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Tendências Pedagógicas: Uma Análise Crítica da Relação entre Teoria e Prática, Manuais, Projetos, Pesquisas de Pedagogia

portifólio segundo semestre Unopar

Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas

2020

Compartilhado em 16/10/2020

MAGUINA
MAGUINA 🇧🇷

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SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL 100% ONLINE
PEDAGOGIA - 2º SEMESTRE
MAGUINA PIVA BANDOCH
RELAÇÃO TEORIA E PRÁTICA NO COTIDIANO
DA SALA DE AULA
Toledo
2020
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SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL 100% ONLINE

PEDAGOGIA - 2º SEMESTRE

MAGUINA PIVA BANDOCH

RELAÇÃO TEORIA E PRÁTICA NO COTIDIANO

DA SALA DE AULA

Toledo 2020

MAGUINA PIVA BANDOCH

RELAÇÃO TEORIA E PRÁTICA NO COTIDIANO DA

SALA DE AULA

Portifólio apresentado no Curso de Pedagogia da UNOPAR - Universidade Norte do Paraná, como requisito parcial para nota do 2º semestre. Orientador: Prof. Toledo 2020

1 INTRODUÇÃO

O contexto atual é marcado pela discussão sobre a relação de teoria e prática exerciadas pelos professores no cotidiano em sala de aula. Esse trabalho tem por objetivo analisar as diferentes concepções docentes e suas tendências pedagógicas embasada a prática de ensinar, observando atraves de estágio supervisionado a forma de ensinar de duas professoras com concepções distintas. A avaliação de aprendizagem no contexto escolar assume diversos tipos, instrumentos e critérios avaliativos que integram o currículo. Do ponto de vista teórico, currículo e avaliação possuem relações estreitas, contudo na perspectiva das práticas também estão implicados com um olhar que se tem do papel social da escola. O estágio é tido como um momento importante a proporcionar a observação da relação teoria e prática. No nível superior e para Formação continuada o estágio curricular supervisionado é componente obrigatório da organização curricular das licenciaturas, sendo uma curricular, quando se dá o contato com o espaço de atuação profissional ainda na graduação. A observação e análise das práticas dos professores regentes, no campo do estágio, tem um papel importante porque neste momento cada um se posiciona a partir da própria concepção, acerca das ações de ensinar, aprender e avaliar, sendo este instante relevante por evidenciar os fundamentos que tendem a embasar nossas atividades junto aos alunos. Essa identificação tem valor porque nos chama a repensar sobre a teoria que pode vir a ancorar a ação docente, porque caso ela não atenda às necessidades atuais de formação precisam ser repensadas e ressignificadas, uma reflexão que já deve acontecer no momento da formação inicial para a docência.

2 DESENVOLVIMENTO

2.1 Tendências Pedagógicas Liberais Segundo Libâneo (1990), a pedagogia liberal sustenta a idéia de que a escola tem por função preparar os indivíduos para o desempenho de papéis sociais, de acordo com as aptidões individuais. Isso pressupõe que o indivíduo precisa adaptar-se aos valores e normas vigentes na sociedade de classe, através do desenvolvimento da cultura individual. Em função a essa ênfase no aspecto cultural, as diferenças entre as classes sociais não são consideradas, pois, embora a escola passe a difundir a idéia de igualdade de oportunidades, não leva em conta a desigualdade de condições. A tendência liberal tradicional se caracteriza por ressaltar o ensino humanístico, de cultura geral. De acordo com essa escola tradicional, o aluno é educado para atingir sua plena realização através de seu próprio esforço. Sendo assim, as diferenças de classe social não são consideradas e toda a prática escolar não tem nenhuma relação com o cotidiano do aluno. Quanto aos pressupostos de aprendizagem, a idéia de que o ensino consiste em repassar os conhecimentos para o espírito da criança é acompanhada de outra: a de que a capacidade de assimilação da criança é idêntica à do adulto, sem levar em conta as características próprias de cada idade. A criança é vista como um adulto em miniatura, apenas menos desenvolvida. Os seguidores dessa corrente lingüística, em razão disso, preocupam-se com a organização lógica do pensamento, o que presume a necessidade de regras do bem falar e do bem escrever. Segundo essa concepção de linguagem, a Gramática Tradicional ou Normativa se constitui no núcleo dessa visão do ensino da língua, pois vê nessa gramática uma perspectiva de normatização lingüística, tomando como modelo de norma culta as obras dos nossos grandes escritores clássicos. Portanto, saber gramática, teoria gramatical, é a garantia de se chegar ao domínio da língua oral ou escrita. Assim, predomina, nessa tendência tradicional, o ensino da gramática pela gramática, com ênfase nos exercícios repetitivos e de recapitulação da matéria, exigindo uma atitude receptiva e mecânica do aluno. Os conteúdos são organizados pelo professor, numa seqüência lógica, e a avaliação é realizada através de provas escritas e exercícios de casa. A experiência em dupla compartilhada pela estudante de pedagogia

ensino centrado no aluno, sendo o professor apenas um facilitador. No ensino da língua, tal como ocorreu com a corrente pragmatista, as idéias da escola renovada não-diretiva, embora muito difundidas, encontraram, também, uma barreira na prática da tendência liberal tradicional. Na tendência liberal tecnicista a escola atua no aperfeiçoamento da ordem social vigente no sistema capitalista, articulando-se diretamente com o sistema produtivo, para tanto, emprega a ciência da mudança de comportamento, ou seja, a tecnologia comportamental. Seu interesse principal é, portanto, produzir indivíduos “competentes” para o mercado de trabalho, não se preocupando com as mudanças sociais. Matui (1988), relata que a escola tecnicista é baseada na teoria de aprendizagem S-R, vê o aluno como depositário passivo dos conhecimentos, que devem ser acumulados na mente através de associações. 2.2 Tendências Pedagógicas Progressistas De acordo com Libâneo (1990), a pedagogia progressista designa as tendências que, partindo de uma análise crítica das realidades sociais, sustentam implicitamente as finalidades sociopolíticas da educação. As tendências progressistas libertadora e libertária têm, em comum, a defesa da autogestão pedagógica e o antiautoritarismo. A escola libertadora, também conhecida como a pedagogia de Paulo Freire, vincula a educação à luta e organização de classe do oprimido. Segundo Gadotti (1988), Paulo Freire não considera o papel informativo, o ato de conhecimento na relação educativa, mas insiste que o conhecimento não é suficiente se, ao lado e junto deste, não se elabora uma nova teoria do conhecimento e se os oprimidos não podem adquirir uma nova estrutura do conhecimento que lhes permita reelaborar e reordenar seus próprios conhecimentos e apropriar-se de outros. Assim, para Paulo Freire, no contexto da luta de classes, o saber mais importante para o oprimido é a descoberta da sua situação de oprimido, a condição para se libertar da exploração política e econômica, através da elaboração da consciência crítica passo a passo com sua organização de classe. Diante disso a pedagogia libertadora ultrapassa os limites da pedagogia, situando-se também no campo da economia, da política e das ciências sociais. Como pressuposto de aprendizagem, a força motivadora deve decorrer da codificação de uma situação-problema que será analisada criticamente, envolvendo o exercício da

abstração, pelo qual se procura alcançar, por meio de representações da realidade concreta, a razão de ser dos fatos. Assim como afirma Libâneo (1990), aprender é um ato de conhecimento da realidade concreta, ou seja, da situação real vivida pelo educando, e só tem sentido se resulta de uma aproximação crítica dessa realidade. A escola progressista libertária parte do pressuposto de que somente o vivido pelo educando é incorporado e utilizado em situações novas, por isso o saber sistematizado só terá relevância se for possível seu uso prático. A ênfase na aprendizagem informal, via grupo, e a negação de toda forma de repressão, visam a favorecer o desenvolvimento de pessoas mais livres. No ensino da língua, procura valorizar o texto produzido pelo aluno, além da negociação de sentidos na leitura. Libâneo(1990), enfatiza que a tendência progressista crítico-social dos conteúdos, diferentemente da libertadora e libertária, acentua a primazia dos conteúdos no seu confronto com as realidades sociais. A atuação da escola consiste na preparação do aluno para o mundo adulto e suas contradições, fornecendo-lhe um instrumental, por meio da aquisição de conteúdos e da socialização, para uma participação organizada e ativa na democratização da sociedade. Na visão da pedagogia dos conteúdos, admite-se o princípio da aprendizagem significativa, partindo do que o aluno já sabe. A transferência da aprendizagem só se realiza no momento da síntese, isto é, quando o aluno supera sua visão parcial e confusa e adquire uma visão mais clara e unificadora. A experiência em dupla compartilhada pelo estudante de pedagogia Pedro a sua colega Carolina referente a tendência pedagógica da professora Melissa demonstra que comportamento da professora em sala de aula segue um modelo socioconstrutivista linha pedagógia que estimula a interação solcial no qual a aprendizagem é entendida como o desenvolvimento do aluno, o professor atua de forma interetiva e assume a postura de mediador entre o conhecimento e o aluno. O curriculo é flexível, prioriza os conceitos relevantes e é elaborado às partes, valoriza os aspectos culturais e políticos, históricos e sociais, o aluno é construtor ativo do seu conhecimento, está inserido em um meio sociocultural e interagem com ele, a avaliação é integrada ao ensino, utiliza instrumentos variados e seu objetivo é formativo, ou seja, garantir a aprendizagem dos alunos. A professora Melissa possui uma concepção curricular na linha pós-crítica sendo possível construir junto com seus alunos princípios da interculturalidade.

REFERÊNCIAS

ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. Filosofia da Educação. São Paulo : Editora Moderna, 1998. COSTA, Marisa Vorraber et al. O Currículo nos Limiares do Contemporâneo. Rio de Janeiro : DP&A editora, 1999. GADOTTI, Moacir. Pensamento Pedagógico Brasileiro. São Paulo : Ática, 1988. LIBÂNEO, José Carlos. Democratização da Escola Pública. São Paulo: Loyola, MATUI, Jiron. Construtivismo. São Paulo : Editora Moderna, 1998.