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O material que compartilho trás passo a passo de como é o reconhecimento de um antígeno pelo nosso sistema imune, bem como seu processamento e sua apresentação para células que irão destruí-lo. Além disso, dou aula particular de parasitologia: (37) 991107658 Júlia
Tipologia: Resumos
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A resposta imune ADQUIRIDA se inicia quando o linfócito T ou o linfócito B reconhece o antígeno. Esse reconhecimento do antígeno se dá por receptores que tem na superfície de ambos os linfócitos. O linfócito T tem um receptor chamado de T CR. O linfócito B tem um receptor chamado de B CR Esses receptores é que vão interagir com os antígenos. O linfócito T e B possuem uma forma de interagir com esse antígeno diferente. B não proteico B proteico BCR T proteico TCR O linfócito B que reconhece antígeno não proteico trabalha por conta própria, ele não recebe estímulo do linfócito T, e aí ele produz apenas uma classe de anticorpo: IgM .. Já o linfócito B que reconhece antígeno proteico, ele vai reconhecer o antígeno e ao invés de ser ativado, ele fagocita o antígeno e apresenta esse antígeno via MHC-II para o linfócito T. Nesse caso, o linfócito B faz papel de APC. E aí ele vai produzir, por exemplo o IgG. (relacionar o IgM e o IgG com o diagnóstico de uma inflamação recente ou tardia). Só temos memória imunológica quando temos produção de IgG. O reconhecimento do antígeno pelo linfócito T só acontece via apresentação pelo MHC. A célula que está apresentando o antígeno, tem que o apresentar via MHC. E isso eu chamo de RESTRIÇÃO DO MHC. Ou seja, o TCR só vai reconhecer o antígeno se o mesmo tiver associado ao MHC. O TCR terá que fazer dois reconhecimentos:
corpo, logo, ele tem que reconhecer o MHC daquela célula.
uma segunda proteína que é o CD3, porque a porção citoplasmática do TCR não consegue ativar as vias de sinalização intracelular, e por isso ele recruta o CD3. O CD3 ativa as vias de sinalização, estabelecendo o primeiro sinal. Além disso, vamos ter o segundo sinal sendo estabelecido pelas moléculas co-estimuladoras, e na maioria das vezes tem moléculas de adesão envolvidas, pois elas aumentam o tempo de contato de um célula com a outra, o que vai potencializar a transmissão de sinais.
No primeiro sinal é importante termos o MHC. MHC: Complexo principal de histocompatibilidade. As moléculas do MHC podem ser de classe I ou II (no caso de APC), pois APC tem MHC-II e toda célula nucleada tem MHC-I. Esse MHC tem papel de apresentar antígenos para os linfócitos. Se for um linfócito CD4, vamos ter um MHC-II, e já se for um linfócito CD8, MHC-I. Cada indivíduo tem o seu MHC (que é expresso por todas as células). Dessa forma, quando temos um órgão transplantado no nosso corpo, as células que estão vindo com esse órgão vão expressar um MHC que não pertence ao nosso organismo, e então temos rejeição porque o sistema imunológico entende que aquele MHC não pertence ao nosso corpo, logo, aquela célula não é do nosso corpo, e então destruímos aquela célula. Nas células humanas, o MHC tem também a nomenclatura HLA. 0 locus do MHC contém dois conjuntos de genes altamente polimórficos. Isso significa que cada indivíduo tem o seu MHC. As moléculas do MHC são proteínas de membrana expressas pelos genes, que são sintetizados no REG e vão ser encaminhados, juntamente com antígeno, para ser expresso na superfície das células. MHC-1: ele tem duas moléculas (alfa e beta). Tem a porção alfa1, alfa2 e alfa3, são domínios globulares. E temos a porção beta2- microglobulina. Quando comparamos com o MHC-II, ele tem duas subunidades: alfa 1 e alfa 2, beta 1 e beta2. Essas duas subunidades estão inseridas na membrana, enquanto que no MHC-I apenas a alfa está inserida na membrana. MHC-II MHC-I
Os dois tipos de MHC têm fenda. Essa fenda é a região onde o antígeno vai ser adicionado. O MHC-II tem uma fenda maior. COMO O LINFÓCITO T RECONHECE O MHC?