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Este documento, originário do departamento de engenharia metalúrgica e de materiais da escola politécnica da universidade de são paulo, aborda os conceitos básicos de transformações de fase em aços, incluindo diagramas de fase fe-fe3c, o diagrama ttt, têmpera de aços e endurecimento por precipitação. Além disso, é fornecida informação sobre a cinética e cinética global da transformação, assim como a equação kjma.
Tipologia: Notas de aula
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Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais
Introdução à Ciência dos Materiais para Engenharia PMT 2100 EPUSP - 2007
4
Ferrita Fe-α
90x
Austenita Fe-γ
325x
Microestrutura de PERLITA ou Microestrutura EUTETÓIDE
500x
TRANSFORMAÇÃO EUTETÓIDE: Microestruturas para uma liga ferro-carbono de composição eutetóide.
Transformação nos Aços Hipoeutetóides
Ponto f: Crescimento da perlita a partir da austenita presente na temperatura eutetóide.
Microestrutura Hipoeutetóide
Microestrutura de um aço 0,38% C resfriado lentamente (isto é, em condições próximas ao equilíbrio ).
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Na formação de uma nova fase com outra estrutura, os átomos do reticulado devem se re- arranjar. Em sistemas com com dois ou mais componentes a solubilidade dos elementos químicos em geral é diferente em cada fase e a transformação necessita partição de elementos químicos pela movimentação dos átomos (difusão). Por conta da necessidade de movimentação atômica a maioria das transformações de fase não é instantânea, envolvendo movimentação atômica a curta e/ou longa distancia, fenômenos de transporte de massa a serem superados.
Daí decorre que a maioria das transformações de fase são dependentes do tempo.
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A formação de uma nova fase ou de um novo arranjo ordenado de átomos ocorre por nucleação e crescimento.
O tempo necessário para nuclear e crescer um novo arranjo no interior do material pode ser medido e avaliado através do estudo da CINÉTICA GLOBAL DA TRANSFORMAÇÃO.
Esta cinética é descrita através de equações desenvolvidas a partir de modelos para a reação
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Porcentagem de recristalização isotérmica em função do tempo para cobre puro.
Para a maioria das transformações de fase isotérmicas ela varia com a temperatura T de acordo com a relação de Arrhenius:
r = Ae
onde A é uma constante que independe da temperatura, Q é a energia de ativação da reação e R é a constante universal dos gases.
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_Curvas em S para a cinética de transformação isotérmica de um aço com composição eutétóide (0,76 %C). Decomposição da fase austenita e formação de um agregado de ferrita
Nucleação e crescimento de perlita nos contornos de grão da austenita.
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17
O tratamento de têmpera do aço é descrito na Odisséia, obra de Homero escrita supostamente entre os séculos XII e VIII a.C..
A TÊMPERA consiste em resfriamento brusco (em água ou óleo) do aço a partir do campo austenítico.
Forma-se uma fase acicular (>0,6%p C) de não-equilíbrio denominada MARTENSITA.
A transformação de fase austenita (CFC) para martensita (TCC) ocorre sem difusão.
Plaquetas de martensita em um fundo de austenita retida.
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A principal condição para que uma liga possa ser envelhecida é que a solubilidade diminua com o decréscimo da temperatura, de forma que uma solução sólida supersaturada possa ser obtida (não há tempo suficiente para precipitar a fase β).
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Temperatura constante