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Preconceito Racial, Notas de estudo de Psicologia

Apostilas de Psicologia sobre Preconceito Racial, Definições de racismo, Filosofia do racismo, História, Racismo nos Estados Unidos da América, Apartheid, Legislação.

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 08/10/2013

Ipanema27
Ipanema27 🇧🇷

4.5

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Nosso trabalho vai relatar o preconceito racial nas empresas, histórias
de pessoas bem sucedidas que apesar das humilhações e dificuldades
conseguiram alcançar um objetivo em comum, mostraremos alguns depoimentos
como exemplo. No decorrer do trabalho podemos perceber detalhes que estão
tão enraizados na nossa sociedade e que muitas vezes esquecemos que é
discriminação, pois acostumamos a viver em um “sistema” extremamente
preconceituoso, em um sistema em que os valores estão profundamente
enraizados, e somos incapazes de pensar no outro como um ser igual, um
ser que se submete a falhas e que tem defeitos gravíssimos, porém quando
nos vemos na posição do outro não conseguimos tolerar e a nossa primeira
atitude é de indignação diante do novo.
DESENVOLVIMENTO
Definições de racismo:
O racismo é a tendência do pensamento, ou do modo de pensar em que se
grande importância da existência de raças humanas distintas e
superiores uma às outras.
O racismo não é uma teoria científica, mas um conjunto de opiniões pré-
concebidas onde a principal função é valorizar as diferenças biológicas
entre os seres humanos, em que alguns acreditam serem superiores aos
outros de acordo com sua matriz racial.
Raça: é um conceito usado vulgarmente para caracterizar diferentes tipos
de população de uma espécie biológica para suas características
fenotípicas (ou físicas)
Etnia: Uma pesquisa da UNICAMP realizada em 2005, identificou 125 tons
diferentes de pele no Brasil, e a casa 2 anos surgem mais 4 tons
diferentes.
Existem 11 tipos étnicos que representam as variações de pele encontradas
no nosso país, são elas:
- Pele muito clara.
- Pele clara bege.
- Pele clara amarela ou oriental clara.
- Pele clara rosada.
- Pele morena rosada ou oriental rosada.
- Pele morena ou oriental morena.
- Pele morena escura/ bronzeada ou oriental bronzeada ou mestiça.
- Pele mulata amarela.
- Pele mulata escura.
- Pele negra amarela.
- Pele negra escura.
O geógrafo Aroldo de Azevedo classificou as raças no país como sendo:
Preto: Atualmente chamado de afro-brasileiro, o escavo, dividido em
varias raças como o banto, banguela, congo e negro da terra.
Branco: O Europeu imigrante para o Brasil.
Índio: Dividido em várias nações
Mulato: oriundo do cruzamento de branco com negro
Caboclo: oriundo do cruzamento de branco com índio
Cafuz ou Cafuzo: Oriundo do cruzamento de índio com negro
Cabra: Oriundo do cruzamento de mulato com negro.
Filosofia do racismo
Um grupo social dominante seja em aspectos econômicos ou numéricos, sente
a necessidade de se distanciar de outro grupo que, por razões históricas,
possui tradições ou comportamentos diferentes A partir daí, esse grupo
dominante constrói um mito sobre o outro grupo, que pode ser relacionado
á crença de superioridades ou iniqüidade.
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Nosso trabalho vai relatar o preconceito racial nas empresas, histórias de pessoas bem sucedidas que apesar das humilhações e dificuldades conseguiram alcançar um objetivo em comum, mostraremos alguns depoimentos como exemplo. No decorrer do trabalho podemos perceber detalhes que estão tão enraizados na nossa sociedade e que muitas vezes esquecemos que é discriminação, pois acostumamos a viver em um “sistema” extremamente preconceituoso, em um sistema em que os valores estão profundamente enraizados, e somos incapazes de pensar no outro como um ser igual, um ser que se submete a falhas e que tem defeitos gravíssimos, porém quando nos vemos na posição do outro não conseguimos tolerar e a nossa primeira atitude é de indignação diante do novo. DESENVOLVIMENTO Definições de racismo:

  • O racismo é a tendência do pensamento, ou do modo de pensar em que se dá grande importância da existência de raças humanas distintas e superiores uma às outras.
  • O racismo não é uma teoria científica, mas um conjunto de opiniões pré- concebidas onde a principal função é valorizar as diferenças biológicas entre os seres humanos, em que alguns acreditam serem superiores aos outros de acordo com sua matriz racial. Raça: é um conceito usado vulgarmente para caracterizar diferentes tipos de população de uma espécie biológica para suas características fenotípicas (ou físicas) Etnia: Uma pesquisa da UNICAMP realizada em 2005, identificou 125 tons diferentes de pele no Brasil, e a casa 2 anos surgem mais 4 tons diferentes. Existem 11 tipos étnicos que representam as variações de pele encontradas no nosso país, são elas:
  • Pele muito clara.
  • Pele clara bege.
  • Pele clara amarela ou oriental clara.
  • Pele clara rosada.
  • Pele morena rosada ou oriental rosada.
  • Pele morena ou oriental morena.
  • Pele morena escura/ bronzeada ou oriental bronzeada ou mestiça.
  • Pele mulata amarela.
  • Pele mulata escura.
  • Pele negra amarela.
  • Pele negra escura.

O geógrafo Aroldo de Azevedo classificou as raças no país como sendo: Preto: Atualmente chamado de afro-brasileiro, o escavo, dividido em varias raças como o banto, banguela, congo e negro da terra.

Branco: O Europeu imigrante para o Brasil. Índio: Dividido em várias nações Mulato: oriundo do cruzamento de branco com negro Caboclo: oriundo do cruzamento de branco com índio Cafuz ou Cafuzo: Oriundo do cruzamento de índio com negro Cabra: Oriundo do cruzamento de mulato com negro.

Filosofia do racismo Um grupo social dominante seja em aspectos econômicos ou numéricos, sente a necessidade de se distanciar de outro grupo que, por razões históricas, possui tradições ou comportamentos diferentes A partir daí, esse grupo dominante constrói um mito sobre o outro grupo, que pode ser relacionado á crença de superioridades ou iniqüidade.

História O racismo tem assumido formas muito diferentes ao longo da história. Na antiguidade, as relações entre povos eram sempre de vencedor e cativo. Estas existiam independentemente da raça, pois muitas vezes povos de mesma matriz racial guerreavam entre si e o perdedor passava a ser cativo do vencedor. Quando houve os primeiros contatos entre conquistadores portugueses e africanos, no século XV, não houve atritos de origem racial. No entanto, quando os europeus, no século XlX, começaram a colonizar o continente Negro e as Américas, encontraram justificações para impor aos povos colonizados as suas leis e formas de viver. Uma dessas justificações foi à idéia erronia de que os negros e os índios eram “raças” inferiores e passaram a aplicar a discriminação com base racial nas suas colônias, para assegurar determinados direitos aos colonos europeus. Os casos mais extremos foram a confinação dos índios em reservas e a introdução de leis para instituir a discriminação, como foram os casos das leis de Jim Crow, nos Estados Unidos da América e do Apartheid na África do Sul.

Racismo nos Estados Unidos da América Nos Estados Unidos da América, o racismo chega aos extremos contra os negros, índios, asiáticos e latinos Américas, em especial no sul do país, Em 1965, existiam leis, como as chamadas leis de Jim Crow, que negavam aos cidadãos não-brancos toda uma série de direitos, Leis que existiam proibindo casamentos inter-raciais e segregando as raças em transportes públicos e banheiros públicos. Assim, mesmo que uma pessoa não fosse racista, ela estava proibida de casar com alguém de outra raça. Além disso, muitos negros foram linchados e queimados vivos sem julgamento, sem que os autores destes assassinatos fossem punidos, principalmente pelos membros de uma organização, a Ku Klux Klan (KKK), que defendia a supremacia branca. Essa organização ainda existe naquele país, alegadamente para defender a liberdade de expressão e a liberdade de expressar supremacia branca daquele grupo social. A KKK surgiu como uma reação à abolição dos escravos nos EUA e o revanchismo praticado pelos ex-escravos aliados aos nortistas (YANKEES) após a Guerra de Secessão nos EUA. Filmes pró-sulistas como E O Vento Levou, Santa Fe Trail, The Underfeated, O Nascimento de Uma Nação e Jezebel denunciam esse revanchismo que deu origem a KKK. Atualmente a KKK ainda existe e sofre perseguição nos EUA. Paralelamente, desenvolveram-se grupos de supremacia negra, como o “Black Power” (em português “poder negro”) e a organização “Nation of Islam” a que pertenceu Malcomlm X. Sendo o governo de Barack Obama acusado de racialismo por não aceitar investigar racismo dos “Novos Panteras Negras” contra brancos norte-americanos.

Apartheid Os trabalhos de antropólogos, sociólogos e outros cientistas do mundo inteiro derrubaram por terra toda e qualquer possibilidade de superioridade racial, e estes estudos culminaram com a Declaração Universal dos Direitos do Homem. Embora existam esforços contra a pratica do racismo, esta ainda é comum a muitos povos da Terra. Uma demonstração vergonhosa para o ser humano sobre o racismo ocorreu em pleno século XX, a partir de 1948 na África do Sul, quando a Apartheid manteve a população africana sob o domínio de um povo de origem européia. Este regime político racista acabou quando por pressão mundial foram convocadas as primeiras eleições para um governo multirracial de transição, em abril de 1994.

fui liberada. Eu fiquei nervosa, nunca tinha sido acusada de roubo, e nem xingada por ser negra. Foi a minha mãe que me fez ver que isso era racismo. Ainda bem que nem todo mundo é racista. Eu tenho orgulho de ser negra e estou feliz com a cor que Deus me deu”. Isabela Santos, 14 anos.

O Preconceito no Trabalho:

Minha trajetória profissional não teria sido mais rápida se eu não fosse negro, mas com certeza teria sido mais fácil. Dos 14 aos 34 anos eu fui de boy a diretor. Por ser negro e muito jovem, meu desafio era dobrado. Se eu, por exemplo, em situações de competição, fosse igual, provavelmente não estaria aqui conversando com você. A diferença é que para que eu chegasse onde estou hoje sempre tive de fazer notoriamente mais que os outros, fazer igual nunca foi o suficiente. Poucas vezes senti claramente o preconceito dentro da empresa. Às vezes eu percebia que, ao fazer uma visita com algum colaborador, havia certo receio de me apresentar como sendo o chefe. Hoje em dia, o que acontece são coisas do tipo, quando eu vou a algum evento ou alguma festa, me perguntar de quem eu sou motorista, ou pensarem que eu sou segurança de alguém. Isto não me ofende de modo algum. Eu não vejo a cor das pessoas, não aprendi a ver, aos meus olhos todos são iguais. Talvez isto me ajude a não reparar em algumas situações que podem ocorrer. Diante disto eu dou uma resposta que não deixe a pessoa embaraçada, porque em geral ela não fez aquilo por maldade, fez porque aprendeu a pensar assim (às vezes é outro negro que faz isto). É um padrão que a sociedade criou e que contamina a todos, inclusive os próprios negros. Acontece muito também de eu ir a algum lugar badalado e as pessoas ficarem pensando que eu sou pagodeiro, ou jogador de futebol, ou ator, ou algo assim. Nunca pensam que eu sou um executivo. Eu consegui, ao longo destes anos construir um nome que me precede na área em que atuo. Se vou me encontrar com alguém, tiver uma reunião, esta pessoa já sabe quem eu sou, porque meu nome é conhecido no meio. Portanto, não enfrento hoje nenhum tipo de dificuldade ao visitar algum cliente. Normalmente tenho um tratamento diferenciado para melhor. Mas no mercado realmente não há executivos negros, não conheço nenhum. Talvez alguns que sejam negros para os padrões norte-americanos, mas não o são para os padrões brasileiros. Aqui eles passariam por brancos, embora tenham origem negra. São os pardos. A raça e a cor são duas coisas diferentes no Brasil. Sei que existem estatísticas dizendo que os salários de funcionários negros são mais baixos do que os salários de funcionários brancos em igual função. Não acredito que isto aconteça em grandes corporações, pois os salários são determinados por faixas e funções, não são definidos pelas pessoas. Acho que as oportunidades são diferentes. O mesmo acontece, por exemplo, com as mulheres. Na hora que surge uma promoção e os competidores são um homem e uma mulher, a chance do homem ser o escolhido é muito maior. Ou então determinadas funções, tipo Marketing, RH, rotula-se que são mais adequadas para mulheres Novamente é um padrão de comportamento. Marcos Moreira, executivo, brasileiro, bem sucedido, pouco mais de 40 anos, Diretor de Business do Banco Fiat, empresa pertencente ao Grupo Fiat, com sede na Itália. De suas mãos saem muitas das grandes decisões envolvendo o nome do banco. Marcos é negro, veio de família pobre, realidade igual à de tantos outros brasileiros, e circula por um mundo quase sempre reservado aos brancos. O alto posto que ocupe e que o torna um dos principais representantes da empresa no Brasil e no mundo, além de

lhe proporcionar uma visão privilegiada da questão racial, ainda o credencia a falar sobre formas de vencer o preconceito. Seu depoimento é uma injeção de ânimo e um exemplo de que é possível conquistar coisas, vencendo barreiras, preconceitos e prejulgamentos. “De formação contábil e administrativa, comecei na empresa como Office boy, com 14 anos de idade. Sem dinheiro para cursos, aprendi datilografia e cálculos nos horários de almoço. Aos 18 anos já ocupava a função de encarregado da tesouraria. A pouca idade me obrigava a comportar-me com uma maturidade que ainda não tinha no campo pessoal. Depois disto, assumi a área de contabilidade da empresa e, aos 23 anos de idade, o cargo de Gerente Administrativo, quando também me casei. Em uma época na qual idade era sinônimo de experiência, eu era jovem e negro. A empresa ainda não era do tamanho que é hoje, as pessoas se conheciam o que tornou muito mais fácil o aparecimento de minha competência. Depois veio a Gerência de Produtos e então a Gerência de Planejamento e Marketing, quando ingressei de vez na área comercial. Em 1995, assumi a Diretoria Comercial do Banco e, no ano de 2001, uma diretoria chamada Diretoria de Business, que é um nível superior às outras diretorias e acima da qual está apenas a superintendência da empresa”. Minha primeira lição de vida, no campo profissional, foi aos 13 anos de idade, quando trabalhava como Embalador numa fábrica de roupas. A função imediatamente superior à minha era a de Separador de Pedidos. Eu era o melhor embalador da fábrica, fazia malabarismo com as caixas de papelão, como o pizzaiollo que roda as pizzas. Nesta época entrou, na mesma função que eu, outro rapaz, chamado Cícero (a lição foi tão boa que nunca esqueci o nome deste rapaz). Ele embalava as roupas com menos arte, mas com a mesma competência que eu e, quando não tinha nada para embalar, corria para fazer separação de pedidos. Não demorou muito, ele foi promovido a Separador de Pedidos. Nunca mais esqueci a lição. Também eu era capaz de separar pedido, mas não atentei para a oportunidade que tinha diante dos meus olhos. A partir daquele dia prometi para mim mesmo que estaria atento a todas as oportunidades que surgissem. Uso esta máxima até hoje, em minha carreira.

CONCLUSÂO

Com base nessas informações podemos entender o racismo como um modo de pensamento que compara as raças, principalmente pelas diferenças físicas e de comportamento. E desta comparação trata de forma diferenciada o indivíduo que julga ser inferior, seja de capacidade físicas, psicológicas ou de conduta moral. Esse conceito vem sendo transmitindo através dos tempos tanto por famílias que têm sua educação pautada em preconceito racial, quanto pela sociedade, por aceitar certamente certos pensamentos que contribuem para que tudo permaneça como está. Apesar dos mitos preservados por tanto tempo, deve haver uma análise crítica por parte da sociedade dessa forma é possível anular o racismo, através do conhecimento. Apesar de ano passado, estudiosos pregarem teorias de superioridade racial, que acabou somando forças ao nazismo à apartheid e a xenofobia, a ciência vem desmentido tais teorias e reafirmando através de genética que todas as raças descedem de uma mesma matriz. Não cabendo desta forma, espaço para qualquer forma de discriminação seja, ela de cor, raça, ou nacionalidade.

Referências Bibliográficas

http://www.aomestre.com.br/mnd/arquivo2005ant/negro.htm