


























































































Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
notas de aulas de hiperistática
Tipologia: Notas de estudo
1 / 98
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!



























































































ENG 114 Hiperestática Introdução 1
“As estruturas são constituídas de um elemento ou de um conjunto de elementos ligados entre si e externamente ao solo, de tal forma que o sistema assim formado seja estável. A estrutura é, portanto, um sistema adequado para receber solicitações externas e encaminhá-las até seus vínculos externos”.
Os elementos que constituem uma estrutura são chamados elementos estruturais.
Classificação de acordo com as dimensões principais dos elementos.
Quando duas dimensões são pequenas em relação à terceira.
Quando uma dimensão é muito menor que as outras duas.
l
Os elementos de superfície são divididos em:
ENG 114 Hiperestática Introdução 3
Formadas por elementos de superfície.
Formadas por elementos de bloco.
São aquelas formadas por barras cujos eixos estão situados no mesmo plano. Alguns exemplos: ß Vigas ß Pórticos ß Treliças ß Grelhas ß Arcos OBS: O elemento de barra pode apresentar desempenhos distintos no conjunto da estrutura: ß Ele pode suportar ações transversais ao seu eixo, e, com isso, transmitir momentos fletores e esforços cortantes, sendo chamado, neste caso, de chapa. ß Ele pode transmitir apenas esforços axiais, sendo chamado, neste caso, de barra simples , ou simplesmente barra
ENG 114 Hiperestática Introdução 4
(^21)
3
4 i c
Como as estruturas podem ser formadas por vários elementos ligados entre si e exteriormente com o solo, essas ligações são chamadas vínculos.
Podem ser distinguidos três tipos de vínculos: ß Articulação entre chapas : ligação interna que une as chapas. ß Articulação entre barras : ligação interna que une as barras ( nó ). ß Apoios : ligação entre a estrutura e o solo ( vínculos externos ).
Os elementos estruturais mais os vínculos devem formar um conjunto estável, sendo os vínculos responsáveis por restringir o movimento da estrutura.
São três os movimentos possíveis nas estruturas lineares planas ( graus de liberdade ): ß Uma rotação ß Duas translações
Os vínculos são caracterizados pelo número de graus de liberdade retirados da estrutura.
Permite a rotação e uma translação, retirando, portanto, um grau de liberdade da estrutura.
Permite somente a rotação, restringindo, portanto, as duas translações.
Restringe deslocamentos entre as chapas, permitindo rotações relativas entre elas.
Seja uma articulação onde c chapas se encontram. Supondo-se uma das chapas fixa, a articulação retira dois graus de liberdade de cada uma das (c-1) chapas, em relação àquela suposta fixa. O número total de graus de liberdade retirados da estrutura por esse tipo de vínculo é, então, igual a 2(c-1).
ENG 114 Hiperestática Introdução 6
l
l l l
1 2 3
Função estática: transmitir todos os esforços.
Função geométrica: definir a distância entre seus pontos extremos:
Função estática: transmitir apenas esforços axiais.
Encontro de barras simples
Nó
b
b b
Encontro de barras e chapas ou só de chapas
Articulação
c
b b (^) c
c Articulação
c
Correspondem aos graus de liberdade impedidos pelos vínculos internos e externos.
Corresponde a três barras vinculares
ENG 114 Hiperestática Introdução 7
Corresponde a duas barras vinculares
Corresponde a uma barra vincular
Corresponde a duas barras vinculares
Apoio de todas as estruturas
Estrutura composta apenas de barras simples e nós, com carga aplicada somente nos nós.
Exemplo: Tem-se:
fi Barras efetivamente existentes be = 11 + 4 = 15 n = 7 bn = 2 x 7 = 14 ‡ Barras vinculares
be = 15 > bn = 14 → Treliça superdeterminada
Grau: g = be – bn = 15 – 14 = 1 → 1 x superdeterminada
ENG 114 Hiperestática Introdução 9
Exemplo 2
Tem-se:
be = 1 + 5 = 6 c = 2 n = 0 bn = 3c + 2n = 3 x 2 + 2 x 0 = 6
be = bn = 6 → Estrutura determinada
OBS.: ß Articulação entre duas chapas → 2 barras vinculares
ß Articulação entre c chapas → 2 (c – 1) barras vinculares
Voltando ao exemplo anterior, tem-se:
be = 9 c = 3 n = 0 bn = 3c + 2n = 3 x 3 + 2 x 0 = 9
be = bn = 9 → Estrutura determinada
Exemplo 3:
be = 3 c = 1 n = 0 bn = 3c + 2n = 3 x 1 + 2 x 0 = 3
be = bn = 3 → Estrutura determinada
ENG 114 Hiperestática Introdução 10
Exemplo 4:
be = 6 c = 1 n = 0 bn = 3c + 2n = 3 x 1 + 2 x 0 = 3
be = 6 > bn = 3 → Estrutura superdeterminada
Grau: gh = be – bn = 6 – 3 = 3 → Estrutura 3 x superdeterminada
Móvel
be = 3 c = 1 n = 0 bn = 3c = 3
be = bn = 3 → Estrutura determinada
⇒ A estrutura é móvel
ENG 114 Hiperestática Introdução 12
ß As tensões em uma determinada seção transversal podem ser substituídas por suas resultantes (esforços internos). ß As tensões são diretamente proporcionais aos esforços internos. Flexão simples: M I
σ =y
Cisalhamento devido à flexão: V bI
τ =Ms
Compressão ou tração: N S
σ =^1
ß Os nós contínuos são supostos indeformáveis; os ângulos entre as barras se mantêm na estrutura deformada
B
A
C
A
B
Q C Q
l l δ^ (Q)
M = QA l M = Q [A l + δ(Q)]
Nas estruturas usuais δ (Q) é muito pequeno e pode ser desprezado. Portanto, MA = Q l
ENG 114 Hiperestática Introdução 13
A proporcionalidade entre o efeito E e sua causa C implica diretamente na validade da superposição dos
efeitos, isto é, para diversas causas C 1 , C 2 , C 3 , ... , Cn, tem-se:
E( C 1 +C 2 +C 3 +⋅⋅⋅+Cn)=E(C 1 )+E(C 2 )+E(C 3 )+⋅⋅⋅+E(Cn )
ENG 114 Hiperestática Cálculo de Reações 2
ß As cargas distribuídas podem ser substituídas por suas respectivas cargas concentradas equivalentes (Q 1 e Q 2 , da figura anterior), cujos valores são numericamente iguais às “áreas das superfícies de carregamento” e os pontos de aplicação estão situados nos centros de gravidades dessas superfícies. ß Sempre que possível, as reações externas devem ser calculadas em primeiro lugar. ß Somente após terem sido esgotadas as possibilidades de cálculo das reações externas, é que as chapas da estrutura devem ser separadas entre si, para o cálculo das reações internas e das possíveis reações externas ainda não calculadas.
ENG 114 - Hiperestática Esforços Solicitantes em Estruturas Planas 1
Em uma estrutura em equilíbrio, os esforços solicitantes que atuam em uma seção qualquer, equilibram as ações externas que agem à esquerda ou à direita desta seção, conforme indicado na figura abaixo. Nas estruturas planas, com carregamento agindo no seu plano, são três os esforços solicitantes:
ß Momento fletor (M) ß Esforço cortante (V) ß Esforço normal (N)
Considera-se positivo o esforço normal que provoca tração no trecho que atua.
Tração ⇒ N(+)
Compressão ⇒ N(-)
ENG 114 - Hiperestática Esforços Solicitantes em Estruturas Planas 3
Sendo a carga, o esforço cortante e o momento fletor funções de x , abscissa ao longo da estrutura, para um elemento de comprimento infinitesimal dx, em equilíbrio sob o efeito da carga p = p(x) , e dos esforços solicitantes M = M(x) e V = V(x) , pode-se estabelecer:
l
M(x)
V(x) V(x) + dV(x)
p = p(x)
M(x) + dM(x) dx
P = p(x) dx
O
∑ Fv=^0
−p( x)dx−dV(x)= 0
⇒
∑ MO=^0
Desprezando-se os infinitesimais de segunda ordem:
Derivando a eq.(2) em relação a x, tem-se
2
2
E, substituindo-se a eq.(3) na eq.(1), obtém-se:
2
2
Portanto, sempre que se conhecer a função p(x) , a eq.(4) pode ser resolvida para M(x) , e, por diferenciação, o esforço cortante V(x) pode ser determinado.
ENG 114 - Hiperestática Esforços Solicitantes em Estruturas Planas 4
Integrando-se a eq.(4) duas vezes, encontra-se:
1 2
2
As constantes de integração C 1 e C 2 podem ser determinadas através das condições de apoio. Vale lembrar que a eq.(4) só é válida nos trechos sem carga concentrada aplicada.
Considerando-se p(x) = constante = p , de acordo com as eqs (5) e (2), tem-se:
E, a partir da eq.(6), encontra-se:
1 2
2
A análise das equações (7) e (8) permite que se possam prever as formas que os diagramas dos esforços M e V irão assumir, conforme tabela abaixo:
Forma do Diagrama Tipo de Carga Esforço Cortante V(x) Momento Fletor M(x)
p(x) = 0
Constante Linear
p(x) = constante
Linear Parábola de 2º grau
p(x) = a x + b
Parábola de 2º grau Parábola cúbica