

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Folder que resume o conceito e função dos prebioticos e probioticos
Tipologia: Notas de estudo
Compartilhado em 29/06/2010
4.5
(78)180 documentos
1 / 2
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!


O intestino humano possui dez vezes mais bactérias do que o número total de células do corpo, e o metabolismo desses micro-organismos envolvem intensa atividade bioquímica, com repressões sobre a saúde e a doença. Pasteur comprovou a existência da competição pela sobrevivência entre duas espécie microbianas vivendo em um mesmo ambiente e da ocorrência de estratégias de ataque de uma sobre a outra. Entretanto, este conceito de bactérias “boas e ruins” tem sido abandonado pela microbiologia, uma vez que uma determinada bactéria só é boa ou ruim conforme o local e a quantidade em que está. Diariamente, esta situação se encontra em modificações, pois essas bactérias também são eliminadas nas fezes, tornando esse panorama bastante dinâmico, o que faz com que devamos estar sempre vigilantes em busca de um equilíbrio da microbiota intestinal. Este equilíbrio é conferido pela interação entre: Bactérias comensais: compreendem a maior parte das bactérias, podendo ter ações que promovem equilíbrio ou desequilíbrio das funções do trato gastro-intestinal (TGI). Bactérias patogênicas: podem causar doenças agudas ou crônicas e suas toxinas podem lesionar a mucosa e causar distúrbios. Bactérias probióticas: são definidas como microorganismos (M.Os.) viáveis que, quando administrados em dosagem adequada, conferem efeitos benéficos contra agressores, promovendo um balanço positivo com a população microbiana do TGI. Não precisam ser M.Os. que habitam constantemente o TGI, mas precisam promover status de saúde ao homem. Os probioticos compreendem apenas de 11 a 13% da microbiota e podem ser administrados via alimentos ou liofilizados em preparos farmacêuticos.
Os principais M.Os. utilizados como probioticos são os lactobacilos e bifidobactérias. Além desses, existem outros gêneros também empregados como probióticos: Escherichia,Enterococcus, Bacillus e Saccharomyces.
Com o surgimento dos antibióticos, o conhecimento sobre o lado positivo de algumas bactérias ficou “adormecido”, quando veio a tona o conceito de Disbiose Intestinal,no início do século. A definição mais atual diz que “disbiose é um estado no qual a microbiota produz efeitos nocivos via: mudanças qualitativas e quantitativas na microbiota intestinal, mudanças na sua atividade metabólica; e mudanças em sua distribuição no TGI”. É importante destacar que a disbiose intestinal tem sido associada com diversas patologias, inclusive contribuir ao desenvolvimento de câncer, em um longo período de exposição.
Entre as várias funções da microbiota intestinal saudável, podemos citar: nutricional (síntese de várias vitaminas); digestória (síntese de enzimas degestivas, regulação da peritalse, dos movimentos intestinais e da absorção de nutrientes); cardíaca (normalização do colesterol e triglicerídeos plasmáticos); metabólica (degradação e inibição da ressíntese de hormônios); imune (produçãode antibióticos e antifúngicos); e anticancerígena (reparação e prevenção da lesão do DNA. Além disso, o uso de probióticos mostrou melhora na imunidade, em episódios de diarréia, intolerância a lactose, infecções no trato Genito-urinário, redução de colesterol, síndrome do intestino irritável, doenças inflamatórias intestinais,constipação e redução na infecção por Helicobacter pylori.
Prebióticos são alimentos funcionais, frações de fibras alimentares, que estimulam o crescimento e/ou a atividade de bactérias benéficas (probióticas), sobretudo lactobacilos e bifidobactérias. Ao serem administrados, irão nutrir exclusivamente as bactérias probióticas presentes no TGI do indivíduo, propiciando seu crescimento e, assim, a antagonização do desenvolvimento de patógenos. Esta função dá-se pela resistência que esses carboidratos têm de sofrerem hidrólise, chegando intactos ao intestino, onde atuam como substrato ao processo de fermentação e ao desenvolvimento de M.Os. da microbiota natural do intestino. Na administração, os prebióticos funcionam como complemento para os probióticos, pois para chegarem vivos no TGI, os M.Os. precisam ter uma tolerância ao ácido gástrico, à bile, ao estresse,a antibióticos e, ainda serem capazes de se agregarem a mucosa e se proliferarem. Daí a necessidade dos prebióticos. A inulina e o futooligossacarídeo (FOS) estão presentes naturalmente na dieta e são considerados prebióticos por possuírem, sobretudo, um grande potencial fermentativo que consequentemente diminui o pH intestinal,tornando o ambiente mais propício aos probioticos e dificultando a proliferação de patogênicos. Ambas substâncias estão disponíveis para manipulação e são sintetizadas a partir da sacarose ou extraídas de raízes chicória ou alcachofra-de-Jerusalém.
Referências: Paschoal, Valéria Suplementação funcional magistral: dos nutrientes aos compostos bioativos - São Paulo: VP Editora Ltda., 2008. Nutrição clínica funcional: dos princípios à prática clínica – São Paulo: VP Editora Ltda., 2007.
A banana, ainda verde, é considerada um alimento funcional pois, quando cozida, apresenta alto conteúdo de amido resistente presente na polpa da fruta. O benefício do amido resistente é similar ao da fibra alimentar, sendo que este não é digerido e absorvido no intestino delgado, podendo ser fermentado no intestino grosso, produzindo substâncias que servem como fonte de energia para a produção das bactérias benéficas do nosso intestino, além de manter a integridade da mucosa do nosso intestino, que é responsável pela absorção adequada dos nutrientes e pela barreira da entrada de substâncias maléficas. Desta forma, o consumo de banana verde auxilia no trânsito intestinal adequado, atuando na prevenção e tratamento de quadros como diarréia e constipação, além de prevenir o desenvolvimento de doenças como o câncer de intestino. Além de contribuir para a saúde do intestino, a banana verde exerce outros efeitos benéficos ao organismo. É considerada um alimento de baixo índice glicêmico, que mantém os níveis de glicose no sangue controlados, contribuindo então para a prevenção do desenvolvimento de diabetes, além do acúmulo de gordura corporal, devido ao aumento da saciedade promovido pelo amido resistente. Atua também na redução do colesterol, tendo uma importante função na prevenção do desenvolvimento de doenças do coração. A banana verde na forma cozida é apropriada ao preparo de subprodutos como a biomassa e a farinha de banana verde, que são utilizadas para a confecção de bolos, biscoitos e outras massas, substituindo a farinha de trigo. Além disso, você pode adicionar a biomassa da banana verde em sucos de frutas e vitaminas. O preparo da banana verde é simples e pode ser feito em casa.
SUCO FUNCIONAL Abaixo segue um exemplo de uma receita saudável em que a biomassa pode ser adicionada:
Alunas: Agnes Carolina, Ana Paula Ripari, Ariany Queiroz, Chirley Sasahara, Leilimary Onça, Tamiris Comini,e Vanessa Combinato. 3º Termo Nutrição Profª Ariadine Pires