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Um experimento realizado para determinar a constante de solidificação da parafina histológica, utilizando-se equipamentos como bicos de bunsen, termopares, luvas, molde com duas cavidades, paquímetro e cronômetro. O material utilizado foi a parafina histológica. O procedimento experimental consistiu em vazar a parafina líquida em duas cavidades do molde, aguardar o tempo de solidificação e medir a espessura da parede solidificada. Os resultados obtidos foram apresentados em uma tabela e gráfico.
Tipologia: Notas de estudo
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Do ponto de vista físico, a solidificação pode ser definida como um processo de transformação de fase líquida em fase sólida que, de forma controlada é largamente utilizado na moderna tecnologia industrial. Na tecnologia metalúrgica, a solidificação é empregada na conformação de metais por fundição, na produção de lingotes para posterior conformação mecânica e na união de componentes metálicos por soldagem a fusão. No tocante à tecnologia metalúrgica, cabe sublinhar o fato de que, com exceção de alguns poucos produtos conformados por sinterização (metalurgia do pó), todos os produtos metálicos passam necessariamente pelo processo de solidificação em algum estágio de sua fabricação. É na fundição dos metais que a solidificação encontra seu mais vasto campo de aplicação. O objetivo fundamental da fundição é o de dar forma adequada ao metal, vertendo-o em estado líquido dentro da cavidade de um molde com a forma desejada, o que consiste essencialmente na aplicação pura e simples do princípio clássico de Arquimedes de que “o líquido toma a forma do vaso que o contém”; o próprio molde retira calor do metal líquido provocando sua solidificação e fixando sua forma inicial. Neste trabalho apresenta-se um ensaio para determinação da constante de solidificação da parafina histológica. Inicialmente descreve-se os equipamentos e o material utilizado, apresentando, a seguir, o procedimento experimental. Na seqüência, mostram-se os resultados obtidos, através de tabela e gráfico. Finalizando o trabalho analisam-se os resultados do estudo e são feitas as conclusões inerentes ao mesmo.
Para a realização deste trabalho utilizaram-se os equipamentos descritos abaixo:
2.2. MATERIAL
Para a realização deste trabalho utilizou-se como material de ensaio a parafina histológica.
Inicialmente acendeu-se os bicos de bunsen, colocando-os sob os suportes com os cadinhos, contendo a parafina no estado sólido. Aguardou-se até que a parafina chegasse ao estado líquido, controlando a temperatura com o termopar, para que esta não ultrapassasse os 67 ±1°C. Segurando o primeiro cadinho com as luvas, vazou-se a parafina líquida deste em uma das cavidades do molde, aguardando dois minutos e trinta segundos, para então vazar o segundo cadinho, na outra cavidade. Aguardou-se mais dois minutos e trinta segundos, retirando o excesso de líquido dos moldes e, desmoldando as peças. Assim totalizou- se um tempo de dois minutos e trinta segundos na primeira peça e de cinco minutos na segunda. Cortou-se as peças ao meio, medindo suas espessuras em três posições diferentes, registrando a média das mesmas. Repetiu-se o procedimento acima para tempos de sete minutos e trinta segundos, dez, quinze e vinte minutos. Anotou-se os dados em uma tabela, plotando o gráfico segundo a relação entre a espessura de solidificação e a raiz quadrada do tempo:
(1)
onde: e = espessura solidificada (mm); K = constante de solidificação; t = tempo de solidificação (min).
Davies, Graeme John, Solidificação e Fundição de Metais e suas Ligas , 1. ed. Rio de Janeiro: LTC/EDUSP, 1978.
Kondic, Voya, Princípios Metalúrgicos de Fundição , 1. ed. Rio de Janeiro: LTC/Polígono, 1973.
Verran, Guilherme Ourique, Processos de Fabricação , Apostila, CCT, UDESC, 2001.