






Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Cita principios de Funcionamentos dos osciladores eletronicos.Que sao bastante empregados em radiodifusão.
Tipologia: Notas de estudo
1 / 12
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!







Introdução ao estudo dos osciladores
Os receptores de rádio modernos, que você usa em seu lar ou automóvel, contém oscilado- res. Todo transmissor usa um oscilador para produzir os sinais que transmite,. Isto é verdade não só com referência às emissoras comerciais como também aos transmissores de qualquer navio ou avião, aos computadores ou qualquer equipamento que necessite de uma referência de tempo ou de freqüên- cia. As radiocomunicações seriam grandemente limitadas se não fossem empregados os circuitos os- ciladores.
Os osciladores não são usados exclusivamente nos equipamentos de comunicações. O equipamento de teste que você utiliza - geradores de sinais , osciloscópios, freqüencímetros - contém circuitos osciladores. Você encontrará osciladores nos equipamentos de radar e de sonar e também em mísseis e torpedos.
Função dos osciladores
Um oscilador nada faz além de proporcionar uma tensão alternada de determinada freqüên- cia. O gerador de sinais de áudio, usado no trabalho com amplificadores de áudio, é um oscilador de áudio. O oscilador de áudio proporciona uma tensão alternada de qualquer freqüência dentro da faixa de 0 a 15 kHz. O gerador de sinais em RF é um oscilador de rádio freqüência, podendo por exemplo, forne- cer tensão alternada de qualquer freqüência na faixa de 0,1 Hz a 10 MHz. Estes dois osciladores pro- porcionam sinais de prova que possibilitam a localização de defeitos e o ensaio de circuitos eletrônicos.
Um transmissor de rádio toma uma tensão alternada de alta freqüência, amplifica esta ten- são e a irradia para pontos distantes por meio de uma antena transmissora. De onde provém esta ten- são alternada de alta freqüência? ... De um circuito oscilador. Um rádio transmissor nada mais é do que um oscilador associado a amplificadores de RF, de alta potência, que modulam e amplificam o sinal do oscilador, possibilitando a sua irradiação a distâncias consideráveis pela antena.
O tipo de receptor de rádio mais utilizado, o receptor super heterodino, também contém circuitos osciladores.
Oscilações
Se qualquer objeto balança uniformemente para a frente e para trás, diz-se que está osci- lando. Uma corda de violino oscila quando é friccionada pelo arco. Um balanço em movimento oscila. O pêndulo de um relógio também oscila.
Consideremos o pêndulo. Quando ele atinge o extremo esquerdo do seu movimento, pára momentaneamente, toda sua energia está acumulada como energia potencial. Na metade do seu deslo- camento, sua velocidade é máxima, e toda sua energia foi convertida em energia cinética ou energia de movimento. Quando completa sua trajetória, chegando ao extremo direito, novamente pára momentane- amente, e sua energia é outra vez energia potencial. Este movimento pode ser representado pela meta- de de uma senóide, considerando a velocidade em função do tempo. A velocidade para a direita é consi- derada positiva.
Figura 01 - Movimento de um pêndulo.
Como o deslocamento da direita para a esquerda - retorno - é uma mudança de sentido, a segunda metade da senóide e representada abaixo da linha. Assim, um ciclo completo de oscilação do pêndulo pode ser representado por um ciclo completo da senóide.
Figura 02 - Ciclo completo de oscilação de um pêndulo
Você já notou que todas as oscilações se completam no mesmo tempo? Você pode repre- sentar graficamente três ciclos do movimento do pêndulo do seguinte modo: o tempo de t1 a t3 é igual
energia necessária a um oscilador para manter o seu período natural de oscilação, a fonte de energia externa deve estar em fase com o período natural do oscilador.
Figura 05 - Onda com um adicional de energia.
Agora você sabe que são necessárias duas condições para manter a estabilidade de um oscilador:
O oscilador eletrônico
Um oscilador eletrônico é um circuito simples, constituído por um capacitor e um indutor - bobina - ligados em paralelo. Para compreender como este circuito pode oscilar, lembre-se do que acon- tece durante a carga e a descarga de um capacitor.
Um capacitor descarregado apresenta, em cada placa um número igual de cargas positivas e negativas. Quando ele é ligado aos terminais de uma fonte de corrente contínua, uma placa se carrega negativamente e a outra positivamente. Agora, a placa negativa tem mais elétrons do que antes da car- ga, e a placa positiva tem menos elétrons do que originalmente. Além disso, o excesso de elétrons na placa negativa é exatamente igual à perda de elétrons na placa positiva.
Figura 06 - Carga de um capacitor
Quando o capacitor carregado é posto em curto-circuito, os elétrons em excesso são atraídos pela placa positiva e se deslocam através do condutor. Novamente as placas apresentam quan- tidades iguais de cargas positivas e negativas e o capacitor está descarregado.
Figura 07 - Descarga de um capacitor
Você viu o que ocorre quando um capacitor carregado é posto em curto-circuito. Quando um indutor - bobina - é ligado às placas do capacitor carregado os resultados são bem diferentes.
Você se lembra que um indutor apresenta uma característica elétrica peculiar de se opor a qualquer variação da corrente elétrica através dele. Você sabe que, quando há uma corrente através de uma bobina, estabelece um campo magnético em torno da mesma. Qualquer variação na corrente faz com que o campo magnético se expanda e se contraía. Devido a esta expansão ou contração do campo magnético, as linhas magnéticas cortam as espiras do bobina, gerando uma tensão que se opõe à vari- ação da corrente.
Quando o capacitor carregado é aplicado à bobina (1) na Fig. 08 os elétrons acumulados na placa negativa não podem se deslocar precipitadamente através da bobina para a placa positiva, e a tensão no circuito é máxima. Logo que um pequeno número de elétrons flui na bobina, um campo mag- nético começa a crescer. Este crescimento do campo magnético induz uma tensão na bobina, e esta tensão se opõe ao fluxo de elétrons da placa negativa. O capacitor e a bobina atuam como duas pilhas em oposição - positivo ligado a positivo e negativo a negativo. Em conseqüência, o capacitor carregado não pode se descarregar imediatamente através da bobina. Quanto maior a indutância da bobina, maior o tempo necessário para a descarga do capacitor. A medida que o capacitor se descarrega, o campo magnético na bobina se torna cada vez mais intenso, e a tensão continua a diminuir (2) na Fig. 08.
Figura 09 - Funcionamento do circuito LC
Agora que os elétrons estão acumulados na placa inferior do capacitor, a carga é exata- mente oposta à original. Agora, os elétrons são atraídos pela placa positiva superior, através da bobina. A medida que o capacitor se descarrega, estabelece-se um campo magnético em torno da bobina (5) Fig. 10. O colapso deste campo magnético faz com que outros elétrons deixem a placa inferior e se dirijam para a placa superior. Quando o campo magnético se extingue totalmente (6 ) Fig. 10, todos os elétrons estão de volta à placa superior, e a situação é exatamente igual à da carga inicial do capacitor. O ciclo completo se repete indefinidamente. A energia é armazenada alternadamente como carga do capacitor e como campo magnético em torno da bobina. Isto é o que se entende por oscilação eletrôni- ca.
Figura 10 - Funcionamento do circuito LC
Se um osciloscópio fosse ligado em paralelo com a bobina e o capacitor, o crescimento e a queda da tensão apareceriam como uma senóide, se não houvesse resistência em qualquer parte do circuito. Se não houvesse resistência no circuito, as oscilações continuariam indefinidamente. Entretan- to, não se pode eliminar totalmente a resistência, e parte da energia elétrica da oscilação é dissipada pela resistência sob a forma de calor. Devido a esta perda de energia elétrica, a tensão diminui em cada oscilação e eventualmente desaparece.
Figura 11 - Oscilação indicada pela senóide
Para que as oscilações possam continuar indefinidamente, suficiente energia elétrica deve ser aplicada ao circuito LC - chamado de circuito tanque ou circuito sintonizado - para compensar as perdas causadas pela resistência. Além disso, esta energia elétrica deve ser fornecida ao circuito no momento certo, de modo a lhe dar um pequeno “ empurrão “ no instante adequado. Este “empurrão “ corresponde ao empurrão dado no balanço, no fim de cada oscilação.
Uma maneira de dar este “empurrão” elétrico no circuito LC é a aplicação de uma fonte de tensão aos terminais do capacitor, no momento em que esta está atingindo sua carga total. Desta ma- neira, as oscilações podem continuar indefinidamente.
Figura 13 - Circuito com realimentação
Todos os osciladores trabalham com o princípio ilustrado na Fig. 13. A principal diferença entre os diversos tipos de osciladores está no método usado para reaplicar a tensão ao circuito LC, em fase adequada. Este circuito osciladores são: o Armstrong, o Colpitts, o Hartley, o Coletor base sintoni- zados, o Controlado a cristal e o de Acoplamento eletrônico. Veremos como funcionam alguns destes circuitos osciladores, suas vantagens e desvantagens.
Estabilidade de freqüência dos osciladores
Uma das características importantes dos osciladores que você irá estudar é a estabilidade de freqüência. Embora você não tenha trabalhado com os osciladores é evidente que um oscilador deve manter a freqüência para a qual foi ajustado. Infelizmente, todos os osciladores tendem a apresentar desvios - deslocamentos - na freqüência, a não ser que sejam adotadas certas precauções para evitá-lo. Alguns circuitos apresentam menor deslocamento de freqüência do que outros.
Imagine o que aconteceria se não fosse considerado o deslocamento de freqüência. Se um navio estivesse tentando comunicar-se com outro, e o oscilador do transmissor apresentasse desvio de freqüência, a mensagem nunca seria recebida. Se o oscilador de um receptor de bordo tivesse deslo- camento de freqüência, o navio também nunca receberia mensagens. Se isto ocorresse com os oscila- dor de um sonar de bordo, o navio não poderia detectar submarinos, e seria torpedeado pelo primeiro submarino inimigo que aparecesse. Numerosos equipamentos eletrônicos contêm osciladores. Se se permitisse o deslocamento de freqüência desses osciladores, todos esses equipamentos seriam inú- teis, até que seus osciladores fossem reajustados para a freqüência correta.
Portanto, você pode ver que é necessário entender a estabilidade de freqüência e o deslo- camento de freqüência. Este é causado por diversos fatores. Vibração, cargas variáveis e tensões de alimentação variáveis provocam desvio de freqüência em um oscilador; as variações de temperatura
também causam este fenômeno. Como muitos equipamentos eletrônicos estão sujeitos a todos esses fatores, normalmente inclui-se em todos os equipamentos algum sistema de compensação.
O Oscilador Hartley
Ele representa um aperfeiçoamento do oscilador Armstrong, embora também esteja sujeito à instabilidade de freqüência, apresenta muitas características favoráveis, adaptando-se a uma ampla faixa de freqüência e facilitando a sintonia. Como o oscilador Hartley é um circuito muito usado, você deve certificar-se de entendê-lo perfeitamente.
Figura 14 - Circuitos osciladores Armstrong e Hartley
Há muita pouca diferença entre os osciladores Armstrong e o Hartley. No tipo Armstrong as oscilações são sustentadas por um pulso de tensão induzido no circuito LC por um pulso de corrente de dreno através da bobina de realimentação. No tipo Hartley, o pulso de tensão também é induzido no circuito LC por um pulso da corrente de fonte através da bobina de realimentação. A diferença no circuito Hartley é que a bobina de realimentação é parte da bobina do circuito LC. Esta bobina tem um derivação de modo que a corrente de fonte flui através da parte inferior da bobina e induz um pulso de tensão na parte da bobina relativa à gate. O valor da tensão induzida de realimentação pode ser ajustado pelo deslocamento da derivação da fonte.
Como as oscilações são mantidas no oscilador Hartley