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Esse documento fala sobre as doenças da tireoide do livro Tratado de Medicina de Família e Comunidade (Gusso)
Tipologia: Resumos
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O principal distúrbio da tireoide é o bócio endêmico A principal disfunção hormonal tireoidiana é o hipotireoidismo primário, q se caracteriza pela diminuição da produção e secreção dos HT É uma doença comum, q afeta + as mulheres do q os homens e se torne + frequente com o avançar da idade As causas podem ser classificadas de acordo com a origem do problema: Hipotireoidismo primário: disfunção tem origem na própria tireoide Hipotireoidismo secundário: a etiologia é hipofisária, levando a uma diminuição na secreção do TSH Hipotireoidismo terciário: quando houver qualquer alteração na secreção do TRH Causas de hipotireoidismo Hipotireoidismo primário o Tireoidite de Hashimoto o Pós-radioiodoterapia (doença de Graves) o Pós-cirurgia (tireoidectomia) o Deficiência de iodo alimentar o Fármacos o Tireoidite pós-parto o Doenças infiltrativas Hipotireoidismo secundário/terciário o Neoplasias do hipotálamo ou da hipófise o Pós-radioterapia da cabeça o Necrose hipofisária
Tem uma evolução insidiosa, tem uma instalação lenta e progressiva Ira encontrar pessoas com queixas inespecíficas A maneira como o hipotireoidismo se manifesta clinicamente depende tanto da duração e do grau de diminuição do hormônio tireoidiano circulante quanto da presença de outras condições comuns na faixa etária em q a doença é + frequente Sintomas + comuns Sudorese diminuída Roquidão Parestesia Pele seca Constipação intestinal Diminuição da acuidade auditiva Ganho de peso Exame físico Sinais + comuns: Edema periorbital Pele infiltrada Pele fria Letargia O aumento da glândula pode ou ñ estar presente Tireoidite de Hashimoto → consistência firme, irregular e indolor a palpação Tireoidite pós-parto → bócio peq, firme e indolor Tireoidite subaguda → quadro de dor intensa na tireoide, associado a febre e mal-estar geral Exames complementares A confirmação se faz pela dosagem de TSH e de T4 livre no plasma Hipotireoidismo primário declarado → elevação do TSH com diminuição do T4L Forma subclínica so é detectado um aumento discreto de TSH, com o T4L ainda dentro da faixa normalidade Hipotireoidismo central → diminuição no T4L associada a uma concentração de TSH inapropriadamente ñ elevada Pode requisitar a dosagem de anticorpos antitireoidianos: antiperoxidase (anti-TPO) e antitiroglobulina (anti-TgAb), quando presentes em altas titulações no plasma reforçam bastante a possibilidade de tireoidite autoimune Médico de família deve estar sempre atento a algumas alterações laboratoriais q podem ser a chave p/ o diagnostico dessa condição Anemia normocrômica normocítica Hipercolesterolemia Hiponatremia Hiperprolactinemia Hipoglicemia Elevação da creatinofosfoquinase
Tratamento O tratamento do hipotireoidismo declarado constitui na reposição com HT sintético, a levotiroxina sódica Medicação efetiva, q requer apenas umas tomada ao dia
do TSH, q mimetizam o efeito da tireotrofina produzida pela hipófise, estimulando o aumento de volume e a função da tireoide Frequentemente está associada à orbitopatia autoimune infiltrativa e à dermopatia ou mixedema pré-tibial Bócio multinodular toxico Caracteriza pela presença de 1 ou + nódulos autônomos hiperfuncionantes Evolução de um bócio difuso p/ um bócio multinodular atóxico e deste p/ um bócio multinodular tóxico é gradual e depende da quantidade diária de iodo ingerido Adenoma toxico Crescimento e a diferenciação celular das clls foliculares são 2° a uma mutação no gene q expressa o receptor de TSH Causas de tirotoxicose Endógenas o Doença de Graves o Bócio nodular tóxico o Tireoidites o Estimulo da tireoide pela gonadotrofina coriônica humana (β- HCG) o Struma ovarii (produção ectópica de HT) o Induzida por excesso de iodo o Induzida por excesso de TSH o Câncer folicular tireoidiana Exógenas o Iatrogênica o Factícia
Os sintomas clássicos de tirotoxicose são: Hiperatividade Perda de peso Sudorese excessiva Irritabilidade Palpitações As manifestações clínicas surgem de maneira insidiosa, influenciadas pela idade da pessoa, etiologia e duração da doença, grau de excesso de HT circulante e pela presença de comorbidades Deve estar atento aos seguintes fatores de risco associados ao desenvolvimento de hipertireoidismo Pessoais: sexo feminino, disfunção tireoidiana previa, uso de medicamentos ou compostos q contenham iodo, tabagismo, puerpério, fator estressante ambiental Familiares: doenças da tireoide, doença autoimune Exame físico Sinais + comuns nos quadros de tirotoxicose Taquicardia, fibrilação atrial Tremor de extremidades Bócio Pele quente e úmida Fraqueza muscular, miopatia proximal Retração palpebral Ginecomastia
Doença de Graves → tireoide difusamente aumentada, lisa, firme e indolor, presença de frêmito e sopro nos bócios de maior volume Bócio multinodular → aumento difuso e irregular, com presença de nódulos de diversos tamanhos em sua superfície Adenoma tóxico → presença de um nódulo unilateral, firme, bem definido, normalmente maior q 3 cm Pode ocorrer retração das pálpebras superiores e/ou inferiores, q é frequente em todas as formas de tirotoxicose Tb é comum o atraso palpebral Orbitopatia de Graves é uma doença autoimune, em q linfócitos T circulantes dirigidos contra o antígeno das clls foliculares tireoidianas reconhecem um antígeno semelhante em tec orbitários, com consequente infiltração da órbita por clls T ativadas, liberação de citocinas, estimulação da expressão de proteínas imunomoduladoras e produção de moléculas glicosaminoglicanas pelos fibroblastos orbitários Dermopatia da doença de Graves se caracteriza por uma lesão nodular ou em placa, eritematoinfiltrada, localizada geralmente na região tibial anterior ou dorsal do pé Exames complementares Confirmação diagnostica se faz pela dosagem de TSH e HT Forma declarada se encontra diminuída (<0, mUI/L) e elevada respectivamente Hipertireoidismo subclínica, a concentração sérica de TSH se encontra suprimida (abaixo de 0,3 mUI/L) e os valores de HT estão dentro da faixa de normalidade Dosagem dos anticorpos antirreceptores do TSH (TRAb) representa um recurso auxiliar p/ o diagnostico diferencial das causas de hipertireoidismo, mas sua utilidade diagnostica é limitada Nos indivíduos com suspeita de doença nodular e q apresentam tirotoxicose, a cintilografia da tireoide está formalmente indicada, a fim de se estabelecer o diagnostico diferencial entre bócio multinodular e adenoma tóxico
Tratamento Depende de vários fatores como: causa e gravidade da doença, idade, tamanho do bócio, preferencias regionais, custo, comorbidades associadas e preferência da pessoa Como terapia adjuvante ao controle dos sintomas adrenérgicos, são usados fármacos betabloqueadores em doses progressivamente maiores até a melhora dos sintomas Quando a escolha for o uso de medicamentos antitireoidianos, tem à diposição no Brasil os seguintes: propiltiouracil e metimazol Metimazol – dose inicial é de 15 a 30 mg/dia, devendo ser reajustada de acordo com as dosagens de TSH/T4L Após 12 a 18 meses de tratamento clínico, o medicamento
Aqueles com resultado benigno da citologia obtida pela PAAF, aconselha-se acompanhamento clinico com realização de novo exame ultrassonografia a cada 12 a 18 meses Deve-se repetir a PAAF apenas se houver aumento de 20% ou + do nódulo Quando encaminhar Não urgente: Quando avaliação inicial demonstrar TSH diminuído ou supresso Urgente: Espera permitida de 2 semanas Mudanças na voz ou rouquidão sem causa aparente Nódulo tireoidiano em crianças Surgimento de adenopatia cervical Crescimento rápido Assintomático da tireoide em um período de semanas Indivíduos sem fatores de risco clínico ou ultrassonográfico para câncer de tireoide, que apresentam nódulos palpáveis com as mesmas características por anos, ou com nódulos não palpáveis assintomáticos, recém- descobertos por exame de imagem do pescoço, podem ser perfeitamente acompanhados por um médico de família.