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Petróleo resumo, Resumos de Engenharia de Petróleo

Histórico do Petróleo

Tipologia: Resumos

Antes de 2010

Compartilhado em 03/12/2010

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PETRÓLEO – Histórico.
O petróleo é conhecido desde épocas remotas. Era utilizado para fins diversos.
Era conhecido pelos nomes mais variados: betume, asfalto, alcatrão, lama, resina, azeite, nafta.
No velho mundo, nos artesanatos da Babilônia, usava-se o petróleo para fabricação de esquifes,
cisternas e esgotos. Os artistas empregavam na pintura, no reparo de estatuas, em cerâmica e na
colocação de ladrilhos.
Tochas eram acesas após o mergulho de feixes de palha em petróleo.
Untavam-se corpos em betume antes de serem queimados em pilhas.
Feiticeiros faziam augúrios inspirados em estranhas figuras que o óleo desenhava quando derramado
na água.
Salomão usou argamassa a base petróleo na construção do seu templo.
Nabucodonosor pavimentou estradas com betume.
Heródoto descreveu as qualidades impermeabilizantes do petróleo que foi usado nas construções
babilônicas e mesmo nos Jardins Suspensos da Babilônia.
Para os fenícios era indispensável na feitura de embarcações.
No Egito foi usado para embalsamamento e como elemento de liga na construção de pirâmides. (a
palavra múmia é derivada de uma antiga palavra sírio-árabe mummia identificada pelo termo egípcio
mum que significa asfalto ou betume).
Tanto no Egito quanto na Mesopotâmia o petróleo era usado em moradias como agente
impermeabilizante, palácios, templos e túmulos, para que resistissem as freqüente inundações do
Nilo.
Alexandre Moret, egiptólogo francês relata que talvez a 5000 anos antes de Cristo os egípcios
usavam petróleo para embalsamamento, costume que surgiu com a morte de Osíris, um dos deuses
do antigo Egito, protetor dos mortos. Conta-se que os deuses do bem, desafiando os do mal,
protegeram-lhe o corpo da putrefação, macerando-o com betume.
Entre os maias foram encontradas estatuas de madeiras protegidas com betume e revestidas com
ouro branco.
Devido à tão grande aplicação é natural que se formasse um verdadeiro comércio em torno do
produto. Assim, milênios antes de Cristo, o petróleo era transportado, vendido, procurado, enfim,
tratado como útil e precioso produto comercial. No código de Hammurabi existem até referências de
preço quanto à calefação de barcos com betume.
A nafta, denominação dada naquela época, a uma das formas de ocorrência natural de petróleo,
oferece a particularidade de ser mais inflamável que o betume. Dada a sua propriedade de
volatilização, aumenta sensivelmente os riscos de combustão quando em contato com o ar livre. Ainda
existe esse tipo de petróleo no Iraque. Em inglês é chamado óleo leve, não espesso, de odor
penetrante e altamente inflamável. Usualmente é extraído do óleo bruto pelo processo de destilação,
sendo uma das primeiras frações a serem separadas.
Conta Plutarco que Alexandre, o Grande, estando nas proximidades de Kirkuk no Iraque ficou
intrigado ao avistar uma goela crepitante cujo fogo emanava de forma inextinguível.... . Hoje Alexandre
veria nesse lugar uma crescente produção petrolífera e um espetacular oleoduto que transporta
anualmente milhões de metros cúbicos de óleo através dos desertos do Iraque, da Síria, da Palestina,
até Trípoli no Mediterrâneo, onde grandes petroleiros carregam e distribuem esse óleo em várias
partes do mundo.
Na Rússia, as fontes de gases combustíveis de Apscheron, no mar Cáspico são conhecidas há mais
2500 anos. Marco Pólo citava a exploração intensa nessa região até o ano 1300. Nessa zona nasceu
o culto de Zoroastro e dos adoradores do fogo, a religião de Ahura-Mazoa, muito antes da era cristã.
A Bíblia Sagrada, no Antigo Testamento faz diversas citações ao betume ou ao azeite. Quando Deus
anuncia a Noé o dilúvio, recomenda-lhe: “Faze para ti uma arca de madeira de gofer, farás
compartimentos na arca e a calafetarás por dentro e por fora com betume”. (Gênesis, 6:14). Com
referência ao nascimento de Moisés, quando sua mãe impossibilitada de criá-lo, o põe numa cestinha
as margens do rio, reza a Bíblia: “não podendo mais escondê-lo, tomou uma arca de junco e a untou
com betume e pêz, e pondo nela o menino, a colocou nos juncos a borda do rio”. (Êxodo, 2:3).
Quando Pizzaro conquistou o Peru em 1527, virtualmente encontrou uma pequena refinaria
preparada e mantida em constante atividade pelos índios. Eles sabiam perfeitamente como colher o
petróleo da fonte natural, armazená-lo, obtendo do líquido os mais diversos aproveitamentos.
Até a metade do século passado não havia a idéia, ousada para a época, da perfuração de poços
petrolíferos.
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PETRÓLEO – Histórico.

  • O petróleo é conhecido desde épocas remotas. Era utilizado para fins diversos.
  • Era conhecido pelos nomes mais variados: betume, asfalto, alcatrão, lama, resina, azeite, nafta.
  • No velho mundo, nos artesanatos da Babilônia, usava-se o petróleo para fabricação de esquifes, cisternas e esgotos. Os artistas empregavam na pintura, no reparo de estatuas, em cerâmica e na colocação de ladrilhos.
  • Tochas eram acesas após o mergulho de feixes de palha em petróleo.
  • Untavam-se corpos em betume antes de serem queimados em pilhas.
  • Feiticeiros faziam augúrios inspirados em estranhas figuras que o óleo desenhava quando derramado na água.
  • Salomão usou argamassa a base petróleo na construção do seu templo.
  • Nabucodonosor pavimentou estradas com betume.
  • Heródoto descreveu as qualidades impermeabilizantes do petróleo que foi usado nas construções babilônicas e mesmo nos Jardins Suspensos da Babilônia.
  • Para os fenícios era indispensável na feitura de embarcações.
  • No Egito foi usado para embalsamamento e como elemento de liga na construção de pirâmides. (a palavra múmia é derivada de uma antiga palavra sírio-árabe mummia identificada pelo termo egípcio mum que significa asfalto ou betume).
  • Tanto no Egito quanto na Mesopotâmia o petróleo era usado em moradias como agente impermeabilizante, palácios, templos e túmulos, para que resistissem as freqüente inundações do Nilo.
  • Alexandre Moret, egiptólogo francês relata que talvez a 5000 anos antes de Cristo os egípcios já usavam petróleo para embalsamamento, costume que surgiu com a morte de Osíris, um dos deuses do antigo Egito, protetor dos mortos. Conta-se que os deuses do bem, desafiando os do mal, protegeram-lhe o corpo da putrefação, macerando-o com betume.
  • Entre os maias foram encontradas estatuas de madeiras protegidas com betume e revestidas com ouro branco.
  • Devido à tão grande aplicação é natural que se formasse um verdadeiro comércio em torno do produto. Assim, milênios antes de Cristo, o petróleo era transportado, vendido, procurado, enfim, tratado como útil e precioso produto comercial. No código de Hammurabi existem até referências de preço quanto à calefação de barcos com betume.
  • A nafta, denominação dada naquela época, a uma das formas de ocorrência natural de petróleo, oferece a particularidade de ser mais inflamável que o betume. Dada a sua propriedade de volatilização, aumenta sensivelmente os riscos de combustão quando em contato com o ar livre. Ainda existe esse tipo de petróleo no Iraque. Em inglês é chamado óleo leve, não espesso, de odor penetrante e altamente inflamável. Usualmente é extraído do óleo bruto pelo processo de destilação, sendo uma das primeiras frações a serem separadas.
  • Conta Plutarco que Alexandre, o Grande, estando nas proximidades de Kirkuk no Iraque ficou intrigado ao avistar uma goela crepitante cujo fogo emanava de forma inextinguível..... Hoje Alexandre veria nesse lugar uma crescente produção petrolífera e um espetacular oleoduto que transporta anualmente milhões de metros cúbicos de óleo através dos desertos do Iraque, da Síria, da Palestina, até Trípoli no Mediterrâneo, onde grandes petroleiros carregam e distribuem esse óleo em várias partes do mundo.
  • Na Rússia, as fontes de gases combustíveis de Apscheron, no mar Cáspico são conhecidas há mais 2500 anos. Marco Pólo citava a exploração intensa nessa região até o ano 1300. Nessa zona nasceu o culto de Zoroastro e dos adoradores do fogo, a religião de Ahura-Mazoa, muito antes da era cristã.
  • A Bíblia Sagrada, no Antigo Testamento faz diversas citações ao betume ou ao azeite. Quando Deus anuncia a Noé o dilúvio, recomenda-lhe: “Faze para ti uma arca de madeira de gofer, farás compartimentos na arca e a calafetarás por dentro e por fora com betume”. (Gênesis, 6:14). Com referência ao nascimento de Moisés, quando sua mãe impossibilitada de criá-lo, o põe numa cestinha as margens do rio, reza a Bíblia: “não podendo mais escondê-lo, tomou uma arca de junco e a untou com betume e pêz, e pondo nela o menino, a colocou nos juncos a borda do rio”. (Êxodo, 2:3).
  • Quando Pizzaro conquistou o Peru em 1527, virtualmente lá encontrou uma pequena refinaria preparada e mantida em constante atividade pelos índios. Eles sabiam perfeitamente como colher o petróleo da fonte natural, armazená-lo, obtendo do líquido os mais diversos aproveitamentos.
  • Até a metade do século passado não havia a idéia, ousada para a época, da perfuração de poços petrolíferos.
  • E. L. Drake foi o cidadão americano de New Orleans a quem devemos as primeiras tentativas. Ele lutou com inúmeras dificuldades de ordem técnica, chegando mesmo a ser cognominado Drake, o louco, pela insistência e pertinácia do trabalho exaustivo, noite e dia, manipulando instrumentos primitivos e inadequados. Após muitas tentativas, em 27 de agosto de 1859, Drake teve a possibilidade de encontrar o precioso líquido. Todas as regiões circunvizinhas ficaram em polvorosa. Surgiram então outros homens audaciosos e dentro em pouco verdadeiras empresas com equipes aparelhadas se fixaram em locais diferentes em busca dessa riqueza ofertada pela terra. Estava assim iniciada a indústria do Petróleo.
  • As primeiras perfurações foram feitas pelo processo de percussão. Trata-se de um engenho relativamente simples, uma torre de madeira no interior da qual as ferramentas de percussão são levantadas e abaixadas, indo assim perfurando a terra graças à percussão de martelo muito pesado, preso, por sua vez a um balancim movido a vapor.
  • Quando o poço atingiu certa profundidade surgiu o problema do desmoronamento das paredes, então foi concebido e colocado em prática o revestimento da cavidade com tubos de ferro, prática essa atualmente ainda em uso.

PETRÓLEO & GÁS – Datas importantes.

1938 • É criado o Conselho Nacional do Petróleo.

1953 • É criada a Petrobrás, no dia 3 de outubro.

1954 • Produção média diária de petróleo no Brasil: 10.000 barris.

  • Consumo médio diário: 200.000 barris.

1968 • A Petrobrás inicia a exploração da Bacia de Campos, hoje o primeiro distrito petrolífero do

pais.

1974 • É anunciada a primeira descoberta comercial em Campos, o campo de Garoupa.

  • (^) Primeiro choque do petróleo, os produtores árabes quadruplicam preços.

1977 • Iniciada a produção comercial na bacia de Campos no segundo campo descoberto, o de

Anchova.

  • O primeiro grande desafio a partir daí foi desenvolver tecnologia para a produção de petróleo abaixo de 500 metros da superfície do mar, feito que nenhuma outra companhia no mundo havia conseguido.

1978 • No final do ano os árabes aumento outra vez os preços do petróleo, é o segundo choque.

1997 • Regulamentada a Lei do Petróleo (9478) em agosto.

  • Novas concessionárias privadas começaram a atuar na exploração e produção (são atualmente 37).
  • A indústria de óleo e gás participa com 2.7% (R$ 20.2 bilhões) na formação do PIB.

1998 • É criada em 16 de janeiro a Agencia Nacional do Petróleo – ANP.

1999 • Encontrado petróleo na bacia de Santos, explorada desde 1969 só produzia gás.

  • Iniciadas as operações da 1a^ fase – trecho norte – do gasoduto Bolívia-Brasil (GASBOL), ligando Rio Grande, Bolívia a Corumbá, MS e Campinas, SP.

2000 • Inaugurado o 2o^ trecho – sul – do GASBOL entre São Paulo Canoas, RS.

  • Dobrou a participação da indústria óleo e gás natural na formação do PIB, passando para 5.4% (R$52.6 bilhões).
  • É maior que a contribuição da indústria automobilística (4,1%) e siderúrgica (2.5%).

2002 • A media diária da produção de petróleo no Brasil é de 1.45 milhão de barris/dia.

estrutura molecular dos hidrocarbonetos constituintes do mesmo, isto é, rompimento das moléculas dos hidrocarbonetos com a produção de hidrocarbonetos de peso molecular menor. DESPARAFINAÇÃO

  • processo de separação da parafina de um óleo que a contenha. Esse processo envolve o resfriamento do produto intermediário para obtenção de parafinas sólidas (cera de petróleo) usualmente em presença de um solvente e separação das mesmas por filtração ou centrifugação. DESTILAÇÃO
  • processo que separa, por meio de vaporização e condensação simultânea, componentes de uma mistura cujos pontos de ebulição difiram. DESTILAÇÃO A VÁCUO
  • destilação sob pressão reduzida. A temperatura de ebulição é portanto reduzida suficientemente para evitar a decomposição ou craqueamento do material que é destilado. DIESEL, RUDOLF
  • engenheiro nascido em Paris, de pais alemães. Educou-se na Escola Politécnica de Munich, passando curto tempo em Paris como gerente de companhia fabricante de equipamento para refrigeradores. Já em Munich, em 1893, publicou importante trabalho, resultado de seus estudos no que viria a ser o motor diesel, de combustão interna e larga aplicação na industria. FLUIDO
  • forma física da matéria na qual há atração indiferente entre as moléculas, de tal modo que estas não possuem tendência para manutenção em forma determinada, gases e líquidos são, ambos fluidos nesse sentido. FRACIONAMENTO
  • separação de mistura de substâncias, nas suas partes componentes por operações sucessivas, de ordinário associadas a destilação de uma mistura líquida. O termo pode ser também aplicado à cristalizações sucessivas de sólidos separados da mistura de um líquido, extração de um líquido por outro, etc. GLP
  • gás liquefeito de petróleo. GASES NATURAIS
  • hidrocarbonetos leves, de composição variável, que se desprendem do solo, geralmente produzidos em intima associação com o petróleo. De regra classificam-se como secos e úmidos, dependendo das proporções de seus constituintes. GASOLINA
  • nafta de petróleo refinado, que pela sua composição é indicada como carburante nos motores de combustão interna. GASOLINA CRAQUEADA
  • produto obtido a elevadas temperaturas nos processos de craqueamento térmico ou catalítico, durante os quais os hidrocarbonetos pesados se rompem de forma a produzirem hidrocarbonetos mais leves. GASOLINA NATURAL
  • produto recuperado do gás natural por absorção, compressão ou refrigeração. Normalmente contém hidrocarbonetos de 4 a 6 átomos de carbono. GRAXAS
  • mistura de um óleo mineral com sabões metálicos de ácidos graxos, outros ingredientes podem ser adicionados. HIDROCARBONETOS
  • compostos orgânicos constituídos exclusivamente por carbono e hidrogênio. Exemplo: metano, etano, propano, butano, etc. HIDROGENAÇÃO
  • processo pelo qual o hidrogênio é adicionado a um composto não saturado. Conversão de octeno em octana. Também é um processo de obtenção de óleos sintéticos pela ação do hidrogênio sobre o carvão, o linhito ou o próprio petróleo. HULHA
  • carvão fóssil, vulgarmente conhecido por carvão-de-pedra ou carvão mineral e que serve de combustível. INDICE DE CETANO
  • medida que expressa a qualidade de ignição de óleos diesel. É a percentagem em volume, do hidrocarboneto cetano que deve ser misturado com alfametilnaftaleno, em um combustível de referência, para dar o mesmo desempenho, quanto à ignição, que o combustível em estudo, sob condições padronizadas. ISOMERIZAÇÃO
  • processo de reestruturação dos átomos em uma molécula, de tal forma que o produto final possua a mesma fórmula empírica da molécula original, mas tenham diferentes fórmulas estruturais como por exemplo butano normal e isobutano. ISÔMEROS
  • dois ou mais compostos que tem a mesma fórmula molecular e propriedades diferentes, correspondentes a variadas estruturas moleculares. MERCAPTANAS
  • compostos sulfurados que ocorrem no petróleo possuindo odor fortemente repulsivo. MOLÉCULA
  • menor partícula de um composto que pode existir em estado livre. MOTOR DIESEL
  • tipo de motor de combustão interna no qual o ar é comprimido a temperatura suficientemente elevada para fazer entrar em ignição o combustível injetado diretamente no cilindro, a combustão e a expansão atuam sobre o pistão, invenção de R. Diesel patenteada em 1892. NAFTA
  • termo geral aplicado às frações do petróleo de baixo ponto de ebulição (inclusive a gasolina) e que são obtidas durante certas operações de refinação como a destilação, o craqueamento e a polimerização, usualmente as naftas estão compreendidas nas frações de ponto de ebulição abaixo de 315 o^ C (600o^ F). OLEFINAS
  • hidrocarbonetos de cadeia aberta, que possuem uma ou mais duplas ligações na molécula. ÓLEO BRUTO
  • sinônimo para petróleo, também designado petróleo cru, ou petróleo bruto. Mistura constituída predominantemente de hidrocarbonetos e pequenas quantidades de derivados sulfurados, oxigenados e nitrogenados. Essa mistura ocorre naturalmente, sendo retirada do solo em estado líquido. ÓLEO DIESEL
  • derivado do petróleo, mais pesado que o querosene, usado como combustível em motores diesel. OLEODUTOS
  • canalizações de diâmetros variados destinados a transporte de petróleo bruto, derivados líquidos ou gasosos. PARAFINAS
  • hidrocarbonetos de cadeia aberta que possuem maior quantidade de hidrogênio em relação ao carbono, usualmente chamados saturados. PIPE-WAY
  • sistemas de tubulações que interligam as várias unidades e os tanques de uma refinaria. POCOS SURGENTES
  • aquele em que o óleo sobe a superfície pelas suas próprias condições naturais de pressão, isto é, sem bombeio. POLIMERIZAÇÃO
  • processo de combinar duas ou mais moléculas para formar uma que contenha os elementos nas mesmas proporções originais. Por exemplo: duas moléculas de buteno se polimerizam produzindo uma de octeno. PONTO INICIAL DE EBULIÇÃO
  • temperatura de vapor em que, numa aparelhagem padronizada para a destilação, cai a primeira gota destilada da extremidade inferior do destilador. PONTO DE FULGOR
  • a temperatura mais baixa na qual um composto se vaporiza, em quantidade suficiente para formar mistura inflamável no ar. PONTO DE ORVALHO
  • temperatura na qual um gás, ou mistura de gases, alcança as condições de saturação de um ou mais componentes, e na qual a condensação se inicia. PROCESSOS DE ADOÇAMENTO
  • métodos de remoção de compostos mal cheirosos de enxofre. QUEROSENE
  • destilado do petróleo refinado e usado como meio de iluminação em se tratando de chama fraca. REFLUXO
  • parte do destilado que, em uma destilação fracionada é devolvida a coluna fracionadora para auxiliar a separação mais completa das frações desejadas.

REFORMAÇÃO

  • processo semelhante ao de craqueamento, porém, em condições mais severas, utilizando para aumentar o número de octanas nas gasolinas ou naftas de destilação direta.

S é rie de isoparafinas C (^) n H2n+

  • compostos com cadeias ramificadas, muito desejadas, freqüentemente produzidas por reforma catalítica, pela alquilação ou por isomerização.

S é rie olefinica C (^) n H2n

  • esta série ou está ausente no óleo cru ou existe em pequenas quantidades. O processo de craqueamento produz grande quantidade de olefinas. As olefinas possuem propriedades antidetonantes melhores que as das parafinas normais, mas tem propriedades inferiores às das parafinas muito ramificadas e dos aromáticos. As olefinas polimerizam-se ou oxidam-se ao serem estocadas. As olefinas constituem a classe mais importante dos derivados químicos do petróleo. São usadas para fabricação de outros produtos através de outros processos químicos ou conversões. Exemplos de produtos iniciais puros são: eteno, propeno e buteno.

2 - Compostos de cadeia fechada:

S é rie naftenica C (^) n H2n

  • esta série cuja fórmula empírica coincide com a das olefinas tem seus membros completamente saturados. É a segunda série mais abundante na maior parte dos crus. Seus produtos nos óleos crus são: metilciclopentano, ciclohexano, dimetilciclopentano, metilciclohexano. Esses naftenos predominam na maioria dos gasóleos e dos óleos lubrificantes de todos os tipos de petróleo.

Série aromática ou benzênica C (^) n H2n - 6

  • na maioria dos petróleos são pequenas as quantidades desses aromáticos. Como as olefinas, são obtidos nos processos químicos e tem boas qualidades antidetonantes. Os membros da série são: benzeno, tolueno, etilbenzeno, xilenos
  • Os petróleos crus caracterizam-se pela variabilidade de composição e devem ser caracterizados antes do refino. Usa-se dividir os crus em três categorias: 1. Base parafinica – são os óleos constituídos principalmente por compostos de cadeia aberta e que fornecem por destilação gasolina de baixa octanagem e óleos lubrificantes excelentes, mas cerosos. 2. Base intermedi á ria – são crus que contem grandes quantidades de compostos parafinicos e naftenicos e fornecem gasolinas de tipo médio e óleos lubrificantes. Nesses óleos encontram-se ceras e asfaltos. 3. Base naftênica – esses crus contém elevada percentagem de compostos cíclicos (naftênicos) e fornecem gasolinas de octanagem relativamente elevada. As frações de óleos lubrificantes devem ser refinadas a solventes. O asfalto esta presente.
  • (^) Os produtos do petróleo foram há muito divididos em frações comerciáveis obtidas pelo fracionamento nas operações de refino. É uma divisão pelas faixas de ebulição. As frações ou cortes da refinaria podem ser classificadas esquematicamente da seguinte forma:

Gasolina natural (ou leve) e gás natural GLP Destilados leves Gasolinas automotivas Naftas. Combustível de jato Querosene Óleos combustíveis leves Destilados médios Óleos combustíveis pesados Óleos diesel

Gasoleos Destilados pesados Óleos minerais pesados (medicinais) Óleos de flotacao pesados Ceras (para velas, impermeabilização, tratamento de papel e isolamento) Óleos lubrificantes Resíduos Óleos lubrificantes Óleos combustíveis Óleos impermeabilizantes Asfaltos Coque

  • (^) Gás natural.

Ocorre em acumulações subterrâneas, em reservatórios porosos, com ou sem petróleo. Só foi descoberto no inicio do século passado nos EEUU. O gás natural é composto principalmente de hidrocarbonetos da série parafínica, do metano ao pentano. Os produtos mais importantes obtidos do gás natural são o combustível, gasolina natural, o GLP, o negro de fumo, o Hélio, o nitrogênio e derivados petroquímicos. A gasolina extraída do gás natural é diferente da gasolina de destilação, a recuperação da gasolina do gás natural dá uma gasolina muito volátil, apropriada para mistura nos combustíveis automotivos, especialmente para facilitar a partida a frio. Quando o óleo cru é forçado a sair por um poço em virtude da pressão do gás natural, alguns dos seus componentes mais leves são vaporizados. Por isso a composição e as características da gasolina natural recuperada são determinadas pela composição do óleo. O aumento de demanda de hidrocarbonetos leves líquidos, destinados à indústria petroquímica e também aos combustíveis – foi satisfeito em grande parte pelo aumento da extração destes produtos a partir do gás natural. Essa demanda foi tão grande que praticamente não há uma só fonte de gás natural que não tenha tido esses hidrocarbonetos extraídos antes de o gás natural ser entregue ao consumidor, como combustível. Há alguns anos era satisfatório uma usina recuperar 70% do propano, as usinas agora estão sendo projetadas para recuperar todo o propano e em alguns casos 50 a 90% do etano no gás natural. Os dois processos mais importantes para que sejam conseguidas essas taxas de recuperação são: (1) absorção refrigerada e (2) destilação a baixa temperatura.

  • Gases Liquefeitos de Petróleo – GLP

Os hidrocarbonetos leves, como propano e butano, que são produzidos como subprodutos da gasolina natural, estão tendo agora ampla utilização como gás do petróleo engarrafado para uso doméstico e aquecimento, também são usados como combustíveis em casos especiais – tratores caminhões, ônibus, etc. O GLP é competitivo com muitos tipos de combustível em uso atualmente. O gás engarrafado é usado em muitas áreas rurais onde não existem dutos; para cozinha, iluminação, aquecimento de água e refrigeração.

  • PRODUTOS DA REFINAÇÃOPrecursores petroquímicos
    • São substâncias convertidas a partir do gás natural, do gás de craqueamento, do GLP e de frações de cadeia fechada. - Para distinguir a importância crescente do acetileno, das olefinas, e dos aromáticos na obtenção de petroquímicos esses compostos estão sendo designados como precursores dos intermediários que levam aos produtos acabados.
    • Esses precursores ou são convertidos quimicamente a partir de materiais do petróleo natural bruto, ou isolados de frações de craqueamento.
  • Destilados leves

TRANSFERÊNCIA DE CALOR

Equipamentos devem ser limpos regularmente para que se mantenha a transferência de calor em níveis satisfatórios e para remover as incrustações que muitas vezes reduzem bastante as taxas de transferência.

DESTILAÇÃO

A mais importante das operações unitárias. Nesta operação a separação se baseia na volatilidade e a corrente do processo pode ser separada mediante destilação num componente mais volátil, mais leve, num outro menos volátil, mais pesado. Os sistemas atuais compreendem o aquecimento do óleo mediante seu bombeamento através de tubos colocados num forno tubular seguido pela vaporização numa torre de fracionamento, com diversas saídas laterais que possibilitam a saída e retirada das frações nas várias faixas de ebulição, ou corte de produtos. O resíduo do fundo da coluna pode ser sujeito a destilação à vácuo ou à vapor. A figura 1 é uma representação esquemática de um grupo moderno de refinação, mostrando a separação do óleo cru nas diversas frações e o tratamento subseqüente de cada fração. Os vários produtos são removidos da torre de óleo cru. As frações de querosene e nafta contém pequenas frações de gasolina imperfeitamente destiladas, de volatilidade mais elevada que a fração principal. A separação destas frações é feita em retificadores (pequenas colunas contendo somente alguns pratos) mediante a sopragem de vapor de água. A gasolina vaporiza-se no topo do retificador e retorna a torre de cru. Em muitas aplicações de destilação para separar os produtos do petróleo, a diferença de volatilidade é muito baixa para ser prática, e deve ser realçada pela adição de um solvente ou carregador. A variedade de destilação em que se usa um solvente de volatilidade baixa para realçar a separação é denominada destilação extrativa. Um exemplo é a separação entre butenos e butanos mediante o furfural. Quando se adiciona como carregador um solvente de volatilidade alta, a operação é denominada destilação azeotropica. Um exemplo de destilação azeotropica é a produção de tolueno de elevada pureza mediante metilcetona.

ABSORÇÃO

É geralmente usada para separar os constituintes de elevado ponto de ebulição de outros componentes de um sistema de vapores e gases. Usualmente o meio de absorção é um gasoleo especial. A absorção é amplamente utilizada na recuperação de gasolina natural do gás do poço e nos vapores dos tanques de estocagem. A absorção também leva a obtenção de hidrocarbonetos leves de muitos processos de refinação (craqueamento catalítico, hidrocraqueamento, etc)

ADSORÇÃO

Quase igual a absorção – a gasolina natural pode ser separada do gás natural por adsorção de carvão. A adsorção é também usada para remover a coloração indesejável em óleos lubrificantes, usualmente mediante argilas ativadas.

FILTRAÇÃO

Após o resfriamento é o método usual para remoção da parafina dos destilados. A filtração a contato envolve o uso de argila, é o método comum de purificação de óleos quando simultaneamente acontece o descoramento.

CRISTALIZAÇÃO

É uma das mais antigas operações de separação. Mediante a cristalização a parafina pode ser removida do óleo cru ou do óleo lubrificante, dando parafina cristalina ou microcristalina de baixo teor de óleo.

EXTRAÇÃO

Envolve a remoção de um componente de um líquido mediante a ação solvente seletiva de outro líquido. O procedimento de extração seletiva mediante solvente é importante no refino subseqüente do óleo lubrificante. Exemplo é a produção de benzenos, toluenos e xilenos mediante extração do petróleo especialmente processado. É possível remover de óleos lubrificantes, com esse processo, hidrocarbonetos de baixo índice de viscosidade, suspensões instáveis e alguns materiais corados.

PROCESSOS DE CONVERSÃO

CRAQUEAMENTO OU PIRÓLISE

Decomposição de grandes moléculas de hidrocarbonetos em moléculas menores pela ação do calor ou de catalisador. São comuns os catalizadores zeolitos.

C 7 H 15 .C 15 H 30 C 7 H 15 .F 0 A E C 7 H 16 + C6 H 12 CH 2 + C 14 H 28 CH 2

gasoleo pesado gasolina g.antidetonente óleo de reciclo

POLIMERIZAÇÃO Reunião de moléculas análogas – reunião de olefinas leves.

C C C C F 0 E A F 0 E A * F 0 E A F 0 E A CF 0 B EC = C + CF 0 B EC = C F 0 A E CF 0 B ECF 0 B ECF 0 B EC = C + F 0 A E CF 0 B ECF 0 B EC = CF 0 B EC F 0 E A F 0 E A C C

  • calor ou pressão ou catalisador

ALQUILAÇÃO

União de uma olefina com um hidrocarboneto aromático ou parafinico.

ETENO + ISOBUTANOF 0 A E2.2 DIMETILBUTANO

HIDRIGENAÇÃO

Ação de adição de hidrogênio a uma olefina.

H 2

DI-ISOBUTENO F 0 A E ISO-OCTANO

HIDROCRAQUEAMENTO

Quebra de moléculas pela ação do hidrogênio.

C 7 H 15 .C 15 H 30 C 7 H 15. + H 2 F 0 A E C 7 H 16 + C 7 H 16 + C 15 H 32

gasoleo pesado cadeia cadeia oleo normal ramificada de reciclo

ISOMERIZAÇÃO

Alteração da disposição dos átomos numa molécula sem modificação do numero de átomos.

300 o^ C CF 0 B ECF 0 B ECF 0 B EC F 0 A E CF 0 B ECF 0 B EC Al 2 O 3 F 0 E A C

Craqueamento catalítico – resumo:

  • Produção de gasolina de melhor qualidade sem necessidade de alta pressão.
  • Emprega-se um catalisador para acelerar as reações.

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