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Pneumática- CST e SENAI
Tipologia: Notas de estudo
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Não perca as partes importantes!





























































































A presente "Introdução a Pneumática" é uma coletânea de material de ensino criada e desenvolvida para o curso básico. Ela se desenvolveu, durante longos anos de atividade até compor esta consistente Introdução.
Dentro dela foi, em traços fundamentais, considerada e mantida a construção didática igual à dos cursos.
Nesta nova e ampliada edição, os autores abandonaram deliberadamente as considerações teóricas desnecessárias, a favor de um resumo simples.
Os elementos básicos desta matéria também poderiam ser estudados e aprendidos pelo interessado, sem qualquer ajuda de um professor ou instrutor de ensino.
Considerando-se aqui, principalmente, o estudo em separado da construção tecnológica dos elementos de trabalho e de comando, sem esquecer, no entanto, as relações gerais da matéria. Uma parte relativamente grande foi dedicada à produção e preparação do ar comprimido. Estes dois fatores são freqüentemente os causadores de dificuldades, bem como do funcionamento imperfeito de instalações pneumáticas. A matéria foi adaptada ao nível tecnológico atual, sendo que os autores se limitaram ao essencial.
A "Introdução A Pneumática" tenta dar a todos, que de uma ou outra forma estão ligados a esta matéria, uma ampla base de conhecimentos para uma formação profissional especializada. Os Autores
Apesar da sua rejeição inicial, quase que sempre proveniente da falta de conhecimento e instrução, ela foi aceita e o número de campos de aplicação tornou-se cada vez maior.
Hoje, o ar comprimido tornou-se indispensável, e nos mais diferentes ramos industriais instalam-se equipamentos pneumáticos.
QUANTIDADE: o ar, para ser comprimido, se encontra em quantidades ilimitadas praticamente em todos os lugares.
TRANSPORTE: o ar comprimido é facilmente transportável por tubulações, mesmo para distâncias consideravelmente grandes. Não há necessidade de preocupação com o retorno do ar.
ARMAZENAMENTO: no estabelecimento não é necessário que o compressor esteja em funcionamento contínuo. O ar pode ser sempre armazenado em um reservatório e, posteriormente, tirado de lá. Além disso, é possível o transporte em reservatórios.
TEMPERATURA; o trabalho realizado com ar comprimido é insensível às oscilações da temperatura. Isto garante, também em situações térmicas extremas, um funcionamento seguro.
SEGURANÇA: Não existe o perigo de explosão. Portanto, não são necessárias custosas proteções contra explosões.
LIMPEZA: o ar comprimido é limpo. O ar que eventualmente escapa das tubulações ou outros elementos inadequadamente vedados, não polui o ambiente. Esta limpeza é uma exigência, por exemplo, nas indústrias alimentícias, madeireiras, têxteis e químicas.
CONSTRUÇÃO DOS ELEMENTOS: Os elementos de trabalho são de construção simples e, portanto, de custo vantajoso.
VELOCIDADE: o ar comprimido é um meio de trabalho rápido, permitindo alcançar altas velocidades de trabalho. (A velocidade de trabalho dos cilindros pneumáticos oscila entre 1-2 m/seg.).
REGULAGEM: As velocidades e forças de trabalho dos elementos a ar comprimido são reguláveis sem escala.
PROTEÇÃO CONTRA SOBRECARGA; Os elementos e ferramentas a ar comprimido são carregáveis até a parada total e portanto seguros contra sobrecargas.
PREPARAÇÃO: o ar comprimido requer uma boa preparação. Impureza e umidade devem ser evitadas, pois provocam desgastes nos elementos pneumáticos.
COMPRESSIBILIDADE: Não é possível manter uniforme e constante as velocidades dos cilindros e motores pneumáticos mediante ar comprimido.
A seguinte apresentação estabelece a relação entre “SISTEMA TÉCNICO DE MEDIÇÃO” e novo “SISTEMA DE UNIDADES SI”.
Unidade Símbolo Sistema Técnico Sistema S.I. Comprimento L Metro (m) Metro (m) Massa M Kp. S^2 /m Kilograma (kg) Tempo T Segundos (s) Segundos (s) Temperatura T Celcius (^0 C) Kelvin (K) Intensidade de Corrente I Ampère (A) Ampère (A) Intensidade Luminosa I Candella (cd) Quantidade de Substância N Mol (mol)
Grandeza Símbolo Sistema Técnico Sistema S.I.
Força F
Kilopond (kp)
Kilograma força (Kgf)
Newton (N) N = 1 Kg S 2. m
Área A Metro quadrado (m^2 ) Metro quadrado (m^2 ) Volume V Metro cúbico (m^3 ) Metro cúbico (m^3 ) Vazão Q (m^3 /s) (m^3 /s) Pressão P Atmosfera (at) (kp/cm^2 ) Pascal (Pa) 1 Pa = 1N/m^2 1 bar = 10^5 Pa = 100KPa
Massa (^) 1(Kg) = m
Kp. s^2 9 , 81
Força 1(Kp) = 9,81 (N) para cálculos aproximados pode-se empregar 1Kp = 10N Temperatura Diferença de temperatura: 1^0 C = 10 K (kelvin) Ponto zero: 0^0 C = 273 K (kelvin) Além das unidades de pressão mencionadas (at no sistema técnico, bem como Bar e Pascal no sistema SI), outras expressões serão ainda usadas freqüentemente. Para completar o já exposto, as mesmas serão apresentadas a seguir.
m
N (^) = 10 (^5) Pa = 1,02 at
Pressão
Como todos os gases o ar comprimido não tem uma forma definida. O ar se altera à menor resistência, ou seja, ele se adapta a forma do ambiente. O ar se deixa comprimir (compressão), mas tende sempre a se expandir (expansão).
O que nos demonstra isto é a lei de BOYLE-MARIOTTE.
Sob temperatura constante, o volume de um gás fechado em um recipiente é inversamente proporcional à pressão absoluta, quer dizer, o produto da pressão absoluta e o volume são constantes para uma determinada quantidade de gás.
Se a pressão permanece constante e a temperatura se eleva 1 K partindo de 273 K, o
ar se dilata 2731 do seu volume.
Isto É demonstrado pela lei de Gay-Lussac:
2
1 2
1
V 1 = volume na temperatura T 1
V 2 = volume na temperatura T 2
Para o ar comprimido vale também a equação geral dos gases.
2
2 2 1
1 1
= constante
Para a produção de ar comprimido são necessários compressores, os quais comprimem o ar para a pressão de trabalho desejada. Na maioria dos acionamentos e comandos pneumáticos se encontra, geralmente, uma estação central de distribuição
Este tipo de compressor de êmbolo com movimento linear é hoje o mais utilizado. Ele é apropriado não só para baixas e médias pressões, mas também para altas pressões- o campo de pressão é de cerca de 100 kPa (1 bar) até milhares de kPa
Para se obter ar a pressões elevadas, são necessários compressores de vários estágios de compressão. O ar aspirado será comprimido pelo primeiro êmbolo (pistão), refrigerado intermediariamente, para logo ser comprimido pelo segundo êmbolo (pistão). O volume da segunda câmara de compressão é, em relação ao primeiro, menor. Durante o trabalho de compressão se torna uma quantidade de calor, que tem que ser eliminada pelo sistema de refrigeração.
Os compressores de êmbolo podem ser refrigerados por ar ou água. Para pressões mais elevadas são necessários mais estágios, como segue: até 400kPa (4 bar), 1 estágio até 1500kPa (15 bar), 2 estágios acima de 1500kPa (15 bar), 3 ou mais estágios
COMPRESSOR DE MEMBRANA
pela força centrífuga apertadas contra a parede. Devido à excentricidade de localização do rotor há uma diminuição e aumento das células.
As vantagens deste compressor estão em sua construção, bem como em seu funcionamento silencioso, continuo e equilibrado, e no fornecimento uniforme de ar, livre de qualquer pulsação.
Dois parafusos helicoidais, Os quais, pelos perfis côncavo e convexo comprimem o ar que é conduzido axialmente.
Nestes compressores o ar é transportado de um lado para o outro sem alteração de volume. A compressão (vedação) é feita no lado da pressão pelos cantos dos êmbolos
Estes tipos trabalham segundo o princípio de fluxo e são adequados para o funcionamento de grandes vazões. Os turbo compressores são construídos em duas versões: axial e radial.