Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


O medo do colapso, Notas de estudo de Psicologia

Colapso e Loucura

Tipologia: Notas de estudo

2011

Compartilhado em 01/12/2011

ronaldo-gobbis-1
ronaldo-gobbis-1 🇧🇷

4.1

(9)

42 documentos

1 / 6

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL
CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE
CURSO DE PSICOLOGIA
Anália Franco
PSICOPATOLOGIA IV
O MEDO DO COLAPSO
(D.W. WINNICOTT)
Ronaldo Gobbis Dolival
SÃO PAULO
2011
pf3
pf4
pf5

Pré-visualização parcial do texto

Baixe O medo do colapso e outras Notas de estudo em PDF para Psicologia, somente na Docsity!

UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL

CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE

CURSO DE PSICOLOGIA

Anália Franco

PSICOPATOLOGIA IV

O MEDO DO COLAPSO

(D.W. WINNICOTT)

Ronaldo Gobbis Dolival

SÃO PAULO

UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL

CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE

CURSO DE PSICOLOGIA

Ronaldo Gobbis Dolival

PSICOPATOLOGIA IV

O MEDO DO COLAPSO

SÃO PAULO

Medo do Colapso

REFLEXÃO

Na égide da psicologia da loucura (1965), Winnicott afirma que na fase do complexo de Édipo, antes da latência, é de se esperar todo o tipo de sintoma sob forma passageira. Nessa faixa etária a normalidade pode ser descrita nos termos desta sintomatologia, que a anormalidade torna-se relacionada à ausência de algum tipo de sintoma ou à canalização da sintomatologia em determinada direção. É a rigidez das defesas que constitui a anormalidade nesta fase, não as próprias defesas.

Duas questões ao tema da sintomatologia podem ser mencionadas segundo Erik Erikson, apud Winnicott (1965):

...“as comunidades podem moldar o que está sendo aqui chamado de sintomatologia em direções que acabarão por ser valiosas para a comunidade localizada. A segunda diz respeito ao efeito de um colapso do meio ambiente imediato da criança neste estágio, de maneira que, de fato, ela não é capaz de apresentar a sintomatologia variada que é apropriada, mas tem de se conformar ou assumir uma iden�ficação com algum aspecto do meio ambiente, perdendo por isso experiência pessoal”.

O colapso está presente tanto na loucura quanto em outras situações como, por

exemplo, o medo da morte e o vazio. Quando o medo da morte constitui um sintoma significativo, a promessa de uma vida futura, fracassa em proporcionar alívio, e o motivo desse acontecimento, é que o paciente possui uma compulsão a procurar a morte. E é a morte que aconteceu, mas que não foi experienciada, que é buscada. Quanto ao vazio, é mais fácil para um paciente lembrar um trauma do que nada acontecendo quando poderia ter acontecido. Ele não sabia que poderia ter acontecido e, assim, não poderia experienciar nada, exceto notar que algo poderia ter sido, e esse vazio precisa ser experienciado.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Winnicott em, O Medo Do Colapso (1963), descreve uma situação vivida pelo

paciente na qual seu ego é organizado contra um pavor: - O de temer no futuro um

colapso, que de fato ocorreu no passado, num tempo em que o paciente não era

suficientemente desenvolvido para lembrar e integrar esse colapso, como um trauma

pessoal. Deste modo, uma experiência que o paciente não teve ainda realmente, só

pode ser localizada no futuro e temido. O ego torna-se organizado defensivamente, ou

se organiza defensivamente ao redor da prevenção deste colapso que o mesmo tempo

o paciente inconscientemente persegue, esperando efetuar uma “cura do self” para

finalmente colocá-lo no passado. Para Winnicott, a tarefa do analista nestes casos é

maximizar as condições em que esta “cura do self” possa ocorrer.

Somente no estado da regressão às necessidades infantis o paciente pode

experimentar a perturbação central, da qual a psicopatologia foi defensivamente

organizada. Então, possibilitada pela transferência, o reviver da experiência do trauma

precoce acontece como se fosse a primeira vez, que somente agora pode ser integrado

ao ego, ou nos termos de Winnicott, incluído no “campo de onipotência” do indivíduo.

Winnicott (1963) estende a noção de cura do self, a ideia de um trauma que

deve ser experenciado como se fosse a primeira vez. O elemento da causa, da origem

do “self-cure” repousa na procura compulsiva pelo paciente desta experiência. A

sugestão técnica de Winnicott vem da observação de que algumas vezes tais pacientes

podem beneficiar-se de seu analista, vendo e dizendo que estão temendo o futuro, o já

ocorrido no passado.

Clinicamente, o medo do colapso só pode emergir como um fator central da

patologia do paciente, depois de alguma confiança inicial no tratamento. O medo é de

uma falha da organização defensiva e assim, um colapso do self que Winnicott chama

um estado “impensável” de coisas. Nas desordens neuróticas, a ansiedade de castração

está por detrás das defesas. Nestes casos mais perturbados a ameaça é para a própria

organização do ego.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Winnicott, D. W. 1974: “O medo do colapso”, in Winnicott 1989a: Explorações

psicanalíticas.

___ 1989vk: “A psicologia da loucura: uma contribuição da psicanálise”, in Winnicott

1989a: Explorações psicanalíticas.