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Este documento aborda a obesidade, sua definição, causas, consequências e o impacto dos alimentos ultraprocessados na saúde. Discutimos obesidade geral, infantil e adolescente, suas consequências para a saúde e como o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados contribui para essa condição. O documento também apresenta dados do ibge sobre a prevalência da obesidade no brasil.
Tipologia: Esquemas
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A obesidade é o aumento excessivo da quantidade de gordura acumulada no corpo e esta pode ocorrer por diversos motivos, como patrimônio genético (herdado de seus pais e familiares), ambiente socioeconômico, cultural, ambiente individual e familiar. As consequências da obesidade são: pressão alta, diabetes, aumento do colesterol, doenças do coração e da circulação, doenças nas articulações. Ex.: artrite, artrose, doenças do fígado, doenças no pulmão, apnéia do sono (dificuldade de respiração durante o sono), problemas psicológicos, acidentes vasculares encefálicos (derrame), alguns tipos de câncer e aumento do risco de morte prematura.
Condição em que uma criança está significativamente acima do peso para sua idade e altura. A obesidade infantil pode causar diabetes, pressão arterial alta e níveis elevados de colesterol. Não há nenhum outro sintoma além do peso acima do normal. Melhorar a dieta e os hábitos de condicionamento físico de toda a família é uma das melhores maneiras de ajudar a criança a conseguir um peso saudável.
No Brasil, dados do IBGE de 2014 mostram que 15% das crianças entre 5 e 9 anos e 25% dos adolescentes, têm sobrepeso ou obesidade. O aumento desses índices está relacionado principalmente a fatores ambientais, como a redução do tempo dedicado às atividades físicas e as mudanças de hábitos alimentares, com a diminuição do aporte de frutas e vegetais e aumento do consumo de alimentos industrializados e ricos em açúcares e gorduras, com grande valor calórico. A maioria dos adolescentes obesos apresentam obesidade desde a infância, mais especificamente desde antes dos cinco anos de idade. A manutenção da obesidade está relacionada com diversos fatores, entre eles a idade de início (quanto mais precoce maior o risco) e o grau de obesidade (quanto mais obeso, maior o risco). E a grande maioria dos adolescentes obesos se tornam adultos obesos, sendo maior a relação quanto maior a severidade de obesidade. Suas causas são: fatores genéticos, fatores individuais, fatores ambientais, doenças, etc. Suas consequências: hipertensão arterial, diabetes tipo 2, dislipidemias, doenças hepáticas e biliares, problemas ortopédicos, problemas oncológicos, problemas psicossociais.
Os alimentos ultraprocessados podem causar obesidade, e essa informação não é de hoje, novos estudos revelam que as dietas excessivas com esses alimentos podem causar esse mal. A pesquisa “Consumo de comida ultraprocessada e indicadores de obesidade na população do Reino Unido” foi publicada na revista científica estadunidense Plos One, e é assinada por seis integrantes do Nupens — entre eles, os pesquisadores Fernanda Rauber e Carlos Augusto Monteiro. O estudo analisou uma dieta de quatro dias de mais de seis mil britânicos de 19 a 96 anos, cruzando dados para avaliar as associações entre a alimentação e possíveis impactos em medidas como o Índice de Massa Corporal (IMC) e a circunferência abdominal. Como resultado, o grupo notou que o alto consumo de alimentos ultraprocessados está associado ao aumento tanto do IMC quanto da circunferência abdominal, fatores intimamente relacionados à obesidade. “Nosso estudo mostrou que um aumento de 10% no consumo de alimentos ultraprocessados foi associado a um aumento de quase 20% na prevalência de obesidade em homens e mulheres”, diz Rauber. “Isso é especialmente alarmante no Reino Unido onde mais da metade das calorias (54%) consumidas pela população adulta vem de alimentos ultraprocessados. Sabemos que a obesidade é determinada por muitos fatores, mas também sabemos que o consumo crescente de alimentos ultraprocessados é um dos fatores evitáveis que tem forte influência na pandemia da obesidade, e esse é provavelmente o aspecto mais importante a ser considerado nas políticas públicas.” Segundo a cientista, vários mecanismos podem explicar a ação nociva dos ultraprocessados. Um deles é a composição do produtos: altas quantidades de açúcar, sal e gorduras saturadas e trans, e baixos teores em proteínas, fibras, vitaminas e minerais. É um perfil nutritivo conhecido por aumentar os riscos de doenças crônicas, como diabetes e obesidade. Além disso, os produtos que sofrem excesso de processamento são ricos em aditivos que alteram sua cor, sabor e textura. Com isso, surgem alimentos hiperpalatáveis (com sabor excessivamente pronunciado) e viciantes. “Isso danifica os processos cerebrais que sinalizam a saciedade e controlam o apetite e provoca o consumo excessivo e ‘despercebido’ de calorias”, explica Rauber. “Esses aditivos associados às técnicas de processamento que levam a desconstrução da matriz alimentar original também têm sido associados a alterações metabólicas que promovem doenças inflamatórias, com implicações para o peso corporal.”