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Motores Eletricos, Notas de estudo de Engenharia Mecânica

Motores Eletricos

Tipologia: Notas de estudo

2011

Compartilhado em 28/08/2011

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felipe-teixeira-25 🇧🇷

4.7

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Motores Elétricos
Prof. Leandro Thesing
Como as forças magnéticas podem fazer algo girar? Se as forças magnéticas são as
causas do 'por que o motor gira', por que não podemos fazer um motor construído
exclusivamente com ímãs permanentes?
1. Motores CC (Corrente Contínua)
Fazer um motor elétrico que possa ser acionado por pilhas ou baterias não é tão fácil como
parece. Não basta apenas colocar ímãs permanentes fixos e uma bobina, pela qual circule
corrente elétrica, de modo que possa girar entre os pólos desses ímãs.
Uma corrente contínua, como o é a fornecida por pilhas ou baterias, é muito boa para fazer
eletroímãs com pólos imutáveis mas, como para o funcionamento do motor é preciso
periódicas mudanças de polaridade, algo tem que ser feito para inverter o sentido da
corrente nos momentos apropriados.
Na maioria dos motores elétricos CC, o rotor é um 'eletroímã' que gira entre os pólos de
ímãs permanentes estacionários. Para tornar esse eletroímã mais eficiente o rotor contém
um núcleo de ferro, que torna-se fortemente magnetizado, quando a corrente flui pela
bobina. O rotor girará desde que essa corrente inverta seu sentido de percurso cada vez
que seus pólos alcançam os pólos opostos do estator.
O modo mais comum para produzir essas reversões é usar um comutador.
A corrente flui ora num sentido ora no outro, no rotor desse motor CC, graças às escovas de metal
(esquerda da ilustração). Essas escovas tocam o comutador do rotor de forma que a corrente inverte
seu sentido a cada meia volta do rotor.
Em sua forma mais simples, um comutador apresenta duas placas de cobre encurvadas e
fixadas (isoladamente) no eixo do rotor; os terminais do enrolamento da bobina são
soldados nessas placas. A corrente elétrica 'chega' por uma das escovas (+), 'entra' pela
placa do comutador, 'passa' pela bobina do rotor, 'sai' pela outra placa do comutador e
'retorna' á fonte pela outra escova (-). Nessa etapa o rotor realiza sua primeira meia-volta.
Eis um visual completo:
Nessa meia-volta, as placas do comutador trocam seus contatos com as escovas e a
corrente inverte seu sentido de percurso na bobina do rotor. E o motor CC continua girando,
sempre com o mesmo sentido de rotação.
Mas, o motor CC acima descrito tem seus problemas. Primeiro não há nada que determine
qual será o sentido de sua rotação na partida, tanto poderá iniciar girando para a 'esquerda'
como para a 'direita'. Segundo, é que por vezes, as escovas pode iniciar tocando ambas as
placas ou eventualmente nenhuma; o motor 'não dá partida'! Para que a partida se dê com
total confiança e no sentido certo é preciso que as escovas sempre 'enviem' corrente para
o rotor e que não ocorra nenhum curto circuito entre as placas devido às escovas.
Na maioria dos motores CC consegue-se tais exigências colocando-se várias bobinas no
rotor, cada uma com seu par de placas no comutador. Conforme o rotor gira, as escovas
suprem a corrente para as bobinas, uma de cada vez, uma após a outra. A 'largura' das
escovas também deve ser bem planejada.
O rotor de um motor CC gira com velocidade angular que é proporcional à tensão aplicada
em suas bobinas. Tais bobinas têm pequena resistência elétrica e conseqüentemente
seriam percorrida por intensas correntes elétricas se o rotor permanecesse em repouso.
Todavia, uma vez em movimento, as alterações do fluxo magnético sobre tais bobinas,
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Motores Elétricos

Prof. Leandro Thesing

Como as forças magnéticas podem fazer algo girar? Se as forças magnéticas são as

causas do 'por que o motor gira', por que não podemos fazer um motor construído

exclusivamente com ímãs permanentes?

  1. Motores CC (Corrente Contínua)

Fazer um motor elétrico que possa ser acionado por pilhas ou baterias não é tão fácil como parece. Não basta apenas colocar ímãs permanentes fixos e uma bobina, pela qual circule corrente elétrica, de modo que possa girar entre os pólos desses ímãs. Uma corrente contínua, como o é a fornecida por pilhas ou baterias, é muito boa para fazer eletroímãs com pólos imutáveis mas, como para o funcionamento do motor é preciso periódicas mudanças de polaridade, algo tem que ser feito para inverter o sentido da corrente nos momentos apropriados. Na maioria dos motores elétricos CC, o rotor é um 'eletroímã' que gira entre os pólos de ímãs permanentes estacionários. Para tornar esse eletroímã mais eficiente o rotor contém um núcleo de ferro, que torna-se fortemente magnetizado, quando a corrente flui pela bobina. O rotor girará desde que essa corrente inverta seu sentido de percurso cada vez que seus pólos alcançam os pólos opostos do estator. O modo mais comum para produzir essas reversões é usar um comutador. A corrente flui ora num sentido ora no outro, no rotor desse motor CC, graças às escovas de metal (esquerda da ilustração). Essas escovas tocam o comutador do rotor de forma que a corrente inverte seu sentido a cada meia volta do rotor. Em sua forma mais simples, um comutador apresenta duas placas de cobre encurvadas e fixadas (isoladamente) no eixo do rotor; os terminais do enrolamento da bobina são soldados nessas placas. A corrente elétrica 'chega' por uma das escovas (+), 'entra' pela placa do comutador, 'passa' pela bobina do rotor, 'sai' pela outra placa do comutador e 'retorna' á fonte pela outra escova (-). Nessa etapa o rotor realiza sua primeira meia-volta. Eis um visual completo:

Nessa meia-volta, as placas do comutador trocam seus contatos com as escovas e a corrente inverte seu sentido de percurso na bobina do rotor. E o motor CC continua girando, sempre com o mesmo sentido de rotação. Mas, o motor CC acima descrito tem seus problemas. Primeiro não há nada que determine qual será o sentido de sua rotação na partida, tanto poderá iniciar girando para a 'esquerda' como para a 'direita'. Segundo, é que por vezes, as escovas pode iniciar tocando ambas as placas ou eventualmente nenhuma; o motor 'não dá partida'! Para que a partida se dê com total confiança e no sentido certo é preciso que as escovas sempre 'enviem' corrente para o rotor e que não ocorra nenhum curto circuito entre as placas devido às escovas. Na maioria dos motores CC consegue-se tais exigências colocando-se várias bobinas no rotor, cada uma com seu par de placas no comutador. Conforme o rotor gira, as escovas suprem a corrente para as bobinas, uma de cada vez, uma após a outra. A 'largura' das escovas também deve ser bem planejada. O rotor de um motor CC gira com velocidade angular que é proporcional à tensão aplicada em suas bobinas. Tais bobinas têm pequena resistência elétrica e conseqüentemente seriam percorrida por intensas correntes elétricas se o rotor permanecesse em repouso. Todavia, uma vez em movimento, as alterações do fluxo magnético sobre tais bobinas,

geram uma força contra-eletromotriz (f.c.e.m.), extraem energia daquela corrente e baixa as tensões elétricas sobre tais bobinas. O torque resultante se anulará quando essa f.c.e.m. se igualar á tensão elétrica aplicada; a velocidade angular passa a ser constante. Em geral, 'carregando-se' o motor (ligando seu eixo a algo que deve ser movimentado) sua rotação não varia acentuadamente, mas, uma maior potência será solicitada da fonte de alimentação (aumenta a intensidade de corrente de alimentação). Para alterar a velocidade angular devemos alterar a tensão aplicada ao motor. O sentido de rotação do rotor depende das assimetrias do motor e também do sentido da corrente elétrica; invertendo-se o sentido da corrente o motor começará a girar 'para trás'. É assim que fazemos um trenzinho de brinquedo 'andar para trás'; invertemos o sentido da corrente em seu rotor.

2. Motores AC síncronos (Corrente Alternada)

Alguns motores são projetados para operar exclusivamente com corrente alternada. Um tal motor é esquematizado a seguir:

O motor síncrono AC usa eletroímãs como estatores para fazer girar o rotor que é um ímã permanente. O rotor gira com fre- qüência igual ou múltipla daquela da AC aplicada.

Este motor é essencialmente idêntico a um gerador elétrico; realmente, geradores e motores têm configuração bastante próximas. Um gerador usa do trabalho mecânico para produzir a energia elétrica enquanto que um motor usa a energia elétrica para produzir trabalho mecânico. O rotor , na ilustração acima, é um ímã permanente que gira entre dois eletroímãs estacionários. Como os eletroímãs são alimentados por corrente alternada, seus pólos invertem suas polaridades conforme o sentido da corrente inverte. O rotor gira enquanto seu pólo norte é 'puxado' primeiramente para o eletroímã esquerdo e 'empurrado' pelo eletroímã direito. Cada vez que o pólo norte do rotor está a ponto de alcançar o pólo sul de um eletroímã estacionário, a corrente inverte e esse pólo sul transforma-se um pólo norte. O rotor gira continuamente, terminando uma volta para cada ciclo da corrente alternada. Como sua rotação é perfeitamente sincronizada com as reversões da C.A, este motor é denominado 'motor elétrico síncrono da C. A.'. Os motores de C.A síncronos são usados somente quando uma velocidade angular constante é essencial para o projeto.

Entretanto, os motores síncronos ilustram um ponto importante sobre motores e geradores: são, essencialmente, os mesmos dispositivos. Se você conectar um motor C.A síncrono à rede elétrica domiciliar e o deixar girar, extrairá energia do circuito elétrico e fornecerá trabalho mecânico. Mas, se você ligar uma lâmpada incandescente no cordão de força que sai desse mesmo motor e girar bem rapidamente seu rotor (com um sistema de rodas acopladas e manivela), gerará 'eletricidade' e a lâmpada acenderá.

  1. Motores A.C. de Indução (ou assíncronos)

Alguns motores de corrente alternada têm rotores que não são quer imãs permanentes quer eletroímãs convencionais. Estes rotores são feitos de metais não-

magnéticos , como o alumínio, e não têm nenhuma conexão elétrica. Todavia, o isolamento

elétrico deles não os impede de ficarem 'magnetizados' ou 'imantados'. Quando um rotor

feito de alumínio é exposto a campos magnéticos alternados, correntes elétricas começam a fluir por ele e estas correntes induzidas tornam o rotor magnético. Esse é um fenômeno

A velocidade de um motor de indução é essencialmente determinada pela frequência da energia fornecida ao motor e pelo numero de pares de pólos existentes no estator. No motor assíncrono ou de indução o campo girante roda a velocidade síncrona, como nos motores síncronos. A velocidade do campo girante obtêm-se pela seguinte expressão:

Vg = velocidade do campo girante f = frequência n = numero de pares de pólos

Uma característica fundamental dos motores de indução é o escorregamento (s), daí tratarem-se de motores assíncronos , o seu valor é dado pela seguinte expressão:

s – escorregamento Vg = velocidade do campo girante V - velocidade do rotor A velocidade sofre um ligeiro decréscimo quando o motor passa de um funcionamento em vazio (sem carga) para um funcionamento em carga máxima.