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prdução de sabao e detergente, Resumos de Química

síntese do sabão e detergente com a utilização de óleo de cozinha

Tipologia: Resumos

2019

Compartilhado em 04/10/2019

milton-budal
milton-budal 🇧🇷

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SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL
SENAI JOINVILLE NORTE I
TÉCNICO EM QUÍMICA
PRODUÇÃO DE SABÃO: aula prática no laboratório de química do Senai Norte
JOANNA GABRIELLE STEIN
KAMILA DE SOUSA DE TOLEDO
KAMILLY KETLYN KOHLBECK
PÂMELA ELIZA BARBOZA
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Baixe prdução de sabao e detergente e outras Resumos em PDF para Química, somente na Docsity!

SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL

SENAI JOINVILLE NORTE I

TÉCNICO EM QUÍMICA

PRODUÇÃO DE SABÃO: aula prática no laboratório de química do Senai Norte

JOANNA GABRIELLE STEIN

KAMILA DE SOUSA DE TOLEDO

KAMILLY KETLYN KOHLBECK

PÂMELA ELIZA BARBOZA

Joinville - SC

2019

Joinville - SC

2019

SUMÁRIO

  • 1 INTRODUÇÃO.......................................................................................
  • 1.1 JUSTIFICATIVA......................................................................................
  • 1.2 OBJETIVOS...........................................................................................
  • 1.2.1 Objetivo Geral.......................................................................................
  • 1.2.2 Objetivos Específicos..........................................................................
  • 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA.............................................................
  • 2.1 POLARIDADE DE MOLÉCULAS...........................................................
  • 2.2 LIPÍDIOS................................................................................................
  • 2.2.1 Glicerídeos............................................................................................
  • 2.2.1.1 Saponificação.........................................................................................
  • 2.2.2 Cerídeos..............................................................................................
  • 2.2.3 Fosfatídios..........................................................................................
  • 2.2.4 Cerebrosídeos....................................................................................
  • 3 MATERIAIS E MÉTODOS...................................................................
  • 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO...........................................................
  • 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS.................................................................
  • REFERÊNCIAS.........................................................................................................

necessário mais produto químico tóxico. Além disso, quando óleos já usados são despejados no solo causam impermeabilização que é quando é formada uma camada sob o solo, fazendo com que ele fique impermeável não conseguindo absorver a água, o que auxilia para enchentes. Portanto a utilização do óleo vegetal, já usado, como matéria-prima na fabricação de sabão foi benéfica, pois colaborou para o meio ambiente.

Os detergentes são substâncias químicas constituídas por uma mistura de compostos orgânicos que tem a capacidade de emulsionar óleos e manter a sujeira em suspensão. Além disso, o detergente atua de maneira eficaz como agente de limpeza em diversas superfícies sem prejudica-las.

É de extrema importância o uso de materiais biodegradáveis, pois devido à ampla utilização deste produto, faz com que sejam despejados no meio ambiente frequentemente, provocando poluição dos rios e solo. Os tensoativos presentes no detergente são os causadores da espuma presente nos rios, afetando também os seres vivos que habitam nesse ecossistema.

OBJETIVOS

Objetivo Geral

• Realizar o trabalho de coleta e reciclagem do óleo saturado já utilizado,

para a produção de sabão em barras, evitando o seu depósito ao meio

ambiente.

• Compreender de forma eficaz o processo de produção do detergente e

sua aplicação.

Objetivos Específicos

• Compreender os processos de produção do sabão por meio do estudo de

substâncias orgânicas e da utilização do óleo vegetal usado, contribuindo

para a preservação do meio ambiente.

• Analisar de maneira eficiente como o detergente é produzido e como este

interage com óleos, gorduras e a água, além de compreender sua aplicação.

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

A fundamentação teórica do presente estudo está dividida em sete subseções onde a primeira refere-se à polaridade de moléculas, a segunda aborda os lipídeos, a terceira fala sobre glicerídeos, a quarta reporta a saponificação, a quinta versa sobre cerídeos, a sexta cita fosfatídios e a sétima disserta cerebrosídeos.

POLARIDADE DE MOLÉCULAS

Tabela 1 – Ácidos graxos Cadeia Nome Fórmula Saturada Láurico CH 3 - (CH2) 10 – COOH Saturada Mirístico CH 3 - (CH2) 12 – COOH Saturada Palmítico CH 3 - (CH2) 14 – COOH Saturada Esteárico CH 3 - (CH2) 16 – COOH Insaturada (1 dupla) Oléico CH 3 - (CH2) 7 - C - -C - (CH 2) 7 - COOH H H

Insaturada (2 duplas) Linoléico CH 3 - (CH2) 5 - C - - C - C -- C - (CH2) 7 - COOH H H H H Saturada Cerótico CH 3 - (CH2) 24 – COOH Saturada Melíssico CH 3 - (CH2) 29 – COOH Fonte: Sardella (1941)

Segundo Pinheiro, Porto e Menezes (2005, p. 17), os lipídios são

materiais brancos ou amarelados como o óleo de soja e o óleo de coco. São

gordurosos ao tato e insolúveis em água, mas são emulsionáveis nela.

“Conforme sua constituição, os lipídios classificam-se em glicerídeos,

cerídeos, fosfatídios e cerebrosídeos” (SARDELLA, 1941, p. 660).

Glicerídeos

Conforme o mesmo autor Sardella (1941, p. 660) os glicerídeos são

materiais formados por uma mistura de ésteres de ácidos graxos e glicerina.

Conforme demonstra na figura a seguir:

Figura 2 - Esteres formados por ácido graxo e glicerina

Autor: Covre (1941)

“A hidrólise de um glicerídeo fornece três moléculas de ácido para cada

molécula de álcool” (COVRE, 1941, p. 314).

Figura 3 - Hidrólise de um glicerídeo

Fonte: Covre (1941)

Nas palavras de Covre (1941, p. 314):

Todos os glicerídeos derivam da glicerina e de um ácido graxo, que pode ser saturado ou insaturado. Quando o ácido graxo é saturado, o glicerídeo é constituinte de uma gordura; quando o ácido graxo é insaturado, o glicerídeo é constituinte de um óleo. Portanto, nas gorduras predominam glicerídeos de ácidos saturados, como palmitato e o estearato de glicerila; nos óleos predominam glicerídeos de ácidos insaturados, como o oleato e o linoleato de glicerila.

Segundo Sardella (1941, p. 661), podem ocorrer no estado líquido e no

sólido, no estado líquido são intitulados de óleos, de origem animal ou

vegetal, divididos em óleos comestíveis e secativos como os óleos de

algodão, de oliva de amendoim, de dendê, de capivara, de baleia, de fígado,

Fonte: Faria (2009)

Segundo Russell (1929, p. 1218), os sabões são conhecidos desde a Antiguidade e seu funcionamento detergente (limpadora) possuem estruturas que formam o sabão possuem duas extremidades, uma polar hidrofílica “ávido por água”, solúvel em água, e a outra apolar hidrofóbica “repulsão a água”, solúvel em óleos e gorduras. Assim como apresenta a figura a seguir:

Figura 5 - Estrutura do sabão

Fonte: Sardella (1941)

Em concordância com Sardella (1941, p. 662), ao fazermos uma mistura com água e o óleo ou gordura, a parte apolar de diversas estruturas do sabão se dissolvem em uma gotícula de óleo ou gordura, já a parte polar dessas estruturas projeta-se para o exterior da gotícula, ou seja, para o meio aquoso. Dessa forma, essa gotícula fica cercada por cargas negativas, adquirindo assim, carga negativa. Isso ocorre com qualquer gotícula, as mesmas são arrancadas do objeto com óleos ou gorduras, pois essas se tornaram “solúveis” em água.

A figura a seguir aponta o esquema que mostra como as moléculas de sabão agem sobre a “sujeira” (óleos ou gorduras):

Figura 6 - Ataque de moléculas de sabão a óleos e gorduras

Fonte: Sardella (1941)

De acordo com o mesmo autor Sardella (1941, p 662), o sabão limpa ao emulsionar a gordura ou o óleo que forma a “sujeira” ou que possui a mesma. A propriedade emulsionante não é exclusiva apenas dos sais de ácidos carboxílicos de cadeia longa, mas qualquer estrutura formada por uma parte apolar e outra polar.

Cerídeos

“São ésteres formados por ácido graxo e álcool superior. São as conhecidas ceras de origem animal (cera de abelha) ou vegetal (cera de carnaúba).” (COVRE, 1941, p. 313).

Segundo o mesmo autor Covre (1941, p. 313), os cerídeos também são aplicados na produção de ceras de assoalho, velas, sabões, graxas de sapato etc.

Tabela 2 – Cerídeos usados na fabricação H3C - (CH2)14 - COO - C31H63 palmitato de mericila (cera de abelha) H3C - (CH2)14 - COO - C16H33 (^) palmitato de ce�la (espermacete) H3C - (CH2)14 - COO - C26H53 (^) palmitato de cerila (cera de palmeiras) H3C - (CH2)24 - COO - C31H63 (^) cerotato de mericila (cera de carnaúba) H3C - (CH2)24 - COO - C16H33 (^) cerotato de ce�la (lanolina: cera de lã)

Fonte: Covre (1941)

MATERIAIS E MÉTODOS

Para realizar o experimento de produção do sabão foi preciso utilizar alguns materiais e reagente, entre eles, 0,5 litro de óleo usado; 10 mL de Álcool Etílico 96%; 0,5 litro de água; 80 g de soda cáustica 90% (NaOH); 1 g de Lauril sulfato de Sódio; 10 mL de óleo essencial; bastão de vidro; um recipiente de plástico e um recipiente para moldar o formato das barras de sabão.

Figura 8 – pesagem NaOH

Fonte: as autoras (2019)

Primeiramente foi posto em um recipiente de plástico 0,5 litro de água, em seguida, adicionado 80 g de NaOH até quando se dissolvesse na água. O terceiro passo necessitou esfriar em um banho de gelo a solução que se apresentava em 65°C até encontrar-se em

35°C. Após, adicionou-se 1 g de Lauril Sulfato de sódio e 10 mL de óleo essencial. O próximo método consiste em adicionar 0,5 litro de óleo na mistura de água e soda cáustica, por cerca de 20 a 30 minutos. Foi adicionado a metade da quantidade de Álcool Etílico proposto para a realização deste experimento, ou seja, 5 mL. Após fazer este procedimento, foi preciso agitar por 5 minutos, utilizando um bastão de vidro, em seguida, adicionou-se a outra metade de Álcool Etílico, obtendo ao todo 10 mL do mesmo. Foi de extrema importância agitar lentamente a mistura, até que a mesma começasse a engrossar, para assim, ocorrer o processo de saponificação. O último passo consiste em despejar o sabão em moldes, para o mesmo possuir um formato de barras de sabão, após 30 dias.

Para realizar o experimento de produção do detergente, foi necessária a utilização de alguns materiais, tais como, dois béqueres de 250 mL, sendo os dois de plástico; três vidros de relógio; bastão de vidro; fita universal de pH e espátula. O experimento também contou com alguns reagentes, como, 6 g de Ácido Sulfônico; 2 g de Lauril sulfato de Sódio; 0,5 M de Hidróxido de Sódio (NaOH); 1 gota de Formol 37%; 2 g de Carbopol; 2 gotas de Trietanolamina; 3 g de Cloreto de Sódio e corante, produzindo todas à 100mL.

Figura 9 – pesagem ácido sulfônico

Fonte: as autoras (2019)

Inicialmente foram colocados 6 g de Ácido Sulfônico em um béquer, adicionando posteriormente 50 mL de água, uma gota de Formol 37% e 3 g de Cloreto de Sódio. Foi utilizado no próximo passo o segundo béquer, colocando 2 g de Carbopol, 2 gotas de Trietanolamina e 20 mL e água deionizada ao mesmo. O bastão de vidro foi relevante à produção do detergente, pois com ele pode-se realizar a mistura dos últimos reagentes citados, até que ocorresse a formação de um gel. Sobreveio o seguinte passo, misturar as duas soluções (referentes aos dois béqueres), para assim verificar o pH da solução final (béquer dois juntado ao béquer um). O Hidróxido de Sódio (NaOH) serviu como fluído para que o pH permanecesse entre 6 e 8, contudo foi preciso calcular quantos gramas seria utilizado para uma preparação de 250 mL e NaOH, obtendo o resultado de 30 gramas, devia-se coletar as a quantidade necessária para que encerrasse a produção do detergente. Colocou-se a solução final em um balão de fundo chato de 100 mL, adicionado corante e completando com água deionizada até 100mL.

Concluímos que a mistura desses três componentes é considerada exotérmica devido a um leve aquecimento do béquer.

Figura 11 – sabão final em barra

Fonte: as autoras (2019)

Na síntese do detergente, o ácido sulfônico ao ser solubilizado com água necessitou de uma agitação lenta para não formar espuma. A gota de fenolftaleína foi necessária para verificar a indicação do pH, que se tornou levemente rosada, indicando uma substância próxima de 8 ou seja, é uma solução com o pH levemente ácido, dentro do parâmetro de 6-8 para a utilização. Lentamente adicionou-se o hidróxido de sódio, neutralizando-se com o ácido e havendo a formação de um sal.

Em outro béquer produziu-se uma substância gelatinosa ao adicionar o Carbopol e água, com a adição da trietanolamina observou-se uma melhor solubilização. Posteriormente colocou-se junto ao detergente com o intuito de aumentar a viscosidade da solução e os aditivos como o pigmento final, tornou-se necessário para melhor conservação em francos por tempo prolongado.

Por fim, o processo não possuiu grandes perdas, mostrando-se com uma alta eficiência na lavagem das vidrarias do laboratório. Por ser um detergente artesanal não se notou efeito visual afetivo, com a formação de uma grande quantidade de espuma, mas em contraponto, a eficiência é equivalente aos produzidos industrialmente.

Figura SEQ Figura * ARABIC 12 - Resultado obtido do detergente

Autor: As autoras (2019)