer atividade, ainda persiste 70% da resistência obtida anteriormente mediante treinamento controlado (Foss e Keteyian, 2000). Não há consenso sobre o que acontece com a flexibilidade sob o efeito de descontinuidade do treinamento. No entanto, estudos específicos como os da articulação do quadril têm mostrado