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o dna do petroleo, Notas de estudo de Engenharia de Petróleo

o dna do petroleo

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 05/11/2009

felipe-cruz-9
felipe-cruz-9 🇧🇷

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abemos que o DNA, o ácido
desoxidorribonucléico, é uma
molécula longa encontrada nos
seres vivos e que contém todas
as informações genéticas
codificadas. Agora, imagine que
o petróleo, gerado há milhões
de anos no fundo de antigos
mares e lagos, também possui
o seu DNA. Isso se deve à
própria natureza, que, com o passar do
tempo, transformou em óleo e gás restos
de algas e bactérias que hoje se
encontram geralmente em grandes
profundidades. Cada bacia sedimentar
onde essa matéria orgânica se
acumulou deu origem a petróleos
de composição distinta.
Com a transformação da matéria
orgânica em petróleo, estruturas
moleculares presentes nos organismos,
conhecidas como biomarcadores, foram
preservadas. Além do ambiente de
composição dos sedimentos,
os biomarcadores indicam a idade
geológica do óleo.
No ser humano, o DNA serve, por exemplo,
para identificar ou para se certificar sobre a
paternidade de uma criança. Afinal, a
molécula carrega dados como a herança
das características da família. E no petróleo
qual seria a utilidade de fazer um teste de
DNA? Conhecer a procedência da região
sedimentar de onde o óleo foi extraído é uma
delas. Isso é importante, por exemplo, para
o meio ambiente.
Economia de tempo e dinheiro
Vamos supor que apareça na
superfície do mar da costa brasileira
uma grande mancha de óleo. Na
melhor das hipóteses, pode ser que
houve um escape natural de petróleo,
indicando que há concentração do
precioso combustível naquela região.
Na pior delas, algum navio deixou
vazar o produto. Como saber a
verdade? Basta que poucos
mililitros da substância
sejam encaminhados
para o Centro de
Pesquisas da
Petrobras. Os
cientistas analisam a
amostra e em 24
horas têm condições de
apontar de que parte do
mundo se origina esse
petróleo. Isso porque a unidade
mantém um banco de dados com
7000 amostras do código genético
de óleos produzidos em 65 países.
“Nenhuma bacia tem petróleo idêntico
ao de outra”, garante Luiz Antônio
Trindade, gerente de geoquímica do
Centro de Pesquisas.
O estudo de biomarcadores contidos
na matéria orgânica tem aplicação
também nas atividades de exploração
e produção de petróleo. Ao identificar
o tipo de rocha geradora do óleo e
estimar o nível de evolução térmica
em que ocorreu a transformação da
matéria orgânica, os técnicos
ajudam a orientar a perfuração
de novos poços para áreas onde
há mais chances de se encontrar
acumulações de petróleo.
Outra área que sai
lucrando é a de
produção. Conseguir
apontar as pequenas
diferenças existentes
na composição do
petróleo e afirmar,
por exemplo, se ele é
proveniente de
reservatórios divididos em
compartimentos ou uniformes
são importantes para otimizar o
processo de extração.
Esses procedimentos, que são
conduzidos por profissionais experts
no assunto, ajudam a Petrobras a
economizar tempo e dinheiro. Cada
análise de biomarcadores custa, em
média, 300 dólares, enquanto a
perfuração de um poço (onde se deve
contar com a probabilidade de não se
retirar uma única gota de petróleo)
consome muitos milhões de dólares.
Além das aplicações da
identificação do DNA do petróleo,
o Centro de Pesquisas da Petrobras
também utiliza imagens de radar,
adquiridas por satélites comerciais,
para monitorar os mares da costa
brasileira. Elas são analisadas por
computador para detecção de óleo
na superfície do mar. Às vezes,
a presença de uma mancha escura
pode não passar de um fenômeno
natural, como a maré vermelha,
por exemplo. No entanto, é possível
que ela indique a ocorrência de um
acidente com derramamento de óleo
de algum navio ou do escape
espontâneo de petróleo.
No caso de imagens que os técnicos
interpretam como suspeitas, há
uma integração
de informações, que incluem
também dados geoquímicos e
mapas estruturais. “Nosso objetivo
é subsidiar as atividades
exploratórias e de controle
ambiental da Petrobras”,
afirma a geóloga Cristina Bentz,
do grupo de sensoriamento
remoto do Centro de Pesquisas
da Petrobras.
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FOTOS: DIVULGAÇÃO
A identificação
do código
genético da
substância
ajuda na
exploração e
nos processos
de produção,
além de indicar
a origem de
vazamentos
de óleo na
superfície
do mar
Amostras de petróleo são encaminhadas
para os cientistas do Centro de Pesquisas
da Petrobras analisarem os biomarcadores,
que carregam as informações
sobre a origem do óleo
Ao longo dos tempos, os continentes
sul-americano e africano foram
se afastando. Restos de organismo
ficaram depositados em
bacias sedimentares
Pequenos lagos entre o Brasil
e a África foram sucedidos
pelo oceano Atlântico
A Petrobras
vai levar você
para conhecer
o seu Centro
de Pesquisas.
Aguarde!
O MAR SUPERVISIONADO POR SATÉLITE
BANCO
DE DADOS
MANTÉM 7000
AMOSTRAS
DE ÓLEO

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abemos que o DNA, o ácido desoxidorribonucléico, é uma molécula longa encontrada nos seres vivos e que contém todas as informações genéticas codificadas. Agora, imagine que o petróleo, gerado há milhões de anos no fundo de antigos mares e lagos, também possui o seu DNA. Isso se deve à própria natureza, que, com o passar do tempo, transformou em óleo e gás restos de algas e bactérias que hoje se encontram geralmente em grandes profundidades. Cada bacia sedimentar onde essa matéria orgânica se acumulou deu origem a petróleos de composição distinta.

Com a transformação da matéria orgânica em petróleo, estruturas moleculares presentes nos organismos, conhecidas como biomarcadores, foram preservadas. Além do ambiente de composição dos sedimentos, os biomarcadores indicam a idade geológica do óleo. No ser humano, o DNA serve, por exemplo, para identificar ou para se certificar sobre a paternidade de uma criança. Afinal, a molécula carrega dados como a herança das características da família. E no petróleo qual seria a utilidade de fazer um teste de DNA? Conhecer a procedência da região sedimentar de onde o óleo foi extraído é uma delas. Isso é importante, por exemplo, para o meio ambiente.

Economia de tempo e dinheiro

Vamos supor que apareça na superfície do mar da costa brasileira uma grande mancha de óleo. Na melhor das hipóteses, pode ser que houve um escape natural de petróleo, indicando que há concentração do precioso combustível naquela região. Na pior delas, algum navio deixou vazar o produto. Como saber a verdade? Basta que poucos mililitros da substância sejam encaminhados para o Centro de Pesquisas da Petrobras. Os cientistas analisam a amostra e em 24 horas têm condições de apontar de que parte do mundo se origina esse petróleo. Isso porque a unidade mantém um banco de dados com 7 000 amostras do código genético de óleos produzidos em 65 países. “Nenhuma bacia tem petróleo idêntico ao de outra”, garante Luiz Antônio Trindade, gerente de geoquímica do Centro de Pesquisas. O estudo de biomarcadores contidos na matéria orgânica tem aplicação também nas atividades de exploração

e produção de petróleo. Ao identificar o tipo de rocha geradora do óleo e estimar o nível de evolução térmica em que ocorreu a transformação da matéria orgânica, os técnicos ajudam a orientar a perfuração de novos poços para áreas onde há mais chances de se encontrar acumulações de petróleo. Outra área que sai lucrando é a de produção. Conseguir apontar as pequenas diferenças existentes na composição do petróleo e afirmar, por exemplo, se ele é proveniente de reservatórios divididos em compartimentos ou uniformes são importantes para otimizar o processo de extração. Esses procedimentos, que são conduzidos por profissionais experts no assunto, ajudam a Petrobras a economizar tempo e dinheiro. Cada análise de biomarcadores custa, em média, 300 dólares, enquanto a perfuração de um poço (onde se deve contar com a probabilidade de não se retirar uma única gota de petróleo) consome muitos milhões de dólares.

Além das aplicações da identificação do DNA do petróleo, o Centro de Pesquisas da Petrobras também utiliza imagens de radar, adquiridas por satélites comerciais, para monitorar os mares da costa brasileira. Elas são analisadas por computador para detecção de óleo na superfície do mar. Às vezes, a presença de uma mancha escura pode não passar de um fenômeno natural, como a maré vermelha, por exemplo. No entanto, é possível que ela indique a ocorrência de um acidente com derramamento de óleo

de algum navio ou do escape espontâneo de petróleo. No caso de imagens que os técnicos interpretam como suspeitas, há uma integração de informações, que incluem também dados geoquímicos e mapas estruturais. “Nosso objetivo é subsidiar as atividades exploratórias e de controle ambiental da Petrobras”, afirma a geóloga Cristina Bentz, do grupo de sensoriamento remoto do Centro de Pesquisas da Petrobras.

S

FOTOS: DIVULGAÇÃO

A identificação do código genético da substância ajuda na exploração e nos processos de produção, além de indicar a origem de vazamentos de óleo na superfície do mar

Amostras de petróleo são encaminhadas para os cientistas do Centro de Pesquisas da Petrobras analisarem os biomarcadores, que carregam as informações sobre a origem do óleo

Ao longo dos tempos, os continentes

sul-americano e africano foram

se afastando. Restos de organismo

ficaram depositados em

bacias sedimentares

Pequenos lagos entre o Brasil e a África foram sucedidos pelo oceano Atlântico

A Petrobras vai levar você para conhecer o seu Centro de Pesquisas. Aguarde!

O MAR SUPERVISIONADO POR SATÉLITE

BANCO DE DADOS MANTÉM 7000 AMOSTRAS DE ÓLEO