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Saiba como verificar a documentação e inspeccionar físicamente um carro antes de comprá-lo. Confira números de chassi e placa, verifique multas, examine a carroceria e motores, e tenha cuidado com falsificações. Aprenda a proteger-se como consumidor.
Tipologia: Notas de estudo
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Não perca as partes importantes!




Inspeção da Carroceria
Checape do Motor
a) Antes de comprar, faça um levantamento do modelo de sua preferência nos classificados e tabelas de jornais e revistas para ter uma idéia do preço de mercado.
b) Informe-se sobre a marca, modelo, cor, ano de fabricação, quilometragem rodada, placa e os equipamentos opcionais (direção hidráulica, ar- condicionado etc.) para ver se o valor pedido pelo vendedor está de acordo com o valor de mercado.
c) Lembre-se: o que vale é o ano-modelo, e não o ano de fabricação. Este último só tem efeito para o pagamento anual do IPVA.
d) Anote todos os dados desses automóveis em fichas, para depois fazer uma comparação sobre o que oferece cada modelo. Elas devem incluir também o nome e telefone do proprietário e ainda o endereço onde se encontra o veículo.
e) Importante: a compra de um veículo diretamente de outra pessoa (no caso, particular), de acordo com o Código de Defesa do Consumidor, não constitui uma relação de consumo, já que a pessoa física não é considerada um fornecedor habitual. Adquirindo o carro em lojas ou concessionárias, o comprador pode contar com uma garantia legal (prevista pelo Código) de 90 dias sobre eventuais defeitos que vierem a ocorrer no veículo.
a) Com alguns anúncios e anotações à mão, vá ver os carros de seu interesse. O melhor é começar as suas visitas logo cedo, pela manhã. Geralmente, quem levanta tarde acaba perdendo os melhores negócios. Ao chegar ao local onde o veículo está, verifique se as informações contidas no anúncio conferem com as do carro.
b) Verifique a autenticidade dos documentos. Confira os números do chassi, da placa (cidade de emplacamento), o nome do proprietário, o tipo de combustível, etc. Desconfie de cópias de documentos, mesmo que sejam autenticadas por órgãos de trânsito.
c) Veja no documento se existe alguma advertência, como Alienação Fiduciária, Reserva de Domínio... Quando um carro é financiado, ele pertence a financeira e só passa ao nome do comprador após a quitação de todas as prestações. Essa condição vem escrita no Certificado de Registro. A expressão Sem Reserva indica que não há pendências e permite a transferência definitiva da propriedade do veículo.
d) Atenção: modificações na potência do motor, no combustível, cor da pintura, carroceria ou equipamentos precisam estar devidamente homologados no Detran e devem constar no documento do veículo. O novo Código de Trânsito Brasileiro prevê uma série de restrições e punições nesse sentido. Fique atento!
e) Veja pelo nome da cidade gravado na placa se o carro está registrado (licenciado) em seu município e se quem está vendendo o carro é realmente o proprietário. A transferência de veículos de outras cidades exigirá mais burocracia e documentações, como certidões negativas para checagem e posterior licenciamento.
f) De posse do nome do proprietário, números do chassi e da placa, ano-modelo e cor do veículo, ligue para o Detran para levantar o prontuário do carro (total de multas, bloqueios de IPVA, alienação ou reserva de domínio e também se o carro figura na lista de furtados ou roubados). Em São Paulo, disque 900-0160 (serviço tarifado) ou consulte os Detrans nas outras capitais. Veja a lista dos órgãos na Seção Multas.
g) Verifique se o número do chassi gravado perto do motor, nos vidros e em outros pontos da carroceria confere com o do certificado do veículo. Verifique se os números estampados na carroceria estão adulterados ou com sinais de terem sido regravados. Os números e letras da gravação na chapa devem estar alinhados, com espaçamentos regulares e contornos uniformes.
h) Peça o documento do carro e verifique se o recibo já está assinado. Se estiver redobre sua atenção. Pela legislação atual esse documento só pode ser assinado em cartório, pelo atual dono, no ato do reconhecimento da assinatura. Esse recibo deverá ser autenticado e entregue ao Departamento de Trânsito para a transferência da documentação. O novo proprietário tem 30 dias para fazer essa transferência.
i) Tire duas cópias autenticadas desse documento, já assinado e com firma reconhecida. Fique com uma delas para recorrer de eventuais infrações cometidas pelo proprietário anterior antes da data da venda. Envie a outra cópia para o Detran. Com o sistema de pontuação negativa do novo Código Brasileiro de Trânsito, é importante comunicar a transação e a mudança de proprietário ao órgão.
a) Depois de checar toda a documentação, o passado e as multas do carro, chame um mecânico ao local ou leve o carro ao mecânico de sua confiança para fazer um teste e uma inspeção final do veículo antes de fechar o negócio.
b) Examine o carro à luz do dia (evite vê-lo à noite ou em dias de chuva). Locais fechados (como garagem) ou escuros escondem os defeitos na carroceria, como uma funilaria malfeita ou eventuais colisões.
c) Fique atento para ondulações e pequenos amassados na lataria: existindo diferenças nas quinas de capô, folgas irregulares entre capô, portas e tampa de porta-malas e a lataria é bem provável que o carro tenha sido batido.
d) Olhe o perfil lateral da carroceria à procura de depressões e deformações. Verifique o alinhamento dos eixos: veja se todas as quatro rodas mantêm distâncias semelhantes em relação às abas e parte superior dos pára- lamas.
e) Veja se os eixos estão perpendiculares à carroceria. Um desalinhamento pode significar que o veículo já sofreu um acidente mais grave. Essa verificação é mais fácil de ser feita com o carro em movimento, pedindo para alguém segui-lo com outro veículo.
f) Bolha na pintura é sinal de ferrugem. Procure por sinais de ferrugem nas grelhas de ar junto ao capô, debaixo das borrachas de vedação de capô, portas e do porta-malas, nas calhas, e também na parte inferior de pára-lamas, batentes, portas e tampas.
g) Bata na lataria, observando a diferença de som, para descobrir pontos com massa plástica. Ou passe um imã encoberto com um pano sobre os locais suspeitos. Na lata, o imã vai aderir firmemente. Se houver massa plástica em alguns pontos, o imã se desprenderá.
h) Pintura muito brilhante indica que o carro foi polido ou pintado para disfarçar possíveis amassados. Procure por manchas de tinta nova. Fique atento às diferenças de tons, brilho excessivo ou respingos de tinta em frisos, borrachas ou partes da carroceria.
i) Confira se as portas, porta-malas e o capô estão fechando corretamente e se encaixam perfeitamente nos batentes quando trancados. Se estiverem fora de nível ou de esquadro, encostando demasiadamente nas laterais,
podem indicar que o carro já foi batido.
a) Teste os amortecedores balançando o carro pelos pára- lamas. Jogue todo o peso do corpo sobre as mãos, pressionando-o para baixo e solte rapidamente. Se a carroceria balançar duas ou três vezes, em seqüência, é porque os amortecedores já estão vencidos.
b)Carroceria arriada, na frente ou atrás, ou desnivelada em um dos lados, indica que as molas da suspensão estão vencidas, comprometendo a segurança do veículo.
c) Desgaste irregular nos pneus pode indicar desalinhamento de direção ou da suspensão (provocado por empenamento de bandejas ou desgaste excessivo das buchas) ou ainda falta de balanceamento das rodas (aros excessivamente amassados ou fora de centro).
d) Com o carro suspenso, balance simultaneamente as rodas dianteiras para dentro e para fora. Se houver folga, pode indicar rolamento gasto ou ainda folga excessiva nas buchas de suspensão ou terminais de direção.
e) Esterce a direção totalmente e, em primeira marcha, faça várias curvas de 360 graus. Depois vire o volante para o lado oposto e repita o procedimento. Se ouvir uma sequência de estalos é sinal que a junta homocinética está com defeito e precisa ser trocada.
Motor a) Ligue o motor e deixe-o aquecer. Dê algumas aceleradas bruscas e observe os ruídos. Batidas metálicas fortes podem indicar folgas ou desgaste excessivo de componentes móveis internos e que o motor tem algum sério problema interno.
b) Enquanto estiver acelerando, verifique se sai fumaça do escapamento. Depois olhe o bocal do escape. Cano de escapamento sujo de óleo ou soltando muita fumaça é sinal de que há vazamento interno de óleo ou que o motor está no fim de sua vida útil.
c) Teste a compressão do motor, descendo uma ladeira com o veículo em primeira marcha, sem acelerar. Se a vedação dos anéis dos cilindros estiver boa, o carro vai manter uma velocidade uniforme, sempre reduzida (segurando o veículo).
Câmbio a) Teste o câmbio trocando cada uma das marchas para ver se não ocorrem arranhões ou dificuldades nos engates. Marchas escapando com o carro em movimento é sinal de que as engrenagens e/ou o anel sincronizado estão avariados ou desgastados.
Parte interna e externa do veículo
Equipamentos de segurança
Todo veículo é obrigado a ter equipamento de segurança com:
Procon-DF informa:
Algumas concessionárias vendem carros que não estão em perfeitas condições por um preço mais em conta. O consumidor que decidir adquirir um veículo neste estado
é aconselhável que peça detalhadamente no recibo de compra todos os problemas apresentados. Havendo algum problema posteriormente, o consumidor só poderá cobrar pelas informações descritas na nota fiscal ou no recibo de compra. Consumidor, nunca aceite acordo verbal, exija tudo por escrito em nota fiscal ou recibo de compra, com data e nome do estabelecimento. Só efetue sua compra após verificar junto ao DETRAN se o veículo não é furtado ou se apresenta multas pendentes. O DETRAN informa a situação cadastral do veículo, como multas, alienação ou bloqueios administrativos. Só aceite documentos originais. Recuse papéis com rasuras ou fotocópias, mesmo que autenticadas. A compra de um veículo diretamente de outra pessoa não constitui uma relação de consumo. A pessoa física, neste caso, não é considerada um fornecedor habitual, ficando assim, à margem do Código de Defesa do Consumidor, protegido, entretanto, pelo Código Civil. Para sua garantia, prefira adquirir seu carro em lojas ou concessionárias estabelecidas regularmente. A Agenciauto assumiu um compromisso com o Procon- DF que assegura ao consumidor garantia de 90 dias no motor e câmbio de veículos adquiridos em concessionárias filiadas a ela.
Maiores informações: Procon-DF: 1512 Polícia Civil: informações sobre carros roubados Delegacia mais próxima Detran: informações sobre multas 322-3005/312-3744 ou 1514
Compra e desinformação dos vendedores
Três maneiras de comprar um carro Agora que você sabe o que observar nas propostas de compra de carro, ponha em prática o plano de compra. Você pode procurar um proprietário particular (em caso de carro usado), uma concessionária (carro novo ou usado) ou fazer uma encomenda pela internet (novo). Defina o que você quer em relação a quanto pode pagar. Usando como exemplo um carro novo, em torno de R$ 18 mil, e um carro usado, por volta de R$ 10 mil, e admitindo, em ambos os casos, uma entrada de R$ 5 mil, financiando o resto do valor, a Pro Teste constatou que, se o carro for de um proprietário particular, você estará limitado aos bancos comerciais e às financeiras. As linhas de crédito dos bancos das montadoras só estão disponíveis para concessionárias autorizadas ou pela internet, em compras direto das fábricas. Na concessionária, você poderá recorrer às linhas de crédito oferecidas na própria loja e também às financeiras e aos bancos comerciais. Mas lembre que nem sempre as taxas e condições oferecidas pela concessionária são as melhores. Já as compras feitas pela internet se restringem ao financiamento do banco da montadora. Desinformação é uma constante Para fazer o teste, a Pro Teste foi a três financeiras, aos seis maiores bancos comerciais que oferecem este tipo de crédito e, ainda, aos bancos das quatro maiores montadoras instaladas no Brasil. Os pesquisadores
avaliaram a compra de um carro zero-quilômetro, de R$ 18 mil, com uma entrada de R$ 5 mil, financiando o restante em 18, 24 e 36 vezes, através de CDC e leasing. Também verificaram as condições da compra de um carro usado (1998), no valor de R$ 10 mil, com entrada de R$ 5 mil, financiando o restante em 18, 24 e 36 vezes, por CDC e leasing. As simulações envolveram consultas telefônicas, nas agências e pela internet. Visitaram ainda 24 concessionárias, no Rio de Janeiro e em São Paulo. Nessas visitas, o que mais nos surpreendeu foi o grau de despreparo dos vendedores nas concessionárias. Tendo em mãos apenas um número multiplicador para fazer os cálculos das prestações, a maioria dos vendedores não sabia sequer a taxa de juros que a instituição utilizava. Quando questionados sobre taxas, encargos contratuais e impostos, nenhum deles soube responder. O mais grave foi encontrar vendedores que, quando questionados sobre a taxa, informavam um valor que era a metade da taxa cobrada efetivamente por aquela instituição. Os bancos e as financeiras não ficaram atrás. Nos balcões destas instituições a Pro Teste também constatou despreparo no atendimento. Para fazer uma boa compra... Sempre que puder, adiante as prestações. As taxas cobradas são maiores que a poupança, o CDB, ou mesmo aplicações de renda fixa. Na hora de oferecer seu carro velho como entrada na aquisição de um novo, lembre que as concessionárias pagam de 10% a 15% menos que o mercado. Vender seu usado no mercado e usar o dinheiro da venda como entrada é mais vantajoso. Descubra qual a taxa de juros, a taxa de cobrança e a taxa de contratação praticadas pela instituição. Saiba que as promoções das montadoras apresentam taxas de juros mais baixas, mas em situações especiais. Não se deixe enganar pelas propagandas. Taxistas e deficientes físicos, que possuem carta da Receita Federal comprovando sua condição, podem contratar operações de financiamento sem incidência do IOF.
Alguns Cuidados na hora de comprar um carro usado Apesar do mercado de carros usados ter como norma dar garantia somente para motor e caixa de marcha, o Procon- SP, afirma que as empresas não podem dar garantia apenas para partes do carro. Todo o produto tem 90 dias de garantia.
De acordo com o Procon os defeitos visíveis devem ser anotados na nota fiscal.
Mas se por exemplo, um freio der defeito durante os 90 dias da garantia, a loja tem que consertá-lo e, depois do conserto, o consumidor tem uma garantia de 30 dias para o serviço executado.
Procedência: Confira no Detran se o número do chassi é original. Verifique no carro se há no chassi marcas de
adulteração, como de solda ou massa plástica. Cheque também o número do motor.
Se o motor for trocado, por qualquer motivo, a seguradora não aceitará fazer o seguro.
Documentos: O cliente não é obrigado a aceitar que a loja faça o processo de transferência, segundo o Procon. Se o consumidor aceitar, deve pedir o recibo pelo serviço de transferência com a data de emissão do recibo, e fazer constar, além do valor pago, o prazo para ser feito o serviço, que é de 30 dias, segundo o Detran.
Revisão: Se possível , peça para um mecânico olhar o carro para detectar possíveis problemas mecânicos e de lataria. Pontos de Venda: Um dos lugares menos indicados para se comprar carro usado é nas feiras de automóveis. Se não for possível verificar a procedência do veículo, é preferível não fechar o negócio.
Garantia: Caso a compra seja feita em uma agência, peça a nota fiscal em nome da loja e discrimine todos os defeitos encontrados no carro. Mesmo que a loja só dê garantia para defeitos de motor e de caixa, o consumidor pode exigir garantia para outras partes do carro.
Cuidados para adquirir ou vender um carro usado Você deve saber que a compra de pessoa física para pessoa física não constitui uma relação de consumo e, por isso, não dá direito às garantias do Código de Defesa do Consumidor. Pesquise em jornais e revistas especializadas que podem ajudá-lo a ter uma noção de preços e boas ofertas. Cuidado! Um carro com preço bem menor do que o de mercado pode ter problemas. Ou está em péssimo estado ou foi roubado e adulterado. Ao encontrar em classificados um veículo que atenda seus interesses, tome alguns cuidados especiais:
. Não faça negócio por telefone; . Vá na casa ou loja do vendedor; . Não dê dinheiro adiantado; . Peça ajuda de mecânico de confiança para vistoriar o carro; . Nunca vá sozinho; Para vistoriar um automóvel externamente, faça-o sempre à luz do dia; Ondulações e amassados podem indicar que o carro foi batido; Bolha na pintura é indicação de ferrugem; Portas e o capô devem se encaixar perfeitamente ao serem fechados;