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OS SEIS EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES
Tipologia: Trabalhos
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Compartilhado em 04/04/2020
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com a colaboração de: ATHYS FLORIDE e MAURICE LE GUERRANNIC
Título do Original: Le coeur éthérique et les six exercices, ISBN 2-940353-22- Editions Triskel Direitos desta tradução reservados à João de Barro Editora Ltda Rua da Fraternidade 156 04738 – 020 São Paulo – SP [email protected] 2 a^ Edição setembro de 2013 Tradução e Revisão: RUTH SALLES
Projeto Gráfico: GISELA MOTTA Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Índices para catálogo sistemático:
Steiner, Rudolf, 1861- Os seis exercícios complementares : e o coração etérico / Rudolf Steiner ; com a colaboração de Athys Floride e Maurice Le Guerrannic ; [traducão Ruth Salles]. -- São Paulo : João de Barro Editora, 2008. Título original : Le coeur éthérique et les six exercices,
ÍNDICE
Prefácio à segunda edição.......................
Agradecimentos................................
Introdução...................................... Maurice Le Guerrannic
Preâmbulo...................................... Athys Floride
I. O que Cada um Deve Exigir de si Mesmo se Quiser Seguir um Desenvolvimento Oculto....... Rudolf Steiner
II. Os Ritmos Vitais em Conjunto com os Seis Exercícios...................................... Rudolf Steiner
III. As Correntes Etéricas (extrato- GA 266)......... Rudolf Steiner
IV. Extraído de Ciência Oculta................... Rudolf Steiner
A presente obra tem por base os textos principais reunidos por Athys Floride, aos quais acrescentamos alguns capítulos. Os Seis Exercícios, livrinho editado pela editora Les Trois Arches , teve grande sucesso. Com seu formato tão prático, era possível levá-lo no bolso. Graças a esse livro, Athys Floride tornou conhecidos os seis exercícios ou os exercícios chamados ‘complementares’ para o público francês; eles são essenciais para todos que estudam Antroposofia e praticam a meditação, assim como para todos os que buscam certa higiene da alma. Infelizmente, Les Trois Arches cessou suas atividades, de modo que esse livrinho já não se encontrava nas livrarias. Foi então que o doutor Björn Riggenbach de Neuchâtel entrou em contato comigo e perguntou-me se eu não poderia assumir a edição dessa obra e, assim, torná-la novamente disponível. Entrei, então, em contato com Les Trois Arches e Athys Floride, que imediatamente concordaram comigo. Quero expressar meus mais calorosos agradecimentos a todas essas pessoas.
Maurice Le Guerrannic
‘Os seis exercícios complementares’, longe de serem exercícios reservados aos iniciados, têm valor universal. Porque dizem respeito às qualidades mais necessárias, mais essenciais do ser humano. As qualidades apresentadas aqui são realmente indispensáveis a cada um em sua vida cotidiana. Quem não tem necessidade de controlar um pouco suas associações de pensamento e ser capaz de concentração e atenção em sua prática profissional ou nas relações com o próximo (1º exercício)? Quantas forças se perdem e quantos ressentimentos são criados quando a pessoa não realiza o que foi dito ou prometido (2º exercício)? Quantas vezes a perda da calma nos leva a fazer ou a dizer algo que depois lamentamos ter feito ou dito (3º exercício)? Quantas pessoas, sabendo observar o positivo dos seres ou das situações, são presunçosas para com os que as cercam (4º exercício)? Por fim, quantas pessoas livres de preconceitos levam um sopro de vida às relações sociais (5º exercício)?
para conservar seu equilíbrio e fazer frutificar o desen- volvimento espiritual que empreende. Vários textos de Rudolf Steiner estão reunidos aqui^1. Mesmo tratando todos do mesmo assunto, cada um é visto sob uma luz diferente. Os textos dos dois outros autores permitem ainda ampliar o assunto.
Maurice Le Guerrannic
Não se trata disso. O presente livrinho consagrado aos seis exercícios, ditos complementares, quer mostrar que esses exercícios são indispensáveis e garantem um trabalho saudável e positivo. Nesta breve introdução, gostaríamos de acentuar um outro aspecto do exercício em geral e sua importância na formação de órgãos de percepção espiritual, as flores de lótus. Para começar, se tomamos a própria palavra exercício , constatamos que ela provém do latim exerceo , cujo significado original é ‘não deixar em repouso, trabalhar, praticar’, enfim ‘exercer’. Mas é interessante pesquisar mais longe na etimologia, encontrando a própria raiz da palavra latina exerceo. Ela nos remete a um verbo arceo , que significa ‘conter’, ‘manter’, e também ‘manter longe’, ‘conter o inimigo’ e, finalmente, ‘afastar’, ‘proteger’. Assim, vemos claramente que o sentido original de exercer está exatamente relacionado com as indicações da Ciência Espiritual: praticar os exercícios é afastar, restringir os perigos que devem surgir do trabalho espiritual e que ameaçam o discípulo. A palavra alemã correspondente Üben, Übung , dá a essa atividade regular uma outra nuance. Em sua origem, essa pala- vra era empregada para uma atividade de caráter sagrado. Reencontramos esse aspecto nas palavras ‘cultura’, ‘cultivado’, ‘culto’. O trabalho com a terra tinha, nos
tempos antigos, um sentido religioso. Este se manifesta na derivação da palavra cultura da terra (Agricultura), que dá a palavra ‘cultivado’ tanto para um campo, quanto para a alma e o espírito (um homem cultivado), cujo sentido religioso aparece igualmente na palavra ‘culto’ (serviço divino).
A IMPORTÂNCIA DO EXERCÍCIO Avancemos mais e consideremos a importância do exercício em relação à formação dos órgãos espirituais de percepção, as flores de lótus. A meditação e a concentração têm como resultado dar às flores de lótus uma irradiação de luz que permite, ao espalhar-se nas trevas do espírito – porque primeiro o mundo espiritual é como que trevas para o discípulo
RUDOLF STEINER^4
Encontraremos descritas, a seguir, as condições necessárias ao desenvolvimento oculto. Ninguém deveria, por qualquer medida que seja tomada na vida interior ou exterior, achar que vai avançar se não cumpre essas condições. Todos os exercícios de meditação, de concentração e outros serão sem valor e, de certa maneira, até mesmo nocivos, se a vida não se pauta pelo sentido dessas prescrições. Não se podem dar capacidades a um ser humano. Só é possível fazer com que se desenvolvam as que já estão nele. Elas não se desenvolvem espontaneamente, por causa dos obstáculos exteriores e interiores que encontram. Os obstáculos exteriores são removidos graças à prática das regras de vida que se seguem; os obstáculos interiores, pelas
indicações especiais sobre a meditação, a concentração, etc. A primeira condição é adquirir um pensar perfeitamente claro. Para esse fim, nem que seja apenas por um momento do dia, mais ou menos cinco minutos (quanto mais longo o momento, melhor será), é preciso se libertar dos pensamentos que passam como fogos-fátuos. É preciso tornar-se senhor do universo de seus pensamentos. Não somos o senhor quando condicionamentos exteriores – como a profissão, alguma tradição, condições sociais, até mesmo o fato de pertencermos a determinado povo, o momento do dia, certas ações a serem cumpridas – nos impõem um tipo de pensamento e a maneira de desenvolvê-lo. Portanto, durante o tempo mencionado acima, e com a vontade inteiramente livre, é preciso esvaziar nossa alma do desfiar habitual, cotidiano de pensamentos e, por própria iniciativa, pôr um pensamento em seu centro. Não é necessário que seja um pensamento extraordinário ou de interesse especial. O resultado oculto a ser alcançado se obtém até melhor se a pessoa se esforça por escolher o pensamento mais desinteressante e insignificante possível. A força da atividade própria do pensar, que é o importante, é mais estimulada por esse pensamento insignificante, ao passo que um pensamento interessante arrebata o pensar. É preferível fazer esse exercício de controle dos pensamentos concentrando-se num alfinete do que em Napoleão. Diz-se assim: Agora, vou partir desta idéia e, por minha iniciativa