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Trabalho de Citologia/Histologia referente a obesidade e hipertensão.
Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas
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Anna Letícia Abrantes, Camila Otoni Costa, Danielly Linhares, Débora Flores, Fabiola Viera, Larissa Soares Carvalho, Lhoise Oliveira, Maria Eduarda de Figueiredo Duarte e Zulma Fabiana Arriola Díaz. OBESIDADE E HIPERTENSÃO TEÓFILO OTONI-MG 2021
Anna Letícia Abrantes, Camila Otoni Costa, Danielly Linhares, Débora Flores Fabiola Viera, Larissa Soares Carvalho, Lhoise Oliveira, Maria Eduarda de Figueiredo Duarte e Zulma Fabiana Arriola Díaz OBESIDADE E HIPERTENSÃO Seminário apresentado à disciplina Citologia/Histologia do curso de Nutrição da faculdade Alfa Unipac. Orientador (a): Professora Paloma Benigno TEÓFILO OTONI 2021
A obesidade é uma doença crônica, que ocorre pelo desbalanceamento do sistema que faz a manutenção do peso. Desse modo, podemos comparar essa doença a uma porta de entrada, que permite o desenvolvimento de muitas outras, mas destacaremos a Hipertensão, no que lhe concerne, uma elevação crônica da pressão arterial, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Em suma, o presente artigo abordará sobre as doenças citadas, seus prejuízos ao indivíduo através da exposição da parte histológica e como preveni-las. Ademais, mostraremos a relação do Tecido Adiposo com as enfermidades em destaque, retomando o conteúdo trabalhado em sala. Contudo, nosso trabalho tem por objetivo, mostrar como a máquina, o corpo humano, é afetada pela Obesidade e pela Hipertensão, bem como buscar formas de evitá-las.
2.2- Obesidade Pela definição da Organização Mundial da Saúde, obesidade é o acúmulo excessivo de gordura corporal, que pode acarretar diversos prejuízos à saúde. Uma pessoa é considerada obesa quando seu Índice de Massa Corporal (IMC) é maior ou igual a 30 kg/m² e a faixa de peso normal varia entre 18,5 e 24,9 kg/m². A obesidade é o resultado de desequilíbrio dos sistemas que regulam o peso, sendo considerada doença crônica grave. Vários são os fatores que contribuem para essa desordem, sendo eles: genéticos, condições ambientais e hábitos alimentares do indivíduo. Sendo que a causa principal está no consumo de alimentos ultraprocessados, processados, gordurosos e açucarados. Além disso, é preciso destacar que a falta de atividade física aumenta consideravelmente o risco de desenvolver obesidade. O excesso de gordura tem efeitos prejudiciais sobre todo o corpo, manifestando sinais e sintomas desconfortáveis, como: hipertensão, dificuldade respiratória, dores no corpo e nas articulações, dificuldade para se locomover e fazer esforços, dermatites e infecções fúngicas, impotência sexual e infertilidade, roncos noturnos e apneia do sono, maior tendência as úlceras venosas e varizes, bem como, ansiedade e depressão. Além disso, essa doença acarreta dificuldades comportamentais, interferindo assim, no relacionamento social, familiar e escolar de crianças, adolescentes e adultos, que sofrem discriminação, podendo ter reflexos negativos no estado emocional, psíquico e social dos indivíduos. Em uma pesquisa realizada com ratos machos, da linhagem Wistar, separam 20 animais de acordo com a dieta oferecida, tendo uma população de dez ratos para um grupo controle e dez para um grupo experimental, no qual o primeiro grupo recebeu uma dieta balanceada AIN-93G e o segundo recebeu uma dieta hiperlipídica.
As imagens abaixo mostram a quantidade de gordura visceral dos animais do grupo controle (A) e do grupo experimental (B). Após a pesagem da gordura visceral, foi possível perceber um aumento de 61% para o grupo que recebeu a dieta hiperlipídica.
Nas imagens A mostra inexistência de acúmulo da gordura, na imagem B mostra o acúmulo moderado e em D e E está ilustrado o acúmulo elevado de gordura.
2.2.2 Análise Histológica do Rim Foi obtido a partir da análise que 30% dos ratos do grupo experimental tiveram alteração morfológica em um dos dois rins, enquanto o outro grupo nenhum dos animais apresentou alteração. As imagens A e B mostram um rim normal e são compatíveis com os dos animais do grupo controle. Já as imagens C, de um rato do grupo experimental, mostram a ocorrência de necrose e coagulação, e D, também de um rato do grupo experimental, mostra o aparecimento de vacúolos no citoplasma próximo da necrose e coagulação. Portanto, é possível perceber os animais alimentados com a dieta hiperlipídica tiveram um aumento significativo de gordura visceral comparado ao grupo que recebeu uma dieta balanceada. De maneira análoga, ocorre para a espécie humana, onde o estilo de vida e os hábitos alimentares estão diretamente ligados ao aumento de gordura.
O tratamento recomendado para pessoas em quadro de obesidade são o tratamento clínico através de uma equipe multidisciplinar (psicólogo, médico, nutricionista, educador físico) inserindo mudanças no estilo de vida, atividade física e medicamentos, mas nem sempre esse tratamento representa eficácia, resultando em cirurgia. Entretanto, essa intervenção cirúrgica somente é recomendada para pacientes cujo excesso de peso retrata riscos para a saúde do indivíduo e que apresenta tentativas clínicas fracassadas, portando assim a obesidade mórbida (IMC > 40 kg/m² ou com IMC > 35 kg/m²). Além disso, o exercício físico é fundamental para o aumento de leptina expressa nos adipócitos, que atua como um sinalizador entre o tecido adiposo e o sistema nervoso central, regulando a ingestão alimentar, o gasto energético e, consequentemente, a perda de peso. Ademais, a obesidade está intrinsecamente ligada a hipertensão, visto que o excesso de gordura contribui para o aumento dos níveis de pressão arterial, como também dificuldade no controle pressórico. O tratamento da hipertensão
não medicamentoso consiste na mudança do estilo de vida do hipertenso, como a diminuição no consumo de sal, bebidas alcoólicas, cessação do hábito de fumar, práticas de atividade física e redução de peso, visto que a perda de peso reduz significantemente a pressão arterial.