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Produção Mineral Brasileira, comercializada. Valores em Milhões de Reais. Excluído Petróleo e Gás. 2000-2009
Tipologia: Notas de estudo
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Produção
PIB Mineral
Comércio Exterior
Principais Substâncias Exportadas Principais Substâncias Importadas
Ano PMB*
Ano Exportação Importação Saldo
Trimestre PIB PIB Mineral PIB Agro PIB Industrial Fonte : IBGE -variação em volume em relação ao mesmo período do ano anterior
As estimativas indicam que, em 2007, a Produção Mineral Brasileira foi de R$ 46 bilhões, um aumento de 21% se comparado a 2006, que foi de R$ 38 bilhões, excluídos Petróleo e Gás. Cabe destaque a produção de minério de Ferro, que registrou aumento acima de 12%. Se considerarmos a Indústria da Mineração e Transformação Mineral, o valor da Produção Mineral Brasileira deve subir para R$ 126 bilhões, 9,57% maior do que em 2006 (R$ 115 bilhões).
Principais itens da produção brasileira e ranking internacional de produção são informados a colocação no ranking e o percentual de cada minério em re- lação à produção mundial: nióbio: 1º (95%); Ferro: 2º (18,8%); Manganês: 2º (25%); Tantalita:2º (17%); Alumínio (Bauxita): 2º (12,4%); Crisotila: 3º (9,73%); Magnesita: 3º(8%); Grafita: 3º (7,12%); Vermiculita: 4º (4,85%); Caulim: 5º (5,48%); Estanho: 5º (4,73%); e Rochas Ornamentais: 6º (5,6%).
Em 2008, o quadro deverá se manter estável, talvez com pequenas alterações no que concerne ao Alumínio (Bauxita), Cobre e ao Caulim, com a entrada em operação de novos projetos ou pela expansão de outros.
Os maiores estados produtores, por quantidade, são: MG (44,05%); PA (21,9%); GO (7,61%); SP (6,59%); BA (3,21%) e outros (16,6%). Fonte: DNPM/base 2005.
Em 2007, a Indústria Extrativa Mineral manteve posição de destaque na geração de valor adicionado. A estimativa é que o crescimento tenha sido de 5%, se comparado à igual período do ano anterior.
Em 2007, a Indústria da Mineração e Transformação Mineral contribuiu com US$ 70 bilhões, ou seja, aproximadamente 5,17% do PIB Brasil, que deve alcançar US$ 1,35 trilhão.
O saldo (exportações – importações) do Setor Mineral (bens primários, sem transformação, excluídos Petróleo e Gás e incluído Ferro-Nióbio) registrou novo recorde em 2007, alcançando US$ 8,6 bilhões, representando 21,5% do Saldo Total do Comércio Exterior do País que foi de US$ 40 bilhões.
Se considerarmos os bens semi-manufaturados, manufaturados e compostos químicos, a Indústria da Mineração e Transformação Mineral exportou, em 2007, US$ 29,8 bilhões e importou US$ 9,6, gerando um superávit de US$ 20, bilhões, que representa 50.5% de todo saldo da balança comercial brasileira.
Participação Percentual no Valor Participação Percentual no Valor (bens primários)
Em US$ bilhões. Setor Mineral bens primários, excluído Petróleo e Gás. Fonte: Aliceweb
CFEM
Mão de Obra Utilizada na Mineração
Investimentos
IDH nos Municípios Mineradores
Preço dasCommodities Minerais
Fonte : DNPM. Em Milhões de R$
Em 2007 a arrecadação da CFEM bateu um novo recorde: R$ 547 milhões, 17% superior a de 2006 - R$ 466 milhões.
A indústria da mineração está presente em aproximadamente 1.500 ci- dades. De acordo com estudo do geólogo Cláudio Scliar, esses municípios apresentam Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) maior que o de seus respectivos estados. Scliar é professor da Universidade Federal de Minas Gerais e secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mine- ral do Ministério de Minas e Energia.
O total de mão-de-obra empregada (empregos diretos) na Mineração em 2006 foi de 131 mil trabalhadores. Estudos feitos pelo Serviço Geológi- co Brasileiro mostram que o efeito multiplicador de empregos é de 1: no setor mineral, ou seja, para cada posto de trabalho da mineração são criados 13 outras vagas ao longo da cadeia produtiva, então podemos considerar que o setor mineral, em 2006, gerou cerca de 1,7 milhão de empregos, sem considerar os empregos gerados nas fases de pesquisa, prospecção e planejamento e a mão-de-obra proveniente de garimpos.
Fonte : DNPM/MTE
O preço dos minerais continua aumentando, puxados, em parte, pela in- saciável demanda da China por matérias-primas, já que o País está, prati- camente, construindo a sua infra-estrutura. Em razão disso, a Indústria da Mineração passa por um boom que deverá se prolongar pelos próximos dois a três anos.
O fato importante é que há poucos sinais de investimentos especulativos como fator determinante no movimento de preços das mineral commodi- ties , e sim uma demanda mundial aquecida muito além da possibilidade de expansão da indústria.
Analisando a variação dos preços das commodities desde o inicio de 2001 até fevereiro de 2008, destacamos algumas variações: Ferro (374%); Cobre (440%); Níquel (372%); Chumbo (480%); e Zinco (178%).
A previsão é que até 2011 os investimentos totalizarão US$ 32 bilhões ou, em média, US$ 8 bilhões/ano. Alguns mais importantes: