













Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
NUTRIÇÃO MATERNO INFANTIL ,,,,,,,,,,,,,,,
Tipologia: Esquemas
1 / 21
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!














A M A M E N T A Ç Ã O Rosto do bebê de frente para a mama, com nariz na altura do mamilo; Corpo do bebê próximo ao da mãe; Bebê com cabeça e tronco alinhados (pescoço não torcido); Bebê bem apoiado. Mais aréola visível acima da boca do bebê; Boca bem aberta; Lábio inferior virado para fora; Queixo tocando a mama. Bochechas do bebê encovadas a cada sucção e ruídos da língua; Mama aparentando estar esticada ou deformada durante a mamada; Mamilos com estrias vermelhas ou áreas esbranquiçadas/achatadas quando o bebê solta a mama; Dor na amamentação. É recomendado o aleitamento materno exclusivo por seis meses e complementado até os dois anos de idade ou mais. Não há vantagens em se iniciar os alimentos complementares antes dos seis meses, podendo, inclusive, haver prejuízos à saúde da criança. A concentração de gordura no leite aumenta no decorrer de uma mamada. Assim, o leite do final da mamada é mais rico em energia e sacia melhor a criança, daí a importância de a criança esvaziar bem a mama. Pontos-chave do posicionamento adequado do bebê: Pontos-chave da pega adequada: Os seguintes sinais são indicativos de técnica inadequada de amamentação: Quando a mama está muito cheia, a aréola pode estar tensa, endurecida, dificultando a pega. Em tais casos, recomenda-se, antes da mamada, retirar manualmente um pouco de leite da aréola ingurgitada. Recomenda-se que a criança seja amamentada sem restrições de horários e de tempo de permanência na mama. É o que se chama de amamentação em livre demanda. Em geral, um bebê em aleitamento materno exclusivo, mama de 8 a 12 vezes ao dia.
A L I M E N T A Ç Ã O P A R A N U T R I Z E S Consumir uma dieta variada, incluindo pães e cereais, frutas (3-4 porções/dia), legumes, verduras, derivados do leite e carnes; Consumir três ou mais porções de derivados do leite por dia; Evitar dietas e medicamentos que promovam rápida perda de peso (mais de 500g por semana); Consumir com moderação café e outros produtos cafeinados; Ingerir até 3 litros de água por dia, podendo incluir água de coco e chás, para contribuir para adequada produção de leite; Atenção à ingestão de determinados alimentos como repolho, cebola, pimentão, chocolates, molhos processados, crustáceos, temperos, condimentos fortes e picantes, chá mate, pois, eventualmente, a ingestão destes podem causar desconforto gástrico ou intestinal na criança. Nesses casos, deve-se observar e identificar qual o alimento causador do desconforto para só então suspender o consumo por algum tempo e reintroduzi-lo observando a reação da criança cuidadosamente. Após o nascimento do bebê, os cuidados com a alimentação devem continuar. A mãe que amamenta perde calorias, aumentando suas necessidades nutricionais. A dieta para a mãe, em qualidade, é a mesma que deve ser adotada na gestação, ou seja, equilibrada em proteínas, carboidratos e gorduras. É importante que não faça dietas para emagrecer neste período, apenas evite os excessos e tome bastante líquido, pois é muito importante para a produção de leite. Para a produção do leite é necessária a ingestão de calorias e de líquidos além do habitual. Por isso, durante este período de amamentação, costuma haver um aumento do apetite e da sede e também algumas mudanças nas preferências alimentares. Algumas recomendações para uma alimentação adequada durante a lactação:
O leite materno deve continuar a ser oferecido até 2 anos ou mais, não sendo necessário dar leite de vaca ou fórmula infantil à base de leite de vaca. Os novos alimentos devem complementar o leite materno e não o substituir. Nesta idade, a criança deve receber 3 refeições, que podem ser almoço (ou jantar) e 2 lanches/merendas; ou almoço, jantar e 1 lanche/merenda. Não há regra sobre qual refeição iniciar primeiro. O importante é que, ao completar 7 meses, a criança esteja recebendo as 3 refeições. Coloque no prato pequenas quantidades dos alimentos. Eles devem estar separados e bem amassados com garfo, e não liquidificados nem peneirados. Alimentos crus, como frutas e alguns legumes, podem ser raspados, ralados ou amassados. Se a criança recusar algum alimento, espere alguns dias e volte a oferecê-lo, junto com alimentos que ela já gosta ou mude a forma de preparo. Outra estratégia é dar o alimento recusado em refeições com outros alimentos que a criança já gosta. Se a comida estiver um pouco seca, adicione mais feijão, ou um pouco do caldo do cozimento dos legumes ou das carnes. Preparações úmidas são mais facilmente aceitas, já que a mastigação ainda está sendo desenvolvida. Ajude a criança a se alimentar, mas deixe que ela use as mãos para pegar o alimento. Mantenha contato visual com ela. Ofereça água ao longo do dia. Por volta dos 6 meses, a maioria das crianças está pronta para começar a comer novos alimentos. Este é um momento em que tudo é novidade: os sabores, a consistência sólida, a colher, o prato. A família deve buscar fazer com que esta experiência seja a mais agradável possível. Pode acontecer de, ao oferecer a comida, a criança cuspir, parecendo não gostar. Mas isso ocorre porque, desde que nasce, para poder mamar no peito, a criança faz o movimento de colocar a língua para fora. Esse movimento diminui a partir de 4 ou 5 meses, mas ainda pode estar presente aos 6 meses, causando a impressão de recusa do alimento. Nesta idade, os dentes estão surgindo, mas mesmo que a criança ainda não tenha dentes, ela conseguirá aceitar a comida espessa. O que oferecer? Como oferecer?
Senta com pouco ou nenhum apoio. Diminui o movimento de empurrar com a língua os alimentos para fora da boca. Mastiga. Surgem os primeiros dentes. Sinais de fome: chora e se inclina para frente quando a colher está próxima, segura a mão da pessoa que está oferecendo a comida e abre a boca. Sinais de saciedade: vira a cabeça ou o corpo, perde interesse na alimentação, empurra a mão da pessoa que está oferecendo a comida, fecha a boca, parece angustiada ou chora. O leite materno pode ser oferecido sempre que a criança quiser. Café da manhã – leite materno Lanche da manhã – fruta e leite materno Almoço – É recomendado que o prato da criança tenha:
Senta sem apoio. Pega alimentos e leva à boca. Surgem novos dentes. Sinais de fome: inclina-se para a colher ou alimento, pega ou aponta para a comida. Sinais de saciedade: come mais devagar, fecha a boca ou empurra o alimento. Fica com a comida parada na boca sem engolir. O leite materno pode ser oferecido sempre que a criança quiser. Café da manhã – leite materno Lanche da manhã e da tarde – fruta e leite materno Almoço e jantar – É recomendado que o prato da criança tenha:
Os tipos de refeições continuam os mesmos após os 9 meses: almoço, jantar e 2 lanches/merendas com frutas. A criança deve continuar a receber o leite materno quando desejar. Continue variando os alimentos e experimentando novas formas de preparo. A criança já pode receber alimentos picados na mesma consistência dos alimentos da família. As carnes ainda podem precisar ser desfiadas. Coloque quantidades um pouco maiores do que as oferecidas quando a criança tinha 7 a 8 meses. A criança continua ganhando mais habilidades e desenvoltura. As novidades não param: ela provavelmente está engatinhando e talvez até andando com pouco ou nenhum apoio; começa a fazer movimentos de pinça com a mão, o que permite que ela segure pequenos objetos e alimentos; é capaz de levar a colher à boca; dá dentadas e mastiga melhor os alimentos mais duros. Apesar de poder comer de forma independente, ainda precisa de ajuda. A comida oferecida deve acompanhar essas mudanças. Embora o leite de peito continue a ser importante para a criança, a comida começa a ter uma maior contribuição para atender as necessidades de nutrientes e energia que a criança precisa para o seu crescimento. Então, neste momento, deve-se ter muita atenção aos sinais de fome e saciedade da criança e à quantidade de comida que ela está comendo. O que oferecer? Como oferecer?
Grandes mudanças ocorrem a partir de 1 ano. Uma delas é a redução da velocidade do ganho de peso. No primeiro ano, a criança triplica de peso. Por exemplo, uma criança que nasce pesando 3 quilos passa a pesar aproximadamente 9 quilos ao completar um ano. Dos 12 aos 24 meses, ela ganha bem menos, entre 2,5 kg a 3 kg no ano todo. A criança também aprende a andar e fica bastante curiosa com o ambiente ao redor. Isso faz com que a hora da refeição e os alimentos se tornem menos interessantes. Aprende a falar e já consegue pedir os alimentos de sua preferência, controla melhor a colher e segura o copo com as duas mãos, desenvolvendo a capacidade de se alimentar sozinha. Novos dentes surgem e a capacidade de triturar alimentos mais sólidos melhora ainda mais. No decorrer do segundo ano de vida, ela pode resistir a experimentar novos alimentos ou recusar alimentos de que gostava anteriormente. Essa situação não é permanente, e a aceitação pode melhorar com a oferta repetida ou com a modificação das formas de preparo. Nessa fase, é comum a família achar que a criança não está comendo direito e ficar preocupada com isso. Para fazer com que ela coma mais, sem perceber, usa formas inadequadas de oferecer a alimentação, como fazer ameaças e chantagens e dar mais frequentemente os alimentos preferidos da criança, mesmo que eles não sejam saudáveis. Outra prática comum é distrair a criança com TV, celular ou outros equipamentos eletrônicos. Isso deve ser evitado, pois faz com que ela não preste atenção aos alimentos e coma além do necessário. Nessa idade, aumenta a interação das crianças na creche, em festas e passeios. Nessas ocasiões, é comum o contato com guloseimas como doces, balas, pirulitos e chocolates. Para evitar a oferta de açúcar e alimentos ultra processados, uma boa estratégia é levar de casa opções como uma fruta ou outro alimento de que a criança goste.
Além do leite materno, a criança recebe o café da manhã, lanche/merenda da manhã, almoço, lanche/merenda da tarde e jantar. No lanche/merenda da tarde, em alguns dias da semana a fruta pode ser substituída por um alimento do grupo de raízes e tubérculos ou do grupo de cereais, como mandioca, batata doce, inhame ou pão. Por exemplo, um dia você oferece o leite de peito e uma fruta e, no outro dia, leite de peito e uma batata doce cozida. Legumes e verduras também podem ser oferecidos nessas refeições, se isso for do hábito da família. Não é necessário substituir o leite materno pelo leite de vaca ou fórmula infantil à base de leite de vaca. Derivados do leite, como queijos e coalhadas podem ser dados, e o leite de vaca pode ser utilizado como ingrediente em receitas. Ofereça os alimentos em pedaços maiores e na mesma consistência da comida da família. Estimule a criança a comer sozinha. Continue ampliando a variedade de alimentos oferecidos. Estabeleça um local tranquilo para a criança se alimentar, e evite distraí-la com equipamentos eletrônicos. No segundo ano de vida, o leite materno continua sendo importante fonte de nutrientes. Estima-se que dois copos (500 mL) de leite materno no segundo ano de vida forneçam quase todas as a necessidade de vitamina C e praticamente a metade da quantidade necessária de vitamina A, além de boa quantidade de proteínas e energia. O leite materno continua a ser fonte de proteção natural contra doenças infecciosas. O que oferecer? Como oferecer?
EXCLUSIVAMENTE (Guia alimentar) O melhor alimento é sempre o leite materno. Recomenda-se retirar o leite do peito e guardá-lo na geladeira, freezer ou congelador para oferta pelo cuidador, na ausência da mãe. Saiba que é possível voltar a amamentar exclusivamente. Procure um serviço de saúde! Vale a pena por todos os benefícios que essa prática oferece. Se tiver pouco leite materno Menores de 4 meses: oferecer o leite materno que tiver armazenado e complementar com fórmula infantil. Entre 4 e 6 meses: oferecer o leite materno que tiver armazenado e complementar com outros alimentos, de acordo com o tempo de ausência da mãe e avaliação do profissional de saúde sobre o desenvolvimento da criança. Se não tiver leite materno Menores de 4 meses: oferecer a fórmula infantil. Entre 4 e 6 meses: oferecer outros alimentos que podem ser fruta, almoço, jantar e/ou fórmulas infantis e outros leites, dependendo do tempo em que a mãe se ausentar e do desenvolvimento da criança e da sua aceitação pelos demais alimentos. Quando é importante oferecer água para a criança? A necessidade de água da criança é atendida exclusivamente pelo leite materno quando ela está em amamentação exclusiva. A criança que recebe somente fórmula infantil, desde que preparada de forma adequada, também não precisa receber água. Se você começar a dar qualquer outro alimento para a criança, que não o leite materno ou fórmula infantil, ofereça água para a criança nos intervalos das refeições. FONTE: GUIA ALIMENTAR PARA CRIANÇAS BRASILEIRAS MENORES DE 2 ANOS • VERSÃO RESUMIDA MINISTÉRIO DA SAÚDE 2021
As crianças não amamentadas requerem cuidados adicionais no acompanhamento do seu crescimento e desenvolvimento. A idade da oferta de novos alimentos e o tipo de alimento a ser ofertado para crianças poderá ser diferente dependendo se ela ainda recebe um pouco de leite materno ou se não é mais amamentada e recebe fórmula infantil ou leite de vaca. Na impossibilidade de relactação, a recomendação é a de que as crianças recebam fórmula infantil. O uso de leite de vaca antes de 9 meses não é recomendado, mas é considerado em função do elevado consumo na população brasileira e deve ser avaliado por um profissional de saúde. Fórmula infantil Elaborado pela indústria a partir da modificação do leite de vaca, buscando elaborar um produto compatível com a maturidade do organismo de crianças pequenas e que atenda às suas necessidades nutricionais. Para oferecer à criança, use as quantidades de pó e água para reconstituição indicadas no rótulo do produto. Leite de vaca modificado em casa Modificação caseira sob orientação de profissional de saúde a fim de diminuir as quantidades excessivas de proteínas, sódio, potássio e cloro do leite de vaca, evitando a sobrecarga dos rins da criança. O leite desnatado e semidesnatado não são indicados para crianças menores de 2 anos, porque possuem menor quantidade de gordura e ela é importante para o desenvolvimento neurológico da criança. Não oferece todas as vitaminas e minerais de que a criança precisa. Parece fórmula infantil ou leite de vaca integral, mas não é: Existem produtos chamados “compostos lácteos” que não devem ser confundidos com fórmulas infantis nem com leite de vaca integral. Eles são produzidos com uma mistura de leite (no mínimo 51%) e outros ingredientes lácteos ou não lácteos e costumam conter açúcar e aditivos alimentares. Os compostos lácteos têm embalagens e rótulos muito parecidos com os das fórmulas infantis ou leite de vaca, por isso leia o rótulo com atenção FONTE: GUIA ALIMENTAR PARA CRIANÇAS BRASILEIRAS MENORES DE 2 ANOS • VERSÃO RESUMIDA MINISTÉRIO DA SAÚDE 2021