Pré-visualização parcial do texto
Baixe Plantas Forrageiras da Caatinga e outras Notas de estudo em PDF para Agronomia, somente na Docsity!
EEE PLANTAS FORRAGEIRAS DAS CANTINGAS USOS E POTENCIALIDADES. JOSÉ LUCIANO SANTOS DE LIMA — | 33.2009813 '32p 96 -1999,00212 PA Petrolina - PE Maio /1996 EM PLANTAS FORRAGEIRAS DAS CAATINGAS Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuá Centro de Pesquisa Agropecuária do Trópico Sei Programa Plantas do Nordeste — PNE. Royal Botanic Gardens = RBG-KEW, Londres, UK PETROLINA - PE 1996 República Federativa do Brasil Presidente: Fernando Henrique Cardoso Minis Agrária -MAARA “rio da Agricultura, do Abastecimento e da Reforma Ministro: José Eduardo Andrade Vieira Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - EMBRAPA Presidente: Alberto Duque Portugal Diretores: José Roberto Rodrigues Peres Dante Daniel Giacomelli Scolari Elza Ângela Battaggia Brito da Cunha Centro de Pesquisa Agropecuária do Trópico Sémi-Árido -CPATSA Chefe Geral: Manoel Abilio de Queiróz Chefe Adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento: Luiz Balbino Morgado Chefe Adjunto de Apoio Técnico: Eduardo Assis Menezes Chefe Adjunto Administrativo: Luiz Henrique de Oliveira Lopes Programa Plantas do Nordeste - PNE Diretor Geral: Sir. Ghillian Prance, RBG-KEW. Londres, UK Charles Stirton, RBG-KEW, Londres, UK Gerentes: Karen Pipe — Wolferstan, PNE/RBG-KEW, 93/96 Fernando Dantas de Araújo, PNE Diretor de Ciências e Horticultu À minha esposa Maria ldealice eds minhas filhas Ane Caroline, Vanessa e Faticia; des agropecnaristas das cautingas nordestinas, dedico este trabalhe. O attor Plantas Forrageiras das Caalingas — USOS E POTENCIALIDADES - 11 APRESENTAÇÃO Cerca de 800.000 km” do Nordeste brasi- leiro são ocupados pela vegetação de caatinga. que se constitui no principal suporte alimentar para os rebanhos, base de sustentação econômi- ca da região. A caatinga dispõe de expressivas espéci- es nativas forrageiras. que têm sido utilizadas de modo empírico, sem preocupação com o seu po- tencial e com o uso das terras e, ainda, com pouca ou nenhuma atenção à preservação ambiental. provocando sérios problemas de de- gradação dos recursos naturais. Este livro pretende. por intermédio da apresentação de informações sobre uso e po- tencial das vinte espécies nativas forrageiras mais comuns na região, consubstanciadas em análises bromatológicas e ilustrações, subsidiar estudio- Antônio José Simões Assessor do Presidente da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco - CODEVASF sos e agropecuaristas interessados no suprimen- to do pasto nativo para os rebanhos O manejo adequado da vegetação nativa permitirá não somente sua conser também, seu aproveitamento racional, enrique- cendo as pastagens nativas e fornecendo melho- res condições para criação do gado numa região eminentemente pecuarista. A edição do presente trabalho de pesquisa do biológo José Luciano Santos de Lima, ao catalogar. identi posição química de vinte espécies nativas selecionadas, vem suprir uma lacuna no que tan- geas informações e pesquisa desta natureza, como, também, vem ao encontro da necessidade de fornecer ao sertanejo melhores condições de sobrevivência, em especial em periodos de seca prolongada. selecionar e analisar a com- Marcelo Bastos Acioli Lins Empresa Brasileira de Pesquisa Agrope- cuária— EMBRAPA. Centro Nacional de Pesquisa da Agroindústria Tropical -CNPAT Plantas Forrageiras das Caatingas - USOS E POTENCIALIDADES - 13 AGRADECIMENTOS Aos pesquisadores do CPATSA: Eduardo Assis Menez Manoel Abilio de Queiróz, Luiz Balbino Morgado, José Givaldo Góes Soares, José Monteiro Soares, Severino Gonzaga de Albuquerque, Carlos Alberto Vasconcelos Oliveira. Martiniano Cavalcante de Olivei- ra. Antonio Cabral Cavalcanti, e funcionários: Babatunde Ayodele Oresotu, Nilton de Brito Cavalcanti, José Agenor de Souza Oliveira, Sisto Moreira Peixoto, Gilberto Vicente da Silva, José Benedito Nunes. Paulo Pereira da Silva Filho, Gilberto de Souza Pires, José Paz da Cruz, Oscar Evangelista Jordão. A Ivan Ferreira Gomes (IPAj ce Anna Maria de A H. Silva (IPA).S. Atkins, RM. Harley, N. Hind. E. Lughadha. L. Rico e Daniela C. Zappi (Royal Botanic Gardens - KEW, Londres-UK.), aos bolsistas do CNPq Eládio Rodrigues de Lima e Kleber Marques de Carvalho, pela colaboração e incentivos prestados As chefias da EMBRAPA-CP ANPA!PNERBG-KEW e CNPg. pelo apoio dado ao presente trabalho. A fundação WESTON - Londres, UK.. pelo apoio financeiro 16- José Luciano Santos de Lima cia das vezes. à di dono de sua terr: 1975, Loo). mação destes e ao aban- a de origem (Andrade, 1973, 1985: Banco do Nordeste do Brasil, Pemando minimizar blemas,o Centro de Pesquisa Agropecuária do Prápico Semi-Árido (CPA'ESA) da limpre Brasileir Pesqu Agropecuár CEMBRAPA).o Programa Plantas do Nordes- te (PNEje o Royal Botanie Gardens (KEW). numa ação conjunta, resolveram pesquisar al- gumas espécies nativas das tenciais para tagens guns desses pro- a de uingas com po- manejo e enriquecimento das pas- aturais, como também a pres conservação daquelas indicadas a partir dos resultados de análises bromatolós Este trabalho tem como base a impor- tância dos rebanhos pi: ião semi-árida as dificuldades encon- nordestina. bem como trade mentação das cria OCPATSA. desde a sua implantação em Petrolina-PE. em 1975. vem desenvolvendo nos períodos críticos de seca para ali- Õos, pesquisas através do seu elenco de pesguisa- « Universidades e ó dores. além do IP. OS estaduais o lederais em todo o Nordeste, no o conhecimento da flora e fauna, na perspectiv cisivamente no proces: tagens naturais das caatin sentido de contribuir p a de participar de- so de melhoria das pas- as. através do ma- Jo. preservação. conservação e enriqueci- mento com especies potene as Emtri os trabalhos com a m sespécies estudadas, destacam-se oba (Manilar pseudogtaziovii Pax. CURSO MolTmand (Salviano etul.. 1982. 1988, 1991: Cavalcanti er el. 1995: Soares, 1995) a macambira (Bromelia faciniosa Mart Sehult.). (Bessa. 1968). a camaratuba (Cratylia moltis Martex Benth.) (Nunes er el. 198. toso. ne. 19574. a favela (Cuidoscolas phyiacanthas (Mucll Arg Pax, ct K Hoffman (Braga. 1976: Moreira. ctel, 1974 a 1974 bjo sabia (Mimesa caesalpiniifolia Benth.) (Silva & Soa 198 Lp a jurema-preta (Mimosa tenteiftora Qdo) Poiretp (Tigre 1970; Sanford, 19619. as cactãe Ux Lo ms trabalhos relevantes. como: um relação de espécies Lorrageiras nativas para o Nordeste 6Silva & Lima. 1982 as leguminosas e caracte- 1s (Silva, 1980), forragens fartas 1973% algumas plantas este (Duque. 1973. 1980), aatinga para fins pastoris (Araujo ristica forra na seca (Gomes, vas no Nor lorra vegetação d Filho 1990). introdução e avaliação de forrageiras em Petrolina-PI (Silva & Soar 1981). ão do leijão bravo (Cappáaris Hexuosa (1) 1.) para lorragem (Soares. 1989) é determinação da ftomassa abr avalia disponível ao acesso animal na caatinga pastejada (Lima. 1984) Piantas Forrageiras das Caatingas - USOS E POTENCIALIDADES — 17 COLETA E ANÁLISES Os materiais das espécies forrageiras para as análises bromatológicas foram prove- mentes das caatingas dos municípios de Juazeiro (BA). Afrânio, Ouricuri e Petrolina (PE), e também de campos de cultivo em ex- perimentação do CPATSA. em Petrolina-PE As amostras de material botânico fértil coletadas, foram levadas ao laboratório da Ecoteca. para identificação no CPATSA- HERBARIUM, onde as exsicatas estão depo- sitadas. A coleta das amostras para herbário seguit o processo comum usado pelos botâni- cos laxonomistas c consistiu na prensagem de rteis das plantas contendo folhas. se frutos. Todas as plantas foram ramos flo identificadas no campo, por se tratarem de pécies bastante conhecidas pelo autor. Para as análises bromatológicas, foi colhido material vegetativo fresco e. no laboratório. pro se à secagem c trituração, seguindo a sequência rotineira dos laboratórios para os resultados finais (Boin ct gl. 1968 e Harris. 1970) São apresentadas informações quanto à parte da plama utilizada, quais as maneiras que poderão ser multiplicadas c alguns dos usos de cunho doméstico. como medicamentos iros. tanto para o homem. como para os rebanhos a |. é mostrado o mapa d destacando as mais se asil. deu áreas 15 do Nor- de caalingas. deste do Br 20 José Luciano Santos de Lina Carqueija Nome vulgar: Carqueija Nome científico: Calliandra depauperata Benth Família: MIMOSACEAE Propagação: Por sementes. Fenologia: Início da floração em janeiro H e frutificaç Parte utilizada: Folhas e ramos são forragem para bovinos, caprinos e ovinos. Toda a planta é ornamental para praças e jardins. ão em março. Informações científicas: Porte: Arbusto com cerca de 0.90 a 1.00 m de altura. Caule: Ercto. casca castanho-avermelhada. Folhas; Compostas, bipinadas, alternas. com estípulas na base Flores: Inflorescências terminais, avermelhadas. Fruto: Vagens achatadas de mais ou menos 3 a 7 em, deiscentes. Distribuição geográfica: Piauí. Ceará, Rio Grande do Norte. Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe c Bahia Anúlise bromatológica* (Parte aérea): Análise mineral” (Parte aérea): Matéria seca 55º € 75,50 Ya Fibra bruta 29,63 % Enxofre 0,12 % Matéria seca 105º C. 9714% Extrato etéreo 470 % Fósforo 0,06 % Cinza 600º € 6,16 % Tanino 2,58 % Cálcio 0,99 % Matéria orgânica 90,98 % Amido 17,94 % Magnésio 0,16% Proteina bruta 8.66 “a Digest. “in vitro” 3 * Fonte: Laboratórios do CPATSA e do IPA, Plantas Forrageiras das Caatingas — USOS E POTENCIALIDADES - 21 Catingueira-verdadeira Nome vulgar: — Catingueira-verdadeira Nome cientifico: Caesalpinia pyramidatis Tul. Familia CAESALPINIACEAE Propagação: Por sementes. Fenologia; O início da Noração ocorre em novembro e a frutificação em janeiro Parte utilizada: As folhas verdes ou fenadas são forrag n para bovinos , caprinos e ovinos . Os frutos são ingeridos pelos animais, porém os ápices pontiagudos por vezes perfuram o intestino, causando a morte. As folhas. fores e cascas são usadas no tratamento das infecções e cas: Informações cien Porte: Arvore com cerca de $&m de altura, ramos verdes, com abundantes lenticelas esbranquiçadas. Caule: Cinza-claro, largando o ritidoma em lâminas, de bordo irregular. Folhas: Compostas, bipinadas, 5 a 11 folíolos, sésseis, alternos, obtusos, oblongos, com pelos escuros estrelados Flores: Amarelas, dispostas em racemos. Fruto: Vagem achatada de cor escura com pilosidade mínima, alva, e esparsos tricomas glandulosos amarelos. Madeira: Usada como lenha, estacas, moi Distribui ões e fabricação de carvão. o geográfica: Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia. Análise bromotológica” (Parte aérea): Análise mineral* (Parte aérea): Umidade 13,57% Proteina bruta 181% Fósforo 0.28 % Matéria seca 55º € 41,97% Fibra bruta 18,62 % Cálcio 1,46 % Matéria seca 105º C 93,80 % Extrato etéreo 16,07 % Cinza 600º € 4,76 % Digest. “in vitro” 47,33% Matéria orgânica 89,04 % * Fonte: Laboratório do CPA SA e BRAGA (1960) Piantas Forrageiras das Caatingas — USOS E POTENCIALIDADES — 23 Facheiro Nome vulgar: Facheiro Nome científico: Pilosocereus pachycladus Ritter CACTACEAE Propagação: Parte da planta ( vegetativa) e por sementes. Fenologia: Início da floração em outubro e frutificação em janeiro. Parte utilizada: Os ramos com os espinhos queimados, servem de alimentação para bovinos. Toda a planta é empregada na ornamentação de avenidas. ruas. praças e jardins. Informações cientificas: Porte: Atinge até 10m de altura, ramificado, verde-escuro, armado de espinhos agudos, amarelo-áureo. Flores: Grandes, isoladas e alva glaucas na base e arroxcadas no ápice, com pétalas alvo- arroxcadas. Frutos: Ba, chatadas e comestíveis. Madeira: A madeira é branca, leve e desdobrada em secos servem como ábuas para carpintaria. Os ramo longos bros e ripas para cobertura de casas aproveitadas na confecção de colheres de pau. Distribuição geográfica: Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraiba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe de: As raízes são e Bahia. Análise bromatológica* (Parte aérea): Análise mineral* (Parte aérea): Matéria seca 55º€ 36.01 % Fibra bruta 532% Enxofre 0,27 % Matériaseca 105ºC 95,33% Extrato etéreo 1,50% Fósforo 0.08 % Cinza 600º 13,60 % Fanino 2,04 % Cálcio 1,86 % Matéria orgânica 81,73 % Amido 35,97% Magnésio 0,42% Proteina bruta 15.66 % Digest. “invitro” 72,51% tos do CPATSA e do IPA. 24 José Luciano Santos de Lima Favela Nomes vulgares: Favela/Faveleira Nomecientífico: — Cridoscolus phyHacanthas (Muell. Arg.) Pax. et K. Hoffman Família: EUPHORBIACEAE Propagação: Parte da planta (vegetativa) e por sementes. Fenologia: Início da floração em jane frutificação em fevereiro. Parte utilizada: aro E Folhas quando maduras e c de são forrageiras para bovinos, caprinos. ovinos é ca v suínos. As sementes são fontes de alimento humano. animais domésticos e silvestre. Informações científicas: Porte: Em torno de 5m dealtura, Caule; Ramificado acima da base, com estrias verticais, quando cortado, exsuda látex branco, que em contato com o ar coagula, tornando-se quebradiço. Folhas: Simples, alternas, espess urticantes, limbo com acúleos, Flores: Alvas, hermafroditas, inflorescência em cimeiras terminais. Frutos: Cápsulas deiscentes, com três sementes Madeira: Leve e branca; para tamancos e desdobrada em tábuas para a confecção de porta e caixotaria. Distribuição geográfica: Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia. alhada irregularmente, armada de espinhos as, lanceoladas, profundamente lobadas, nervuras com espinhos Análise bromatológica* (Parte aérea): Análise mineral” (Parte aérea): Matéria seca 55º € 26,78 % Fibra bruta 7.89% Enxofre 0,30% Matéria seca 105º € 93,60 % Extrato etéreo 13,02 % 0,17% Cinza 600º C 9,08 % Tanino 2.65 % 2,16% Matéria orgânica 84,52% Amido 23,34% Magnésio 0,35% Proteina bruta 18,46 % Digest. “in vitro” 62,42% * Fonte: Laborató A e do IPA 26 José Luciano Santos de Lima Imbuzeiro Nomes vulgares: Imbuzeiro/Umbuzeiro Nome científico: Spondias tuberosa Arruda Cam. Família: ANACARDIACEAE Propagação: Parte da planta (vegetativa) e por s Fenologia: O início da floração ocorre de outubro a janei- ro, com frutificação de novembro a março. Parte utilizada: Folhas e frutos servem de alimentação para bovinos, caprinos e ovinos. À cunca ou túbera de imbuzeiro é utilizada para matar a sede humana e também para a fabricação de doce caseiro. Do fruto, se faz polpa. que pode ser utilizada na fabricação de doce casciro, suco e misturada ao leite e adoçada com açúcar ou rapadura, o que cons imbuzada, alimento preferencial dos sertanejos na época da mentes. ia ão da planta. Informações científicas: Porte: Arvore em tomo de com cerca de 10 m de m de altura, copa ampla, diâmetro, tronco atrofiado, retorcido Caule: Decore com ritidoma desprendendo-se em placas sub-retangulares. Folhas: Compostas, alternas, pinadas, glabras quando adultas, com foliolos ovalados. Flores: Alvas, paniculadas, aromáticas e melif Fruto: Drupa medindo de 12 a 15 cm, com 10 a 20 gramas, redondo. ovóide ou oblongo, amarelo-esverdeado quando maduro, de pericarpo cortáceoe polpa branco-esverdeada, mole. suculento. sabor agridoce, com uma semente (caroço) grande. O imbu maduro encerra 14,5 mg de ácido ascórbico por 100 cc. Madeira: Usada como lenha. Distribuição geográfica: Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pemambuco. Alagoas, Sergipe e Bahia. Análise bromatológica:* 1. Parte aérea Análise mineral:* 1. Parte aérea Matéria seca 55º € 28,92 % Fibra bruta 14,09 % Enxofre 0,26 % Matéria seca 105º € 92.86 % Extrato etéreo 8.64% Fósforo Cinza 600º C 6,96 % Fanino 241% Cálcio Matéria orgânica 85,90 o Amido LATA a Magnésio 2.41% Digest. “ in vitro” 50,19% Proteína bruta 9,71% 2. Batata do imbu 2. Batata do imbu Matéria seca 55º € 34,97 % Fibra bruta 11,94% Enxofre 01% Matéria seca 105º C 89,83 % Extrato etéreo 137% Edforo 0,05 4% Cinza 600º € 1,27% Tanino 0,05 4 Cálcio 2.38 Y Matéria orgânica 78,56 % Amido 23,02 Magnésio 0,47 4% Proteina bruta 411% Digest. “ in vitro” 42,65 % * Fonte: Laboratórios do CPATSA e do IPA Plantas Forrageiras das Caatingas - USOS E POTENCIALIDADES — 27 Juazeiro Nome vulgar: Juazeiro Nomeci Ziziphus joazeiro Mart. Família: RHAMNACEAE Propagação: Por sementes, Fenologia: Início da floração em maio e frutificação em julho. Parte utilizada: Frutos, folhas e ramos são forragem para bovinos, caprinos e suínos. As raspas da entrecasca são ricas em saponina, servem de sabão e dentif o. A casca é excelente tônico capilar quando em infusão ou macerada. A infusão das folhas é estomacal e a água do fruto (juá) serve para amaciar e clarear a pele. cientificas: Informaçõ Porte: Árvore com cerca de 10m dealtura, de tronco reto, armado de espinhos, ramos flexuosos, pubescentes ou não, copa globosa: esgalham a partir da base do caule Caule: De cor cinza-eseuro, levemente castanho, com ritidoma pouco desenvolvido. imples, alternas, pecioladas, elíticas, coriáceas, serreadas na base, com 3 a 5 nervuras inferiormente pubescentes. Flores: Pequenas, reunidas em inflorescência axilar cimosa, com ramos pilosos: meliferas. Fruto; Drupa globosa, amarelo-castanho com uma semente (caroço) grande envolta da polpa mucilaginosa, viscosa, doce e branca: o fruto maduro é rico em vitamina €. Madeira: Lenha. ribuição geográfica: Piaui, Ceará, Rio Grande do Norte. Paraiba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia Análises bromatológicas* (Parte aérea): Análise mineral” (Parte aérea): Matéria seca 35º € 46.77 Ya Fibra bruta Enxofre 0,89 % Matéria seca 105º C 96,10% Extrato etéreo 2.11% Fósforo 0.16 % Cinza 600º C 8.05 % Tanino 2,56 % Cálcio 143 % Matéria orgânica 88.05 % Amido 14,50 % Magnésio 0,32% Proteína bruta 1531 % Digest. “in vitro” 48,12 % * Fonte: Laboratórios do CP e do IPA.