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Tipologia: Notas de estudo
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A figura mostra um escoamento laminar na região de entrada de um tubo circular. Uma camada limite desenvolve-se ao longo das paredes do duto. A superfície do tubo exerce um força de cisalhamento retardante sobre o escoamento; assim a velocidade do fluido nas proximidades da parede é reduzida. O efeito da superfície sólida é sentido cada vez mais para dentro do escoamento. Suficientemente longe da entrada do tubo a camada limite em desenvolvimento atinge a linha de centro do mesmo e o escoamento torna-se inteiramente viscoso. Quando isto acontece e a forma do perfil de velocidades não se altera com o avanço do escoamento diz-se que o mesmo encontra-se completamente desenvolvido. A distância a jusante, a partir da entrada, até o local em que o escoamento torna-se completamente desenvolvido é chamada de comprimento de entrada.
Para o escoamento laminar, o comprimento de entrada é uma função do número de Reynolds:
Como no escoamento laminar admite-se número de Reynolds de até 2300, o comprimento de entrada pode atingir distâncias tão grandes como:
Se o escoamento for turbulento, a mistura intensa entre camadas do fluido causa o crescimento mais rápido da camada limite e experiências mostram que o comprimento de entrada se reduz para distâncias entre 25 e 40 diâmetros do tubo.
Quando a velocidade de um fluido, em qualquer ponto, é constante no tempo, o escoamento é dito estacionário ou permanente. Então, cada partícula que passa por um determinado ponto o faz sempre com a mesma velocidade. Em um outro ponto, as partículas podem passar com outra velocidade, mas aí, também, a velocidade é sempre a mesma. Consideremos, agora, o escoamento de um fluido viscoso através de um tubo cilíndrico, com uma velocidade não muito grande, de modo que o escoamento é laminar e estacionário. A camada mais externa adere à parede e tem velocidade nula. A parede exerce sobre esta camada uma força de sentido contrário ao movimento do fluido e ela, por sua vez, exerce uma força de mesmo sentido sobre a camada seguinte, e assim por diante. A camada central tem a velocidade máxima. O escoamento do fluido é como o movimento de vários tubos encaixados, cada qual deslizando com velocidade maior que o vizinho externo.
Integrando esta expressão desde um r genérico, para o qual a correspondente camada de fluido tem uma velocidade v, até r = R, para o qual a correspondente camada de fluido tem v = 0, obtemos:
Consideremos um elemento cilíndrico de fluido, de raio r e comprimento L, coaxial com o tubo, que se escoa por efeito de uma diferença de pressão. A força que impulsiona o fluido tem módulo
. Esta força deve estar em equilíbrio com a força de viscosidade que atua na superfície do elemento cilíndrico considerado, com área , de modo que:
2 F F 1 F 2 Pr
A 2 rL
dy
dv A
v ( r ) P L R r
2
2 2 2 1
2 1 1 2 2
z g
v g
p z H g
v g
p
2 2 2 1
2 1 1
2 2 2 1
2 1 1
p p
2 1
1 2
1 2
1 2
4 4
D
V
D
L
D
LV D
D
LQ P
32
128 128 4 4
2 4
2
Equação de Poiseuille
Rugosidade relativa:
Tubo Rugosidade (mm) Aço rebitado 0,9- 9 Concreto 0,3- 3 Madeira 0,2-0, Ferro fundido 0, Ferro galvanizado 0, Ferro fundido asfaltado 0, Aço comercial ou ferro forjado 0, Tubos trefilados 0,
O diagrama de Moody:
e Re 4 104