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MYCOBACTERIUM - MICROBIOLOGIA, Resumos de Microbiologia

Resumo sobre as micobactérias relacionadas à tuberculose e hanseníase

Tipologia: Resumos

2020

Compartilhado em 22/04/2020

isabel-borges-8
isabel-borges-8 🇧🇷

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MYCOBACTERIUM
Esse gênero consiste em bacilos aeróbios, imóveis (não possuem flagelos), não formadores de esporos,
intracelulares facultativas, sobrevivem dentro de fagócitos do sistema imune. A parede celular é rica em
lipídeos, o que torna a superfície hidrofóbica e a microbactéria resistente a vários desinfetantes e
colorações comuns de laboratórios são Bacilos Álcool Ácido Resistentes (BAAR), pois ao contrário
das bactérias de outros gêneros sua parede permanece corada em rosa pela fucsina após o tratamento
da lâmina com uma solução de 3% de HCl em etanol. Como a parede celular é complexa, muitas
microbactérias crescem lentamente requerendo um período de 8 semanas para que o crescimento seja
detectado em culturas de laboratório
MYCOBACTERIUM TUBERCULOSIS
Por serem álcool ácidos resistentes e apresentar Ácido Micolicos - formando uma
barreira hidrofóbica que confere resistência à dessecação, à descoloração por álcool-
ácido e a diversos agentes químicos- a coloração pelo método gram é impossibilitada.
No entanto são consideradas Gram Positivas pelas características de sua parede
*MILKI FALOU NA AULA MAS TEVE UMA AI QUE NÃO CONSIDEROU COMO
CERTO*
São resistente a antibióticos
Resistentes a lise osmótica
Sofrem processo de agregação
A tuberculose é transmitida por via aérea em praticamente a totalidade dos casos. A infecção ocorre a
partir da inalação de gotículas contendo bacilos expelidos pela tosse, fala ou espirro do doente com
tuberculose ativa de vias respiratórias.
PATOGENESE E IMUNIDADE
Ao chegarem nos alvéolos, os bacilos apresentam inicialmente crescimento livre, multiplicam-se e são
fagocitados pelos macrófagos alveolares, esses por sua vez são incapazes de conter a infecção, acabam
produzindo citocinas que estimulam a migração de células sanguíneas para auxiliá-los. As primeiras
células que chegam, os polimorfonucleares, acumulam-se e formam reação inflamatória inespecífica. Em
seguida, favorecidos pelo edema e vasculite, chegam os monócitos. Tanto os polimorfonucleares como os
monócitos são capazes de fagocitar os bacilos; porém, nesta etapa, tal como os macrófagos, eles são
incapazes de destruí-los totalmente.
Logo após a fagocitose, dentro do citoplasma do macrófago, ocorre a fusão do fagossoma (onde está
presente o bacilo) com o lisossoma, gerando o fagolisossoma. Dentro dele, o ambiente é extremamente
hostil ao M. tuberculosis, que sofre a ação do pH ácido, de peptídeos tóxicos, de intermediários reativos
do oxigênio e nitrogênio e de enzimas lisossômicas. Entretanto, no fagolisossoma, o bacilo utiliza algumas
formas de resistencia, incluindo a inativação de enzimas lisossômicas, e a resistência ao acido. Apesar da
resposta inflamatória inicial ser ineficiente para deter completamente o M. tuberculosis, ela gera um meio
repleto de citocinas, em sua maior parte desfavoráveis para o bacilo. Dentre aquelas que potencializam
as defesas do hospedeiro, incluem-se o fator de necrose tumoral-alfa (TNF-α), que induz necrose de), que induz necrose de
caseificação, e o interferon-gama (IFN-γ), que torna os macrófagos mais letais para o bacilo. ), que torna os macrófagos mais letais para o bacilo.
os linfócitos T CD4 + sejam os mais importantes na defesa imune contra o bacilo tuberculoso, secretando
citocinas lesivas ao M. tuberculosis e induzindo a produção de óxido nítrico pelo macrófago.
A resposta Th1, dita como inibitória, é benéfica, pois potencializa as defesas do hospedeiro. Nela, são
secretadas as interleucinas 2 e 3 e o IFNγ), que torna os macrófagos mais letais para o bacilo. , que ativam células inflamatórias e fagocíticas capazes de inibir
o crescimento bacteriano. Essas substâncias ampliam a atividade fagocitária do macrófago, estimulam a
produção de peróxidos nos lisossomas (especialmente a água oxigenada) e favorecem a fusão ao
fagossoma. lesões localizadas e limitadas
Já a resposta Th2, dita como aceleradora, envolve a participação das interleucinas 4, 5, 6 e 10 e é mais
inadequada. Essas citocinas promovem a coalescência de granulomas, a fagocitose inespecífica e a
liberação de enzimas lisossômicas, entre elas o TNF-α), que induz necrose de, provocando destruição tecidual. A IL-10 atua
como potente inibidor da atividade celular inflamatória, inibindo a produção de óxido nítrico e de citocinas
pró-inflamatórias lesões amplias e se disseminam.
A formação do granumoma tuberculoso tem início a partir da chegada dos linfócitos T ao local de
infecção, com a finalidade de circunscrever e delimitar a infecção. A lesão granulomatosa, com áreas de
necrose caseosa, e a posterior liquefação do cáseo e escavação lesional são os achados mais
característicos da tuberculose.
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MYCOBACTERIUM

Esse gênero consiste em bacilos aeróbios, imóveis (não possuem flagelos), não formadores de esporos, intracelulares facultativas, sobrevivem dentro de fagócitos do sistema imune. A parede celular é rica em lipídeos, o que torna a superfície hidrofóbica e a microbactéria resistente a vários desinfetantes e colorações comuns de laboratórios são Bacilos Álcool Ácido Resistentes (BAAR) , pois ao contrário das bactérias de outros gêneros sua parede permanece corada em rosa pela fucsina após o tratamento da lâmina com uma solução de 3% de HCl em etanol. Como a parede celular é complexa, muitas microbactérias crescem lentamente requerendo um período de 8 semanas para que o crescimento seja detectado em culturas de laboratório MYCOBACTERIUM TUBERCULOSIS  Por serem álcool ácidos resistentes e apresentar Ácido Micolicos - formando uma barreira hidrofóbica que confere resistência à dessecação, à descoloração por álcool- ácido e a diversos agentes químicos- a coloração pelo método gram é impossibilitada. No entanto são consideradas Gram Positivas pelas características de sua parede MILKI FALOU NA AULA MAS TEVE UMA AI QUE NÃO CONSIDEROU COMO CERTO  São resistente a antibióticos  Resistentes a lise osmótica  Sofrem processo de agregação A tuberculose é transmitida por via aérea em praticamente a totalidade dos casos. A infecção ocorre a partir da inalação de gotículas contendo bacilos expelidos pela tosse, fala ou espirro do doente com tuberculose ativa de vias respiratórias. PATOGENESE E IMUNIDADE Ao chegarem nos alvéolos, os bacilos apresentam inicialmente crescimento livre, multiplicam-se e são fagocitados pelos macrófagos alveolares, esses por sua vez são incapazes de conter a infecção, acabam produzindo citocinas que estimulam a migração de células sanguíneas para auxiliá-los. As primeiras células que chegam, os polimorfonucleares, acumulam-se e formam reação inflamatória inespecífica. Em seguida, favorecidos pelo edema e vasculite, chegam os monócitos. Tanto os polimorfonucleares como os monócitos são capazes de fagocitar os bacilos; porém, nesta etapa, tal como os macrófagos, eles são incapazes de destruí-los totalmente. Logo após a fagocitose, dentro do citoplasma do macrófago, ocorre a fusão do fagossoma (onde está presente o bacilo) com o lisossoma, gerando o fagolisossoma. Dentro dele, o ambiente é extremamente hostil ao M. tuberculosis, que sofre a ação do pH ácido, de peptídeos tóxicos, de intermediários reativos do oxigênio e nitrogênio e de enzimas lisossômicas. Entretanto, no fagolisossoma, o bacilo utiliza algumas formas de resistencia, incluindo a inativação de enzimas lisossômicas, e a resistência ao acido. Apesar da resposta inflamatória inicial ser ineficiente para deter completamente o M. tuberculosis, ela gera um meio repleto de citocinas, em sua maior parte desfavoráveis para o bacilo. Dentre aquelas que potencializam as defesas do hospedeiro, incluem-se o fator de necrose tumoral-alfa (TNF-α), que induz necrose de), que induz necrose de caseificação, e o interferon-gama (IFN-γ), que torna os macrófagos mais letais para o bacilo. ), que torna os macrófagos mais letais para o bacilo. os linfócitos T CD4 + sejam os mais importantes na defesa imune contra o bacilo tuberculoso, secretando citocinas lesivas ao M. tuberculosis e induzindo a produção de óxido nítrico pelo macrófago. A resposta Th1 , dita como inibitória, é benéfica, pois potencializa as defesas do hospedeiro. Nela, são secretadas as interleucinas 2 e 3 e o IFNγ), que torna os macrófagos mais letais para o bacilo. , que ativam células inflamatórias e fagocíticas capazes de inibir o crescimento bacteriano. Essas substâncias ampliam a atividade fagocitária do macrófago, estimulam a produção de peróxidos nos lisossomas (especialmente a água oxigenada) e favorecem a fusão ao fagossoma.  lesões localizadas e limitadas Já a resposta Th2, dita como aceleradora, envolve a participação das interleucinas 4, 5, 6 e 10 e é mais inadequada. Essas citocinas promovem a coalescência de granulomas, a fagocitose inespecífica e a liberação de enzimas lisossômicas, entre elas o TNF-α), que induz necrose de, provocando destruição tecidual. A IL-10 atua como potente inibidor da atividade celular inflamatória, inibindo a produção de óxido nítrico e de citocinas pró-inflamatórias lesões amplias e se disseminam. A formação do granumoma tuberculoso tem início a partir da chegada dos linfócitos T ao local de infecção, com a finalidade de circunscrever e delimitar a infecção. A lesão granulomatosa, com áreas de necrose caseosa, e a posterior liquefação do cáseo e escavação lesional são os achados mais característicos da tuberculose.

Primoinfecção Tuberculosa Quando uma pessoa inala as gotículas contendo os bacilos de Koch, muitas delas ficam no trato respiratório superior (garganta e nariz), onde a infecção é improvável de acontecer. Contudo, quando os bacilos atingem os alvéolos, eles ocasionam uma rápida resposta inflamatória, envolvendo células de defesa. Caso ocorra falha neste mecanismo, os bacilos começam a se multiplicar. A primoinfecção tuberculosa, sem doença, significa que os bacilos estão no corpo da pessoa, mas o sistema imunológico os está mantendo sob controle. Tuberculose primária Em 5 % dos casos, entretanto a primoinfecção não é contida, seja pela deficiência no desenvolvimento da imunidade celular, seja pela carga infectante ou pela virulência do bacilo. A tuberculose resultante da progressão do complexo primário e que se desenvolve nos primeiros cinco anos após a primoinfecção denomina-se Tuberculose primária. As formas de tuberculose primária podem ser: ganglionares, pulmonares e miliar que comprometem não apenas os pulmões, mas muitos órgãos como rins, cérebro, meninges, glândula supra-renal e ossos, resultantes da disseminação linfohematogênica do bacilo. Por contigüidade, ocorrem as formas pleural (pulmão), pericárdica (gânglios mediastinais) e peritonial (gânglios mesentéricos). Tuberculose pós-primária Uma vez infectada, a pessoa pode desenvolver tuberculose doença em qualquer fase da vida. Isto acontece quando o sistema imunológico não pode mais manter os bacilos “sob controle” e eles se multiplicam rapidamente (reativação endógena). Pode acontecer também, reativação exógena, na qual ocorre uma nova exposição a bacilos mais virulentos e que resistem à forte resposta imunológica desencadeada pelo hospedeiro (reativação exógena). Os doentes bacilíferos, isto é, aqueles cuja baciloscopia de escarro é positiva são a principal fonte de infecção. Portanto, todas as medidas devem ser realizadas no sentido de encontrar precocemente o paciente e oferecer o tratamento adequado, interrompendo assim, a cadeia de transmissão da doença. A má alimentação, a falta de higiene, o tabagismo, o alcoolismo ou qualquer outro fator que gere baixa resistência orgânica, também favorece o estabelecimento da doença. DOENÇAS CLINICAS A probabilidade da infecção evoluir para doença ativa depende tanto da dose infecciosa (quantidade de patógeno) como da competência imune do paciente. Se uma pequena carga antigênica estiver presente quando os macrófagos forem estimulados, a bactéria é destruída com dano tecidual mínimo. Entretanto, se tiver muitas bactérias, a resposta imunecelular resulta em necrose do tecido O diagnóstico clinico é amparo por: 1) evidencia radiográfica de doença pulmonar; 2) teste de reatividade da pele positivo; e 3) detecção laboratorial da micobacteria, por microscopia ou cultura. A tuberculose extrapulmonar pode ocorrer como resultado de disseminação hematogenica dos bacilos durante a fase inicial de multiplicação. Pode não haver evidência de doença pulmonar em pacientes com tuberculose disseminada (miliar). Tuberculose Pulmonar Os sintomas clássicos da TB pulmonar são: tosse persistente por 3 semanas ou mais, produtiva ou não (com muco e eventualmente sangue), febre vespertina, sudorese noturna e emagrecimento. Em populações especiais, tais como presidiários, moradores de rua, pacientes HIV positivos, crianças, tosse com 2 semanas ou mais, pode ser sugestivo de tuberculose pulmonar e DEVE ser investigado. Pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais comum na criança maior, adolescente e adulto jovem. Tem como característica principal a tosse seca ou produtiva (com catarro). A febre vespertina, sem calafrios, não costuma ultrapassar os 38,5º C. A sudorese noturna e a anorexia são comuns. O exame físico geralmente mostra “fácies” de doença crônica e emagrecimento, embora indivíduos com bom estado geral e sem perda do apetite também possam ter TB pulmonar. Tuberculose extrapulmonar As formas extrapulmonares da tuberculose têm seus sinais e sintomas dependentes dos órgãos e/ou sistemas acometidos.

  • Informar que o pote deve ser tampado e colocado em um saco plástico com a tampa para cima, cuidando para que permaneça nessa posição.
  • Orientar o paciente a lavar as mãos. TRATAMENTO, PREVENÇÃO E CONTROLE Os regimes com múltiplos fármacos e o tratamento prolongado são necessários para evitar o desenvolvimento de cepas resistentes ao antimicrobianos. Isoniazida (INH), etambutol, pirazinamida e rifampina por 2 meses seguidos por 4 a 6 meses de INH e rifampina, ou combinação alternativa de fármacos. A profixalia para a exposição a tuberculose pode incluir INH por 6 a 9 meses ou ripampina por 4 a 6 meses; pirazinamida e etambutol ou levofloxacina são usados por 6 a 12 meses após exposição a M. tuberculosis resistente aos antimicrobianos. Controle da doença feito pela vigilância ativa, profilaxia, intervenção terapêutica e monitoramento cuidadoso dos casos. MICOBACTERIUM LEPRAE (1277) A lepra (Doença de Hansen) é causada pelo M. leprae. Como a bactéria se multiplica lentamente, o período de incubação é prolongado e os sintomas desenvolvem-se em até 20 anos após a infecção. As suas manifestações clinicas da lepra dependem da reação imune do paciente a bactéria. A apresentação clinica varia da forma tuberculoide (mais leve) a forma lepromatosa (mais grave).  Os pacientes com lepra tuberculoide apresentam uma forte reação imunocelular, com muitos linfócitos e granulomas presentes nos tecidos e relativamente poucas bactérias a população CD predomina que produzem altos níveis de IFN-g (citocina ativadora de macrófago), IL-2 e níveis indetectáveis de IL-4. Esses clones, que também são deficientes na atividade helper para formação de anticorpo, foram designados como células T CD4+ tipo 1 (Th1) , favorecedores da imunidade mediada por

célula  a doença é limitada pela boa resposta imunocelular do hospedeiro. As lesões cutâneas,

isoladas e assimétricas, são placas eritêmato-hipocrômicas ou eritematosas, bem delimitadas,

frequentemente com bordas externas elevadas e centro normal, apresentando alteração importante da

sensibilidade (Figura 2). Podem apresentar alopecia e anidrose, pelo comprometimento dos anexos

cutâneos, e espessamento de filete nervoso próximo. Alteração sensitiva, com ou sem espessamento

neural evidente, é a única manifestação na forma neural pura

 Os pacientes com lepra lepromatosa/ virchowiana, no entanto, apresentam uma forte resposta

humoral, mas um defeito especifico na resposta celular aos antígenos de M. leprae. Assim, uma abundancia de bactérias é tipicamente observada nos macrófagos da derme e nas células de Shwann nos nervos periféricos. É a forma mais infecciosa da lepra  população CD8 predomina que produzem altos níveis de IL-4 in vitro e baixos níveis de IFN-g^78. Considerando o padrão de secreção de citocinas dessas células T-supressoras, particularmente de IL-4, estes clones de células foram designados como células T CD8+ tipo 2 , contribuindo para o aumento da produção de anticorpos, similares ao padrão das

células Th2  lesões cutâneas, múltiplas e simétricas, caracterizam-se por máculas hipocrômicas,

eritematosas ou acastanhadas, com bordas mal definidas, geralmente sem anestesia. Não há

espessamento neural, exceto na evolução da forma dimorfa. É comum edema dos membros inferiores.

Com a progressão, formam-se nódulos e a fácies leonina, com infiltração e queda dos supercílios. Pode

ocorrer comprometimento das mucosas, olhos, testículos e ossos, além da perda dos dentes incisivos

centrais superiores, perfuração do septo nasal e manifestações viscerais, lesões cutâneas dos dimorfo-

tuberculoides que lembram as dos tuberculoides, porém são mais numerosas e menores; o

espessamento dos nervos tende a ser irregular, não tão intenso, contudo mais numeroso

 Hanseníase é predominantemente uma doença da pele, mucosas e nervos periféricos. A infecção ativa pelo Mycobacterium leprae é caracterizada por uma grande diversificação no curso clínico da infecção, variando de uma doença paucibacilar na qual poucos bacilos estão

presentes, a uma doença multibacilar, na qual uma grande carga bacilar está presente nas lesões EPIDEMIOLOGIA É uma doença antiga, sendo descrita em 600 a.C e foi reconhecida em civilizações antigas da China, Egito e Índia. A prevalência global da lepra caiu dramaticamente com a disseminação da terapia eficaz. Atualmente 90 % dos casos são observados no Brasil, Madagascar, Moçambique, Tanzania e Nepal. Nos EUA, não é uma doença comum. É disseminada por contato pessoa-pessoa. Embora a rota mais importante da infecção seja desconhecida, acredita-se que a lepra seja disseminada por aerossóis infecciosos, no contato da pele com secreções respiratórias ou exsudados de feridas. O microorganismo não cresce em culturas livres de células. Desta forma, a confirmação laboratorial da lepra requer achados histopatológicos consistentes com a doença clínica, teste de pele de reatividade a lepromina ou a observação de bactérias acidorresistentes em material coletado das lesões. DOENÇA CLÍNICA A lepra é uma infecção crônica que afeta a pele e os nervos periféricos. O espectro do envolvimento tecidual é influenciado pelo estado imune do paciente. A forma tuberculoide é mais branda e caracterizada por manchas de pele não pigmentada. Já a forma lepromatosa está associada a lesões de pele desfigurantes, nódulos, placas, espessamento da derme e envolvimento da mucosa nasal. DIAGNÓSTICO Diagnóstico clinico:  Teste de sensibilidade térmica  Teste de sensibilidade tátil  Teste de sensibilidade álgica

Ultrassonografia e ressonância magnética auxiliam no diagnóstico da forma neural pura e neurite.

Eletroneuromiografia é útil no acompanhamento das reações. Intradermorreação de Mitsuda,

baciloscopia e histopatologia, geralmente, permitem diagnosticar e classificar a forma clínica. Sorologia,

inoculação, reação de imunoistoquímica e reação em cadeia da polimerase (PCR) são técnicas utilizadas

principalmente em pesquisas.