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PROCESSAMENTO E APRESENTAÇÃO DE ANTÍGENOS, Resumos de Imunologia

O material que compartilho trás passo a passo de como é o reconhecimento de um antígeno pelo nosso sistema imune, bem como seu processamento e sua apresentação para células que irão destruí-lo. Além disso, dou aula particular de parasitologia: (37) 991107658 Júlia

Tipologia: Resumos

2021

Compartilhado em 21/05/2021

Juliac_ns
Juliac_ns 🇧🇷

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Imunologia
Processamento e
apresentação de
antígeno
Introdução
A resposta imune ADQUIRIDA
se inicia quando o linfócito T
ou o linfócito B reconhece o
antígeno. Esse
reconhecimento do antígeno
se dá por receptores que
tem na superfície de ambos
os linfócitos.
O linfócito T tem um receptor
chamado de TCR.
O linfócito B tem um
receptor chamado de BCR
Esses receptores é que vão
interagir com os antígenos. O
linfócito T e B possuem uma
forma de interagir com esse
antígeno diferente.
B não proteico
B proteico
BCR
T proteico
TCR
O linfócito B que reconhece
antígeno não proteico
trabalha por conta própria,
ele não recebe estímulo do
linfócito T, e aí ele produz
apenas uma classe de
anticorpo: IgM..
Já o linfócito B que
reconhece antígeno proteico,
ele vai reconhecer o
antígeno e ao invés de ser
ativado, ele fagocita o
antígeno e apresenta esse
antígeno via MHC-II para o
linfócito T. Nesse caso, o
linfócito B faz papel de APC.
E aí ele vai produzir, por
exemplo o IgG.
(relacionar o IgM e o IgG com
o diagnóstico de uma
inflamação recente ou
tardia).
Só temos memória
imunológica quando temos
produção de IgG.
O reconhecimento do
antígeno pelo linfócito T só
acontece via apresentação
pelo MHC. A célula que está
apresentando o antígeno,
tem que o apresentar via
MHC. E isso eu chamo de
RESTRIÇÃO DO MHC. Ou
seja, o TCR só vai reconhecer
o antígeno se o mesmo tiver
associado ao MHC.
O TCR terá que fazer dois
reconhecimentos:
- Um deles é reconhecer o
MHC. O TCR quer saber se
aquela célula que está
apresentando o antígeno
para ele pertence ao meu
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Processamento e

apresentação de

antígeno

Introdução

 A resposta imune ADQUIRIDA se inicia quando o linfócito T ou o linfócito B reconhece o antígeno. Esse reconhecimento do antígeno se dá por receptores que tem na superfície de ambos os linfócitos. O linfócito T tem um receptor chamado de T CR. O linfócito B tem um receptor chamado de B CR Esses receptores é que vão interagir com os antígenos. O linfócito T e B possuem uma forma de interagir com esse antígeno diferente. B não proteico B proteico BCR T proteico TCR O linfócito B que reconhece antígeno não proteico trabalha por conta própria, ele não recebe estímulo do linfócito T, e aí ele produz apenas uma classe de anticorpo: IgM .. Já o linfócito B que reconhece antígeno proteico, ele vai reconhecer o antígeno e ao invés de ser ativado, ele fagocita o antígeno e apresenta esse antígeno via MHC-II para o linfócito T. Nesse caso, o linfócito B faz papel de APC. E aí ele vai produzir, por exemplo o IgG. (relacionar o IgM e o IgG com o diagnóstico de uma inflamação recente ou tardia).  Só temos memória imunológica quando temos produção de IgG.  O reconhecimento do antígeno pelo linfócito T só acontece via apresentação pelo MHC. A célula que está apresentando o antígeno, tem que o apresentar via MHC. E isso eu chamo de RESTRIÇÃO DO MHC. Ou seja, o TCR só vai reconhecer o antígeno se o mesmo tiver associado ao MHC. O TCR terá que fazer dois reconhecimentos:

  • Um deles é reconhecer o MHC. O TCR quer saber se aquela célula que está apresentando o antígeno para ele pertence ao meu

corpo, logo, ele tem que reconhecer o MHC daquela célula.

  • O segundo reconhecimento é o TCR reconhecendo o antígeno específico. Por isso temos especificidade dupla. O TCR tem que ser específico para aquele MHC do indivíduo (quando transplantamos um órgão, o MHC é diferente e com isso tenho rejeição. Eu tenho rejeição porque o TCR não reconhece aquele MHC que é expresso pelas células do órgão que foi transplantado), e temos que ter a especificidade do antígeno (o TCR de um linfócito T é específico para determinado antígeno), e esse antígeno só é reconhecido se ele tiver associado ao MHC. MHC-I apresenta para o linfócito TCD MHC-II apresenta para o linfócito TCD Toda célula nucleada qualquer, vai expressar MHC- I. E as células nucleadas que têm o papel de APC’s também expressam MHC-II.  Nas nossas barreiras epiteliais (pele, TGI, trato respiratório, sangue etc) vamos encontrar células que vão fagocitar esses microrganismos e apresentá- los para os linfócitos TCD4. Essas células são chamadas de CÉLULAS APRESENTADORAS DE ANTÍGENOS (APC’s). São exemplos de APC’s: macrófago, células dendríticas etc. Então, os antígenos microbianos que introduzem em algum local do nosso corpo vão ser fagocitados e conduzidos até os linfonodos, onde encontramos o Linfócito T, e é onde vai acontecer a apresentação desse antígeno para o linfócito T. Depois disso, temos ativação do linfócito T, expansão clonal, diferenciação, o que demanda tempo. Por isso que essa resposta de linfócito T é uma resposta mais demorada.  As células dendríticas (DC) são APC’s mais potentes para ativar linfócitos T virgens.  Lá no foco inflamatório nós temos o macrófago e a DC, que vão fagocitar o microrganismo. Porém, a APC é mais especializada em ativar o linfócito que não foi ativado ainda, então ele vai para o linfonodo. Lá no linfonodo, ele apresenta o antígeno para o linfócito específico, o qual vai ficar ativado e vai para o foco inflamatório.

uma segunda proteína que é o CD3, porque a porção citoplasmática do TCR não consegue ativar as vias de sinalização intracelular, e por isso ele recruta o CD3. O CD3 ativa as vias de sinalização, estabelecendo o primeiro sinal. Além disso, vamos ter o segundo sinal sendo estabelecido pelas moléculas co-estimuladoras, e na maioria das vezes tem moléculas de adesão envolvidas, pois elas aumentam o tempo de contato de um célula com a outra, o que vai potencializar a transmissão de sinais.

MHC

No primeiro sinal é importante termos o MHC. MHC: Complexo principal de histocompatibilidade. As moléculas do MHC podem ser de classe I ou II (no caso de APC), pois APC tem MHC-II e toda célula nucleada tem MHC-I. Esse MHC tem papel de apresentar antígenos para os linfócitos. Se for um linfócito CD4, vamos ter um MHC-II, e já se for um linfócito CD8, MHC-I. Cada indivíduo tem o seu MHC (que é expresso por todas as células). Dessa forma, quando temos um órgão transplantado no nosso corpo, as células que estão vindo com esse órgão vão expressar um MHC que não pertence ao nosso organismo, e então temos rejeição porque o sistema imunológico entende que aquele MHC não pertence ao nosso corpo, logo, aquela célula não é do nosso corpo, e então destruímos aquela célula. Nas células humanas, o MHC tem também a nomenclatura HLA.  0 locus do MHC contém dois conjuntos de genes altamente polimórficos. Isso significa que cada indivíduo tem o seu MHC.  As moléculas do MHC são proteínas de membrana expressas pelos genes, que são sintetizados no REG e vão ser encaminhados, juntamente com antígeno, para ser expresso na superfície das células.  MHC-1: ele tem duas moléculas (alfa e beta). Tem a porção alfa1, alfa2 e alfa3, são domínios globulares. E temos a porção beta2- microglobulina. Quando comparamos com o MHC-II, ele tem duas subunidades: alfa 1 e alfa 2, beta 1 e beta2. Essas duas subunidades estão inseridas na membrana, enquanto que no MHC-I apenas a alfa está inserida na membrana. MHC-II MHC-I

Os dois tipos de MHC têm fenda. Essa fenda é a região onde o antígeno vai ser adicionado. O MHC-II tem uma fenda maior.  COMO O LINFÓCITO T RECONHECE O MHC?

  • O linfócito T reconhece o MHC a partir da molécula que está sendo expressa na superfície do linfócito T. O linfócito TCD tem uma proteína de membrana chamada CD4, e ela vai reconhecer a porção beta 2 do MHC-II.
  • Já os linfócitos TCD8, têm o receptor CD8 na sua superfície, e ele vai então reconhecer a região alfa 3 do MHC-I.
  • Dessa forma, nós conseguimos ativar especificamente um determinado tipo de linfócito.  O MHC tem uma expressão codominante. Isso significa que ambos os alelos vão expressar o MHC, o que aumenta ainda mais a variabilidade genética.  O MHC é altamente polimórfico, e a finalidade disso é garantir que cada indivíduo tenha o seu MHC. SÓ ENCONTRAMOS MHC IDÊNTICOS EM GÊMEOS UNIVITELINOS, pois são originados de um mesmo zigoto. É aí que observamos a compatibilidade de um órgão. Quando estou buscando compatibilidade do doador para o receptor, eu estou buscando MHC’s mais parecidos para tentar diminuir o grau de rejeição.  Cada molécula de MHC apresenta um peptídeo por vez, por isso dizemos que ele tem uma baixa afinidade e uma ampla especificidade. Como as APC’s são células da imunidade INATA , elas não possuem especificidade, e dessa forma, elas reconhecem diferentes peptídeos. Esses peptídeos são adquiridos durante sua montagem intracelular. Ou seja, quando o MHC recebe o peptídeo na fenda, isso acontece sempre dentro da célula. O macrófago tem que fagocitar o microrganismo para montar o peptídeo no MHC-II para apresentar para o linfócito T. Entretanto, devemos lembrar que para os microrganismos intracelulares, eles já estão dentro da célula, e na maioria das vezes eles estão no citoplasma. Quando esse antígeno está no citoplasma, acontece a montagem do antígeno ao MHC-I (citotóxico). Quando esse antígeno foi fagocitado, essa montagem acontece com o MHC-II. Isso acaba direcionando a resposta, pois se o antígeno está no citoplasma, quer dizer que a célula está