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OBESIDADE: causas e consequências, Notas de aula de Física

OBESIDADE: causas e consequências. 2018. Trabalho de Conclusão de Curso – Faculdade do Médio Parnaíba- FAMEP. Páginas 35. Monografia (Licenciatura Plena em ...

Tipologia: Notas de aula

2023

Compartilhado em 17/01/2023

Jandiara62
Jandiara62 🇵🇹

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FACULDADE DO MÉDIO PARNAÍBA FAMEP
CURSO: LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA
WILSYLENE DUARTE DOS SANTOS
OBESIDADE: causas e consequências
TERESINA (PI)
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FACULDADE DO MÉDIO PARNAÍBA – FAMEP

CURSO: LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA

WILSYLENE DUARTE DOS SANTOS

OBESIDADE: causas e consequências

TERESINA (PI)

WILSYLENE DUARTE DOS SANTOS

OBESIDADE: causas e consequências

Monografia apresentada ao curso de Licenciatura em Educação Física da Faculdade do Médio Parnaíba – FAMEP como requisito para obtenção do título de Licenciada em educação Física, sob orientação do Professor Esp. Antônio Dinamarco da Cruz Vieira.

TERESINA (PI)

WILSYLENE DUARTE DOS SANTOS

OBESIDADE: causas e consequências

Monografia apresentada ao curso de Licenciatura em Educação Física da Faculdade do Médio Parnaíba – FAMEP como requisito para obtenção do título de Licenciada em educação Física, sob orientação do Professor Esp. Antônio Dinamarco da Cruz Vieira.

Aprovada em: _____/_____________________/______

Banca Examinadora:

Professor Orientador: Esp. Antônio Dinamarco da Cruz Vieira.

Professor (a) Examinador (a) 1: Gildete Alves Soares

Professor (a) Examinador (a) 2: Lucineide Rodrigues Vieira

DEDICATÓRIA

A Deus, que nos criou e foi criativo nesta tarefa. Seu fôlego de vida em mim me foi sustento e me deu coragem para questionar realidades e propor sempre um novo mundo de possibilidades.

Educação Física ensina através do corpo o que você não é capaz de dizer com palavras ou explicar em números.

(Grazielle Dias)

RESUMO

A obesidade é um grave problema de saúde pública na sociedade atual. Inúmeras são as pesquisas científicas direcionadas ao estudo das causas do desenvolvimento da obesidade. A pesquisa fundamenta-se em analisar possíveis respostas e/ou soluções para a problematização exposta: quais as causas e consequências que a obesidade pode causar as pessoas? Tem como objetivo geral analisar as causas e consequências que a obesidade pode causar as pessoas. Como objetivos específicos: verificar os indicadores de risco que a obesidade pode causar; delimitar os principais métodos utilizados para diagnosticar a obesidade e sobrepeso; descrever a importância da atividade física para a prevenção e o controle da obesidade. A metodológica adotada foi a pesquisa bibliográfica embasada nos autores: (AFONSO et al, 2008), (AVELAR, 2009), (GIL, 2002), (VERGARA,2007), entre outros. Encerra-se a pesquisa salientando a importância da permanente atenção no que se refere a manter uma alimentação e vida saudável para que não venha a se encontrar em um quadro de obesidade.

Palavras chave: Sobrepeso. Obesidade. Qualidade de Vida.

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO ............................................................................................................ 9

1 DEFININDO SOBREPESO E OBESIDADE .......................................................... 12

2 CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS DA OBESIDADE ................................................ 15

2.1 Sobre o sedentarismo e alimentação inadequada como fatores causadores da obesidade ................................................................................... 16 2.2 Sobre os fatores genéticos, fisiológicos e hereditários como causadores da obesidade ........................................................................................................ 20 2.3 Sobre os fatores socioeconômicos e demográficos como causadores da obesidade ............................................................................................................. 21 2.4 Sobre os fatores psicológicos, estresse, fumo e álcool como causadores da obesidade ........................................................................................................ 23

3 ANALISE DOS DADOS DA PESQUISA ............................................................... 26

CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................................................................................... 29

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ......................................................................... 30

INTRODUÇÃO

A falta regular de atividade física, seja ela em qualquer faixa etária de idade, é sem dúvidas um dos fatores determinantes para a epidemia global de obesidade, ou seja, excesso de peso. A prática de alguma atividade física regular desde a fase inicial da vida e a continuação durante as demais é essencial para garantir um adequado controle do peso e da gordura corporal. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estabeleceu parâmetros ideais para a prática de atividade física para cada idade, e afirma que os benefícios do exercício, em qualquer idade, são bem maiores do que qualquer problema que ele possa provocar. (OMS, 2010). A recomendação geral de atividade física para saúde é a de acumular pelo menos 30 minutos de atividades moderadas no mínimo 5 dias por semana, de preferência todos os dias. Já no caso de objetivo de perda e controle de peso em indivíduos com excesso de peso e obesidade, o mínimo por dia passa a ser de 60 minutos, de preferência 90 minutos por dia, pelo menos 5 vezes por semana, de forma continua ou acumulada. A atividade física está associada a vários benefícios físicos, psicológicos e sociais que sustentam a importância da inclusão da mesma como estratégia fundamental da prevenção e tratamento dos casos de excesso de peso e obesidade em qualquer etapa da vida. Além das atividades físicas aeróbicas de intensidade moderada como caminhar, pedalar, nadar, ou atividades físicas vigorosas como trotar ou correr, os exercícios de resistência e as mudanças do estilo de vida tornam- se essências junto com a reeducação alimentar no combate à epidemia do excesso de peso e a obesidade. Além do efeito da atividade física no controle do peso, redução de gordura corporal, prevenção no reganho do peso corporal e manutenção da massa magra, a atividade física está associada com melhora no perfil lipídico e diminuição de risco de doenças associadas a obesidade como: diabetes, hipertensão, síndrome metabólica, doenças cardiovasculares e como consequência menor risco de morte.

A temática é de vital importância para o acadêmico do curso de Educação Física, uma vez que uma das funções deste profissional é promover um estilo de vida saudável e a obesidade é um problema que afeta significativamente a vida das pessoas. A metodologia utilizada para tal foi o método dedutivo de investigação, utilizando-se da pesquisa bibliográfica documental. Pois, este tipo de método de pesquisa, segundo VERGARA, (2007), é o mais adequado para se fazer o apanhado bibliográfico na expectativa de que os objetivos estipulados sejam alcançados. Buscou-se o embasamento teórico do tema com base em material publicado em livros, revistas, jornais, redes eletrônicas, entre outros, conforme consta na bibliografia consultada. Corroborando com as palavras de Vergara ao escrever o tipo de pesquisa realizado pela referida acadêmica MARTINS, (2008), na pesquisa bibliográfica o pesquisador busca em fontes impressas e eletrônicas, da literatura as informações que necessita para desenvolver uma determinada teoria. A pesquisa está estrutura em três capítulos, onde no capítulo 1 – Definindo sobrepeso e obesidade, se faz uma revisão de literatura buscando definir os termos sobrepeso e obesidade. No capítulo 2 – Causas e consequências da obesidade, é realizado o relato das causas e consequências que a obesidade pode causar as pessoas. No capítulo 3 - Análise dos resultados da pesquisa realiza-se um relato do estudo elaborado e pôr fim às considerações finais do estudo.

1 DEFININDO SOBREPESO E OBESIDADE

A prevalência de sobrepeso e obesidade vem aumentando rapidamente no mundo, sendo considerada um importante problema de saúde pública tanto para países desenvolvidos como em desenvolvimento. Em 2002, estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontavam para a existência de mais de um bilhão de adultos com excesso de peso, sendo 300 milhões considerados obesos. Atualmente estima-se que mais de 115 milhões de pessoas sofram de problemas relacionados com a obesidade nos países em desenvolvimento. (OMS, 2004) Para que se possa prosseguir com o andamento da pesquisa se faz necessário distinguir os termos sobrepeso e obesidade. Para se descobrir se um indivíduo está no peso ideal ou com sobrepeso utiliza-se o índice de massa corporal (IMC) que é uma medida internacional desenvolvido pelo polímata Lambert Quételet no fim do século XIX, trata-se de um método fácil e rápido para a avaliação do nível de gordura de cada pessoa, adotado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). (OMS, 2004) O Índice de Massa Corporal (IMC) é obtido a partir da divisão do peso em quilogramas pelo quadrado da altura em metros (kg/m^2 ). Valores de IMC acima de 25,0 kg/m^2 caracterizam excesso de peso, sendo que, valores de 25,0 kg/m^2 a 29, kg/m^2 correspondem a sobrepeso e valores de IMC maiores ou igual a 30,0 kg/m^2 à obesidade. Essas definições são baseadas em evidências que sugerem que estes valores de IMC estão associados ao risco de doenças e morte prematura. (OMS,

Os fatores genéticos desempenham papel importante na determinação da suscetibilidade do indivíduo para o ganho de peso, porém são os fatores ambientais e de estilo de vida, tais como hábitos alimentares inadequados e sedentarismo, que geralmente levam a um balanço energético positivo, favorecendo o surgimento do sobrepeso e posteriormente à obesidade. (OMS, 2004) A obesidade é uma doença crônica, que envolve fatores sociais, comportamentais, ambientais, culturais, psicológicos, metabólicos e genéticos. Caracteriza-se pelo acúmulo de gordura corporal resultante do desequilíbrio

industrializados representa de 2% a 8% do gasto total com atenção à saúde. (AIEO,

Seguindo a tendência mundial, a prevalência de sobrepeso e obesidade no Brasil está aumentando. Uma análise comparativa de três pesquisas brasileiras para as regiões Nordeste e Sudeste – ENDEF (Estudo Nacional de Despesa Familiar), PNSN (Pesquisa Nacional Sobre Nutrição) e PPV (Pesquisa sobre Padrões de Vida), realizadas em 1975, 1989 e 1999, respectivamente, demonstra que, neste período, o sobrepeso e a obesidade aumentaram na maior parte dos grupos populacionais. A prevalência de obesidade em adultos com 20 anos ou mais no período de 1975 a 1989 quase dobrou, passando de 4,4% para 8,2%, chegando a 9,7% em 1999. Quanto ao excesso de peso, a prevalência passou de 21% para 32% no primeiro período de comparação. Os resultados da PPV apresentados separadamente para as regiões Nordeste e Sudeste mostraram prevalências de excesso de peso de 34,2% e 40,9%, respectivamente. (MONTEIRO et al, 2001)

2 CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS DA OBESIDADE

Na busca de identificar o que a literatura científica vem apontando acerca das causas da obesidade, realizou-se um levantamento de artigos científicos referentes ao tema, indexados pelo Google Acadêmico e repositórios das principais universidades brasileiras, publicados recentemente, tendo em vista que estes indexadores são bastante utilizados para a pesquisa de artigos científicos na contemporaneidade. Os principais fatores causadores da obesidade apontados pela revisão de artigos científicos estão reunidos no quadro a seguir: Quadro 1: Fatores causadores de obesidade Sedentarismo e alimentação inadequada 82,66 % Fatores genéticos 30,6 % Nível socioeconômico 30,6 % Fatores psicológicos 21,3 % Fatores demográficos 16% Nível de escolaridade 5% Desmame precoce 5% Ter pais obesos 3% Estresse 2% GOUVEIA, 2007 De uma forma geral, os autores que tratam da etiologia da obesidade destacam seu caráter multifatorial, apontando a obesidade como resultante de vários fatores, atuantes, na maioria dos casos, de forma combinada. Para Gonçalves (1997) e colaboradores o conceito, multifatorial, aparentemente neutro e já cristalizado na literatura científica, formulado por técnicos de nações de economia central e apontado pela maioria dos artigos que tratam da obesidade, “foi acumulando certa cortina de fumaça sobre os determinantes sociais da doença”, apresentando-a como um problema “natural” na sociedade. Os fatores causadores da obesidade, apontados pela revisão de literatura, serão abordados particularmente com o intuito de identificarmos os possíveis determinantes destes.

desejos, uma vez que as condições materiais impostas pela sociedade impossibilitam isso. De acordo com CAVALCANTI, DIAS e COSTA (2005), o aumento da obesidade está tradicionalmente associado com a fartura de alimentos, a mudanças na composição dietética da população ocidental e ao acesso barateado a uma infinidade de alimentos industrializados ricos em açúcares e gorduras. A esse respeito, é importante considerar que, com vistas a aumentar a lucratividade, as empresas que produzem tais alimentos vêm fazendo combinações de gordura, açúcar e sal que agradam o paladar. Na verdade, os produtores tentam encontrar um ponto em que as pessoas comam certo produto e fiquem com vontade de comê-lo mais vezes. Assim, salgadinhos, doces e refeições prontas podem ter o mesmo efeito sobre o cérebro que o tabaco. (SOUZA, 2009) e, com isso, a ingestão de nutrientes inadequados à saúde se torna cada vez mais frequente. No que se refere à obesidade infantil, (DALCASTAGNÉ et al, 2008) destacam que ela está fortemente associada ao desmame precoce e a introdução inadequada de alimentos. Faz-se necessário, no entanto, considerar que a excessiva jornada de trabalho das mães e o tempo gasto no transporte até o local de trabalho podem contribuir para o desmame precoce das crianças e, consequente, introdução inadequada de alimentos na dieta. Outro aspecto relacionado na literatura científica é a falta de percepção parental a respeito do estado de obesidade da criança. Além destes fatores, ainda são apontados: o peso pré-gestacional materno, o fumo durante a gestação e o estado nutricional na infância. (ENES & SLATER, 2010) Sobre a obesidade no público adolescente, (RODRIGUES & BOOG, 2006) afirmam que isso se deve ao consumo de lanches em excesso mal balanceados e à enorme suscetibilidade desta população à propaganda consumista. De acordo com os mesmos autores vive-se numa sociedade suscetível a obesidade, uma vez que os estímulos ao consumismo alimentar pelo marketing são grandes. No que se refere à prática de atividade física, sabe-se que a hipoatividade física está diretamente associada com o desenvolvimento de obesidade. (KEHER et al, 2007)

Segundo (ENES & SLATER, 2010), o fato é que houve, ao longo do tempo, uma redução progressiva da prática de atividade física combinada ao maior tempo dedicado às atividades de baixa intensidade, como assistir televisão, usar computador e jogar videogame. Nessa linha de pensamento, também (CAMILO et al, 2010) salientam a influência da evolução tecnológica no estabelecimento de um “estilo” predominantemente inativo da população. Além do “estilo de vida hipoativo”, (LOPES, PRADO & COLOMBO, 2010), destacam que, nos últimos anos houve uma tendência da população de um modo geral, em substituir as principais refeições por lanches rápidos, conhecidos como fast-food – (termo em inglês usado para designar a comida feita na rua de forma rápida). Os pais devido ao trabalho e as transformações provocadas pela vida moderna transferem esses hábitos ditos incorretos para seus filhos, prejudicando assim a alimentação adequada das crianças. Ainda de acordo com os autores, a educação dos pais é um fator importante nos hábitos alimentares das crianças. O horário de se realizar as principais refeições bem como a seleção dos alimentos consumidos são passados dos pais para filhos. A questão que, de acordo com o entendimento da pesquisadora, deveria guiar a reflexão acerca destas considerações, seria: será que os pais têm esta condição? Como transmitir bons hábitos alimentares aos filhos, se os pais não têm condições concretas para isso? Nota-se, de uma forma geral, como dito anteriormente, uma forte tendência na literatura científica a associar a obesidade a uma questão comportamental, a uma questão de escolha do sujeito. Nesse sentido, além dos autores citados até então, (FAGUNDES, RIBEIRO & NASPITZ, 2008) afirmam que o desenvolvimento de obesidade se dá por conta de hábitos e comportamentos de vida inadequados no que se refere ao plano alimentar e na prática de atividade física. Outros autores também pensam de forma semelhante, como (AFONSO, CUNHA & OLIVEIRA, 2008); (MENDONÇA et al, 2010); (CATTAI et al, 2008); (DIAS et al, 2008); (FONSECA et al, 2008); (BORGES & CÉSAR, 2005); (FERNANDES et al, 2007) estes últimos destacam que por muitas vezes, ocorre um comportamento inadequado do sujeito quanto ao controle de seu peso corporal. Estes autores não