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REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E DESENVOLVIMENTO HUMANO DIRECÇÃO NACIONAL DE ENSINO SECUNDÁRIO
STOP SIDA STOP COVID -
Título: O meu caderno de actividades de Português - 11 ª Classe Direcção: Gina Guibunda & João Jeque Coordenação Manuel Biriate Elaboradores: Isaías Mulima, Rui Manjate & Filomena Tovela Concepção gráfica e Layout: Hélder Bayat & Bui Nguyet Linhas continua, vecteez Impressão e acabamentos: MINEDH Revisão: Isaías Mulima & Rui Manjate Tiragem: xxx exemplares.
UNIDADE DIDÁCTICA 1 TEXTOS NORMATIVOS
1. Lei da Família 2. Processo de formação de palavras – diminutivos eruditos 7 UNIDADE DIDÁCTICA 2 TEXTOS ADMINISTRATIVOS 1. A procuração 2. Conjunções subordinativas 12 UNIDADE DIDÁCTICA 3 TEXTOS JORNALÍSTICOS 1. A reportagem 2. Complementos do verbo – o complemento indirecto 4. Complementos de verbos de movimento 16 UNIDADE DIDÁCTICA 4 TEXTOS MULTIUSOS 1. O texto expositivo-explicativo 2. Concordância verbal 21 UNIDADE DIDÁCTICA 5 TEXTOS LITERÁRIOS 1. Evolução do termo literatura 2. O texto narrativo 25 UNIDADE DIDÁCTICA 6 TEXTOS DE PESQUISA DE DADOS 1. Referências bibliográficas 2. O conector pois 3. Os quantificadores tudo, todo e ninguém 32 UNIDADE DIDÁCTICA 7 TEXTOS NORMATIVOS 1. A Lei da Família 2. Derivação parassintética 36 UNIDADE DIDÁCTICA 8 TEXTOS ADMINISTRATIVOS 1. A exposição
Gat inha (Sufixo – inha – diminutivo); Bonit ão (Sufixo – ão -aumentativo ); Bonit inha ( sufixo – inha
- diminutivo). No entanto, existem outros sufixos que só podem ser encontrados em palavras já formadas, não sendo possível usá-los livremente com outras palavras. Por exemplo: Dent uça (sufixo – uça – aumentativo ); Cas ebre ( sufixo – ebre – diminutivo ).
São diminutivos eruditos os sufixos diminutivos de uso restrito (que só se encontram em palavras já formadas).
Os diminutivos eruditos, de origem latina, apresentam os sufixos - ulo e - culo : cela – célula, ovo – óvulo, forma – fórmula, pele – película, corpo – corpúsculo, modo – módulo, monte – montículo
Alguns destes diminutivos eruditos poderão parecer-nos mais ―camuflados‖, se não conhecermos o étimo latino de certas palavras: nó (latim nodu-) – nódulo; obra (latim opus) – opúsculo; feixe (latim fasce-) – fascículo; roda (latim rota-) – rótula; rei (latim rege-) – régulo; cabeça (latim *capit-) – capítulo pé (latim pede-) – pedículo, pedúnculo
Compreensão textual Leia o texto abaixo. ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA Lei n.º 22/2019, de 11 de Dezembro TÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS ARTIGO 1 (Noção de família)
ARTIGO 2 (Âmbito)
ARTIGO 3 (Direitos da família)
ARTIGO 4 (Usos e costumes)
ARTIGO 5 (Deveres da família) À família incumbe, em particular: a. assegurar a unidade e estabilidade próprias; b. assistir os pais no cumprimento dos seus deveres de educar e orientar os filhos; c. garantir o crescimento e desenvolvimento integral da criança, do adolescente e do jovem; d. assegurar que não ocorram situações de discriminação, exploração, negligencia, exercício abusivo de autoridade ou violência no seu seio; e. amparar e assistir os membros mais idosos, assegurando a sua participação na vida familiar e comunitária e defendendo a sua dignidade e bem-estar; f. amparar e assistir os membros mais carentes nomeadamente, os portadores de deficiência; g. velar para que sejam respeitados os direitos e os legítimos interesses de todos e de cada um dos seus membros. Extracto da Lei n.º 22/2019, de 11 de Dezembro.
1. Após a leitura do texto acima, identifica-se que ele é: A O trecho de uma proposta de lei. B O trecho de uma lei.
C Um regulamento de direitos. D Uma descrição da família.
2. É a principal característica do género do texto lido: A A linguagem informal, para a compreensão de todos. B Apresentar e impor as regras de condutas sociais. C Seguir exactamente o que interesse a cada um. D Disponibilizar apenas nos órgãos públicos.
Textos administrativos são textos formais que devem ser escritos com clareza e objectividade. Este tipo de texto visa informar, convocar, solicitar, etc.
Tipos de textos Administrativos Existem diferentes tipos de textos de natureza administrativa, tais como o Requerimento, O Aviso, a Convocatória, a Acta, a Carta Comercial, o Ofício, o Curriculum Vitae, Procuração. Nesta unidade, destacaremos a Procuração.
1. Procuração O termo procuração vem do latim procuratio , de procurare : cuidar, tratar de negócio alheio, administrar coisa de outrem, ser procurador de alguém), em linguagem técnica de Direito.
A procuração é um instrumento legal pelo qual uma pessoa (outorgante) nomeia outra de sua confiança como seu representante (procurador), para agir em seu nome em determinada situação em que não possa estar presente.
Pode ter prazo de validade ou não, conforme a vontade do outorgante, e como é um acto baseado na confiança, pode ser revogado a qualquer tempo. Deve ser lavrada em cartório, podendo até mesmo ser escrita à mão.
Outorgante: Refere-se à pessoa que concede a procuração.
Outorgado: Refere-se à pessoa para a qual a procuração é passada.
O tipo de texto predominante nesse género é o descritivo porque consiste na exposição das propriedades, qualidades e características de objectos e acções da procuração.
Tipos de procuração A procuração para efeitos legais pode seguir os seguintes tipos:
Estrutura Título: Procuração; Identificação do outorgante: nome, estado civil, nacionalidade, profissão, números de identidade e Caixa Postal, residência; Identificação do outorgado: nome, estado civil, nacionalidade, profissão, números de identidade e Caixa Postal, residência; Indicação e descrição dos poderes: o que o outorgante autoriza que o outorgado faça em seu nome, da forma mais detalhada possível; Local e data; Assinatura do outorgante.
Funcionamento da língua
2. Conjunções subordinativas As conjunções subordinativas são palavras invariáveis, cuja função é unir orações, pois uma delas exerce o papel principal, e a outra, o papel de subordinada, ou seja, dependente da primeira para a construção completa de seu sentido.
As conjunções subordinativas integrantes iniciam sintagmas nominais, enquanto as conjunções adverbiais introduzem sintagmas adverbiais e podem ser classificadas como: causais; condicionais; conformativas
concessivas; comparativas; consecutivas
proporcionais; temporais; finais
Tipos de conjunções subordinativas
Conjunções subordinativas Conjunções mais recorrentes Causais Porque, pois, por isso que, uma vez que, já que, visto que, que, porquanto.
Condicionais Se, caso, salvo se, desde que, contanto que, dado que, a menos que, a não ser que. Conformativas Conforme, segundo, como, consoante.
Concessivas Por mais que, por menos que, apesar de que, embora, conquanto, mesmo que, ainda que, se bem que.
Comparativas
Mais, menos, menor, maior, pior, melhor, seguidas de que ou do que. Qual depois de tal. Quanto depois de tanto. Como, assim como, como se, bem como, que nem.
C Ela fez o trabalho, conforme a orientação do professor. D Se eu pudesse pagar, levaria o vestido azul.
2. Relacione as colunas de acordo com a classificação das orações subordinadas: A ( ) Se queres ser actriz, ensaie bastante. B ( ) Embora estudasse pouco, foi aprovado. C ( ) Ficou desiludido, porque foi abandonado. D ( ) Mais vale um pássaro não mão do que dois a voar.
I. Oração subordinada adverbial condicional. II. Oração subordinada adverbial comparativa. III. Oração subordinada adverbial concessiva. IV. Oração subordinada adverbial causal.
1. A Reportagem Reportagem é um género textual jornalístico com características próprias e que tem por objectivo transmitir informações para os receptores.
Estrutura da Reportagem Título ou manchete : é o nome do texto. Deve ser formulado de forma a chamar a atenção e despertar o interesse dos receptores. Consiste, geralmente, em frases de efeito concisas.
Subtítulo ou título secundário : complementa o título principal e apresenta mais informações, ainda que breves, sobre o que será encontrado no texto. Esse elemento é facultativo.
Lead : é o primeiro parágrafo do texto no qual são apresentadas as principais informações da matéria.
Corpo do texto : é o desenvolvimento da reportagem. É o elemento do texto que vai reunir todas as informações adquiridas pelo repórter, como pesquisas, entrevistas, material gráfico, etc.
A estruturação da reportagem não obedece o modelo de pirâmide invertida , como na notícia em que os factos mais relevantes são apresentados por primeiro, seguidos de suas explicações e desdobramentos.
Características da reportagem Relata, pormenorizadamente, um acontecimento de interesse geral e actual ou não; Pode ou não ser assinada; O repórte pode utilizar fontes orais ou escritas. Texto predominantemente informativo : o objectivo principal da reportagem é de informar. No entanto, no decorrer do texto é possível que o jornalista exponha seus juízos de valor, sem alterar o conteúdo das informações trazidas na matéria.
Material abrangente e elaborado : a reportagem não visa comunicar acontecimentos
O complemento indirecto O complemento indirecto é aquele que se refere à pessoa ou entidade que é beneficiário(a) ou é destinatário(a) da acção expressa pelo verbo.
O complemento indirecto é, sempre, regido pela preposição a, quer se trate de verbos que também requerem um complemento directo ou verbos que apenas exigem o complemento indirecto.
O Isaías escreveu ao director. Em esquema, essa situação pode ser representada da seguinte maneira: Oração Sujeto + Predicado verbal Sujeito + Verbo transitivo indirecto + Complemento indirecto O Isaías escreveu a + o director
Frequentemente um verbo exige a presença dos dois complementos (directo e indirecto), classificando-se então como transitivo directo e indirecto. É o que acontece na frase Eu mandei um presente ao Biriate. Que pode ser representada esquematicamente assim: Oração Sujeto + Predicado verbal Sujeito + Verbo tr. dir e indir. + Complemento dir. + Compl. indir Eu mandei um presente a + o Biriate
Complementos de verbos de movimento Os verbos de movimento são regidos por diferentes preposições, consoante a função semântica que desempenham. Deste modo, os complementos que designam o ―destino‖ do movimento são geralmente regidos pela preposição a e para , embora possam ser regidos pela preposição em.
Exemplos: Os emigrantes regressaram a Moçambique de autocarro. O Titos viajou para Lichinga de avião. Os emigrantes entraram n o autocarro, orgulhosos.
Os complementos que designam a ―origem‖ do movimento são, em geral, regidos pela preposição de. Exemplos: Saímos de casa muito cedo. Voltei d a escola muito cansado.
Quando os complementos de verbos de movimento indicam a ―trajectória‖ são geralmente regidos pela preposição por. Passei por tua casa para te saudar. Passaremos pel a casa da Filó para deixarmos o livro.
Famílias trocaram a cidade pelo campo Trocar o campo pela cidade à procura de uma vida melhor sempre foi a opção mais comum. Porém, algumas famílias, cansadas do caos urbano, estão a fazer o caminho inverso, deixando os grandes centros para viver literalmente no campo.
São pessoas que cursaram faculdade, desfrutavam de um certo conforto na cidade, mas não aguentavam mais a correria, falta de liberdade, o trânsito e o excesso de consumo. Em busca de uma vida mais simples e saudável, elas não têm medo de encarar a enxada e descobrir um novo modo de sobreviver.
Para Manuela Francisco, de 30 anos de idade, a chegada do primeiro filho foi o empurrão que faltava para deixar a cidade e, finalmente, experimentar uma vida mais tranquila e auto- sustentável, ao lado do companheiro Hugo. ―O nascimento do Tomé reforçou esse nosso desejo. Queríamos oferecer a ele uma infância mais próxima da natureza, longe dos valores consumistas e da loucura da cidade‖, diz a fotógrafa e jornalista. (…)
Por sua vez, Mário Paulo, de 37 anos de idade, também não demorou muito para deixar o apartamento onde residiu na cidade nos últimos 11 anos, para ir viver com a mulher e os dois filhos adolescentes no campo.
(…) Existe um esgotamento desse modelo de vida urbano‖, diz Mário Paulo, sem sentir falta dos supermercados e feliz de poder trabalhar na terra e ouvir o canto dos pássaros. Fonte: https://acessaber/Adaptado
1. O texto acima é do género: A crónica B artigo de opinião C reportagem D conto 2. Assinale o motivo que não leva as pessoas a se mudarem para o campo: A (…) um certo conforto na cidade (…) B ―(…) a correria (…)‖
C ―(…) falta de liberdade (…)‖ D ―(…) o trânsito (…)‖
1. Texto expositivo-explicativo Como vimos nas classes anteriores, texto expositivo-explicativo é um tipo de texto que pretende dar a conhecer, de forma clara, uma determinada realidade a um leitor que se supõe detentor de um saber insatisfatório.
Organização do texto O texto expositivo- explicativo tem três momentos: Fase de questionar/exposição (introdução) – corresponde ao título ou a uma interrogativa directa ou indirecta (apresentação do tema do texto ou da ideia central) Fase de resolução (desenvolvimento) – explicação, descrição, demonstração e estabelecimento de lógica entre as ideias ou factos apresentados. Fase de conclusão (conclusão) – síntese das ideias apresentadas ou apresentação de uma ideia conclusiva final.
Tipo de linguagem No texto expositivo-explicativo utiliza-se uma linguagem que se caracteriza por um discurso claro e objectivo com formas linguísticas próprias. A linguagem é predominantemente referencial, pois, pretende comunicar informações. Inclui frases passivas que permitem o apagamento do sujeito; Contém paráfrases (explicação mais desenvolvida do conteúdo); Utiliza articuladores (palavras ou expressões que estabelecem a relação entre duas ideias.
Podem ligar orações, períodos e até parágrafos). Exemplos: conjunções e locuções coordenativas e subordinativas, advérbios, preposições e pronomes.
Funções do texto expositivo- explicativo Reduz um acontecimento ou facto a factos simples; Estabelece ligações entre os factos; Liga um determinado acontecimento a diversos factores: causas, efeitos, consequências, finalidades; Coloca numa certa ordem aspectos ou partes de um todo;
Mostra relações entre acções, pessoas, objectos, etc. Responde a questões colocadas.
FUNCIONAMENTO DA LÍNGUA
2. Casos de concordância verbal Com sujeito não expresso de uma oração subordinada: o verbo de uma oração subordinada com sujeito oculto concorda em número e pessoa com sujeito da oração subordinante. Exemplo: A mãe fez a sopa, embora não estivesse com fome.
Com pronomes relativos com a função de sujeito O sujeito é o pronome relativo "que" – o verbo concorda com o antecedente do pronome. Ex.: Fui eu que sinalizei a bandeira. / Fomos nós que sinalizamos a bandeira.
O sujeito é o pronome relativo "quem" - o verbo pode ficar na 3ª pessoa do singular ou concordar com o antecedente do pronome. Ex.: Fui eu quem sinalizou a bandeira. / Fui eu quem sinalizei a bandeira.
Com sujeito posposto ao verbo Se o sujeito estiver posposto, permite-se a concordância por atracção com o núcleo mais próximo do verbo. Ex.: Seguiria a pé a jovem e a sua amiga.
Com verbos impessoais Os chamados verbos impessoais, que não são atribuídos a sujeito algum, de acordo com a norma culta devem ficar na 3ª pessoa do singular.
É o caso do verbo haver (no sentido de existir, ou indicando tempo) e do verbo fazer (indicando tempo). Ambos devem ficar sempre na 3ª pessoa do singular. Exemplos: Havia sérios problemas de iluminação. Fazia dois anos que ele não nos visitava.
Outros exemplos
Bastar de e Chegar de : ‗basta de questionamentos‘ (e não bastam de questionamentos); Trata-se de (em referência a uma afirmação anterior): ‗trata-se dos funcionários do hospital‘ (e