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Pré-eclâmpsia e Sintomas Relacionados: Diagnóstico, Sinais e Tratamento, Resumos de Ginecologia

Este documento aborda a pré-eclâmpsia, uma doença multissistêmica da gestação caracterizada por hipertensão arterial e proteinúria, e seus sintomas graves, incluindo eclâmpsia, síndrome hellp, insuficiência renal, edema agudo de pulmão e morte. O texto discute as formas de síndromes hipertensivas na gestação, sinais de comprometimento placentário e tratamentos não farmacológicos e farmacológicos. Um caso clínico é apresentado para ilustrar a aplicação dos conhecimentos.

Tipologia: Resumos

2021

Compartilhado em 19/11/2021

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TBL 14
Dra. Michelle Barbosa Rocha
Ginecologia e Obstetrícia
Medicina Fetal
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Baixe Pré-eclâmpsia e Sintomas Relacionados: Diagnóstico, Sinais e Tratamento e outras Resumos em PDF para Ginecologia, somente na Docsity!

TBL 14

Dra. Michelle Barbosa Rocha

Ginecologia e Obstetrícia

Medicina Fetal

  • Pré-eclâmpsia é uma doença multifatorial e multissistêmica, específica da gestação, diagnosticada pela presença de hipertensão arterial associada à proteinúria, que se manifesta após a 20ª semana de gestação. Atualmente, também na ausência de proteinúria, ocorre disfunção de órgãos-alvo.
  • Eclâmpsia refere-se à ocorrência de crise convulsiva tônico- clônica generalizada ou coma em gestante com pré-eclâmpsia.
  • O caráter multissistêmico da pré-eclâmpsia implica a possibilidade de evolução para situações de maior gravidade como eclâmpsia, acidente vascular cerebral hemorrágico, síndrome HELLP, insuficiência renal, edema agudo de pulmão e morte.

Classificação:

  • Quatro formas de síndromes hipertensivas na gestação: ✓ hipertensão arterial crônica ✓hipertensão gestacional ✓pré-eclâmpsia ✓hipertensão arterial crônica superposta por pré-eclâmpsia.

Hipertensão arterial crônica

  • Paciente que apresenta níveis pressóricos elevados antes da gestação ou diagnosticados antes da 20ª semana da gravidez: Hipertensão arterial crônica com pré- eclâmpsia sobreposta
  • Paciente com hipertensão arterial crônica que desenvolve pelo menos uma das seguintes complicações:

✓Desenvolvimento ou piora de proteinúria;

✓Disfunção de órgãos-alvo/ sinais de deterioração clínica.

Pré - eclâmpsia

  • Hipertensão arterial após a 20ª semana de gestação, + proteinúria significativa e/ou sinais de comprometimento sistêmico ou disfunção de órgãos-alvo.
  • Também associado a sinais de comprometimento placentário, como restrição de crescimento fetal e/ou alterações dopplervelocimétricas,
  • Pode-se ter pré-eclâmpsia, mesmo na ausência de proteinúria;

✓Proteinúria >300 mg em urina de 24h;

✓Relação proteína/creatinina > 0,3;

✓Na impossibilidade de avaliação quantitativa, será considerada como positiva

a presença de apenas uma cruz de proteína em amostra de urina isolada.

Pré – eclâmpsia grave (com sinais e/ou sintomas de deterioração clínica)

  • Presença de crise hipertensiva: PAS ≥ 160 e/ou PAD ≥ 110 mmHg, confirmada por intervalo de 15 minutos;
  • Sinais de iminência de eclâmpsia: cefaleia, fotofobia, fosfenas e escotomas, hiper-reflexia, náuseas, vômitos, dor epigástrica;
  • Eclâmpsia: desenvolvimento de convulsões tônico-clônicas em pacientes com o diagnóstico de pré-eclâmpsia;
  • Síndrome HELLP

Tratamento não farmacológico

  • Dieta balanceada, normocalórica evitando-se o ganho de peso excessivo, normoprotéica

com proteínas de alto valor biológico que aumentam a síntese de albumina, normolipídica

com ênfase em mono e poli-insaturados e principalmente normossódica;

  • Recomenda-se dieta geral, sem restrição de sal, uma vez que não há evidências para se

preconizar essa conduta no auxílio do controle pressórico ou na prevenção de desfechos

adversos.

  • Controle diário da pressão arterial e semanal do peso (alerta se aumento de peso

>1kg/semana);

  • Sugere-se que a redução da atividade física para mulheres com pré-eclâmpsia possa

contribuir para melhora no fluxo sanguíneo uteroplacentário e prevenir a exacerbação da

hipertensão, particularmente se a PA não estiver bem controlada.

  • Sendo importante ressaltar que não há evidências para se recomendar o repouso

absoluto das pacientes com pré-eclâmpsia.

  • Descansar na posição de decúbito lateral esquerdo pode aumentar o fluxo

uteroplacentário, o que pode beneficiar gestações nas quais essa é uma preocupação.

Tratamento farmacológico ambulatorial da hipertensão

Tratamento farmacológico da emergência hipertensiva

Caso Clínico

  • Hesione Balaska Santiago, 37 anos, refere dor de cabeça há dois dias, com turvamento da visão há 1 hora.

Por estar grávida ( 29 semanas ) não usou nenhum medicamento. G2PC1A

  • Hesione relata dor de cabeça com média intensidade (6 em escala de dez) há 2 dias , tipo pressão em toda

a cabeça e com mais intensidade na região frontal e retroorbicular. Informa a presença de manchas

desfocadas que dão a sensação que a visão está turva. Refere que esse turvamento apareceu há

aproximadamente uma hora.

  • nega diplopia e refere escotomas e tontura ; inchaço nos pés e pernas que pioraram na última semana e

que não regridem mais com o repouso; refere que não houve alteração no apetite ou hábito intestinal e

percebeu aumento rápido de peso nas últimas duas semanas. Hábito urinário com várias idas ao

banheiro durante o dia, inclusive à noite, sendo que há três dias tem ido menos vezes ao banheiro ,

embora a ingesta de líquidos permanecesse inalterada.

Diagnóstico?

  • 29 semanas
  • PA= 168X
  • edema +++/4+
  • cefaléia
  • escotomas e tontura
  • ; Pré-eclâmpsia com sinais e/ou sintomas de deterioração clínica:
    • Presença de crise hipertensiva: PAS ≥ 160 e/ou PAD ≥ 110 mmHg, confirmada por intervalo de 15 minutos;
    • Sinais de iminência de eclâmpsia: cefaleia, fotofobia, fosfenas e escotomas, hiper- reflexia, náuseas, vômitos, dor epigástrica;

Caso clínico

  • Hemograma: Hemácias = 4 , 1 milhões/uL; Hb 12 , 4 g/dL; Ht 37 %; VCM: 87 fL;
  • Leucograma: 6. 230 mm 3 (basófilos 2 %, neutrófilos 56 %, eosinófilos 4 %, linfócitos 36 % e monócitos 2 %);
  • Plaquetas = 138. 000 mm^3
  • Na = 139 mEq/L, Potássio = 4 , 1 mEq/L; Cloro= 101 ; Glicose = 88 mg/dL; Ca= 9 ;
  • AST = 70 ; ALT= 75 ; Albumina 3 , 7 ; Globulina= 2 , 7 ; Creatinina= 1 , 1 mg/dl
  • HDL= 69 ;
  • Coagulograma: TP= 13 seg.; TTT= 15 segundos; TTPA= 27 segundos;
  • Urina I: densidade 1025 ; ph= 5 , 0 ; proteínas +++; hemoglobina= traços; leucócitos 1 p/c; hemácias= 3 p/c;
  • Urina 24 horas: proteinúria 293 mg/ 24 h ; urocultura negativa;
  • Cardiotocografia (avaliação biofísica): batimentos normais;
  • Dopplervelocimetria (avaliação hemodinâmica do fluxo útero-placentário): índice de pulsatilidade normal, ausência de centralização de fluxo sanguíneo fetal; PESO FETAL??
  • USG: ecogenicidade normal de parênquima rena e ausência de dilatação pielocalicial; dis creta ascite