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Tipologia: Exercícios
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Sílaba tônica: É a sílaba pronunciada com maior intensidade em uma palavra. Quanto à posição da sílaba tônica, as palavras se classificam em:
Oxítona: Palavra cuja sílaba tônica é a última. Ex. an gu, cra chá
Paroxítona: Palavra cuja sílaba tônica é a penúltima. Ex. a lu no, fá cil
Proparoxítona: Palavra cuja sílaba tônica é antepenúltima. Ex. e lé trico, lâm pada
OBS.: Palavras formadas por uma só sílaba são chamadas monossílabas. As monossílabas se dividem em: átonas (me, o, a, de, lhe, em, se) e tônicas (dor, mim, sol, ver, ti, luz)
Sílaba subtônica: Só existe em palavras derivadas. Coincide com a tônica da palavra primitiva. Ex. cafezinho - A sílaba tônica é zi, e a subtônica, fe. taxímetro - A sílaba tônica é xí, e a subtônica, ta.
Atenção: As sílabas que não são tônicas nem subtônicas são chamadas átonas.
(Atualizadas conforme o Acordo Ortográfico de 2008)
Monossílabos Tônicos : Serão acentuados quando terminarem em A , E , O , seguidos ou não de s. Ex. pá, más, fé, Jês, dó, cós.
Oxítonas : Serão acentuadas quando terminarem em A , E , O , seguidos ou não de s , e em EM , ENS. Ex. Corumbá, maracujás, rapé, massapê, filó, vovô, amém, parabéns.
Paroxítonas : Serão acentuadas quando terminarem em L, I(S), N, U(S), R, X, Ã, ÃO, UM , UNS , PS , EI (S), ditongo crescente (s). Ex: fácil, táxi, pólen, bônus, caráter, fênix, ímã, órgão, álbum, médiuns, tríceps, vôlei, relógio.
Proparoxítonas : Todas as proparoxítonas são acentuadas. Ex. síndrome, ínterim, lêvedo, médico, árvore, sândalo.
Ditongos abertos EI e OI: São acentuados, exceto em palavras paroxítonas. Ex. réis, anéis, ideia, dói, herói, jiboia.
Ditongo aberto EU: Sempre é acentuado. Ex. véu, chapéu, fogaréu.
Hiato: As letras I e U, quando formarem hiato com outra vogal e estiverem sozinhas na sílaba, ou seguidas de S, receberão acento. Ex. puída, país, construí-la, baú, ataúde, balaústre.
OBS. 1: Há algumas exceções para a regra do hiato de I e U. Não são acentuados: 1ª) Hiato de vogais idênticas _ xiita, sucuuba 2ª) Hiato seguido pelo dígrafo NH _ rainha, bainha 3ª) Hiato precedido de ditongo _ feiura, cauila, bocaiúva.
Verbos TER e VIR : Recebem acento circunflexo na 3ª pessoa do plural do presente do indicativo. Ex. Ele tem / Eles têm Ele vem / Eles vêm.
Já os verbos derivados de Ter e Vir recebem acento agudo na 3ª pessoa do singular e acento circunflexo na 3ª pessoa do plural. Ex. Ele detém / Eles detêm Ele intervém / Eles intervêm.
Verbos CRER/DAR/LER/VER e seus derivados : Recebem acento circunflexo na 3ª pessoa do singular e têm E dobrado na 3ª pessoa do plural do presente do indicativo (sem acento). Ex. Ele crê / Eles creem Ele vê / Eles veem Ele relê / Eles releem Ele descrê / Eles descreem
Acento diferencial : A palavra pôde (pretérito perfeito) recebe acento para diferenciar de pode (presente). O verbo pôr recebe acento para diferenciar da preposição por.
OBS.1: O acento diferencial foi eliminado nas palavras PARA, PERA, PELA, PELO, POLO. OBS.2: O trema também foi extinto em todas as palavras (Ex. frequente, cinquenta, linguiça).
Emprego do Ç 01) Utilizamos o sufixo -ção nas palavras derivadas de vocábulos terminados em -to , -tor , -tivo e os substantivos derivados de verbos: Ex. erudito = erudição exceto = exceção setor = seção intuitivo = intuição educar = educação exportar = exportação repartir = repartição
02) Emprega-se -tenção nos substantivos correspondentes aos verbos derivados do verbo ter. Ex. manter = manutenção reter = retenção deter = detenção conter = contenção Emprego do S 01) Nas palavras derivadas de verbos terminados em - nder e –ndir. Ex. pretender = pretensão defender = defesa, defensivo compreender = compreensão fundir = fusão expandir = expansão
02) Nas palavras derivadas de verbos terminados em - erter , -ertir e -ergir. Ex. perverter = perversão converter = conversão divertir = diversão imergir = imersão 03) Emprega-se -puls- nas palavras derivadas de verbos terminados em –pelir; e -curs- , nas palavras derivadas de verbos terminados em -correr. Ex. expelir = expulsão impelir = impulso compelir = compulsório concorrer = concurso discorrer = discurso percorrer = percurso
04) Nas palavras terminadas em -oso e -osa , com exceção de gozo. Ex. gostosa, saboroso, gasoso
05) Nas palavras terminadas em -ase , -ese , -ise e -ose , com exceção de gaze e deslize. Ex. fase, crase, tese, osmose, análise.
06) Nas palavras femininas terminadas em -isa. Ex. poetisa, papisa, Marisa.
07) Em toda a conjugação dos verbos pôr , querer e usar. Ex. Eu pus Ele quis Nós usamos
08) Nas palavras terminadas em -ês e - esa, que indicarem nacionalidade, origem e títulos de nobreza. Ex. português, dinamarquesa, tailandesa, duquesa, marquês.
09) Nos verbos terminados em -isar , quando a palavra primitiva já possuir o -s-. Ex. análise = analisar liso = alisar pesquisa = pesquisar paralisia = paralisar
10) Nos diminutivos de palavras escritas com -s-. Ex.: casinha, asinha, portuguesinho, Inesita.
OBS.: Ç ou S? Após ditongo, emprega-se - ç -, quando houver som de ss , e escreve-se com - s -, quando houver som de z. Ex. eleição, traição, lousa, coisa.
Emprego do Z 1) Nas palavras terminadas em -ez e -eza , que são substantivos derivados de adjetivos: Ex. limpo = limpeza lúcido = lucidez nobre = nobreza pobre = pobreza belo = beleza 2) Nos verbos terminados em -izar , quando a palavra primitiva não possuir -s-. Ex. economia = economizar terror = aterrorizar frágil = fragilizar
OBS.: Cuidado, pois há algumas exceções! Ex. catequese = catequizar síntese = sintetizar hipnose = hipnotizar batismo = batizar
3) Nos diminutivos terminados em -zinho e -zito , quando a palavra primitiva não possuir -s-. Ex. mulherzinha, arvorezinha, alemãozinho, aviãozinho, pezinho
Emprego de SS 01) Nas palavras derivadas de verbos terminados em - ceder. Ex. anteceder = antecessor exceder = excesso conceder = concessão
02) Nas palavras derivadas de verbos terminados em - primir. Ex. imprimir = impressão comprimir = compressa deprimir = depressivo 03) Nas palavras derivadas de verbos terminados em - gredir. Ex. agredir = agressão progredir = progresso transgredir = transgressor
04) Nas palavras derivadas de verbos terminados em - meter. Ex. comprometer = compromisso intrometer = intromissão prometer = promessa Emprego do J 01) Nas palavras derivadas dos verbos terminados em - jar. Ex. trajar = traje, eu trajei encorajar = que eles encorajem viajar = que eles viajem
02) Nas palavras derivadas de vocábulos terminados em -ja. Ex. loja = lojista
gorja = gorjeta, gorjeio canja = canjica
03) Nas palavras de origem tupi , africana ou popular. Ex. jiló, pajé, jiboia, jirau
Emprego do G 01) Em todas as palavras terminadas em -ágio, -égio, - ígio, -ógio, -úgio. Ex. pedágio, colégio, sacrilégio, prestígio, relógio, refúgio. 02) Nas palavras terminadas em -gem , com exceção de pajem e lambujem: Ex. viagem (subst.), coragem, personagem, ferrugem, penugem.
Emprego do X 01) Nas palavras iniciadas por mex- , com exceção de mecha. Ex. mexilhão, mexerica, mexer
02) Nas palavras iniciadas por enx- , com exceção das derivadas de vocábulos iniciados por ch- e da palavra enchova. Ex. enxada, enxerto, enxerido, enxurrada.
03) Após ditongo, com exceção de recauchutar e guache. Ex. ameixa, deixar, queixa, feixe, peixe
UIR e OER Os verbos terminados em -uir e -oer terão as 2ª e 3ª pessoas do singular do Presente do Indicativo escritas com - i-. Ex. tu possuis, ele possui, tu constróis, ele constrói, tu móis, ele mói
UAR e OAR Os verbos terminados em -uar e -oar terão todas as pessoas do Presente do Subjuntivo escritas com -e-.
Ex. Que eu efetue, Que tu efetues, Que vós entoeis, Que eles entoem.
As regras a seguir referem-se ao uso do hífen em palavras formadas por prefixos ou por elementos que podem funcionar como prefixos, como: aero, agro, além, ante, anti, aquém, arqui, auto, circum, co, contra, eletro, entre, ex, extra, geo, hidro, hiper, infra, inter, intra, macro, micro, mini, multi, neo, pan, pluri, proto, pós, pré, pró, pseudo, retro, semi, sobre, sub, super, supra, tele, ultra, vice etc.
1. Com prefixos, usa-se sempre o hífen diante de palavra iniciada por h. Ex. anti-higiênico, anti-histórico, co-herdeiro, macro-história, super-homem. Exceção: subumano (nesse caso, a palavra humano perde o h ).
2. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal diferente da vogal com que se inicia o segundo elemento. Ex. aeroespacial, agroindustrial, anteontem, semianual, infraestrutura, plurianual. Exceção: o prefixo co geralmente aglutina-se, com o segundo elemento, mesmo quando este se inicia por o : coobrigar, coobrigação, coordenar, cooperar, cooperação, cooptar.
3. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por consoante diferente de r ou s. Ex. anteprojeto, antipedagógico, coprodução, semideus, ultramoderno. 4. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por r ou s. Nesse caso, duplicam-se essas letras. Ex. antirrábico, antissocial, contrarregra, cosseno, infrassom.
Aspas ( " " ) As aspas têm como função destacar uma parte do texto. São empregadas:
OBS.: Em trechos que já estiverem entre aspas, se necessário usá-las novamente, empregam-se aspas simples. Ex. "Tinha-me lembrado da definição que José Dias dera deles, 'olhos de cigana oblíqua e dissimulada'. Eu não sabia o que era oblíqua.” (Machado de Assis)
Travessão ( – ) O travessão é um traço maior que o hífen e costuma ser empregado:
A semântica estuda o significado e a interpretação do significado de uma palavra, de um signo, de uma frase ou de uma expressão em um determinado contexto. Esse campo de estudo analisa, também, as mudanças de sentido que ocorrem nas formas linguísticas devido a alguns fatores, tais como tempo e espaço geográfico.
Ambiguidade: Possibilidade de dupla interpretação para um mesmo enunciado.
Polissemia: É a propriedade que uma mesma palavra tem de apresentar mais de um significado nos múltiplos contextos em que aparece. Ex. cabo (posto militar, acidente geográfico, parte da vassoura)
Sinônimos: São palavras que apresentam, entre si, o mesmo significado. Ex. triste = melancólico resgatar = recuperar ratificar = confirmar digno = decente, honesto reminiscências = lembranças insipiente = ignorante.
Antônimos: São palavras que apresentam, entre si, sentidos opostos, contrários. Ex. bom x mau bem x mal condenar x absolver simplificar x complicar
Homônimos: São palavras iguais na forma e diferentes na significação. Há três tipos de homônimos:
Ex. cedo (advérbio) e cedo (verbo ceder) meio (numeral) e meio (substantivo)
Segue abaixo uma lista com alguns homônimos e parônimos:
Hipônimo: É a palavra que indica uma parte, um item específico de um todo. Ex. sabiá, curió, gavião, águia (pertencem ao grupo das aves, portanto são hipônimos da palavra AVE).
Hiperônimo: É a palavra que indica o todo, do qual se originam várias partes ou ramificações. Ex. Calçado (Hiperônimo de sandália, tênis, sapato, etc.) Animal (Hiperônimo de vaca, zebra, gato, etc.)
OBS.: A Hiponímia particulariza, enquanto a Hiperonímia generaliza.
Morfologia é o estudo da estrutura, da formação e da classificação das palavras. A peculiaridade da morfologia é estudar as palavras analisando-as isoladamente, independentes de contexto.
ESTRUTURA DAS PALAVRAS Estudar a estrutura é conhecer os elementos formadores das palavras. Assim, compreendemos melhor o significado de cada uma delas. As palavras podem ser divididas em unidades menores, a que damos o nome de elementos mórficos ou morfemas.
Os elementos mórficos são os seguintes:
1) Radical : É o elemento que contém o sentido básico do vocábulo. Ex. fal ar, com er, dorm ir, cas a, carr o.
Palavras que apresentam o mesmo radical são chamadas de palavras cognatas e constituem uma família etimológica. Ex. árvore, arborizado, arvorismo, arbóreo.
OBS.: Em se tratando de verbos, descobre-se o radical, retirando-se a terminação AR, ER ou IR.
2) Vogal Temática : É uma vogal colocada após o radical, que o prepara para receber os demais elementos. Ex. cadeir a, livr o, cas a. Os verbos apresentam as vogais temáticas A, E ou I , presentes à terminação verbal. Elas indicam a que conjugação o verbo pertence:
OBS.: O verbo pôr e seus derivados (supor, compor, repor, etc.) pertencem à 2ª conjugação, já que se originam do antigo verbo poer.
3) Tema: É a junção do radical com a vogal temática. Se não existir a vogal temática, o tema e o radical serão o mesmo elemento. Ex. estuda = estud+a ferro = ferr+o leal = leal (radical e tema coincidem)
4) Desinências: É o elemento que indica a flexão da palavra. Existem dois tipos de desinências: a) Desinências verbais
b) Desinências nominais
- de gênero = indica o gênero da palavra. A palavra terá desinência nominal de gênero, quando houver a oposição masculino - feminino. Ex. cabeleireir o - cabeleireir a. A vogal a será desinência nominal de gênero sempre que indicar o feminino de uma palavra, mesmo que o masculino não seja terminado em o. Ex. cru a, el a, traidor a.
5) Afixos: São elementos que se juntam ao radical para formar novas palavras. São eles:
Vogais e consoantes de ligação: São vogais e consoantes que surgem entre dois morfemas, para tornar mais fácil e agradável a pronúncia de certas palavras. Ex. flor e s, bambu z al, gas ô metro. As vogais e consoantes de ligação não são consideradas morfemas, mas simples elementos utilizados, principalmente, em palavras derivadas e compostas.
PROCESSOS DE FORMAÇÃO DE PALAVRAS Haverá derivação quando, a partir de uma palavra primitiva na Língua Portuguesa, formar-se uma nova palavra, a derivada. Há seis tipos de derivação: Derivação Prefixal: a palavra derivada é obtida pela anexação de um prefixo à palavra primitiva. Ex. conceder, imoral, transplantar Derivação Sufixal: A palavra nova é obtida por acréscimo de sufixo. Ex. felizmente, moralidade
Derivação Prefixal e Sufixal : A palavra nova recebe prefixo e sufixo. Ex. imoralidade, transplantado
Derivação Parassintética : a palavra nova é obtida pelo acréscimo simultâneo de prefixo e sufixo. Por parassíntese, formam-se principalmente verbos. Ex. entristecer, enevoar
OBS.: Não confunda a derivação parassintética com a prefixal e sufixal. No caso da parassíntese, a nova palavra só existe com ambos os afixos, pois o acréscimo é simultâneo. No caso de entristecer, por exemplo, não existe “entriste” (sem o sufixo) e nem “tristecer” (sem o prefixo).
Há dois casos em que a palavra derivada é formada sem que haja a presença de afixos. São eles:
Derivação regressiva : a palavra nova é obtida por redução da palavra primitiva. Ocorre, sobretudo, na formação de substantivos derivados de verbos. Ex. pesca (subst. deriv. do verbo pescar ) Derivação imprópria : a palavra nova é obtida pela mudança de categoria gramatical da palavra primitiva. Não ocorre, pois, alteração na forma, mas tão-somente na classe gramatical. Ex. o porquê
Flexão de grau Os substantivos apresenta os graus aumentativo e diminutivo, que são formados por dois processos:
Analítico : o substantivo é modificado por adjetivos que indicam sua proporção (rato grande, gato pequeno).
Sintético : são utilizados sufixos. (ratão, gatinho) Alguns substantivos apresentam um diminutivo erudito, formado com os sufixos latinos ículo(a) , ulo(a) , únculo(a) e úsculo(a).
Segue abaixo uma lista de diminutivos eruditos: corpo – corpúsculo cela – célula febre – febrícula feixe – fascículo globo – glóbulo grão – grânulo gota – gotícula homem – homúnculo monte – montículo nó – nódulo núcleo – nucléolo obra – opúsculo orelha – aurícula ovo – óvulo parte – partícula porção – porciúncula pele – película questão – questiúncula raiz – radícula rede – retículo verso – versículo
Adjetivo é a palavra que modifica um substantivo, atribuindo-lhe qualidade, estado ou modo de ser. Os adjetivos podem ser:
1) Adjetivo explicativo _ Denota qualidade essencial do ser, qualidade inerente. Ex. Homem mortal, leite **branco.
Locução Adjetiva: É uma expressão que exerce a mesma função do adjetivo. Ex. olhos de águia (=aquilinos) carinha de anjo (= angelical) fé sem limite (=ilimitada) Flexão de gênero O adjetivo concorda com o substantivo a que se refere em gênero e número (masculino e feminino; singular e plural). Quanto ao gênero, o adjetivo pode ser:
Uniforme : apresenta uma única forma para os dois gêneros. Ex. amável, persistente
Biforme : apresenta uma forma diferente para cada gênero. Ex. bonito/bonita, chinês/chinesa Flexão de número Os adjetivos simples se flexionam obedecendo às mesmas regras dos substantivos simples. Já no caso dos adjetivos compostos, somente o último elemento flexiona. Ex. cabelos castanho-escuros, obras anglo- germânicas.
OBS.: Caso o adjetivo seja representado por um substantivo, ficará invariável , ou seja, se a palavra que estiver qualificando um elemento for, originalmente, um substantivo, ela não se flexiona. Ex. motos vinho, comícios monstro, tons pastel, camisas branco-gelo, bandeiras amarelo-ouro.
Azul-marinho, azul-celeste, furta-cor, ultravioleta e qualquer adjetivo composto iniciado por cor de ... são sempre invariáveis. Os adjetivos compostos surdo-mudo e pele-vermelha têm os dois elementos flexionados. **Flexão de Grau
- de superioridade : Para alguns alunos, Português é mais fácil que Química. - de igualdade : Para alguns alunos, Português é tão fácil quanto Química. - de inferioridade : Para alguns alunos, Português é menos fácil que Química.
OBS.: Os adjetivos bom, mau, grande e pequeno têm formas sintéticas ( melhor, pior, maior e menor ); porém, em comparações feitas entre duas qualidades de um mesmo elemento, devem-se usar as formas analíticas mais bom, mais mau, mais grande e mais pequeno. Ex. Pedro é maior do que Paulo , pois se está comparando dois elementos, mas Pedro é mais grande que forte , pois se está fazendo a comparação de duas qualidades de um mesmo elemento.
2) Grau Superlativo: engrandece a qualidade de um elemento. São dois os superlativos: Superlativo absoluto
- analítico = o adjetivo é modificado por um advérbio. Ex. Carla é muito inteligente.
ARTIGO
É a palavra variável em gênero e número que precede um substantivo, determinando-o de modo preciso (artigo definido) ou vago (artigo indefinido). Os artigos classificam- se em: 01) Artigos Definidos: o, a, os, as. Ex. O garoto pediu dinheiro. (sabe-se quem é o garoto.) 02) Artigos Indefinidos: um, uma, uns, umas. Ex. Um garoto pediu dinheiro. (Refere-se a um garoto qualquer, de forma genérica.)
OBS.: O artigo tem a capacidade de substantivar qualquer palavra, isto é, ao precedermos uma palavra de artigo, automaticamente, ela passa a atuar como substantivo. Ex. Maria não aceitava um não como resposta. O andar do rapaz era trôpego e engraçado.
Emprego dos artigos Ambos: Usa-se o artigo entre o numeral ambos e o elemento posterior, caso este exija o seu uso. Ex. Ambos os atletas foram declarados vencedores. ( atletas é substantivo que exige artigo.)
Todos: Usa-se o artigo entre o pronome indefinido todos e o elemento posterior, caso este exija o seu uso. Ex. Todas as leis devem ser cumpridas. Todo: Diante do pronome indefinido todo , usa-se o artigo, para indicar totalidade; não se usa, para indicar generalização. Ex. Todo o país participou da greve. (O país inteiro) Todo país sofre por algum motivo. (Qualquer país, todos os países)
Cujo: Não se usa artigo após o pronome relativo cujo. Ex. As mulheres, cujas bolsas desapareceram, ficaram revoltadas. (e não cujo as bolsas )
Pronomes Possessivos: Diante de pronomes possessivos, o uso do artigo é facultativo. Ex. Encontrei seus amigos no Shopping. / Encontrei os seus amigos no Shopping.
Nomes de pessoas: Diante de nome de pessoas, só se usa artigo para indicar afetividade ou familiaridade. Ex. O Pedrinho mandou uma carta a Fernando Henrique Cardoso.
Casa: Só se usa artigo diante da palavra casa, se ela estiver especificada. Ex. Saí de casa há pouco. Saí da casa do Gilberto há pouco. Terra: Se a palavra terra significar "chão firme", só haverá artigo quando estiver especificada. Se significar planeta , usa-se com artigo. Ex. Os marinheiros voltaram de terra, pois irão à terra do comandante. Os astronautas tiraram fotos da Terra.
OBS.: Não se deve combinar com preposição o artigo que faz parte do nome de jornais, revistas, obras literárias, etc. (Ex. Li a notícia em O Estado.) De igual forma, não se combina com preposição o artigo que integra o sujeito de um verbo. (Ex. Está na hora de a onça beber água.)
Pronome é a palavra variável em gênero, número e pessoa que substitui ou acompanha o nome, indicando-o como pessoa do discurso.
OBS.: São três as pessoas do discurso: 1ª pessoa = emissor (transmite a mensagem); 2ª pessoa = receptor (recebe a mensagem) e 3ª pessoa = referente (assunto da mensagem). Quando o pronome substituir um substantivo, será denominado pronome substantivo Ex. Ele é amigo de Pedro. Quando o pronome acompanhar um substantivo, será denominado pronome adjetivo. Ex. Pedro é meu professor. PRONOMES PESSOAIS Os pronomes pessoais são aqueles que indicam uma das três pessoas do discurso: a que fala, a com quem se fala e a de quem se fala. São de dois tipos:
Pronomes pessoais do caso reto : são os que desempenham a função sintática de sujeito da oração _ eu, tu, ele, ela, nós, vós eles, elas.
Pronomes pessoais do caso oblíquo : são os que desempenham a função sintática de complemento verbal (objeto direto ou indireto), complemento nominal, agente da passiva, adjunto adverbial, adjunto adnominal.
Os pronomes pessoais oblíquos se subdividem em dois tipos: os átonos (me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os, as, lhes), que não são antecedidos por preposição e se apoiam diretamente no verbo; e os tônicos (mim, comigo, ti, contigo, ele, ela, si, consigo, nós, conosco, vós, convosco, eles, elas), precedidos por preposição. Emprego dos Pronomes Pessoais Eu e tu exercem a função sintática de sujeito. Mim e ti exercem a função sintática de complemento verbal ou nominal, agente da passiva ou adjunto adverbial e sempre são precedidos de preposição. Ex. Trouxeram aquela encomenda para mim. Era para eu conversar com o diretor. Se, si, consigo são pronomes reflexivos ou recíprocos; portanto, só poderão ser usados na voz reflexiva ou na voz reflexiva recíproca. Ex. Quem não se cuida, acaba ficando doente. Gilberto trouxe consigo os três irmãos. Com nós ou com vós são usados quando, à frente, surgir qualquer palavra que indique quem "somos nós" ou quem "sois vós". Nos demais casos, usa-se sempre conosco ou convosco. Ex. Ele disse que sairia com nós dois. O engenheiro foi ao canteiro de obras conosco.
OBS.: Quando os pronomes pessoais ele(s) , ela(s) funcionarem como sujeito, não devem ser aglutinados com a preposição de. Ex. No momento de ele discursar, faltou-lhe a palavra.
Os pronomes oblíquos átonos podem exercer diversas funções sintáticas nas orações. São elas:
02) É facultativo o uso de artigo diante dos possessivos. Ex. Trate bem seus amigos. Trate bem os seus amigos.
03) Não se devem usar pronomes possessivos diante de partes do próprio corpo. Ex. Vou lavar as mãos. (e não “minhas mãos”) Cuidado para não machucar os pés!
OBS.: Não confunda a abreviação coloquial do pronome de tratamento senhor (“seu”), com o pronome possessivo de 3ª pessoa. Ex. Seu João, como vai a família? v 04) Os possessivos de 3ª pessoa também podem ser usados para indicar aproximação numérica, em vez de posse. Ex. A secretária devia ter seus 20 anos. (= aproximadamente 20 anos)
São aqueles que situam os seres no tempo e no espaço, em relação às pessoas do discurso.
01) Este(s), esta(s), isto: São usados para o que está próximo da 1ª pessoa e para o tempo presente. Ex. Este chapéu que estou usando é de couro. Este ano está sendo surpreendente.
02) Esse(s), essa(s), isso: São usados para o que está próximo da 2ª pessoa e para o tempo passado recente. Ex. Esse chapéu que você está usando é de couro? Em novembro de 2009, inauguramos a loja. Até esse ano, nada sabíamos sobre comércio.
03) Aquele(s), aquela(s), aquilo: São usados para o que está distante do falante e do ouvinte e para o tempo passado distante. Ex. Aquele chapéu que ele está usando é de couro? Em 1974, eu tinha 15 anos. Naquela época, Londrina era uma cidade pequena.
Outros usos dos demonstrativos 01) Em uma citação oral ou escrita, usa-se este, esta, isto para o que ainda vai ser dito ou escrito, e esse, essa, isso para o que já foi dito ou escrito. Ex. Esta é a verdade: existe a violência, porque a sociedade a permitiu. Existe a violência, porque a sociedade a permitiu. A verdade é essa.
02) Usa-se este, esta, isto em referência a um termo imediatamente anterior. Ex. O fumo é prejudicial à saúde, e esta deve ser preservada.v
03) Para estabelecer-se a distinção entre dois elementos anteriormente citados, usa-se este, esta, isto em relação ao que foi mencionado por último e aquele, aquela, aquilo, em relação ao que foi nomeado em primeiro lugar. Ex. Sabemos que a relação entre o Brasil e os Estados Unidos é de domínio destes sobre aquele.
04) O , a , os , as são pronomes demonstrativos, quando equivalem a isto, isso, aquilo ou aquele(s), aquela(s). Ex. Não concordo com o que ele falou. (aquilo que ele falou)
05) Os pronomes demonstrativos podem aparecer combinados com preposições. Ex. deste (de+este), nessa (em+essa), àquilo (a+aquilo).
06) Os pronomes este, esse e aquele (e suas variações), quando contraídos com a preposição de , pospostos a substantivos, são usados apenas no plural. Ex. Com um frio desses não sairei de casa.
07) As expressões por isso, além disso, não obedecem às regras convencionais; sua forma é fixa.
São aqueles que se referem à terceira pessoa do discurso de uma maneira vaga, imprecisa, genérica. São eles: alguém, ninguém, tudo, nada, algo, cada, outrem, algum, alguns, alguma(s), nenhum, nenhuns, nenhuma(s), outro(s), outra(s), todo(s), toda(s), muito(s), muita(s), bastante(s), pouco(s), pouca(s), certo(s), certa(s), tanto(s), tanta(s), quanto(s), quanta(s), um, uns, uma(s), qualquer, quaisquer, além das locuções pronominais indefinidas cada um, cada qual, quem quer que, todo aquele que.
Emprego dos Pronomes Indefinidos Algum: Adquire sentido negativo, quando estiver depois do substantivo. Ex. Amigo algum o ajudou. (Nenhum amigo) Algum amigo o ajudará. (Alguém)
Cada : Não deve ser utilizado desacompanhado de substantivo ou numeral. Ex. As blusas custam dez reais cada uma (e não “dez reais cada”) Certo: Será pronome indefinido, quando anteceder substantivo e será adjetivo, quando estiver posposto a substantivo. Ex. Certas pessoas não se preocupam com os demais. As pessoas certas sempre nos ajudam. Qualquer: Não deve ser usado em sentido negativo. Em seu lugar, deve-se usar algum , posteriormente ao substantivo, ou nenhum. Ex. Ele entrou na festa sem qualquer problema. (frase inadequada gramaticalmente).
Muito, pouco, bastante : Serão pronomes indefinidos, quando estiverem referindo-se a substantivo; caso modifiquem palavra que não seja substantivo, serão advérbios. Ex. Janice comprou muitas flores. (pron. indefinido) / Janice trabalha muito. (advérbio)
Todo, toda : Usados com artigo, dão ideia de totalidade; usados sem artigo, significam qualquer, todos. Ex. Fiquei em cada todo o dia. (o dia inteiro) Todo dia telefono para ela. (todos os dias)
OBS.: Se o pronome todo(a) estiver no plural, o emprego do artigo é obrigatório. Ex. Todos os cidadãos têm direito à liberdade. (e não “todos cidadãos”)
São os pronomes que, quem, qual e quanto usados em frases interrogativas diretas ou indiretas. Ex. Que farei agora? - Interrogativa direta. Quanto te devo, meu amigo? - Interrogativa direta. Não sei quanto devo cobrar por esse trabalho. - Interrogativa indireta.
01) Na expressão interrogativa Que é de? subentende- se a palavra feito : Que é de José? (= Que é feito de José?)
02) Não se deve usar a forma o que como pronome interrogativo; usa-se apenas que , a não ser que o pronome seja colocado depois do verbo. Ex. Que você faz? (e não “O que você faz?”) Você fará o quê?
OBS.: Conforme alguns gramáticos, os advérbios interrrogativos onde, quando e como podem ser classificados como pronomes interrogativos adverbiais. Ex. Onde você mora? (pron. int. lugar) Quando você terá férias? (pron. int. tempo) Como ele fez isso? (pron. int. modo)
São pronomes que substituem um termo da oração anterior, estabelecendo relação entre duas orações. São eles: que, quem, o qual (e flexões), cujo (e flexões), onde, quanto (e flexões). Ex. Não conhecemos o aluno. O aluno saiu. = Não conhecemos o aluno que saiu.
Como se pode perceber, o que, na frase acima, está substituindo o termo aluno e está relacionando a segunda oração com a primeira.
Emprego dos pronomes relativos
1. Os pronomes relativos virão precedidos de preposição se a regência assim determinar.
Prep. Pron.
Termo regente (que exige a preposição)
Havia condições a que
nos opúnhamos. (opor-se a)
Havia condições com que não concordávamos. (concordar com)
Havia condições de que desconfiávamos. (desconfiar de)
Havia condições - que nos prejudicavam.
Havia condições em que
insistíamos. (insistir em)
2. O pronome relativo quem só pode fazer referência a pessoa. Ex. Não conheço a médica de quem você falou. 3. Quando o relativo quem aparecer sem antecedente explícito, é classificado como pronome relativo indefinido. Ex. Quem atravessou, foi multado. 4. Quando possuir antecedente, o pronome relativo quem sempre virá precedido de preposição, mesmo que o verbo não exija. Ex. João era o filho a quem ele amava. 5. O pronome relativo que é chamado de relativo universal, pois pode ser empregado com referência a pessoas, lugares ou coisas. Ex. Conheço bem a moça que saiu. Não gostei do vestido que comprei. 6. O pronome relativo que pode ter por antecedente o demonstrativo o (a, os, as). Ex. Sei o que digo. (o pronome o equivale a aquilo) 7. Quando precedido de preposição monossilábica, emprega-se o pronome relativo que. Com preposições de mais de uma sílaba, usa-se o relativo o qual (e flexões). Ex. Aquele é o machado com que trabalho. Aquele é o empresário para o qual trabalho. Exceções: As preposições sem e sob. Com elas, usa-se de preferência o qual (e flexões). 8. O pronome relativo cujo (e flexões) é relativo possessivo e equivale a do qual, de que, de quem. Concorda em gênero e número com a coisa possuída. Ex. Cortaram as árvores cujos troncos estavam podres. 9. O pronome relativo quanto, quantos e quantas são pronomes relativos quando seguem os pronomes indefinidos tudo, todos ou todas. Ex. Ele recolheu tudo quanto viu. 10. O relativo onde só deve ser usado para indicar lugar. Ex. Esta é a terra onde habito. a) onde é empregado com verbos que não dão ideia de movimento. Pode ser usado sem antecedente. Ex. Nunca mais morei na cidade onde nasci.
b) aonde é empregado com verbos que dão ideia de movimento e é resultado da combinação da preposição a + onde. Ex. As crianças não sabiam aonde ir. Função sintática dos pronomes relativos Para descobrir qual a função sintática exercida pelo pronome relativo na oração, basta substituí-lo por seu antecedente; a função exercida pelo antecedente será a mesma do pronome relativo. Ex.: Maria é a mulher de quem João gosta. (antecedente do pron. rel.: a mulher. – Fazendo a substituição: João gosta da mulher – da mulher = objeto indireto – função do pron. quem = obj. ind.) Bethânia era o bairro onde ele trabalhava. (antecedente do pron. rel.: o bairro – Fazendo a substituição: Ele trabalhava no bairro - no bairro = adj. adv. lugar – função do pron. onde = adj. adv.)
É a palavra que indica a quantidade de elementos ou sua ordem de sucessão. Dependendo do que o numeral indica, ele pode ser:
Emprego dos Numerais
Verbo é a palavra que indica ação, praticada ou sofrida pelo sujeito; fato, de que o sujeito participa ativamente; estado ou qualidade do sujeito; ou fenômeno da natureza.
Classificação dos verbos Os verbos classificam-se em: 01) Verbos Regulares: são aqueles que não sofrem alterações no radical. Ex. trabalhar, trabalhei, trabalhou, trabalhava, trabalhamos.
São eles: a - Pretérito Perfeito Composto do Indicativo: Indica fato que tem ocorrido com frequência. Ex. Eu tenho estudado demais ultimamente. b - Pretérito Perfeito Composto do Subjuntivo: Indica desejo de que algo já tenha ocorrido. Ex. Espero que você tenha estudado o suficiente para conseguir a aprovação.
c- Pretérito Mais-que-perfeito Composto do Indicativo: Indica fato passado anterior a outro, também passado. Ex. Ontem, quando você foi ao parque, eu já tinha caminhado 6 Km.
d - Pretérito Mais-que-perfeito Composto do Subjuntivo: Indica condição, hipótese. Ex. Ela estaria menos cansada, se não tivesse trabalhado tanto.
e - Futuro do Presente Composto do Indicativo: Indica fato que ocorre em momento posterior ao que se fala. Ex. Quando você chegar ao parque, eu já terei caminhado 6 Km.
f - Futuro do Pretérito Composto do Indicativo: Tem o mesmo valor que o Futuro do Pretérito simples do Indicativo. Ex. Eu teria caminhado todos os dias, se não fosse a falta de tempo.
g - Futuro Composto do Subjuntivo: Indica fato hipotético no futuro. Ex. Quando você tiver terminado sua série de exercícios, eu caminharei 6 Km.
h - Infinitivo Pessoal Composto: Indica ação passada em relação ao momento da fala. Ex. Para você ter comprado esse carro, necessitou de muito dinheiro.
Vozes Verbais - Flexão de Voz: Indica se o sujeito pratica, ou recebe, ou pratica e recebe a ação verbal. 01) Voz Ativa: O sujeito é agente, ou seja, pratica a ação verbal ou participa ativamente de um fato. Ex. As meninas exigiram a presença da diretora. A torcida aplaudiu os jogadores. 02) Voz Passiva: O sujeito é paciente, ou seja, sofre a ação verbal. Pode ser:
a - Sintética ou Pronominal_ É formada por verbo transitivo direto + pronome se (partícula ou pronome apassivador) Ex. Entrega-se encomenda. Compram-se roupas usadas. b - Analítica _ É formada por verbo auxiliar ser ou estar
OBS.: Na voz reflexiva, o pronome se significa “a si mesmo(s)”; enquanto na voz reflexiva recíproca o pronome se é sinônimo de “um ao outro” ou “uns aos outros”.
Conversão de Voz Para efetivar a conversão da ativa para a passiva e vice- versa, procede-se da seguinte maneira:
1 - O sujeito da voz ativa passará a ser o agente da passiva. 2 - O objeto direto da voz ativa passará a ser o sujeito da voz passiva. 3 - Na passiva, o verbo ser estará no mesmo tempo e modo do verbo transitivo direto da ativa e o verbo principal ficará no particípio. Voz ativa A torcida aplaudiu os jogadores.
Advérbio é a palavra invariável que modifica o verbo, um adjetivo, outro advérbio, ou até mesmo uma oração inteira, exprimindo uma circunstância. Locução Adverbial : É um conjunto de palavras que exerce a função de advérbio. Ex.: De modo algum irei lá. Às vezes, ela começava a chorar sem motivo. TIPOS DE ADVÉRBIOS DE MODO : Bem, mal, assim, adrede, melhor, pior, depressa, acinte, debalde, devagar, às pressas, à toa, à vontade, aos poucos, desse jeito, desse modo, dessa maneira, em geral, frente a frente, lado a lado, a pé, de cor, em vão, calmamente, tristemente, propositadamente, pacientemente, etc. DE INTENSIDADE : Muito, demais, pouco, tão, menos, em excesso, bastante, pouco, mais, menos, demasiado, quanto, quão, tanto, assaz, que (equivale a quão), tudo, nada, todo, quase, de todo, de muito, por completo, etc. DE TEMPO : Hoje, logo, primeiro, ontem, tarde outrora, amanhã, cedo, dantes, depois, ainda, antigamente, antes, doravante, nunca, então, ora, jamais, agora, sempre, já, enfim, afinal, amiúde, breve, constantemente, entrementes, imediatamente, primeiramente, provisoriamente, etc. DE LUGAR : Aqui, antes, dentro, ali, adiante, fora, acolá, atrás, além, lá, detrás, aquém, cá, acima, onde, perto, aí, abaixo, aonde, longe, debaixo, algures, defronte, nenhures, adentro, afora, alhures, nenhures, aquém, embaixo, externamente, a distancia, à distancia de, de longe, de perto, em cima... DE NEGAÇÃO : Não, nem, nunca, jamais, de modo algum, de forma nenhuma, tampouco, etc. DE DÚVIDA : Acaso, porventura, possivelmente, provavelmente, quiçá, talvez, quem sabe, etc. DE AFIRMAÇÃO : Sim, certamente, realmente, decerto, efetivamente, decididamente, realmente, etc. Palavras Denotativas Há uma série de palavras que se assemelham a advérbios. A Nomenclatura Gramatical Brasileira não faz nenhuma classificação especial para essas palavras, por isso elas são chamadas simplesmente de palavras denotativas. Podem exprimir ideia de:
- GRAU COMPARATIVO : quando a circunstância expressa pelo advérbio aparece em relação de comparação. Para indicar esse grau, utilizam-se as formas tão…quanto, mais…que, menos…que. => comparativo de igualdade: Ex.: Chegarei tão cedo quanto você. =>comparativo de superioridade: Ex.: Chegarei mais cedo que você. =>comparativo de inferioridade: Ex.: Chegarei menos cedo que você. - GRAU SUPERLATIVO : nesse caso, a circunstancia expressa pelo advérbio aparecerá intensificada. O grau superlativo do advérbio pode ser formado tanto pelo processo sintético (acréscimo de sufixo), como pelo processo analítico (outro advérbio estará indicando o grau) =>superlativo sintético: formado com o acréscimo de sufixo. Ex.: Cheguei tardíssimo. =>superlativo analítico: expresso com um advérbio de intensidade. Ex.: Cheguei muito tarde.
Preposição é a palavra invariável que liga dois elementos da oração, subordinando um ao outro. Por exemplo, na frase Os alunos do colégio assistiram ao filme de Walter Salles , temos as preposições de e a. O termo que antecede a preposição é denominado regente ; e o termo que a sucede, regido.
Há dois tipos de preposição: 1) Essenciais: por, para, perante, a, ante, até, após, de, desde, em, entre, com, contra, sem, sob, sobre, trás. As essenciais são as palavras que só desempenham a função de preposição.
2) Acidentais: afora, fora, exceto, salvo, malgrado, durante, mediante, segundo, menos. As acidentais são palavras de outras classes gramaticais que eventualmente são empregadas como preposições.
Locução Prepositiva: São duas ou mais palavras, exercendo a função de uma preposição: acerca de, a fim de, apesar de, através de, de acordo com, em vez de, junto de, para com, à procura de, à busca de, à distância de, além de, antes de, depois de, à maneira de, junto de, junto a, a par de, etc.
Combinação: Junção de uma preposição com outra palavra, quando não há alteração fonética. Ex. ao (a + o); aonde (a + onde) Contração: Junção de uma preposição com outra palavra, quando há alteração fonética. Ex. do (de + o); neste (em + este); à (a + a) As preposições podem indicar diversas circunstâncias:
As conjunções são vocábulos de função estritamente gramatical, utilizados para o estabelecimento da relação entre duas orações, ou ainda para relacionar dois termos que se assemelham gramaticalmente dentro da mesma oração. As conjunções podem ser de dois tipos principais: conjunções coordenativas ou conjunções subordinativas. 1) Conjunções coordenativas : Vocábulos que estabelecem relações entre dois termos ou duas orações independentes entre si, que possuem as mesmas funções gramaticais. As conjunções coordenativas podem ser dos seguintes tipos: aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas, explicativas. Ex. Entre, que está muito frio. Estava fazendo frio, mas ele saiu sem casaco. 2) Conjunções subordinativas: Têm a função de estabelecer uma relação entre duas orações, relação esta que se caracteriza pela dependência do sentido de uma oração com relação à outra. Uma das orações completa ou determina o sentido da outra. As conjunções subordinativas são classificadas em: causais, concessivas, condicionais, comparativas, conformativas, consecutivas, proporcionais, finais e integrantes. Ex. Os balões sobem, porque são mais leves que o ar. Embora fosse inverno, ele saiu sem casaco. Locução Conjuntiva: Expressão que exerce a mesma função que a conjunção: ligar orações. Ex. à medida que, no entanto, ao passo que, visto que, etc.
As interjeições são os vocábulos de representação das emoções ou sensações dos falantes. Podem exprimir satisfação, espanto, dor, surpresa, desejo, terror, etc. O sentido deste tipo de vocábulo depende muito do contexto enunciativo em que se encontram e da forma como são pronunciados. Ex. Oh! Eia! Psiu! Ui! Nossa!!! Locução Interjetiva: Expressão formada por mais de um vocábulo, usada também para exprimir emoções e sensações. Ex. Cruz credo! Puxa vida! Arre égua!
A Sintaxe é a parte da gramática que estuda a disposição das palavras na frase e das frases no discurso, bem como a relação lógica das frases entre si. Ao emitir uma mensagem verbal, o emissor procura transmitir um significado completo e compreensível. Para isso, as palavras são relacionadas e combinadas entre si. A sintaxe é um instrumento essencial para o manuseio satisfatório das múltiplas possibilidades que existem para combinar palavras e orações. Para o estudo da sintaxe, é importante diferenciar frase, oração e período:
Aparentemente, o verbo ir apresenta complementação, pois quem vai, vai a algum lugar. Porém, "lugar" é uma circunstância e não complementação, como à primeira vista possa parecer. Todos os verbos que indicam destino ou procedência são verbos intransitivos, normalmente acompanhados de circunstância de lugar (adjunto adverbial). São eles ir, vir, voltar, chegar, morar, residir, situar-se, etc.
Verbos Transitivos: São aqueles que necessitam de complementação, pois têm sentido incompleto. Dividem-se em três tipos:
a- Transitivos diretos: exigem complemento (denominado objeto direto) sem preposição obrigatória. Ex. Presidente receberá governadores. Falta de verbas causa problemas. b- Transitivos indiretos: exigem complemento (objeto indireto) com preposição obrigatória. Ex. Eleitor obedece à convocação do TRE. População não acredita nos políticos. c- Transitivos diretos e indiretos (ou bitransitivos): exigem dois complementos: um sem e outro com preposição. Ex. Governador perdoa traição a deputado. Empresário doa lucros à UNICEF. Verbos de Ligação: São aqueles que servem para ligar o sujeito a seu atributo (qualidade), denominado Predicativo do Sujeito. Os principais verbos de ligação são ser, estar, parecer, permanecer, ficar, continuar. Ex. Investimento direto será menor em 2013. Matéria-prima fica mais cara.
Todo predicado tem um núcleo (uma palavra que contém a ideia principal). De acordo com o núcleo, o predicado se classifica em: 1) Verbal : O núcleo é um verbo nocional, significativo (VT ou VI). Ex. A moça ensinava a meia dúzia de garotos. O aluno questionou o professor 2) Nominal: O núcleo é um nome (substantivo, adjetivo, pronome); o verbo é de ligação. Ex. Minha namorada está atrasada. Nós ficamos alegres. A novela continua enfadonha.
OBS.: No predicado nominal, o verbo tem tão pouca importância que podemos retirá-lo, sem haver perda significativa do entendimento: Ex. A novela enfadonha. Nós alegres. Minha namorada atrasada.
3) Verbo-Nominal : Apresenta dois núcleos: um formado por um verbo que expressa ação (significativo) e outro, por um ou mais nomes que indicam uma qualidade ou estado do sujeito ou do objeto. É uma construção sintética que funde duas orações. Ex. Elas viajarão (ação) sozinhas (estado). A velha voltou (ação) para casa tranquila (estado).
COMPLEMENTO VERBAL: É o termo da oração que completa o sentido de um verbo. São dois:
1) Objeto Direto: É o complemento, sem preposição, do verbo transitivo direto. Ex. Buscaram o carro de Maria. Janice quer liberdade e respeito.
OBS.: Em alguns casos o objeto direto pode ser preposicionado. Ex. Ao homem a mulher consola (obj. prep. para evitar ambiguidade) / O assaltante sacou da arma (obj.
prep. para dar ênfase) / Ele comeu do bolo (obj. prep. para realçar valor partitivo) / Casos obrigatórios: Rubião esqueceu a si (pron. oblíquo tônico) / Ela amava a quem nunca a amou. (pron. relativo quem)
2) Objeto Indireto: É o complemento, com preposição obrigatória, do verbo transitivo indireto. Ex. Algumas alunas gostam de lutas marciais. Já assisti a esse filme várias vezes. COMPLEMENTO NOMINAL: É o termo da oração que completa o sentido de um substantivo abstrato, de um adjetivo ou de um advérbio. É sempre introduzido por preposição. Ex. O militar deve ter amor à Pátria. (o substantivo amor é completado pelo termo Pátria ) José é igual ao pai. (o adjetivo igual é completado pelo termo pai ) Agiu contrariamente ao esperado. (o advérbio contrariamente é completado pelo termo esperado ) PREDICATIVO DO SUJEITO: É o termo que apresenta uma qualidade, modo de ser ou estado do sujeito. Ex. Maria estava impaciente. As crianças brincavam despreocupadas. Alegre, Juca foi embora. PREDICATIVO DO OBJETO: É o termo que apresenta uma qualidade, modo de ser ou estado do objeto. Ex. O vilarejo elegeu Otaviano prefeito. Chamavam-lhe falsário. AGENTE DA PASSIVA: É o elemento que pratica a ação quando o verbo da oração está na voz passiva. O agente da passiva é sempre introduzido por uma preposição. Ex. Os índios foram exterminados pelo colonizador. O testamento será lido por um advogado.
ADJUNTO ADNOMINAL: São palavras que acompanham o substantivo, núcleo de uma função sintática, para caracterizá-lo, determiná-lo ou individualizá-lo. O adjunto adnominal pode ser representado por: adjetivos, artigos, numerais, pronomes e locuções adjetivas. Ex. As casas antigas eram mais trabalhadas. (referem-se ao núcleo do sujeito = casas) Ele acompanhava duas crianças pequenas. (referem-se ao núcleo do objeto = crianças) Paulo era o professor de matemática. (referem-se ao núcleo do predicativo = professor)
OBS.: Não confunda adjunto adnominal com complemento nominal. Embora ambos possam se referir a substantivos abstratos, para diferenciá-los lembre-se de que o complemento nominal tem sentido passivo; enquanto o adjunto tem sentido ativo. Por exemplo: As críticas do ator ao diretor eram infundadas. Observe que temos dois elementos introduzidos por preposição, ambos se referindo ao substantivo abstrato críticas. O primeiro é adjunto, já que tem sentido ativo (do ator = o ator criticou). O segundo é complemento, pois tem sentido passivo (ao diretor = o diretor foi criticado)
ADJUNTO ADVERBIAL: Termo que se refere ao verbo, ao adjetivo ou a outro advérbio, para indicar uma circunstância (tempo, lugar, causa, modo, concessão, etc.) Ex. Só obtivemos os gabaritos do vestibular no dia seguinte. (adj. adv. tempo) O trânsito está engarrafado na Avenida Recife. (adj. adv. lugar) Os turistas foram recebidos alegremente. (adj. adv. modo) Estávamos tremendo de frio. (adj. adv. causa) Vou sair com você. (adj. adv. companhia) Com a vassoura, retirou a sujeira da sala. (adj. adv. instrumento) Prefiro viajar de carro. (adj. adv. meio) Conversamos sobre economia. (adj. adv. assunto)
APOSTO: É o termo que tem por objetivo explicar, esclarecer, resumir, especificar ou comentar algo sobre um substantivo. Ex. Recife, a Veneza brasileira, sofre durante o período chuvoso. AMD_ fabricante de processadores _ vem ganhando mercado. Maria telefonou para os amigos: Júnior, André, Carla, Bianca e Dulce. O estado de Minas Gerais destaca-se na produção de leite e derivados.
No último exemplo, observa-se o único tipo de aposto que não é separado por sinal de pontuação, o aposto especificador ou aposto de especificação. Para não confundi-lo com o adjunto adnominal, lembre- se de que é possível estabelecer uma relação de igualdade entre o aposto e o substantivo a que ele se refere (estado = Minas Gerais). Já em A população de Minas Gerais é cordial , o termo sublinhado é adjunto adnominal, pois não há relação de igualdade (população não é = Minas Gerais).
OBS.: O aposto pode aparecer anteposto ao termo a que se refere. Ex. Veneza brasileira , Recife está sofrendo com as chuvas. Ele também pode aparecer precedido de expressões explicativas. Ex. Algumas matérias, a saber, Matemática, Física e Química apresentam maiores dificuldades de aprovação no vestibular.
VOCATIVO : É considerado um termo independente da oração porque não faz parte de sua estrutura. É usado para invocar, chamar, interpelar ou apelar a quem o falante se dirige. Ex. Menino, venha cá! Tenham calma, meus filhos. Você, Dora, reclama demais.
Período Composto é aquele que apresenta mais de uma oração, podendo ser formado por coordenação ou por subordinação. No período composto por coordenação, as orações são independentes, estando ligadas apenas pelo sentido. Já no período composto por subordinação, uma oração – a subordinada – depende da outra, denominada principal; ou seja, a ligação entre elas é semântica, mas também sintática.
As orações coordenadas que não apresentam conjunção são chamadas de assindéticas e as que têm conjunção, sindéticas. Estas últimas se classificam, de acordo com a conjunção que apresentam, em:
1) Aditivas: Exprimem ideia de adição, sendo iniciadas pelas conjunções e, nem, mas também, mas ainda, etc. Ex. Adilson foi ao trabalho a pé e voltou de automóvel. Estudou não somente Português, como também Geografia. 2) Adversativas: Exprimem uma ideia oposta à oração principal. Principais conjunções: mas, contudo, todavia, entretanto, porém, no entanto, senão. Ex. Argumentou durante duas horas, mas não convenceu. Nesse particular, você tem razão, contudo não me convenceu.
3) Alternativas: Expressam alternância. São identificadas pelas conjunções ou, ora, quer, seja. Ex. A babá ora acariciava o nenê, ora beslicava-o. Quer você queira, quer não, iremos ao hospital. 4) Conclusivas: Apresentam a conclusão da oração anterior. São introduzidas pelas conjunções logo, portanto, por fim, por conseguinte, assim, entre outras. Ex. Vivia zombando de todos; logo, não merecia complacência. O funcionário era muito competente; então, foi aprovado.
5) Explicativas: Expressam explicação, justificativa. Conjunções e locuções utilizadas: isto é, ou seja, a saber, na verdade, pois, que, visto que. Ex. A criança devia estar doente, porque chorava de forma incessante. Venha para casa, que já é tarde.
OBS.: A conjunção pois pode ser conclusiva ou explicativa. Se estiver antes do verbo, será conjunção explicativa. (Ex. José estava resfriado, pois tossia muito.) Entretanto, se a conjunção estiver após o verbo, será conclusiva. (Ex. Não tenho dinheiro; não posso, pois, pagar a conta.)
No período composto por subordinação sempre aparecem dois tipos de oração: oração principal e oração subordinada. Oração principal: é um tipo de oração que no período não exerce nenhuma função sintática e tem associada a si uma oração subordinada. Oração subordinada: é toda oração que se associa a uma oração principal e exerce uma função sintática (sujeito, objeto, adjunto adverbial etc.) em relação à oração principal. As orações subordinadas classificam-se, de acordo com seu valor ou função, em: **Orações subordinadas substantivas
OBS.: Para verificar se uma oração subordinada é substantiva, tente substituí-la pela palavra “isso”. Ex. Eles ignoram que o mundo é cheio de mistérios. / Eles ignoram isso. Se a substituição for possível, ou seja, se criar um enunciado lógico, é porque a oração realmente é substantiva.
Orações subordinadas adjetivas 1 ) Orações adjetivas explicativas: são aquelas que indicam qualidade inerente ao substantivo a que se referem. Justapõem-se a um substantivo já plenamente definido pelo contexto e são menos comuns que a restritiva. Além disso, as orações adjetivas explicativas podem ser eliminadas sem prejuízo do sentido. Têm função meramente estilística. Ex. O inverno suíço de 1987, que foi muito rigoroso, matou 100 pessoas. O lírio, que é branco, já não é símbolo de candura.