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Pancreatite crônica Protocolo, Esquemas de Clínica médica

protocolo clinico de pancreatite

Tipologia: Esquemas

2023

Compartilhado em 03/08/2023

caroline-dias-holanda-da-silva
caroline-dias-holanda-da-silva 🇧🇷

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PANCREATITE CASO CLÍNICO THEOBALDO
Primeiro Autor; Caroline Dias Holanda Da Silva; Orientadora Dra Juliana Maria Nunes Ferreira.
Universidade Nove de Julho – São Paulo – SP – Brasil
INTRODUÇÃO
O pâncreas é o órgão responsável por produzir as enzimas digestivas, que irão
auxiliar no processo de digestão dos alimentos e absorção de nutrientes.
A pancreatite é uma doença inflamatória onde uma deficiência na produção de
amilase, lipase sendo subdivida em crônica e aguda (JERICO et al., 2015).
Normalmente o desenvolvimento vem de uma alimentação inadequada e com
alguns sintomas inespecíficos como, diarreia,aumento do conteúdo fecal,anorexia
progressiva, flatulência , polifagia e presença de alimentos nas fezes. (NELSON,
2010; WESTERMARCK et al., 2010).
O tratamento vem através da reposição enzimática através de medicamentos
fornece ao sistema substâncias necessárias para funcionamento correto do
pâncreas. Diagnóstico vem através de estudo do histórico de saúde, exame médico
descarte de possíveis doenças infecciosas, parasitárias e exames laboratoriais.
(TILLEY, 2003; WILLIAMS, 2008).
Uma doença que machos e fêmeas são acometidos sem ter uma tendência entre um
dos sexos. E a longo prazo pode causar deformações e comprometimento nas
estruturas do órgão.
Objetivo deste trabalho é apresentar um caso clínico de pancreatite em um paciente
canino, mostrando passo a passo do diagnóstico ao sucesso do tratamento final,
deixando a reflexão de uma manejo correto de cada animal, pois o mesmo veio de
um manejo totalmente fora de ordem causando ao animal ficit de vitaminas e
produção de enzimas necessárias ao seu organismo .
RELATO DE CASO
Paciente Theobaldo, canino de aproximadamente 8 anos da raça bulldog francês.
Residente na cidade de Caieiras -SP, resgatado de um canil clandestino com
péssimas condições sanitárias.
Convivia com mais 4 fêmeas no espaço e sendo forçado a montas repetitivas, com
alimentação de baixa qualidade e quantidade restritiva o tornando um animal
agressivo na hora da manipulação. Após resgate encaminhado para ONG Soprac,
onde foi castrado, e feito exames de sangue onde foi sugestivo a babesia ou
erlichiose entrado com protocolo de doxiciclina por 28 dias e suplemento através do
hemolipet por 28 dias.
Paciente foi adotado , porém após 1 mês o mesmo foi devolvido para ong por
queixa de anorexia excessiva e diarreia constante mesmo após medicações. Foi feita
uma nova bateria de hemograma, bioquímico e ultrassom Abdominal, que apontava
uma doença inflamatória intestinal e anemia severa. Após foi adotado por uma nova
pessoa que o levou ao MUVET,no dia 22 de julho de 2022 com queixa de prostração,
fezes líquidas, fétida e pedaços de alimento não digeridos e anorexia progressiva a
cada dia.
Foi feita a seguinte anamnese retirada do sistema simples vet :
Queixa principal: diarréia a mais de 15 dias com presença de pedaços dos alimentos,
apetite sem saciedade.
Procedimentos realizados: coleta de hemograma, bioquímico e solicitação de
ultrassom abdominal total.
Suspeitas diagnóstica (mínimo 3): Doença inflamatória intestinal, Parvovirose ou
Pancreatite
Tratamento Nosocomial (o que foi realizado na clínica): solução fisiológica +
complexo B12 por via subcutânea, buscofin .
Tratamento Prescrito: Gaviz para proteção da mucosas de estômago, metronidazol
250 mg por 7 dias para inflamação intestinal. Dieta leve até resultado dos exames
complementares
Indicação de Internação: ( ) Sim ( x ) Não
Com exames complementares foi possível observar,uma anemia por deficiência de ferro
no hemograma e no leucograma ele apresentou segmentados abaixo do normal
indicando uma infecção. o Bioquímico não mostrou alterações de grande importância. Na
usg mostra uma inflamação na parede do intestino.
Após 7 dias do primeiro tratamento tutor retornou ao hospital, onde informa as mesmas
queixas. com uma discussão do corpo clínico foi avaliado possibilidade de uma
pancreatite do paciente.
Tabela 1 – xxxxxxxxx.
Figura 1 – Theobaldo antes e depois do tratamento
Fonte: Arquivo Pessoal (2022).
DISCUSSÃO
Foi iniciado o protocolo para pancreatite com seguintes medicamentos , CREON 10.000 humano ®
1 cápsula antes de cada alimentação (até novas recomendações), complexo vitamínico (vitamina
A, D3, Ômega 3, zinco quelado ) 1 cápsula ao dia, simeticona 8 gotas a cada 12 horas por 7 dias e
alimentação balanceada e leve ou ração gastrointestinal. E para quadro de anemia foi receitado
suplementação de minerais adicionados na alimentação 1⁄4 comprimido ao dia por 30 dias.
Com 3 dias do início do segundo tratamento tutor informa que as fezes voltaram à coloração
normal, a diarreia cessou e não há presença de pedaços de alimentos. Até o presente momento o
paciente ganhou 4 kg e está fazendo somente o uso do CREON 10.000 humano ®, após 4 meses de
tratamento o paciente tem mais disposição para atividades do dia a dia.
Paciente irá fazer uso constante do CREON 10.000 humano ® para reposição de proteínas não
produzidas pelo seu pâncreas, porém se manter na evolução atual tem um prognóstico de
estabilidade em seu quadro médico, com uma melhor qualidade de vida .
CONCLUSÃO
Mesmo com poucos artigos científicos sobre uso de CREON em animais, através do caso do
Theobaldo foi possível verificar sua eficácia sobre pacientes de condições de alterações
pancreáticas.
Após 6 meses de tratamento foi iniciado espaçamento entre as doses e tendo uma resposta cada
vez mais positiva sobre o mesmo levando o paciente ao peso de 14 kg, melhor nível de energia em
suas atividades .
levando a conclusão que sua pancreatite teve desenvolvimento e piora devido o manejo alimentar
e ambiente de forma incorreta sem preocupação do bem estar, e sem o tratamento correto
poderia levar ao obtido por desnutrição ou outras doenças derivadas da falta de nutrientes .
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. Jericó, M. M., Kogika, M. M., & Andrade Neto, J. P. (2015). Tratado de medicina interna de cães e gatos. Guanabara Koogan.
2. NELSONs, R. J. W.; COUTO, C. G. Pâncreas exócrino In: Medicina Interna de Pequenos Animais. 4. ed.Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010, p. 597-602.
3. WESTERMARCK, E.; WIBERG, M. Exocrine pancreatic insufficiency in the dog: Historical background, diagnosis and treatment. Topics in Companion Animal
Medicine, v. 27, p. 96-103, 2012..
4. SANTOS, R. de L.; ALESSI, A. C. Fígado, vias biliares e pâncreas exócrino. Patologia Veterinária. São Paulo: Roca, 2010, p. 242-290.
5. ISABELA C. M. Pancreatite em Clínica Médica de Pequenos Animais: ed. idonline ,2020.
6. LUCCA, R. P. da V. de. Insuficiência pancreática exócrina em cão - relato de caso. Arq. Ciênc. Vet. Zool. UNIPAR, Umuarama, v. 20, n. 2, p. 83-86, abr./jun. 2017

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PANCREATITE CASO CLÍNICO THEOBALDO

Primeiro Autor; Caroline Dias Holanda Da Silva; Orientadora Dra Juliana Maria Nunes Ferreira.

Universidade Nove de Julho – São Paulo – SP – Brasil

INTRODUÇÃO

O pâncreas é o órgão responsável por produzir as enzimas digestivas, que irão auxiliar no processo de digestão dos alimentos e absorção de nutrientes. A pancreatite é uma doença inflamatória onde há uma deficiência na produção de amilase, lipase sendo subdivida em crônica e aguda (JERICO et al., 2015). Normalmente o desenvolvimento vem de uma alimentação inadequada e com alguns sintomas inespecíficos como, diarreia,aumento do conteúdo fecal,anorexia progressiva, flatulência , polifagia e presença de alimentos nas fezes. (NELSON, 2010; WESTERMARCK et al., 2010). O tratamento vem através da reposição enzimática através de medicamentos fornece ao sistema substâncias necessárias para funcionamento correto do pâncreas. Diagnóstico vem através de estudo do histórico de saúde, exame médico descarte de possíveis doenças infecciosas, parasitárias e exames laboratoriais. (TILLEY, 2003; WILLIAMS, 2008). Uma doença que machos e fêmeas são acometidos sem ter uma tendência entre um dos sexos. E a longo prazo pode causar deformações e comprometimento nas estruturas do órgão. Objetivo deste trabalho é apresentar um caso clínico de pancreatite em um paciente canino, mostrando passo a passo do diagnóstico ao sucesso do tratamento final, deixando a reflexão de uma manejo correto de cada animal, pois o mesmo veio de um manejo totalmente fora de ordem causando ao animal déficit de vitaminas e produção de enzimas necessárias ao seu organismo.

RELATO DE CASO

Paciente Theobaldo, canino de aproximadamente 8 anos da raça bulldog francês. Residente na cidade de Caieiras -SP, resgatado de um canil clandestino com péssimas condições sanitárias. Convivia com mais 4 fêmeas no espaço e sendo forçado a montas repetitivas, com alimentação de baixa qualidade e quantidade restritiva o tornando um animal agressivo na hora da manipulação. Após resgate encaminhado para ONG Soprac, onde foi castrado, e feito exames de sangue onde foi sugestivo a babesia ou erlichiose entrado com protocolo de doxiciclina por 28 dias e suplemento através do hemolipet por 28 dias. Paciente foi adotado , porém após 1 mês o mesmo foi devolvido para ong por queixa de anorexia excessiva e diarreia constante mesmo após medicações. Foi feita uma nova bateria de hemograma, bioquímico e ultrassom Abdominal, que apontava uma doença inflamatória intestinal e anemia severa. Após foi adotado por uma nova pessoa que o levou ao MUVET,no dia 22 de julho de 2022 com queixa de prostração, fezes líquidas, fétida e pedaços de alimento não digeridos e anorexia progressiva a cada dia. Foi feita a seguinte anamnese retirada do sistema simples vet : Queixa principal: diarréia a mais de 15 dias com presença de pedaços dos alimentos, apetite sem saciedade. Procedimentos realizados: coleta de hemograma, bioquímico e solicitação de ultrassom abdominal total. Suspeitas diagnóstica (mínimo 3): Doença inflamatória intestinal, Parvovirose ou Pancreatite Tratamento Nosocomial (o que foi realizado na clínica): solução fisiológica + complexo B12 por via subcutânea, buscofin. Tratamento Prescrito: Gaviz para proteção da mucosas de estômago, metronidazol 250 mg por 7 dias para inflamação intestinal. Dieta leve até resultado dos exames complementares

Indicação de Internação: ( ) Sim ( x ) Não Com exames complementares foi possível observar,uma anemia por deficiência de ferro no hemograma e no leucograma ele apresentou segmentados abaixo do normal indicando uma infecção. o Bioquímico não mostrou alterações de grande importância. Na usg mostra uma inflamação na parede do intestino. Após 7 dias do primeiro tratamento tutor retornou ao hospital, onde informa as mesmas queixas. com uma discussão do corpo clínico foi avaliado possibilidade de uma pancreatite do paciente.

Tabela 1 – xxxxxxxxx.

Figura 1 – Theobaldo antes e depois do tratamento

Fonte: Arquivo Pessoal (2022).

DISCUSSÃO

Foi iniciado o protocolo para pancreatite com seguintes medicamentos , CREON 10.000 humano ® 1 cápsula antes de cada alimentação (até novas recomendações), complexo vitamínico (vitamina A, D3, Ômega 3, zinco quelado ) 1 cápsula ao dia, simeticona 8 gotas a cada 12 horas por 7 dias e alimentação balanceada e leve ou ração gastrointestinal. E para quadro de anemia foi receitado suplementação de minerais adicionados na alimentação 1⁄4 comprimido ao dia por 30 dias. Com 3 dias do início do segundo tratamento tutor informa que as fezes voltaram à coloração normal, a diarreia cessou e não há presença de pedaços de alimentos. Até o presente momento o paciente ganhou 4 kg e está fazendo somente o uso do CREON 10.000 humano ®, após 4 meses de tratamento o paciente tem mais disposição para atividades do dia a dia. Paciente irá fazer uso constante do CREON 10.000 humano ® para reposição de proteínas não produzidas pelo seu pâncreas, porém se manter na evolução atual tem um prognóstico de estabilidade em seu quadro médico, com uma melhor qualidade de vida.

CONCLUSÃO

Mesmo com poucos artigos científicos sobre uso de CREON em animais, através do caso do Theobaldo foi possível verificar sua eficácia sobre pacientes de condições de alterações pancreáticas. Após 6 meses de tratamento foi iniciado espaçamento entre as doses e tendo uma resposta cada vez mais positiva sobre o mesmo levando o paciente ao peso de 14 kg, melhor nível de energia em suas atividades. levando a conclusão que sua pancreatite teve desenvolvimento e piora devido o manejo alimentar e ambiente de forma incorreta sem preocupação do bem estar, e sem o tratamento correto poderia levar ao obtido por desnutrição ou outras doenças derivadas da falta de nutrientes.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

  1. Jericó, M. M., Kogika, M. M., & Andrade Neto, J. P. (2015). Tratado de medicina interna de cães e gatos. Guanabara Koogan.
  2. NELSONs, R. J. W.; COUTO, C. G. Pâncreas exócrino In: Medicina Interna de Pequenos Animais. 4. ed.Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010, p. 597-602.
  3. WESTERMARCK, E.; WIBERG, M. Exocrine pancreatic insufficiency in the dog: Historical background, diagnosis and treatment. Topics in Companion Animal Medicine, v. 27, p. 96-103, 2012..
  4. SANTOS, R. de L.; ALESSI, A. C. Fígado, vias biliares e pâncreas exócrino. Patologia Veterinária. São Paulo: Roca, 2010, p. 242-290.
  5. ISABELA C. M. Pancreatite em Clínica Médica de Pequenos Animais: ed. idonline ,2020.
  6. LUCCA, R. P. da V. de. Insuficiência pancreática exócrina em cão - relato de caso. Arq. Ciênc. Vet. Zool. UNIPAR, Umuarama, v. 20, n. 2, p. 83-86, abr./jun. 2017