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Obesidade e Hipertensão, Manuais, Projetos, Pesquisas de Citologia e Histologia

Trabalho de Citologia/Histologia referente a obesidade e hipertensão.

Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas

2022

Compartilhado em 06/10/2022

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danielly-linhares 🇧🇷

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FACULDADE ALFA UNIPAC
NUTRIÇÃO
Anna Letícia Abrantes,
Camila Otoni Costa,
Danielly Linhares,
Débora Flores,
Fabiola Viera,
Larissa Soares Carvalho,
Lhoise Oliveira,
Maria Eduarda de Figueiredo Duarte e
Zulma Fabiana Arriola Díaz.
OBESIDADE E HIPERTENSÃO
TEÓFILO OTONI-MG
2021
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FACULDADE ALFA UNIPAC

NUTRIÇÃO

Anna Letícia Abrantes, Camila Otoni Costa, Danielly Linhares, Débora Flores, Fabiola Viera, Larissa Soares Carvalho, Lhoise Oliveira, Maria Eduarda de Figueiredo Duarte e Zulma Fabiana Arriola Díaz. OBESIDADE E HIPERTENSÃO TEÓFILO OTONI-MG 2021

Anna Letícia Abrantes, Camila Otoni Costa, Danielly Linhares, Débora Flores Fabiola Viera, Larissa Soares Carvalho, Lhoise Oliveira, Maria Eduarda de Figueiredo Duarte e Zulma Fabiana Arriola Díaz OBESIDADE E HIPERTENSÃO Seminário apresentado à disciplina Citologia/Histologia do curso de Nutrição da faculdade Alfa Unipac. Orientador (a): Professora Paloma Benigno TEÓFILO OTONI 2021

    1. INTRODUÇÃO................................................................................................................................
    1. DESENVOLVIMENTO...................................................................................................................
    • 2.1 Tecido Adiposo.............................................................................................................................
    • 2.2- Obesidade...................................................................................................................................
      • 2.2.1 Análise Histológica do Fígado................................................................................................
      • 2.2.2 Análise Histológica do Rim...................................................................................................
    • 2.3- Hipertensão...............................................................................................................................
    1. TRATAMENTOS DISPONÍVEIS................................................................................................
    1. CONCLUSÃO.................................................................................................................................
    1. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..........................................................................................

1. INTRODUÇÃO

A obesidade é uma doença crônica, que ocorre pelo desbalanceamento do sistema que faz a manutenção do peso. Desse modo, podemos comparar essa doença a uma porta de entrada, que permite o desenvolvimento de muitas outras, mas destacaremos a Hipertensão, no que lhe concerne, uma elevação crônica da pressão arterial, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Em suma, o presente artigo abordará sobre as doenças citadas, seus prejuízos ao indivíduo através da exposição da parte histológica e como preveni-las. Ademais, mostraremos a relação do Tecido Adiposo com as enfermidades em destaque, retomando o conteúdo trabalhado em sala. Contudo, nosso trabalho tem por objetivo, mostrar como a máquina, o corpo humano, é afetada pela Obesidade e pela Hipertensão, bem como buscar formas de evitá-las.

  1. DESENVOLVIMENTO 2.1 Tecido Adiposo O Tecido Adiposo é uma classificação do tecido conjuntivo, caracterizado por armazenar gordura. Elas se originam das células mesenquimais ainda no período embrionário, chamadas células adiposas ou adipócitos. A consequência desse desequilíbrio é mais significativa do que a aparência estética, já que há riscos maiores dependendo do local em que há esse acúmulo. O maior malefício está associado ao excesso de gordura abdominal, onde há concentração de tecido adiposo visceral. Existem duas diferenciações desse tecido, sendo elas: tecido multilocular (pardo), que está restrito aos primeiros meses de vida e sua função é gerar temperatura e o unilocular (amarelo) que estará presente ao longo da vida do indivíduo, apresentando intensa atividade secretora de adipocinas e transformando as moléculas em triglicerídeos, impulsionados pela insulina. Os adipócitos possuem um vacúolo central podendo aumentar ou diminuir seu tamanho conforme o metabolismo e o estilo de vida do indivíduo. Esse tecido é a maior reserva de

2.2- Obesidade Pela definição da Organização Mundial da Saúde, obesidade é o acúmulo excessivo de gordura corporal, que pode acarretar diversos prejuízos à saúde. Uma pessoa é considerada obesa quando seu Índice de Massa Corporal (IMC) é maior ou igual a 30 kg/m² e a faixa de peso normal varia entre 18,5 e 24,9 kg/m². A obesidade é o resultado de desequilíbrio dos sistemas que regulam o peso, sendo considerada doença crônica grave. Vários são os fatores que contribuem para essa desordem, sendo eles: genéticos, condições ambientais e hábitos alimentares do indivíduo. Sendo que a causa principal está no consumo de alimentos ultraprocessados, processados, gordurosos e açucarados. Além disso, é preciso destacar que a falta de atividade física aumenta consideravelmente o risco de desenvolver obesidade. O excesso de gordura tem efeitos prejudiciais sobre todo o corpo, manifestando sinais e sintomas desconfortáveis, como: hipertensão, dificuldade respiratória, dores no corpo e nas articulações, dificuldade para se locomover e fazer esforços, dermatites e infecções fúngicas, impotência sexual e infertilidade, roncos noturnos e apneia do sono, maior tendência as úlceras venosas e varizes, bem como, ansiedade e depressão. Além disso, essa doença acarreta dificuldades comportamentais, interferindo assim, no relacionamento social, familiar e escolar de crianças, adolescentes e adultos, que sofrem discriminação, podendo ter reflexos negativos no estado emocional, psíquico e social dos indivíduos. Em uma pesquisa realizada com ratos machos, da linhagem Wistar, separam 20 animais de acordo com a dieta oferecida, tendo uma população de dez ratos para um grupo controle e dez para um grupo experimental, no qual o primeiro grupo recebeu uma dieta balanceada AIN-93G e o segundo recebeu uma dieta hiperlipídica.

As imagens abaixo mostram a quantidade de gordura visceral dos animais do grupo controle (A) e do grupo experimental (B). Após a pesagem da gordura visceral, foi possível perceber um aumento de 61% para o grupo que recebeu a dieta hiperlipídica.

Nas imagens A mostra inexistência de acúmulo da gordura, na imagem B mostra o acúmulo moderado e em D e E está ilustrado o acúmulo elevado de gordura.

2.2.2 Análise Histológica do Rim Foi obtido a partir da análise que 30% dos ratos do grupo experimental tiveram alteração morfológica em um dos dois rins, enquanto o outro grupo nenhum dos animais apresentou alteração. As imagens A e B mostram um rim normal e são compatíveis com os dos animais do grupo controle. Já as imagens C, de um rato do grupo experimental, mostram a ocorrência de necrose e coagulação, e D, também de um rato do grupo experimental, mostra o aparecimento de vacúolos no citoplasma próximo da necrose e coagulação. Portanto, é possível perceber os animais alimentados com a dieta hiperlipídica tiveram um aumento significativo de gordura visceral comparado ao grupo que recebeu uma dieta balanceada. De maneira análoga, ocorre para a espécie humana, onde o estilo de vida e os hábitos alimentares estão diretamente ligados ao aumento de gordura.

3. TRATAMENTOS DISPONÍVEIS

O tratamento recomendado para pessoas em quadro de obesidade são o tratamento clínico através de uma equipe multidisciplinar (psicólogo, médico, nutricionista, educador físico) inserindo mudanças no estilo de vida, atividade física e medicamentos, mas nem sempre esse tratamento representa eficácia, resultando em cirurgia. Entretanto, essa intervenção cirúrgica somente é recomendada para pacientes cujo excesso de peso retrata riscos para a saúde do indivíduo e que apresenta tentativas clínicas fracassadas, portando assim a obesidade mórbida (IMC > 40 kg/m² ou com IMC > 35 kg/m²). Além disso, o exercício físico é fundamental para o aumento de leptina expressa nos adipócitos, que atua como um sinalizador entre o tecido adiposo e o sistema nervoso central, regulando a ingestão alimentar, o gasto energético e, consequentemente, a perda de peso. Ademais, a obesidade está intrinsecamente ligada a hipertensão, visto que o excesso de gordura contribui para o aumento dos níveis de pressão arterial, como também dificuldade no controle pressórico. O tratamento da hipertensão

não medicamentoso consiste na mudança do estilo de vida do hipertenso, como a diminuição no consumo de sal, bebidas alcoólicas, cessação do hábito de fumar, práticas de atividade física e redução de peso, visto que a perda de peso reduz significantemente a pressão arterial.

  1. CONCLUSÃO Após a finalização da pesquisa, foi possível perceber que os hábitos alimentares e o estilo de vida dos indivíduos possuem um papel de extrema importância sobre a saúde e bem-estar dos mesmos. Além disso, é possível perceber o quão ruim tem sido esses hábitos e onde eles nos levarão se não houver uma mudança, dado que, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) se não houver uma modificação no padrão alimentar, em 2025, a estimativa é de que 2,6 bilhões de adultos ao redor do mundo estejam acima do peso, sendo 700 milhões de indivíduos com obesidade. Diante disso, percebemos que tanto a Obesidade, e consequentemente, a Hipertensão se tornaram algo comum entre a população mundial e a tendência é somente aumentar a taxa de mortalidade em decorrência dos mesmos, se medidas não forem tomadas. Em vista disso, buscamos apresentar os graves perigos que tais doenças causam através da parte histológica do trabalho. Portanto, foi possível conhecer mais sobre o corpo humano e sua funcionalidade, expandir nosso horizonte de pesquisa e fixar o conteúdo trabalhado em sala.
  2. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Junqueira Carneiro, Histologia Básica , edição 13° ed. Rio de Janeiro Editora Guanabara Koogan julho 2017 1º Lolio, C. A. Epidemiologia da hipertensão arterial, São Paulo: revista Saúde Pública. 1990 2º Prado, W. L. Obesidade e Adipocinas Inflamatórias : Implicações Práticas para a Prescrição de Exercício. Recife: Rev. Bras. Med. Esporte. 2009