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Evasão Escolar: Análise dos Determinantes Institucionais e o Trabalho Educativo, Esquemas de Fisioterapia

Resumo dos ossos do corpo humano

Tipologia: Esquemas

2022

Compartilhado em 20/03/2023

jamille-amorim-4
jamille-amorim-4 🇧🇷

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Introdução
Convém esclarecer que o termo evasão escolar será entendido como resultado do
fracasso escolar do estudante e da própria instituição escolar, como se verá mais adiante
ao estudar as causas e conseqüências da evasão escolar, assim também, como seus efeitos
na produtividade da escola.
Torna-se relevante explicar que produtividade será tomada sob dois aspectos: um
diz respeito à conclusão dos estudos pelo aluno e outro se amplia para abranger o próprio
resultado da apropriação do saber em seu sentido mais amplo, capaz de levar o aluno a se
constituir como cidadão e sujeito histórico (VASCONCELLOS, 1995).
Referencial Teórico
Essas preocupações nortearam as discussões, culminando na produção deste
artigo, cujo objetivo é analisar os determinantes que causam a evasão escolar refletindo
sobre o trabalho educativo, tomando-se como referência, as idéias autores, que vêm se
dedicando a fundamentar uma tendência de pensamento pedagógico diferenciado, posto
que explicam a importância do trabalho dos professores acerca dos conceitos envolvendo:
mediação, historicidade, prática social e transmissão do conhecimento socialmente
construído (VASCONCELLOS, 1995).
O aluno com dificuldades específicas de aprendizagem não apresenta, de início,
problemas de motivação, se bem que progressivamente pode se sentir incapaz de realizar
as tarefas propostas e abandona qualquer tentativa de superá-las, já que as atividades
propostas “estão cheias de respostas para perguntas que ele não sabe quais”
(VASCONCELLOS, 1995, p.38).
Autonomia da escola é um termo muito utilizado referente ao universo educativo
e no interior das próprias escolas, todavia seu sentido é carregado de significados e
responsabilidades (1993). A autonomia nas escolas, virá por meio da revisão dos
compromissos assumidos na Proposta Pedagógica e no Projeto Político Pedagógico, com
o propósito de realizar um trabalho voltado para a transformação dos alunos. Além disso,
a comunidade, tomando em consideração não as prescrições de uma pedagogia abstrata,
mas as condições reais dos alunos no reconhecimento, em primeiro lugar, da necessidade
de chegar a um consenso referente à tarefa educativa. Autonomia da escola refere-se à
escolha do método, técnica ou procedimento para a efetivação da tarefa educativa.
Contudo, essa autonomia é resolvida no coletivo da escola e não significa autonomia de
cada professor em sala de aula. Dessa forma, tem significado a partir de uma
perspectiva particular centrada em questões pontuais presentes na escola. Centrar o foco
no aluno significa trabalhar com esse aluno real, encontrar uma maneira de levá-lo a
exercer seu livre arbítrio e, com determinados limites sociais, culturais e econômicos,
escolher seu lugar, saber se posicionar em sociedade, fazer escolhas políticas.
Na procura pelas causas do fracasso escolar alguns estudos já mostraram que os
fatores vinculados aos alunos, como: suas capacidades, sua motivação ou sua herança
genética são determinantes. Outras perspectivas, pelo contrário, deram ênfase
principalmente aos fatores sociais e culturais. O fato de que as classes socialmente
desfavorecidas apresentem uma porcentagem superior de fracasso reforça tal posição.
Existem também visões alternativas que situam, em segundo plano, os fatores individuais
e sociais e atribuem a responsabilidade maior ao próprio sistema educacional, ao
funcionamento das escolas e ao estilo de ensino dos professores. Entretanto o resultado
do fracasso escolar é o produto da interação de três tipos de determinantes:
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Baixe Evasão Escolar: Análise dos Determinantes Institucionais e o Trabalho Educativo e outras Esquemas em PDF para Fisioterapia, somente na Docsity!

Introdução Convém esclarecer que o termo evasão escolar será entendido como resultado do fracasso escolar do estudante e da própria instituição escolar, como se verá mais adiante ao estudar as causas e conseqüências da evasão escolar, assim também, como seus efeitos na produtividade da escola. Torna-se relevante explicar que produtividade será tomada sob dois aspectos: um diz respeito à conclusão dos estudos pelo aluno e outro se amplia para abranger o próprio resultado da apropriação do saber em seu sentido mais amplo, capaz de levar o aluno a se constituir como cidadão e sujeito histórico (VASCONCELLOS, 1995). Referencial Teórico Essas preocupações nortearam as discussões, culminando na produção deste artigo, cujo objetivo é analisar os determinantes que causam a evasão escolar refletindo sobre o trabalho educativo, tomando-se como referência, as idéias autores, que vêm se dedicando a fundamentar uma tendência de pensamento pedagógico diferenciado, posto que explicam a importância do trabalho dos professores acerca dos conceitos envolvendo: mediação, historicidade, prática social e transmissão do conhecimento socialmente construído (VASCONCELLOS, 1995). O aluno com dificuldades específicas de aprendizagem não apresenta, de início, problemas de motivação, se bem que progressivamente pode se sentir incapaz de realizar as tarefas propostas e abandona qualquer tentativa de superá-las, já que as atividades propostas “estão cheias de respostas para perguntas que ele não sabe quais” (VASCONCELLOS, 1995, p.38). Autonomia da escola é um termo muito utilizado referente ao universo educativo e no interior das próprias escolas, todavia seu sentido é carregado de significados e responsabilidades (1993). A autonomia nas escolas, virá por meio da revisão dos compromissos assumidos na Proposta Pedagógica e no Projeto Político Pedagógico, com o propósito de realizar um trabalho voltado para a transformação dos alunos. Além disso, a comunidade, tomando em consideração não as prescrições de uma pedagogia abstrata, mas as condições reais dos alunos no reconhecimento, em primeiro lugar, da necessidade de chegar a um consenso referente à tarefa educativa. Autonomia da escola refere-se à escolha do método, técnica ou procedimento para a efetivação da tarefa educativa. Contudo, essa autonomia é resolvida no coletivo da escola e não significa autonomia de cada professor em sala de aula. Dessa forma, só tem significado a partir de uma perspectiva particular centrada em questões pontuais presentes na escola. Centrar o foco no aluno significa trabalhar com esse aluno real, encontrar uma maneira de levá-lo a exercer seu livre arbítrio e, com determinados limites sociais, culturais e econômicos, escolher seu lugar, saber se posicionar em sociedade, fazer escolhas políticas. Na procura pelas causas do fracasso escolar alguns estudos já mostraram que os fatores vinculados aos alunos, como: suas capacidades, sua motivação ou sua herança genética são determinantes. Outras perspectivas, pelo contrário, deram ênfase principalmente aos fatores sociais e culturais. O fato de que as classes socialmente desfavorecidas apresentem uma porcentagem superior de fracasso reforça tal posição. Existem também visões alternativas que situam, em segundo plano, os fatores individuais e sociais e atribuem a responsabilidade maior ao próprio sistema educacional, ao funcionamento das escolas e ao estilo de ensino dos professores. Entretanto o resultado do fracasso escolar é o produto da interação de três tipos de determinantes:

  • psicológicos: referentes a fatores cognitivos e psicoemocionais dos alunos (BRASIL, 2006);
  • socioculturais: relativos ao contexto social do aluno e as características de sua família. (OLIVEIRA, 2001);
  • institucionais: baseadas na escola, tal como, métodos de ensino inapropriados, currículo e as políticas públicas para a educação (AQUINO, 1997). Somado a esses três fatores, encontra-se também aqueles ligados à economia e à política (BRASIL, 2006). Com relação ao atendimento do aluno, a pesquisa evidencia que se atribui papel preponderante àquele destinado ao ensino regular, relegando-se a segundo plano as especificidades da EJA. Nas palavras de Oliveira (2001) é preciso considerar a condição de não crianças, do grande contingente de excluídos da escola somados a fatores culturais determinantes no grupo de alunos da EJA. Oliveira (2001) exemplifica a situação da evasão escolar na EJA, indicando como uma das causas institucionais, o desencontro entre a escola e os alunos, o qual já foi assinalado anteriormante. Caracteriza-se por questões de aprendizagem e pela própria organização da escola, que funciona dentro de um contexto próprio, que deve ser conhecido por toda a comunidade escolar, uma vez que em seu interior a linguagem escolar concorre como a maior dificuldade à aprendizagem, maior até que o próprio conteúdo. Conclusão Para concluir é necessário reconhecer as limitações deste trabalho envolvendo a evasão escolar, dada suas implicações, incluindo desde fatores cognitivos e psicoemocionais dos alunos a problemas socioculturais, institucionais e aqueles relacionados a economia e a política (BRASIL, 2006). Por essa razão o recorte feito aqui é constituído por parte dos determinantes institucionais, reportando-se apenas a questões relacionadas ao trabalho educativo desenvolvido nas escolas públicas. Considera-se nessa perspectiva, oferecer subsídios para o adequado desenvolvimento do trabalho educativo na escola, com a ajuda de autores estudados, que ofereceram importantes contribuições, no sentido de amenizar os prejuízos causados pela evasão escolar.