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Colapso e Loucura
Tipologia: Notas de estudo
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Na égide da psicologia da loucura (1965), Winnicott afirma que na fase do complexo de Édipo, antes da latência, é de se esperar todo o tipo de sintoma sob forma passageira. Nessa faixa etária a normalidade pode ser descrita nos termos desta sintomatologia, que a anormalidade torna-se relacionada à ausência de algum tipo de sintoma ou à canalização da sintomatologia em determinada direção. É a rigidez das defesas que constitui a anormalidade nesta fase, não as próprias defesas.
Duas questões ao tema da sintomatologia podem ser mencionadas segundo Erik Erikson, apud Winnicott (1965):
...“as comunidades podem moldar o que está sendo aqui chamado de sintomatologia em direções que acabarão por ser valiosas para a comunidade localizada. A segunda diz respeito ao efeito de um colapso do meio ambiente imediato da criança neste estágio, de maneira que, de fato, ela não é capaz de apresentar a sintomatologia variada que é apropriada, mas tem de se conformar ou assumir uma iden�ficação com algum aspecto do meio ambiente, perdendo por isso experiência pessoal”.
O colapso está presente tanto na loucura quanto em outras situações como, por
exemplo, o medo da morte e o vazio. Quando o medo da morte constitui um sintoma significativo, a promessa de uma vida futura, fracassa em proporcionar alívio, e o motivo desse acontecimento, é que o paciente possui uma compulsão a procurar a morte. E é a morte que aconteceu, mas que não foi experienciada, que é buscada. Quanto ao vazio, é mais fácil para um paciente lembrar um trauma do que nada acontecendo quando poderia ter acontecido. Ele não sabia que poderia ter acontecido e, assim, não poderia experienciar nada, exceto notar que algo poderia ter sido, e esse vazio precisa ser experienciado.