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Varias especificaçoes de plantio de cana
Tipologia: Notas de estudo
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Plantio da cana-de-açúcar Para a implantação de um canavial, deve-se fazer, iniciamente, o planejamento da área, realizando um levantamento topográfico. Nos locais de plantio é feito um trabalho de engenharia, conhecido como sistematização do terreno, no qual subdivide-se a área em talhões e aloca-se os carreadores principais e secundários. Atualmente, busca-se obter talhões planos mantendo linhas de cana com grande comprimento para evitar manobras das máquinas, otimizando operações mecanizadas. Em geral, os talhões de cana são subdivididos quanto à topografia e homogeneidade do solo e apresentam, em média, entre dez e 20 hectares. Os princípios de conservação do solo e a execução de terraços devem orientar todo o planejamento da sistematização do terreno. Antes do plantio, é necessário, também, planejar o plantio das mudas ou buscar no mercado um fornecedor idôneo. O plantio da cana pode ser efetuado manualmente ou mecanicamente. O plantio compreende, basicamente, três etapas principais:
Desvantagens
Aos oito meses, as duas linhas de cana serão suficientes para completar as oito linhas remanescentes. As vantagens são a inexistência do transporte das mudas para o local de plantio e, também, não é necessário dispor de terreno para o viveiro.
Fig. 1. Modelo esquemático do sistema de meiosi na reforma do canavial.Fonte: Adubo verde (2006).
Controle de plantas daninhas As plantas daninhas podem ocasionar um menor desenvolvimento das mudas, pois concorrem por nutrientes, luz e água, além de ser possíveis fontes de inoculaçao de pragas e doenças.
Fonte consultada: Plantio mecanizado Autor(es): Antonio Dias Santiago ; Raffaella Rossetto
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A mecanização é uma tendência no cultivo da cana-de-açúcar. As grandes extensões de plantio e o período curto com as condições ótimas de clima, além da economia em mão-de-obra têm sido as causas da mecanização das operações de plantio. Existem plantadoras semi-mecanizadas, da qual dois trabalhadores sentados sobre a carroceria do veículo vão direcionando as mudas para o sistema de corte e distribuição da máquina. No plantio totalmente mecanizado, as mudas que alimentam a plantadora devem estar picadas e, por isso, são colhidas mecanicamente com colhedoras. Estas distribuem as mudas, o adubo e o inseticida, se for necessário. Existe um modelo de plantadora que possui, também, uma carreta para aplicação de torta de filtro no sulco. Com o auxílio de plantadoras, vários processos que antes eram realizados de forma manual, podem ser feitos com maior eficiência e rapidez. A mecanização do plantio exigiu desenvolvimento das técnicas para garantir eficiência e qualidade na operação. Um dos principais problemas já contornados é o ferimento das gemas pela colhedora, as falhas ocorridas por espaços onde as mudas não caíam da colhedora, cobertura mal feita, entre outros. Atualmente, não se verifica diferenças quanto à brotação dos talhões plantados manual ou mecanicamente. No entanto, existem avaliações com algumas máquinas plantadoras, em que todas elas lançam as mudas na forma de colmos inteiros, mostrando que o sistema convencional de plantio (manual) apresenta uma melhor uniformidade de distribuição dos colmos nos sulcos, enquanto o mecanizado apresenta uma tendência de menor danificação das mudas. Algumas comparações entre os plantios manual e mecanizado podem ser visualizadas na Tabela 1. Tabela 1. Comparação entre o plantio manual e o mecânico.
Diversos fatores influenciam o plantio mecanizado, como:
( Saccharum hibridas )
Introdução
Originária do sudeste da Ásia, onde é cultivada desde épocas remotas, a exploração canavieira assentou-se, no início, sobre a espécie S. officinarum. O surgimento de várias doenças e de uma tecnologia mais avançada exigiram a criação de novas variedades, as quais foram obtidas pelo cruzamento da S. officinarum com as outras quatro espécies do gênero Saccharum e, posteriormente, através de recruzamentos com as ascendentes. Os trabalhos de melhoramento persistem até os dias atuais e conferem a todas as variedades em cultivo uma mistura das cinco espécies originais e a existência de cultivares ou variedades híbridas.
A importância da cana de açúcar pode ser atribuída à sua múltipla utilização, podendo ser empregada in natura, sob a forma de forragem, para alimentação animal, ou como matéria prima para a fabricação de rapadura, melado, aguardente, açúcar e álcool.
Clima e Solo A cana-de-açúcar é cultivada numa extensa área territorial, compreendida entre os paralelos 35º de latitude Norte e Sul do Equador, apresentando melhor comportamento nas regiões quentes. O clima ideal é aquele que apresenta duas estações distintas, uma quente e úmida, para proporcionar a germinação, perfilhamento e desenvolvimento
Preparo do Terreno
Tendo a cana-de-açúcar um sistema radicular profundo, um ciclo vegetativo econômico de quatro anos e meio ou mais e uma intensa mecanização que se processa durante esse longo tempo de permanência da cultura no terreno, o preparo do solo deve ser profundo e esmerado. Convém salientar que as unidades sucroalcooleiras não seguem uma linha uniforme de preparo do solo, tendo cada uma seu sistema próprio, variação essa que ocorre em função do tipo de solo predominante e da disponibilidade de máquinas e implementos. No preparo do solo, temos de considerar duas situações distintas:
Na segunda situação, onde a cultura da cana já se encontra instalada, o primeiro passo é a destruição da soqueira, que deve ser realizada logo após a colheita. Essa operação pode ser feita por meio de aração rasa (15-20 cm) nas linhas de cana, seguidas de gradagem ou através de gradagem pesada, enxada rotativa ou uso de herbicida. Se confirmada a compactação do solo, a subsolagem torna-se necessária. Nas vésperas do plantio procede-se a uma aração profunda (25-30 cm), por meio de arado ou grade pesada. Seguem-se as gradagens necessárias, visando manter o terreno destorroado e apto ao plantio. Devido à facilidade de transporte, à menor regulagem e ao maior rendimento operacional, há uma tendência das grades pesadas substituírem o arado.
Calagem A necessidade de aplicação de calcário é determinada pela análise química do solo, devendo ser utilizado para elevar a saturação por bases a 60%. Se o teor de magnésio for baixo, dar preferência ao calcário dolomítico. O calcário deve ser aplicado o mais uniforme possível sobre o solo. A época mais indicada para aplicação do calcário vai desde o último corte da cana, durante a reforma do canavial, até antes da última gradagem de preparo do terreno. Dentro desse período, quanto mais cedo executada maior será sua eficiência.
Adubação Para a cana de açúcar há a necessidade de considerar duas situações distintas, adubação para cana-planta e para soqueiras, sendo que, em ambas, a quantificação será determinada pela análise do solo. Para cana-planta, o fertilizante deverá ser aplicado no fundo do sulco de plantio, após a sua abertura, ou por meio de adubadeiras conjugadas aos sulcadores em operação dupla.
No quadro a seguir são indicadas as quantidades de nitrogênio, fósforo e potássio a serem aplicadas com base na análise do solo e de acordo com a produtividade esperada.
Adubação Mineral de Plantio Produtividade esperada
Nitrogênio P resina, mg/dm³ 0 - 6 7 - 15 16 - 40
t/ha N, kg/ha P 2 O 5 , kg/ha < 100 - 150
Produtividade esperada K+ trocável, mmol c/dm³ 0 - 0,7 0,8 - 1,
Aplicar os adubos ao lado das linhas de cana, superficialmente e misturado ao solo, no máximo a 10 cm de profundidade. Se for constatada deficiência de cobre ou de zinco, de acordo com a análise do solo, aplicar os nutrientes com a adubação de plantio, nas quantidades indicadas a seguir:
Zinco no solo Zn Cobre no solo Cu mg/dm³ kg/ha mg/dm³ kg/ha 0-0,
0,
Fonte: Boletim Técnico 100 IAC, 1996
Uso de Resíduos da Agroindústria Canavieira Atualmente há uma tendência em substituir a adubação química das socas pela aplicação de vinhaça, cuja quantidade por hectare esta na dependência da composição química da vinhaça e da necessidade da lavoura em nutrientes. Os sistemas básicos de aplicação são por infiltração, por veículos e aspersão, sendo que cada sistema apresenta modificações. A torta de filtro (úmida) pode ser aplicada em área total (80-100 t/ha), em pré-plantio, no sulco de plantio (15-30 t/ha) ou nas entrelinhas (40-50 t/ha). Metade do fósforo aí contido pode ser deduzido da adubação fosfatada recomendada. (Boletim Técnico 100 IAC,
Plantio Existem duas épocas de plantio para a região Centro-Sul: setembro-outubro e janeiro a março. Setembro-outubro não é a época mais recomendada, sendo indicada em casos de necessidade urgente de matéria prima, quer por recente instalação ou ampliação do setor industrial, quer por comprometimento de safra devido à ocorrência de adversidade climática. Plantios efetuados nessa época propiciam menor produtividade agrícola e expõem a lavoura à maior incidência de ervas daninhas, pragas, assoreamento dos sulcos e retardam a próxima colheita.
O plantio da cana de "ano e meio" é feito de janeiro a março, sendo o mais recomendado tecnicamente. Além de não apresentar os inconvenientes da outra época, permite um melhor aproveitamento do terreno com plantio de outras culturas. Em regiões quentes, como o oeste do Estado de São Paulo, essa época pode ser estendida para os meses subseqüentes, desde que haja umidade suficiente. O espaçamento entre os sulcos de plantio é de 1,40 m, sua profundidade de 20 a 25 cm e a largura é proporcionada pela abertura das asas do sulcador num ângulo de 45º, com pequenas variações para mais ou para menos, dependendo da textura do solo. Os colmos com idade de 10 a 12 meses são colocados no fundo do sulco, sempre cruzando a ponta do colmo anterior com o pé do seguinte e picados, com podão, em toletes de aproximadamente de três gemas. A densidade do plantio é em torno de 12 gemas por metro linear de sulco, que, dependendo da variedade e do seu desenvolvimento vegetativo, corresponde a um gasto de 7-10 toneladas por hectare. Os toletes são cobertos com uma camada de terra de 7 cm, devendo ser ligeiramente compactada. Dependendo do tipo de solo e das condições climáticas reinantes, pode haver uma variação na espessura dessa camada.
Tratos Culturais Os tratos culturais na cana-planta limitam-se apenas ao controle das ervas daninhas, adubação em cobertura e adoção de uma vigilância fitossanitária para controlar a incidência do carvão. No que concerne à adubação em cobertura, já foi visto no item adubação e a vigilância fitossanitária será comentada em doenças e seu controle. O período crítico da cultura, devido à concorrência de ervas daninhas, vai da emergência aos 90 dias de idade. O controle mais eficiente as ervas, nesse período, é o químico, através da aplicação de herbicidas em pré-emergência, logo após o plantio e em área total. Dependendo das condições de aplicação, infestação da gleba e eficiência do praguicida, há necessidade de uma ou mais carpas mecânicas e catação manual até o fechamento da lavoura. A partir dai a infestação de ervas é praticamente nula. Outro método é a combinação de carpas mecânicas e manuais. Instalada a cultura, após o surgimento do mato, procede-se seu controle mecanicamente, com o emprego de
prejuízos à cana-de-açúcar, com reduções significativas nas produtividades agrícola e industrial dessa cultura. Dos organismos que a atacam, três merecem destaque pelos danos que causam: os nematóides, os cupins e o besouro Migdolus. Veja mais detalhes em Pragas da Cana- de-Açúcar.
Colheita A colheita inicia-se em maio e em algumas unidades sucroalcooleiras em abril, prolongando-se até novembro, período em que a planta atinge o ponto de maturação, devendo, sempre que possível, antecipar o fim da safra, por ser um período bastante chuvoso, que dificulta o transporte de matéria prima e faz cair o rendimento industrial.
Maturadores Químicos São produtos químicos que tem a propriedade de paralisar o desenvolvimento da cana induzindo a translocação e o armazenamento dos açúcares. Vêm sendo utilizados como um instrumento auxiliar no planejamento da colheita e no manejo varietal. Muitos compostos apresentam, ainda, ação dessecante, favorecendo a queima e diminuindo, portanto, as impurezas vegetais. Há uma ação inibidora do florescimento, em alguns casos, viabilizando a utilização de variedades com este comportamento. Dentre os produtos comerciais utilizados como maturadores, podemos citar: Ethepon, Polaris, Paraquat, Diquat, Glifosato e Moddus. Estudos sobre a época de aplicação e dosagens vêm sendo conduzidos com o objetivo de aperfeiçoar a metodologia de manejo desses produtos, que podem representar acréscimos superiores a 10% no teor de sacarose.
Determinação do Estágio de Maturação O ponto de maturação pode ser determinado pelo refratômetro de campo e complementado pela análise de laboratório. Com a adoção do sistema de pagamento pelo teor de sacarose, há necessidade de o produtor conciliar alta produtividade agrícola com elevado teor de sacarose na época da colheita. O refratômetro fornece diretamente a porcentagem de sólidos solúveis do caldo (Brix). O Brix esta estreitamente correlacionado ao teor de sacarose da cana.
A maturação ocorre da base para o ápice do colmo. A cana imatura apresenta valores bastante distintos nesses seguimentos, os quais vão se aproximando no processo de maturação. Assim, o critério mais racional de estimar a maturação pelo refratômetro de campo é pelo índice de maturação (IM), que fornece o quociente da relação. IM =Brix da ponta do colmo Brix da base do colmo Admitem-se para a cana-de-açúcar, os seguintes estágios de maturação: IM Estágio de Maturação < 0, 0,60 - 0, 0,85 - 1,
1,
cana verde cana em maturação cana madura cana em declínio de maturação
As determinações tecnológicas em laboratório (brix, pol, açúcares redutores e pureza) fornecem dados mais precisos da maturação, sendo, a rigor, uma confirmação do refratômetro de campo.
Operação de Corte (manual e/ou mecanizada) O corte pode ser manual, com um rendimento médio de 5 a 6 toneladas/homem/dia, ou mecanicamente, através de colheitadeiras. Existem basicamente dois tipos: colheitadeira para cana inteira, com rendimento operacional médio em condições normais de 20 t/ hora, e colheitadeiras para cana picada (automotrizes), com rendimento de 15 a 20 t/ hora. Após o corte, a cana-de-açúcar deve ser transportada o mais rápido possível ao setor industrial, por meio de caminhão ou carreta tracionada por trator.
Rendimento Agrícola
Referências Bibliográficas
Cooperativa Central dos Produtores de açúcar e Álcool do Estado de São Paulo Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz"
Fundação Instituto Agronômico do Paraná
Junho, J. A. C. Normas técnicas para produção de mudas selecionadas de cana-de-açúcar
Landell, M. G. A. Cultura da cana-de-açúcar - tecnologia para o pequeno produtor Raij, B. et al. Recomendações de adubação e calagem para o Estado de São Paulo
Aprópria e 60% em parceria com outros produtores, onde são plantadas variedades melhoradas Usina Santa Cruz possui área plantada de aproximadamente 48 mil hectares, sendo 40% de área geneticamente e com alta tecnologia em implantação de lavoura, tratos culturais e atendimento dalegislação ambiental
Para a conservação de solo, aespecialmente para atender às necessidades da colheita mecanizada (engenharia dos talhões) e sistema Usina Santa Cruz conta com sistemas de cultivo desenvolvidos viário para atender ao transporte e trânsito de máquinas.
Viveiros A utilização de variedades melhoradas geneticamente é uma prioridade com grande destaque dentro dosistema de produção de matéria prima. A empresa utiliza convênios com órgãos de pesquisa e melhoramento como Ufscar - Universidade Federal de São Carlos e IAC - Instituto Agronômico de Campinas e Cana Viallis. A empresa mantém campos de multiplicação e produção de mudas controladasem todos os estágios do programa, a partir da liberação de clones pelos órgãos de pesquisa. A empresa contribui com os centros de pesquisas citados, no desenvolvimento de um amplo programa deexperimentação de campo. Os materiais genéticos mais aptos para o cultivo na região são disponibilizados aos fornecedores de cana e parceiros agrícolas.
Agricultura O sistema próprio de produção de matéria prima da empresa possui atualmente a capacidade de fornecimento de cerca de quatro milhões de toneladas de cana para a produção de açúcar e álcool. Os
recursos próprios de moto-mecanização para as operações agrícolas somam equipamentos como:180 tratores agrícolas; 29 carregadoras de cana;30 colhedoras de cana; 65 caminhões canavieiros; 208 reboques canavieiros;100 transbordos para colheita mecanizada; 120 veículos para atividades de apoio à produção; 74 ônibus para transporte do pessoal;110 veículos que compõem a frota de utilitários de pequeno porte - carros, camionetas, ambulâncias, além de dezenas de implementos agrícolas para as mais diversas operações. Para a gestão das atividades agrícolas, a Usina dispõe de corpo técnico formado por engenheirosagrônomos, engenheiros agrimensores, técnicos agrícolas e pessoal especializado na cultura da cana-de- açúcar. Os principais processos envolvidos na produção da cana-de-açúcar são: Fundação da Lavoura;Desenvolvimento Agronômico e Ambiental; Tratos Culturais;Colheita Manual e Mecanizada; Carregamento e Transportes; Manutenção Mecânica de Máquinas, Veículos e Implementos Agrícolas. O processo de produção de cana da Usina Santa Cruz conta com modernos recursos tecnológicos para o exercício de atividades, como o uso de GPS e GTS nas operações de serviços topográpara otimizar a gestão agrícola, coletores de dados para registros no campo e computadores de bordoficos, softwares em máquinas agrícolas para melhor controle das operações.
Controle Biológico Devido à preocupação em não prejudicar o meio ambiente, o combate às pragas da cana-de-açúcar éfeito, sempre que possível, através de controle biológico. A Usina mantém em suas instalações um laboratório de entomologia para a produção da vespinha (cotesia flavipes) utilizada no controle da broca da cana (Diatraea saccharalis), uma das principais pragas da cultura. Outro exemplo de controlebiológico é o uso do fungo metarhizium anisopliae no combate à cigarrinha ( Mahanarva fimbriolata ).
Cana-de-Açúcar , nome comum de uma herbácea vivaz, planta da família das gramíneas, espécie Saccharum officinarum, originária da Ásia Meridional, é muito cultivada em países tropicais e subtropicais para obtenção do açúcar, do álcool e da aguardente, devido a sacarose contida em seu caule, formado por numerosos nós. Os colmos, caracterizados por nós bem marcados e entrenós distintos, quase sempre fistulosos, são espessos e repletos de suco açucarado. As flôres, muito pequenas, formam espigas florais, agrupadas em panículas e rodeadas por longas fibras sedosas, congregando-se em enormes pendões terminais, de coloração cinzento-prateado. Existem diversas variedades cultivadas de Cana-de-Açúcar , que se distinguem pela cor e pela altura do caule, que atinge entre 3 e 6 m de altura, por 2 a 5 cm de diâmetro, sendo sua multiplicação feita, desde a antiguidade, a partir de estacas (algumas variedades não produzem sementes férteis). A Cana-de- Açúcar é cultivada, principalmente, em clima tropical onde se alternam as estações secas e úmidas. Sua floração, em geral, começa no outono e a colheita se dá na estação seca, durante um período de 3 a 6 meses. Embora se tenha ensaiado com êxito o uso de várias máquinas para cortar cana , a maior parte da colheita ainda é feita manualmente, em todo o mundo. O instrumento usado para o corte costuma ser um grande machete de aço, com lâmina de 50 cm de comprimento e cerca de 157 cm de largura, um pequeno gancho na parte posterior e cabo de madeira. Na colheita, a cana é abatida cortando-se as folhas com o gancho do machete e dando-se outro corte na parte superior, à altura do último nó maduro. As hastes cortadas são empilhadas e depois recolhidas, manualmente ou com máquinas. Atadas em feixes, são levadas para as usinas, onde se trituram os caules para extração do caldo e posterior obtenção do açúcar. No Brasil, a indústria açucareira remonta a meados do século XVI. Nascia então o ciclo do açúcar, que durou 150 anos. O Brasil, embora grande produtor de açúcar desde a Colônia, expandiu muito a cultura de Cana-de-Açúcar a partir da década de 1970, com o advento do Pro-Álcool - programa do governo que substituiu parte do consumo de gasolina por etanol, álcool obtido a partir da Cana-de-Açúcar - sendo pioneiro no uso, em larga escala, deste álcool como combustível automotivo. O Programa Nacional do Álcool (Pro-Álcool), lançado em 14 de novembro de 1975, deveria suprir o país de um combustível alternativo e menos poluente que os derivados do petróleo, mas acabou sendo desativado.