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Pré e probióticos - folder, Notas de estudo de Nutrição

Folder que resume o conceito e função dos prebioticos e probioticos

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 29/06/2010

usuário desconhecido
usuário desconhecido 🇧🇷

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PROBIOTICOS
O intestino humano possui dez vezes mais
bactérias do que o número total de células do
corpo, e o metabolismo desses micro-organismos
envolvem intensa atividade bioquímica, com
repressões sobre a saúde e a doença.
Pasteur comprovou a existência da competição pela
sobrevivência entre duas espécie microbianas
vivendo em um mesmo ambiente e da ocorrência
de estratégias de ataque de uma sobre a outra.
Entretanto, este conceito de bactérias “boas e ruins”
tem sido abandonado pela microbiologia, uma vez
que uma determinada bactéria é boa ou ruim
conforme o local e a quantidade em que está.
Diariamente, esta situação se encontra em
modificações, pois essas bactérias também são
eliminadas nas fezes, tornando esse panorama
bastante dinâmico, o que faz com que devamos
estar sempre vigilantes em busca de um equilíbrio
da microbiota intestinal. Este equilíbrio é conferido
pela interação entre:
Bactérias comensais: compreendem a maior parte
das bactérias, podendo ter ações que promovem
equilíbrio ou desequilíbrio das funções do trato
gastro-intestinal (TGI).
Bactérias patogênicas: podem causar doenças
agudas ou crônicas e suas toxinas podem lesionar
a mucosa e causar distúrbios.
Bactérias probióticas: são definidas como
microorganismos (M.Os.) viáveis que, quando
administrados em dosagem adequada, conferem
efeitos benéficos contra agressores, promovendo
um balanço positivo com a população microbiana
do TGI. Não precisam ser M.Os. que habitam
constantemente o TGI, mas precisam promover
status de saúde ao homem. Os probioticos
compreendem apenas de 11 a 13% da microbiota e
podem ser administrados via alimentos ou
liofilizados em preparos farmacêuticos.
Os principais M.Os. utilizados como probioticos são
os lactobacilos e bifidobactérias. Além desses,
existem outros gêneros também empregados como
probióticos: Escherichia,Enterococcus, Bacillus e
Saccharomyces.
DISBIOSE INTESTINAL
Com o surgimento dos antibióticos, o conhecimento
sobre o lado positivo de algumas bactérias ficou
“adormecido”, quando veio a tona o conceito de
Disbiose Intestinal,no início do século. A definição
mais atual diz que “disbiose é um estado no qual a
microbiota produz efeitos nocivos via: mudanças
qualitativas e quantitativas na microbiota intestinal,
mudanças na sua atividade metabólica; e
mudanças em sua distribuição no TGI”. É
importante destacar que a disbiose intestinal tem
sido associada com diversas patologias, inclusive
contribuir ao desenvolvimento de câncer, em um
longo período de exposição.
FUNÇÕES DOS PROBIOTICOS
Entre as várias funções da microbiota intestinal
saudável, podemos citar:
nutricional (síntese de várias vitaminas);
digestória (síntese de enzimas degestivas,
regulação da peritalse, dos movimentos intestinais e
da absorção de nutrientes); cardíaca (normalização
do colesterol e triglicerídeos plasmáticos);
metabólica (degradação e inibição da ressíntese
de hormônios); imune (produçãode antibióticos e
antifúngicos); e anticancerígena (reparação e
prevenção da lesão do DNA. Além disso, o uso de
probióticos mostrou melhora na imunidade, em
episódios de diarréia, intolerância a lactose,
infecções no trato Genito-urinário, redução de
colesterol, síndrome do intestino irritável, doenças
inflamatórias intestinais,constipação e redução na
infecção por Helicobacter pylori.
PREBIÓTICOS
Prebióticos são alimentos funcionais, frações de
fibras alimentares, que estimulam o crescimento
e/ou a atividade de bactérias benéficas
(probióticas), sobretudo lactobacilos e
bifidobactérias. Ao serem administrados, irão nutrir
exclusivamente as bactérias probióticas presentes
no TGI do indivíduo, propiciando seu crescimento e,
assim, a antagonização do desenvolvimento de
patógenos. Esta função dá-se pela resistência que
esses carboidratos têm de sofrerem hidrólise,
chegando intactos ao intestino, onde atuam como
substrato ao processo de fermentação e ao
desenvolvimento de M.Os. da microbiota natural do
intestino. Na administração, os prebióticos
funcionam como complemento para os probióticos,
pois para chegarem vivos no TGI, os M.Os.
precisam ter uma tolerância ao ácido gástrico, à
bile, ao estresse,a antibióticos e, ainda serem
capazes de se agregarem a mucosa e se
proliferarem. Daí a necessidade dos prebióticos.
A inulina e o futooligossacarídeo (FOS) estão
presentes naturalmente na dieta e são
considerados prebióticos por possuírem, sobretudo,
um grande potencial fermentativo que
consequentemente diminui o pH intestinal,tornando
o ambiente mais propício aos probioticos e
dificultando a proliferação de patogênicos. Ambas
substâncias estão disponíveis para manipulação e
são sintetizadas a partir da sacarose ou extraídas
de raízes chicória ou alcachofra-de-Jerusalém.
Referências:
Paschoal, Valéria Suplementação funcional magistral: dos
nutrientes aos compostos bioativos - São Paulo: VP Editora
Ltda., 2008.
Nutrição clínica funcional: dos princípios à prática clínica São
Paulo: VP Editora Ltda., 2007.
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PROBIOTICOS

O intestino humano possui dez vezes mais bactérias do que o número total de células do corpo, e o metabolismo desses micro-organismos envolvem intensa atividade bioquímica, com repressões sobre a saúde e a doença. Pasteur comprovou a existência da competição pela sobrevivência entre duas espécie microbianas vivendo em um mesmo ambiente e da ocorrência de estratégias de ataque de uma sobre a outra. Entretanto, este conceito de bactérias “boas e ruins” tem sido abandonado pela microbiologia, uma vez que uma determinada bactéria só é boa ou ruim conforme o local e a quantidade em que está. Diariamente, esta situação se encontra em modificações, pois essas bactérias também são eliminadas nas fezes, tornando esse panorama bastante dinâmico, o que faz com que devamos estar sempre vigilantes em busca de um equilíbrio da microbiota intestinal. Este equilíbrio é conferido pela interação entre: Bactérias comensais: compreendem a maior parte das bactérias, podendo ter ações que promovem equilíbrio ou desequilíbrio das funções do trato gastro-intestinal (TGI). Bactérias patogênicas: podem causar doenças agudas ou crônicas e suas toxinas podem lesionar a mucosa e causar distúrbios. Bactérias probióticas: são definidas como microorganismos (M.Os.) viáveis que, quando administrados em dosagem adequada, conferem efeitos benéficos contra agressores, promovendo um balanço positivo com a população microbiana do TGI. Não precisam ser M.Os. que habitam constantemente o TGI, mas precisam promover status de saúde ao homem. Os probioticos compreendem apenas de 11 a 13% da microbiota e podem ser administrados via alimentos ou liofilizados em preparos farmacêuticos.

Os principais M.Os. utilizados como probioticos são os lactobacilos e bifidobactérias. Além desses, existem outros gêneros também empregados como probióticos: Escherichia,Enterococcus, Bacillus e Saccharomyces.

DISBIOSE INTESTINAL

Com o surgimento dos antibióticos, o conhecimento sobre o lado positivo de algumas bactérias ficou “adormecido”, quando veio a tona o conceito de Disbiose Intestinal,no início do século. A definição mais atual diz que “disbiose é um estado no qual a microbiota produz efeitos nocivos via: mudanças qualitativas e quantitativas na microbiota intestinal, mudanças na sua atividade metabólica; e mudanças em sua distribuição no TGI”. É importante destacar que a disbiose intestinal tem sido associada com diversas patologias, inclusive contribuir ao desenvolvimento de câncer, em um longo período de exposição.

FUNÇÕES DOS PROBIOTICOS

Entre as várias funções da microbiota intestinal saudável, podemos citar: nutricional (síntese de várias vitaminas); digestória (síntese de enzimas degestivas, regulação da peritalse, dos movimentos intestinais e da absorção de nutrientes); cardíaca (normalização do colesterol e triglicerídeos plasmáticos); metabólica (degradação e inibição da ressíntese de hormônios); imune (produçãode antibióticos e antifúngicos); e anticancerígena (reparação e prevenção da lesão do DNA. Além disso, o uso de probióticos mostrou melhora na imunidade, em episódios de diarréia, intolerância a lactose, infecções no trato Genito-urinário, redução de colesterol, síndrome do intestino irritável, doenças inflamatórias intestinais,constipação e redução na infecção por Helicobacter pylori.

PREBIÓTICOS

Prebióticos são alimentos funcionais, frações de fibras alimentares, que estimulam o crescimento e/ou a atividade de bactérias benéficas (probióticas), sobretudo lactobacilos e bifidobactérias. Ao serem administrados, irão nutrir exclusivamente as bactérias probióticas presentes no TGI do indivíduo, propiciando seu crescimento e, assim, a antagonização do desenvolvimento de patógenos. Esta função dá-se pela resistência que esses carboidratos têm de sofrerem hidrólise, chegando intactos ao intestino, onde atuam como substrato ao processo de fermentação e ao desenvolvimento de M.Os. da microbiota natural do intestino. Na administração, os prebióticos funcionam como complemento para os probióticos, pois para chegarem vivos no TGI, os M.Os. precisam ter uma tolerância ao ácido gástrico, à bile, ao estresse,a antibióticos e, ainda serem capazes de se agregarem a mucosa e se proliferarem. Daí a necessidade dos prebióticos. A inulina e o futooligossacarídeo (FOS) estão presentes naturalmente na dieta e são considerados prebióticos por possuírem, sobretudo, um grande potencial fermentativo que consequentemente diminui o pH intestinal,tornando o ambiente mais propício aos probioticos e dificultando a proliferação de patogênicos. Ambas substâncias estão disponíveis para manipulação e são sintetizadas a partir da sacarose ou extraídas de raízes chicória ou alcachofra-de-Jerusalém.

Referências: Paschoal, Valéria Suplementação funcional magistral: dos nutrientes aos compostos bioativos - São Paulo: VP Editora Ltda., 2008. Nutrição clínica funcional: dos princípios à prática clínica – São Paulo: VP Editora Ltda., 2007.

BANANA VERDE E BIOMASSA

A banana, ainda verde, é considerada um alimento funcional pois, quando cozida, apresenta alto conteúdo de amido resistente presente na polpa da fruta. O benefício do amido resistente é similar ao da fibra alimentar, sendo que este não é digerido e absorvido no intestino delgado, podendo ser fermentado no intestino grosso, produzindo substâncias que servem como fonte de energia para a produção das bactérias benéficas do nosso intestino, além de manter a integridade da mucosa do nosso intestino, que é responsável pela absorção adequada dos nutrientes e pela barreira da entrada de substâncias maléficas. Desta forma, o consumo de banana verde auxilia no trânsito intestinal adequado, atuando na prevenção e tratamento de quadros como diarréia e constipação, além de prevenir o desenvolvimento de doenças como o câncer de intestino. Além de contribuir para a saúde do intestino, a banana verde exerce outros efeitos benéficos ao organismo. É considerada um alimento de baixo índice glicêmico, que mantém os níveis de glicose no sangue controlados, contribuindo então para a prevenção do desenvolvimento de diabetes, além do acúmulo de gordura corporal, devido ao aumento da saciedade promovido pelo amido resistente. Atua também na redução do colesterol, tendo uma importante função na prevenção do desenvolvimento de doenças do coração. A banana verde na forma cozida é apropriada ao preparo de subprodutos como a biomassa e a farinha de banana verde, que são utilizadas para a confecção de bolos, biscoitos e outras massas, substituindo a farinha de trigo. Além disso, você pode adicionar a biomassa da banana verde em sucos de frutas e vitaminas. O preparo da banana verde é simples e pode ser feito em casa.

VEJA COMO PREPARAR A BIOMASSA

  1. Lave as bananas verdes com casca, uma a uma, utilizando esponja com água e sabão e enxágüe bem;
  2. Em uma panela de pressão com água fervente (para criar choque térmico), cozinhe as bananas verdes com casca, cobertas com água por 20 minutos;
  3. Desligue o fogo após os primeiros 8 minutos, e deixe que a pressão continue cozinhando as bananas;
  4. Espere o vapor escapar naturalmente. Não force o processo abrindo a panela debaixo da torneira, por exemplo;
  5. Ao término do cozimento, mantenha as bananas na água quente da panela;
  6. Vá aos poucos tirando a casca da polpa, que deve ser passada imediatamente no processador. É importante que a polpa esteja bem quente, para não esfarinhar;
  7. Coloque a quantidade desejada da polpa cozida quentíssima no processador;
  8. Processe até obter uma pasta bem espessa;
  9. Se não for utilizar imediatamente, guarde a polpa em saco plástico. Essa polpa pode ser guardada por 3 a 4 meses no congelador, mas necessitará de um reprocessamento.

SUCO FUNCIONAL Abaixo segue um exemplo de uma receita saudável em que a biomassa pode ser adicionada:

  • Suco de 1 laranja
  • 1 folha de couve
  • 100 ml de suco de uva
  • 1 colher de sopa de linhaça
  • 1 colher de sopa da biomassa de banana verde Bata os ingredientes no liquidificador e consuma este suco energético no café da manhã.

Alunas: Agnes Carolina, Ana Paula Ripari, Ariany Queiroz, Chirley Sasahara, Leilimary Onça, Tamiris Comini,e Vanessa Combinato. 3º Termo Nutrição Profª Ariadine Pires