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Perdas de Carga 4, Notas de estudo de Engenharia Química

Perdas de Carga 4

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 11/10/2010

jose-francisco-godoy-de-avila-8
jose-francisco-godoy-de-avila-8 🇧🇷

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Quando um líquido como a água flui de (1) para

(2) , parte da energia incial em (1) se dissipa sob

a forma de calor.

Podemos ver que a soma das 3 parcelas da

energia em (2), não iguala à energia total em (1).

A diferença hf se denomina perda de carga

ou perda de energia

 (^) Em outras palavras a perda de carga é a altura equivalente , expressa em altura de líquido bombeado, necessária para vencer as perdas de energia causadas pelo escoamento do líquido. Isso pode ser visualizado colocando-se nas secções (1) e (2).  (^) O lugar geométrico dos pontos representativos das três energias: de velocidade, de pressão, e de posição, é denominada linha energética da canalização.  (^) As alturas a que o líquido subiria em piezômetros instalados ao longo da canalização, definem a “linha de pressões ou linha piezométrica”.  (^) As duas linhas estão separadas do valor d energia cinética (V^2 /2g). Se o diâmetro da canalização for constante, a velocidade do líquido será constante e as duas linhas serão paralelas.

a) Perda por resistência ao longo dos condutos:  ocasionada pelo movimento da água na própria tubulação.  Também chamada perda de carga distribuída.  (^) Existem fórmulas, tabelas e ábacos que nos permitem obter as perdas de carga por unidade de comprimento da tubulação, em função da vazão, do diâmetro, do material da canalização e da natureza do líquido que está escoando ou que está sendo bombeado.

 (^) Um detalhe importante é relativo a escolha do coeficiente C.  (^) A escolha inadequada deste coeficiente ou a fixação de um valor médio invariável, reduz de muito a precisão que se pode esperar da fórmula de Hazen – Williams.  (^) Para tubos de fero e aço, o coeficiente C é uma função do tempo, de modo que os eu valor deve ser fixado tendo-se em vista a vida útil que se espera para a canalização.  (^) Na prática, para a solução rápida dos problemas é suficientemente aproximado o emprego do monogram de Hazen – Williams, calculado para C= 100, que corresponde em média a um período de serviço compreendido entre 15 e 20 anos.  (^) Como na prática em geral não se faz limpeza ou substituição das canalizações nesse período, ao estabelecer um coeficiente médio, o seu valor deveria ser inferior a 100, 90 por exemplo.

 (^) Na prática , as canalizações e sistemas de recalque não são constituídas exclusivamente de tubos retilíneos e de mesmo diâmetro; incluem ainda, geralmente, peças especiais e conexões, válvulas, registros, entrada e saída da bomba, entrada de canalização de sucção, saída de tubulação de recalque, etc.  (^) Estas singularidades, pela sua forma e disposição elevam a turbulência , provocam atritos, causam o choque de partículas, dando origem a perdas de energia ou de carga.  (^) Essas perdas são denominadas localizadas, locais acidentais ou singulares.  (^) As perdas de carga localizadas podem ser calculadas através de fórmulas ou com o auxílio de ábacos ou tabelas.

 As perdas de carga localizadas podem também

ser calculadas pelo “método dos comprimentos

virtuais ou equivalentes”.

As perdas distribuídas ao longo da tubulação,

assim como as perdas localizadas, são grandezas

homogêneas, tendo dimensões lineares.

Assim sendo, pode se estabelecer entre ambas a

equivalência, representando-se uma determinada

singularidade por um comprimento adicional de

tubulação tal que a perda de carga seja a mesma

para as mesmas condições de escoamento.

 Observação: as perdas localizadas podem ser

desprezadas nas tubulações longas, cujo comprimento

excede cerca de 4000 vezes o diâmetro.

 São ainda desprezíveis nas canalizações em que a

velocidade é baixa e o número de peças não é grande.

 Assim por exemplo as perdas localizadas não são

levadas em conta nos cálculos das linhas adutoras,

redes de distribuição, etc.

 Na escolha e seleção de bombas é necessário levar em

consideração as perdas localizadas na tubulação de

recalque e principalmente na tubulação de sucção,

face aos problemas de cavitação e de rendimento.