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Necrose: Conceito e Tipos, Resumos de Hematologia

Necrose: Conceito e Tipos. Necrose: Conceito e Tipos

Tipologia: Resumos

2023

Compartilhado em 26/08/2023

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Anhanguera Uniderp
Ciências Morfofuncionais dos Sistemas Imune e Hematológico
Docente: Larissa Rocha Rezende de Medeiros
Discente: Driele Fernandes Moura
NECROSE
1. Conceito e nomenclatura:
A Necrose é o estado de morte de um grupo de células, tecido ou órgão,
geralmente devido à ausência de suprimento sanguíneo. A necrose pode
ocorrer também por outros fatores que levam à lesão celular irreversível, como
a ação causada por agentes químicos tóxicos ou resposta imunológica danosa.
Fala-se de morte celular quando as suas funções orgânicas e processos do
metabolismo cessam.
Necrose é o "ponto final" das alterações celulares, sendo uma
conseqüência comum de inflamações, de processos degenerativos e
infiltrativos e de muitas alterações circulatórias. É o resultado de uma injuria
celular irreversível, quando o então "nível zero de habilidade homeostática" (ou
"ponto de não retorno" ou ainda "ponto de morte celular") é ultrapassado,
caracterizando a incapacidade de restauração do equilíbrio homeostático.
As causas mais comuns de lesões celulares são: hipóxia; agentes
físicos; agentes químicos e drogas; agentes infecciosos; distúrbios genéticos;
reações imunológicas e desequilíbrios nutricionais. O estímulo nocivo poderá
desencadear vários processos intracelulares, tais como o dano da membrana,
causando sua ruptura e extravazamento de seu produto para o meio
extracelular, comprometimento da mitocôndria com diminuição da produção de
ATP; comprometimento dos lisossomos levando à digestão enzimática dos
componentes celulares. Ocorre o aumento do cálcio para o meio intracelular e
formação excessiva de radicais livres, fatores estes que levam à proteolítica e
danos do material genético.
Outros termos relacionados à necrose: Necrobiose, Esfacelo, Cárie,
Sequestro, Malácia, Infarto, Erosão, Úlcera, Úlcera fagedênica, Escara
A necrose deve ser diferenciada da apoptose:
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Anhanguera Uniderp Ciências Morfofuncionais dos Sistemas Imune e Hematológico Docente: Larissa Rocha Rezende de Medeiros Discente: Driele Fernandes Moura NECROSE

  1. Conceito e nomenclatura: A Necrose é o estado de morte de um grupo de células, tecido ou órgão, geralmente devido à ausência de suprimento sanguíneo. A necrose pode ocorrer também por outros fatores que levam à lesão celular irreversível, como a ação causada por agentes químicos tóxicos ou resposta imunológica danosa. Fala-se de morte celular quando as suas funções orgânicas e processos do metabolismo cessam. Necrose é o "ponto final" das alterações celulares, sendo uma conseqüência comum de inflamações, de processos degenerativos e infiltrativos e de muitas alterações circulatórias. É o resultado de uma injuria celular irreversível, quando o então "nível zero de habilidade homeostática" (ou "ponto de não retorno" ou ainda "ponto de morte celular") é ultrapassado, caracterizando a incapacidade de restauração do equilíbrio homeostático. As causas mais comuns de lesões celulares são: hipóxia; agentes físicos; agentes químicos e drogas; agentes infecciosos; distúrbios genéticos; reações imunológicas e desequilíbrios nutricionais. O estímulo nocivo poderá desencadear vários processos intracelulares, tais como o dano da membrana, causando sua ruptura e extravazamento de seu produto para o meio extracelular, comprometimento da mitocôndria com diminuição da produção de ATP; comprometimento dos lisossomos levando à digestão enzimática dos componentes celulares. Ocorre o aumento do cálcio para o meio intracelular e formação excessiva de radicais livres, fatores estes que levam à proteolítica e danos do material genético. Outros termos relacionados à necrose: Necrobiose, Esfacelo, Cárie, Sequestro, Malácia, Infarto, Erosão, Úlcera, Úlcera fagedênica, Escara A necrose deve ser diferenciada da apoptose:

a) Apoptose (Morte celular programada) é um tipo de "autodestruição celular" que requer energia e síntese protéica para a sua execução. Está relacionado com a homeostase na regulação fisiológica do tamanho dos tecidos, exercendo um papel oposto ao da mitose. Não existe liberação do conteúdo celular para o interstício e portanto não se observa inflamação ao redor da célula morta. Outro fato importante é a fragmentação internucleossômica do DNA, sem nenhuma especificidade de sequência, porém mais intensamente na cromatina em configuração aberta; consequência da atividade de uma endonuclease. b) A Necrose (morte celular no organismo vivo) difere da apoptose por representar um fenômeno degenerativo irreversível, causado por um agressão intensa. Trata-se pois da degradação progressiva das estruturas celulares sempre que existam agressões ambientais severas. Aumento de volume do citoplasma, perda das estruturas de superfície, edema mitocondrial, ruptura de organelas, vesiculações da membrana. É sempre patológica.

  1. Causas: A Necrose pode ocorrer por conta de agentes físicos como ação mecânica, temperatura, efeitos magnéticos, radiação; agentes químicos, como tóxicos, drogas, álcool, etc. e agentes biológicos, como infecções virais, bacterianas, micóticas, parasitárias ou insuficiência circulatória. A necrose leva ao desaparecimento total do núcleo celular e, por fim, da própria célula, o que é precedido de alterações celulares estruturais graves.
  2. Características: Variam conforme o tipo morfológico da necrose. Como características comuns, podemos ter: a) Diminuição da consistência e elasticidade (devido à lise dos constituintes celulares), verificados facilmente em órgãos parenquimatosos (ex.: fígado e pulmões) quando uma simples compressão digital determina a perfuração da cápsula ["friabilidade"] ou mesmo nas alças intestinais, que quando suspendidas se rompem não suportando seu próprio peso. b) Alterações na coloração e aspecto geral:

exceção do tecido nervoso encefálico. Podemos citar mais uma vez como exemplo o infarto do miocárdio, em que um vaso importante é obstruído, deixando de suprir uma determinada região do miocárdio, resultando em uma área denominada infartada. b) Necrose de liquefação : devido à infecção por agentes biológicos ou por isquemia ou hipóxia no tecido cerebral. A lesão e morte celular são causadas por toxinas produzidas pelos micro-organismos infecciosos ou por processo inflamatório. As células mortas são rapidamente fagocitadas e digeridas. A digestão do tecido necrótico resultará na formação de uma massa residual amorfa, geralmente composta por pus. É característica pela digestão imediata das células mortas por enzimas digestivas, o que resulta numa área líquida devido ao acúmulo de exsudato inflamatório e formação de secreção purulenta. É característica de lesões por infecções em que os micro-organismos estimulam a proliferação de leucócitos e liberação de enzimas no local. Podemos citar como exemplo a lesão isquêmica no tecido nervoso encefálico, com formação de exsudato inflamatório. c) Necrose fibrinóide : o tecido necrosado adquire um aspecto róseo e vítreo, semelhante à fibrina. Ocorre em algumas doenças autoimunes e na hipertensão arterial maligna. d) Necrose gangrenosa : um tipo de necrose de coagulação que acomete principalmente as extremidades de membros que perderam o suprimento sanguíneo, gerando gangrena, isto é, uma necrose seguida de invasão bacteriana e putrefação tecidual. Se desenvolve a partir de um ferimento causado por agente externo e ocorre geralmente nas extremidades do corpo, em locais que sofrem de isquemia. É bastante comum de acontecer em pacientes diabéticos que possuem alteração de vascularização dos membros e) Necrose gordurosa : ocorre quando há o extravasamento de enzimas lipolíticas para o tecido adiposo, o que leva à liquefação dele. É o tipo de necrose que ocorre nas pancreatites agudas. f) necrose caseosa : encontrada geralmente nos casos de tuberculose. Sua aparência é semelhante ao queijo, região comprometida é branca e friável. g) necrose gomosa : que se trata de uma variação da necrose de coagulação. É um tipo mais raro de necrose e encontra-se geralmente nas lesões associadas à sífilis, na fase tardia ou terciária. Apresenta aspecto elástico, como borracha.

  1. Consequências da necrose: Dependem de: a) órgão afetado: quanto mais essencial à vida, mais graves as conseqüências; b) extensão da lesão: quanto maiores, mais graves as consequências. Quando a área de necrose é de grande extensão, ou seja, grande número de células morrem, aquela área é denominada órgão ou tecido necrótico. Pode-se usar como exemplo a área infartada do coração pós- infarto do miocárdio, em que aquela região comprometida pela isquemia sofre morte tecidual e deixa de ser funcional.
  2. Evolução: a) Absorção: Se a área afetada for mínima. Fagocitose por Macrófagos. b) Drenagem: Se área for próxima à vias excretoras ou se ocorrer fistulação (Ruptura e drenagem de abscessos/necrose coliquativa). c) Cicatrização: Proliferação fibroblástica e substituição do parênquima necrótico por tecido conjuntivo fibroso. d) Calcificação: Comum na necrose caseosa. e) Encistamento ou Seqüestro: Formação de pseudo-cistos, quando a área de necrose é ampla limitando a absorção. Comum nas malacias do SNC (onde as células responsáveis pela cicatrização - os astrócitos - ao contrário dos fibroblastos não são capazes de preencher extensas áreas perdidas. Nesse caso os astrócitos circunscrevem a área necrosada formando uma cápsula e ocorre então a formação de um cisto.
  3. Tratamentos para a Necrose O tratamento dependerá da causa subjacente e a oportuna intervenção por isso é importante para fazer a prevenção e compreender as causas que levaram à morte do tecido, bem como o tipo de doença que pode estar a caminho.