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Biologia do inseto, danos e controle
Tipologia: Notas de estudo
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Trabalho apresentado à Universidade Federal do Mato Grosso, como parte das exigências de avaliação da disciplina de Entomologia Agrícola ministrada pelo Profº Marliton
Biologia: A forma adulta da lagarta-elasmo é uma pequena mariposa medindo cerca de 20 mm de envergadura, apresentando coloração cinza-amarelada, a postura é feita nas folhas, bainhas ou hastes de plantas hospedeiras, onde
ocorre a eclosão das larvas. A larva inicialmente se alimenta das folhas, descendo em seguida para o solo e penetrando na planta na altura do colo, onde faz uma galeria ascendente destruindo o ponto de crescimento da planta. As larvas completamente desenvolvidas completam cerca de 15 mm de comprimento de coloração verde-azulada com estrias transversais marrons, purpúreas e pardo escuras. O período larval dura em média 21 dias, as larvas transformam-se em crisálidas, próximo à haste das plantas e após 8 dias, aproximadamente, emergem os adultos.
Danos: Os prejuízos no campo são causados nos primeiros 30 dias após a germinação, devido ao ataque, ocorre primeiramente a morte das folhas centrais, cujo sintoma é denominado “coração morto”.
Controle: Plantio direto, sua incidência tem sido mais freqüente e severa em períodos de estiagem nos sistemas de plantio convencional. No sistema de plantio direto, que propicia melhor conservação da umidade no solo, tem sido observada a menor incidência da praga pois a mesma não está adaptada aos solos úmidos.
Biologia: As larvas desse besouro são de coloração branco-leitosa e apresentam três pares de pernas. Em seu máximo desenvolvimento tem cerca de 25 mm, tem formato arredondado e posiciona-se em formato de “U”, quando em repouso. Os adultos (besouros), medem cerca de 13-15 mm, e ventralmente são de coloração marrom-escura brilhante. A revoada dos adultos ocorre durante os meses de outubro e novembro, quando acasalam e efetuam a postura no solo a ser cultivado no verão.
Danos: Os corós alimentam-se de sementes, raízes e parte aérea de plântulas, que puxam para dentro do solo, diminuindo a população de plantas e a capacidade de produção das plantas sobreviventes.
Controle: Uso de práticas agronômicas têm sido consideravelmente utilizada. O preparo do solo com implementos de disco tem sido sugerido como uma alternativa de controle das larvas. Além do efeito mecânico do implemento, as larvas ficam expostas na superfície do solo sob a ação da radiação solar e inimigos naturais, especialmente os pássaros.
Biologia: O inseto adulto é uma mariposa que mede cerca de 35 mm de envergadura, e apresenta uma coloração pardo-escura nas asas anteriores, e branco-acinzentada nas asas posteriores. As larvas recém-eclodidas alimentam-se da casca de seus ovos.
Controle: o controle químico deve ser realizado com aplicação aérea, ou com equipamento autopropelido, utiliza-se produtos do grupo Triicloform.
Biologia: O insetos levam de 3 a 4 dias para eclosão das larvas e posteriormente demora cerca de 29 dias para se desenvolver até o estágio adulto, passando por 3 instares larvais e pupas. O adulto é um besouro de cor verde e amarela, de onde vem o nome popular “Patriota”.
Danos: Diabrotica speciosa é uma praga polífaga. Danos diretos causados pelo seu hábito alimentar é conhecida como vetor de viroses para diversas espécies de plantas, incluindo o vírus do mosaico virótico e doenças bacterianas. Os adultos desse inseto alimentam-se preferencialmente de folhas, brotos, frutos e pólen e enquanto larvas preferem as raízes.
Controle: O controle químico tem sido o método mais utilizado para o controle das várias espécies de Diabrotica. No Brasil, trabalhos visando o controle de larvas de D. speciosa atacando a cultura do milho são escassos, impossibilitando uma recomendação eficiente do inseticida e seu método de aplicação no controle dessa praga. A persistência dos inseticidas tem sido considerada um fator importante no controle da larva de Diabrotica. O ideal é que o inseticida persista no solo por seis a dez semanas, conferindo proteção à planta no período mais suscetível à praga. Os inseticidas, geralmente, são utilizados em áreas com histórico de ocorrência da praga e são aplicados sobre o sulco de plantio, em uma faixa de 15 cm, visando proteger as plantas do ataque da larva.
Biologia: É a larva de um besouro amarelo com manchas pretas, que mede aproximadamente 0,8 cm de comprimento e no verão é facilmente encontrado em flores de plantas. A larva desenvolve-se no solo, do verão à primavera, alimentando-se essencialmente de sementes de plantas cultivadas ou não. Em seu desenvolvimento máximo atinge 1 cm de comprimento. O corpo tem coloração geral marrom, revestido por pêlos finos, sendo mais robusto na extremidade posterior, onde apresenta dois prolongamentos maiores que os pêlos.
Danos: Essa praga ataca várias espécies de plantas cultivadas e é considerada uma praga secundária da cultura do milho. Somente alta população do inseto causa prejuízos para cultura de baixa densidade de sementes como a do milho. As larvas alimentam-se preferencialmente das sementes do milho após a semeadura e de raízes, reduzindo a germinação e o número de plantas na lavoura.
Controle: - método cultural como a aração e gradagem, ocasiona a morte de larvas. O controle químico deve ser realizado em áreas com histórico de ocorrência da praga. O tratamento de sementes com inseticidas evita o dano da praga.
Biologia: Os percevejos deste grupo caracterizam-se por apresentarem o corpo de forma oval, coloração pardo-escura, marrom ou preta, tíbias com espinhos, pernas anteriores geralmente escavatórias. No seu habitat natural, a cópula e oviposição ocorrem no solo, às vezes em grandes profundidades.
Danos: Possuem hábito subterrâneo e sugam as raízes das plantas, acarretando perdas significativas em áreas com grande infestação. Esta praga tem crescido em importância e sua ocorrência é mais freqüente em solos arenosos. Tanto as ninfas como os adultos sugam raízes de inúmeras plantas cultivadas ou não, inclusive plantas daninhas. Além da sucção da seiva, esses insetos injetam toxinas que impedem o crescimento das plantas, tornando-as amarelas e, em muitos casos, levando-as à morte. O ataque desta praga ocorre em reboleiras ou focos distribuídos irregularmente na área infestada, podendo o diâmetro médio de cada foco variar de poucos metros até vários hectares.
Controle: Aração e a gradagem expõem os insetos aos predadores, fungo Metarhizium anisopliae é um agente de controle biológico. Devido ao hábito subterrâneo, o controle químico é difícil.
Biologia: Ocorre principalmente em locais mais úmidos e com grande capacidade de multiplicação, pois uma fêmea chega a colocar mais de mil ovos.
Danos: As lagartas se escondem no solo, em torno das plantas, durante o dia e saem à noite para se alimentar da haste destas, provocando cortes nas mesmas, de modo que se as plantas atacadas forem pequenas, o corte na haste pode ser total. As plantas atacadas geralmente tornam-se improdutivas, o ataque geralmente só ocorre em plantas com até cerca de 50 centímetros de altura. Pode ocorrer ainda perfilhamento, gerando touceiras improdutivas.
Controle: Atualmente, o controle de A. ipsilon e outras espécies de lagartas- roscas é realizado de forma química, às vezes, utilizando-se produtos de alta toxicidade. O controle tem que ser curativo, dirigindo-se o jato de pulverização para a base da planta ou tratando-se as sementes, mudas ou o sulco de plantio com piretróides ou produtos de ação sistêmica.
Biologia: A mariposa dessa espécie é de coloração pardo-acinzentada medindo 40 mm de envergadura. A fêmea coloca os ovos nas folhas de milho ou em capinzais próximos e o período de incubação é em torno de quatro dias. A lagarta alimenta-se inicialmente da epiderme da folha, danificando a cultura
Danos - A praga vive em colônias e elimina dejeções líquidas onde se desenvolve um fungo negro (fumagina). O inseto alimenta nos tecidos jovem e vive em colônias situadas no interior do cartucho, no pendão e nas gemas das plantas. O inseto suga a seiva das plantas e transmite viroses, principalmente mosaico. A infestação do pulgão no estádio de pré-florescimento prejudica a formação de grãos, originando espigas pequenas que quando torcida manualmente, apresentam o aspecto de "grãos frouxos".
Controle: vários inimigos naturais parasitam e predam o pulgão do milho mantendo sua população sob controle. Fatores climáticos como vento e chuvas frequentes são desfavoráveis ao inseto. O controle químico somente é justificável em altas populações, principalmente quando coincide com o pré- florescimento, podendo nesse caso acarretar perda econômica na lavoura devido ao ataque da praga
Biologia: Os adultos são insetos pequenos com 1 mm de comprimento, corpo alongado, com coloração amarelo-claro a marrom e asas franjadas típicas. Os ovos são colocados nos tecidos tenros da planta e após quatro dias eclodem as formas jovens. As ninfas são mais claras que os adultos, medem 1 mm de comprimento e não possuem asas. Vivem em colônias, alojando-se nas bainhas das folhas e alimentam-se da seiva da planta. O ciclo completo, de ovo a adulto, tem duração aproximada de 15 dias, de acordo com a temperatura.
Danos: Raspam o limbo foliar, folhas amarelecidas, esbranquiçadas ou prateadas, alta infestação no interior do cartucho causa murcha das folhas.
Controle: Tratamento de sementes com inseticidas sistêmicos dá boa proteção às plantas, sob condições de altas reinfestação pode ser necessário mais pulverizações.
Biologia: A fêmea coloca os ovos em grupos de até 120, na parte inferior das folhas. O adulto mede cerca de 10 mm de comprimento e apresenta prolongamentos laterais do pronoto, em forma de espinhos.
Danos: Adultos e ninfas se alimentam da base das plântulas, introduzem estiletes através das bainhas até folhas internas, após a abertura das folhas, mostram vários furos de distribuição simétrica no limbo foliar, deformação das plantas podendo levá-las a morte e/ou intenso perfilhamento.
Controle: Tratamento de sementes com inseticidas sistêmicos, pulverizações logo após a emergência das plantas.
Barros, R. et al. Pragas do milho, 2007
Bento, F.M.M. et al. Biologia e tabela de vida de fertilidade de Agrotis ipsilon em dieta artificial, Outubro 2007
Oliveira, E.D.M. et al. Abundância Estacional do percevejo-castanho-das-raizes, Dezembro 2002
Viana, P.A. et al. CONTROLE QUÍMICO DA LARVA DE Diabrotica spp. NA CULTURA DO MILHO EM SISTEMA DE PLANTIO DIRETO, 2002
Santos. J.P. Controle de Pragas Durante o Armazenamento de Milho, Dezembro 2006