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Antigenos 2003, Trabalhos de Enfermagem

Trabalho sobre antígeno e pênfigo(fogo selvagem)

Tipologia: Trabalhos

2011

Compartilhado em 06/07/2011

cibele-fyseris-7
cibele-fyseris-7 🇧🇷

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ÍNDICE
Antígeno
INTRODUÇÃO....................................................................................................1
1. ANTÍGENO....................................................................................................2
Epitopo ou Determinante Antigênico.......................................................2
2. TIPOS DE ANTIGENOS..................................................................................3
Antígenos T-independentes....................................................................3
Antígenos T-dependentes.....................................................................3
3. ORIGEM DOS ANTIGENOS...........................................................................3
Antígenos exógenos...............................................................................4
Antígenos particulados............................................................................4
Antígenos endógenos.............................................................................4
Auto-antigenos...........................................................................4
4. PROPRIEDADES QUIMICAS DOS ANTIGENOS...........................................5
Proteínas...............................................................................................5
Polissacarídeos.....................................................................................5
Ácidos Nucleícos...................................................................................6
Lipídios..................................................................................................6
5. HAPTENOS...................................................................................................6
6. SUPERANTÍGENOS.....................................................................................7
7. ADJUVANTES...............................................................................................7
8. CÉLULAS PRESENTES NA RESPOSTA IMUNE........................................8
Macrofagos..............................................................................................8
Linfócitos..................................................................................................8
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ÍNDICE

  • INTRODUÇÃO.................................................................................................... Antígeno - 1. ANTÍGENO.................................................................................................... - ▲ Epitopo ou Determinante Antigênico.......................................................
    1. TIPOS DE ANTIGENOS.................................................................................. - ▲ Antígenos T-independentes.................................................................... - ▲ Antígenos T-dependentes.....................................................................
    1. ORIGEM DOS ANTIGENOS........................................................................... - ▲ Antígenos exógenos............................................................................... - ▲ Antígenos particulados............................................................................ - ▲ Antígenos endógenos............................................................................. - ♦ Auto-antigenos...........................................................................
    1. PROPRIEDADES QUIMICAS DOS ANTIGENOS........................................... - ▲ Proteínas............................................................................................... - ▲ Polissacarídeos..................................................................................... - ▲ Ácidos Nucleícos................................................................................... - ▲ Lipídios..................................................................................................
        1. HAPTENOS...................................................................................................
        1. SUPERANTÍGENOS.....................................................................................
        1. ADJUVANTES...............................................................................................
        1. CÉLULAS PRESENTES NA RESPOSTA IMUNE........................................ - Macrofagos..............................................................................................
          • ▲ Linfócitos..................................................................................................
      • ♦ Linfócito T...................................................................................
      • ♦ Linfócitos B.................................................................................
    1. ANTIGENO...................................................................................................... - ♦ Interação Antígeno- anticorpo........................................................
    1. REFERENCIAS BIBLIOGRAFIA................................................................
  • INTRODUÇÃO................................................................................................... Pênfigo
      1. HISTÓRICO.................................................................................................
      1. DEFINIÇÃO.................................................................................................
      1. CLASSIFICAÇÃO........................................................................................
        • ▲ Pênfigo Vulgar..............................................................................
        • ▲ Pênfigo Vegetante........................................................................
        • ▲ Pênfigo Foliáceo...........................................................................
        • ▲ Pênfigo eritematoso......................................................................
      1. ETIOLOGIA.................................................................................................
      1. EPIDEMIOLOGIA........................................................................................
      1. DIAGNOSTICO...........................................................................................
      1. TRATAMENTO............................................................................................ - ▲ Medicamentos uso tópico............................................................. - ▲ Medicamentos uso sistêmico .......................................................
      1. REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS............................................................

Superantígenos são moléculas capazes de ativar linfócitos T e B de maneira diferente daquela que ocorre com antígenos convencionais, promovendo grande estimulação do sistema imune. Adjuvantes são substancias capazes de potencializar a resposta imune. Para uma melhor compreensão da ação antígeno anticorpo no organismo, temos que saber as definições das células presentes na resposta imune que são elas: linfócitos T e B, macrófagos e anticorpos.

  1. ANTÍGENO

Os antígenos são substâncias que podem ser reconhecidas pelas células T, células B ou ambas através de receptores representados por anticorpo ou TCR (receptor de célula T) particular. O termo antígeno ou imunógeno, significa toda espécie molecular de origem biologia isolada ou constituída por uma célula, vírus, liquido biológicos ou sintética que quando introduzida em um organismo vertebrado (chamado hospedeiro ou receptor) é capaz de produzir uma reação imune. Se o organismo for imunocompetente ele pode manifestar uma resposta imune ou uma tolerância.

Epitopo ou Determinante Antigênico

Epitopo representa uma pequena configuração estrutural de uma molécula do antígeno capaz de se combinar com um local específico complementar de uma imunoglobulina, ou de se combinar com um receptor funcional análogo na superfície de um linfócito.

Portanto podemos definir como aquela porção de um antígeno que combina com os produtos de uma resposta imune específica.

2. TIPOS DE ANTIGENOS

Antígenos T-independentes

Antígenos T-independentes são antígenos que podem estimular diretamente as células B a produzirem anticorpos sem a necessidade da célula T auxiliar. Em geral, polissacarídeos são antígenos T-independentes. As respostas a esses antígenos diferem das respostas a outros antígenos.

Antígenos T-dependentes

Antígenos T-dependentes são aqueles que não estimulam diretamente a produção de anticorpos sem a ajuda das células T. Proteínas são antígenos T-dependentes. Estruturalmente esses antígenos são caracterizados por algumas cópias de determinantes antigênicos muito diferentes.

3. ORIGEM DOS ANTIGENOS

Estes antígenos devem, em condições normais, ativar o sistema imunológico, mas principalmente devido a fatores genéticos e ambientais, perdeu uma correta tolerância imunológica nesses pacientes.

4. PROPRIEDADES QUIMICAS DOS ANTIGENOS

Os antígenos são essencialmente macromoléculas não obrigatoriamente imunogênicas. As macromoléculas antigênicas (imunogênicas) são basicamente proteínas (vários polipeptídeos) e polissacarídeos. Na natureza a maioria dos antígenos são proteínas, estas podem existir puras ou combinadas com outras macromoléculas.

Proteínas

A grande maioria dos imunógenos são proteínas. Estas podem ser proteínas puras ou elas podem ser glicoproteínas (proteínas combinadas com carboidratos) ou lipoproteínas(proteínas combinadas com lipídeos). Em geral, proteínas são usualmente muito bons imunógenos.

Polissacarídeos

Polissacarídeos puros e lipopolissacarídeos são bons imunógenos.

Ácidos Nucleícos

Ácidos nucléicos são usualmente pobremente imunogênicos. Entretanto, eles podem se tornar imunogênicos quando em fita simples ou quando complexado com proteínas.

Lipídios

Em geram lipídios são não-imunogênicos, embora eles possam ser haptenos.

5. HAPTENOS

Foi o termo proposto por Landestiner em 1920, é uma substância não proteíca, de baixo peso molecular. Haptenos são pequenas moléculas que jamais poderiam induzir uma resposta imune quando administradas sozinhas, mas que podem quando acopladas a uma molécula carreadora. Haptenos livres, entretanto, podem reagir com produtos da resposta imune depois que tais produtos são lançados. Possuem a propriedade de antigenicidade, mas não imunogenicidade.

6. SUPERANTÍGENOS

Quando o sistema imune encontra um antígeno T-dependente convencional, somente uma pequena fração da população de célula T é capaz de reconhecer o

O papel dos macrófagos na resposta imune é vital. Eles são grandes apresentadores de antígenos (APC) além é claro de sua cooperação na resposta imune natural com a destruição de microrganismo inespecificamente.

Linfócitos

O linfócito é um tipo de leucócito (células sanguíneas brancas ou glóbulos brancos) e são fabricados pelas células-tronco linfóides presentes na medula óssea vermelha. Estas, diferenciam-se em células pré B, que dão origem aos linfócitos B, e pró-timócitos, que dão origem aos linfócitos T.

♦ Linfócito T

Estas células representam 65-75% dos linfóticos sanguíneos e são formadas no timo, sendo responsáveis pela produção de anticorpos sanguíneos e também pela imunidade celular.

♦ Linfócitos B

São células provenientes da medula óssea, que penetram nos vasos sanguíneos através de movimentação amebóide, sendo transportados pela circulação até alcançarem os órgãos linfáticos, onde se alojam, com exceção do timo.

9. ANTIGENO

Uma proteína (imunoglobulina) específica que é produzida em resposta a um imunógeno e que reage com um antígeno. É uma globulina sintetizada pelos plasmócitos, por estimulo de um antígenos e que possui a propriedade de interagir com este de maneira especifica.

♦ Interação Antígeno- anticorpo

Os antígenos possuem estruturas químicas que favorecem a complementaridade com o anticorpo, através de ligações não-covalentes. Essas interações são semelhantes ao que acontece com reações envolvendo enzimas. Portanto são reversíveis e possuem afinidades diferentes com diversas substâncias. Como um anticorpo pode se relacionar com antígenos com afinidades diversas, ele pode ligar-se com um que não seja o seu antígeno de melhor complementariedade através de ligações mais fracas com regiões semelhantes, mas não idênticas, àquele que o induziu. Essa ligação é chamada de reação cruzada.

10. BIBLIOGRAFIA

Definição Haptenos http://pt.wikipedia.org/wiki/Hapteno

Antígenos - Universidade Federal da Bahia http://www.medicina.ufba.br/imuno/roteiros_imuno/ Roteiro%20de%20ant%C3%ADgenos%2002-1.pdf

Imunologia – antígenos http://pathmicro.med.sc.edu/portuguese/immuno-port-chapter3.htm

9. HISTÓRICO

O pênfigo é conhecido desde a mais remota antiguidade. Foi descrito primeiramente por Hipócrates (460 – 330 A.C.), que menciona algo sobre uma febre penfigóide ( pemphigodes pyretoi ). Em 1681, foi descrito o primeiro caso de pemphigus vulgaris. O primeiro registro feito no Brasil foi em 1903, sob forma de uma tese apresentada à Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Em 1912, durante um congresso médico em Belo Horizonte são comunicados novos casos de fogo-selvagem oriundos do estado de Minas Gerais e da região nordeste do estado de São Paulo.

No decorrer da década de 1930, o número de casos começou a aumentar significativamente no estado de São Paulo. Então, em 1937, Lindemberg, professor de dermatologia da Faculdade de Medicina da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, foi encarregado pelo governo do estado de estudar a doença. Foi o primeiro pesquisador a conseguir induzir na pele de cobaias e coelhos a formação de bolhas intra-epiteliais.

10. DEFINIÇÃO

O pênfigo é um termo que abrange um grupo de doenças incomuns, que caracterizam-se pelo surgimento de bolhas na pele e nas mucosas (oral, vaginal e peniana). Todos apresentam em comum a localização das bolhas, que é a epiderme (camada mais superficial da pele).

11. CLASSIFICAÇÃO

Classicamente, o pênfigo possui quatro variantes clínicas e patológicas: Pênfigo Vulgar, Pênfigo Foliáceo, Pênfigo Vegetante e Pênfigo Eritematoso

Pênfigo Vegetante

O pênfigo vegetante é uma variante do pênfigo vulgar que apresenta placas verrucosas, confluentes, erosadas, predominando em áreas intertriginosas (comissura labial, sulco nasolabial, vulva, ânus, axilas e região inguinal), com tendência a desenvolver infecção bacteriana secundária, adquirindo odor característico. Suas bordas podem evidenciar pequenas pústulas.

Pênfigo Foliáceo

Pênfigo Foliáceo é popularmente conhecido como Fogo Selvagem, acomete principalmente adultos jovens e crianças que habitam áreas rurais, perto de rios e em algumas populações indígenas. A afecção é caracterizada pelo aparecimento de bolhas superficiais, que convergem e se rompem com facilidade, resultando em uma lesão erosada e áreas eritematosas cobertas por crostas. Essas lesões iniciam-se na cabeça, pescoço e parte superior do tronco, espalhando-se, posteriormente, por todo o corpo, exceto nas mucosas. As lesões são dolorosas e apresentam a sensação de queimação, derivando daí o nome Fogo Selvagem. O pênfigo foliáceo tem início em áreas seborréicas como face, couro cabeludo e parte superior do tronco, apresentando eritema, descamação, crostas e ocasionalmente bolhas flácidas. Quando as escamas desprendem-se e as bolhas se rompem, deixam erosões dolorosas. Vesículas podem surgir ao longo das bordas das lesões. Pode ocorrer piora com exposição ao sol ou ao calor. A mucosa não está comprometida.

Pênfigo eritematoso

O pênfigo eritematoso é uma variante clínica do pênfigo foliáceo, é considerada uma forma localizada e inicial de pênfigo foliáceo, que apresenta lesões eritematodescamativas na face e em áreas seborréicas. Antigamente, esta variante era denominada de síndrome de Senear-Usher que correspondia à associação de pênfigo e lúpus eritematoso, sendo uma denominação inadequada, pois são doenças independentes. Existem dois subtipos: o tipo Neumann, com curso mais agressivo, e o tipo Hallopeau, que geralmente regride após o tratamento.

12. ETIOLOGIA

Sua etiologia ainda não foi elucidada. Sabe-se que um mecanismo imunológico, de auto-agressão, é responsável pelo ataque a pele por parte dos anticorpos, resultando na perda de aderência entre as células da epiderme. Existe também a hipótese da etiologia viral, em que o homem, adentrando o nicho ecológico do agente infeccioso, possivelmente contrairia o patógeno por intermédio de um vetor. Evidências epidemiológicas sugerem a presença de um fator ambiental, possivelmente um mosquito simulídeo (Simulium pruinosum). Exposição crônica a antígenos desse inseto, que se assemelham à desmogleína 1, poderia determinar a formação de anticorpos IgG, subclasse predominante, desencadeando reação cruzada com antígenos epidérmicos, levando à acantólise.

No pênfigo vulgar observa-se bolha suprabasal com células acantolíticas não- necróticas. A derme superior apresenta infiltrado inflamatório leve e misto, com alguns eosinófilos. No pênfigo vegetante, além desses achados, evidencia-se hiperceratose, papilomatose e acantose, podendo se observar microabscessos intraepidérmicos de eosinófilos. O pênfigo foliáceo apresenta acantólise nas porções superiores da epiderme, ao nível da camada granulosa ou subcórnea. As bolhas contêm fibrina, alguns neutrófilos e queratinócitos acantolíticos. Uma infiltração inflamatória de neutrófilos e eosinófilos ocupa a derme superior.

15. TRATAMENTO

O tratamento objetiva abolir a auto-agressão, impedindo que os anticorpos ataquem a pele. O principal fármaco usado é o corticosteróide em altas doses. É comum que seja necessária a hospitalização do paciente até que a fase mais grave seja controlada. As infecções secundárias são tratadas com medicamentos coadjuvantes. Os cuidados gerais com a higiene das lesões, hidratação e alimentação do paciente são imprescindíveis. Outros fármacos imunossupressores podem ser associados nos casos mais complicados e que não respondem positivamente ao tratamento com os corticosteróides. Se não for tratada inicialmente as bolhas aparecem dessiminadas por todo o corpo, podendo então dar origem a uma situação grave.

Medicamentos uso tópico

Corticóides potentes tópicos podem reduzir a necessidade do esteróide sistêmico. Antissépticos como o permanganato de potássio ou água boricada podem evitar as infecções secundárias. A nistatina ou imidazólicos reduzem o risco de candidíase oral. É fundamental uma boa higiene oral.

Medicamentos uso sistêmico

Geralmente inicia-se com prednisona 1mg/Kg/dia (normalmente 60mg/dia). A resposta clínica da razão entre o surgimento e a cicatrização de novas bolhas é quem define a dose de prednisona. Para o pênfigo severo pulsoterapia com metilprednisolona (1g) ou dexametasona (100mg) intravenosa (por 2-3 horas, com monitoramento cardíaco contínuo) por 3- dias consecutivos. O uso prolongado de corticosteróides sistêmicos leva a efeitos colaterais como obesidade, diabetes, hipertensão, úlceras gastrointestinais, osteoporese. O curso da doença é crônico. O pênfigo foliáceo responde melhor ao tratamento, podendo entrar em remissão, por isso é mais benigno que o pênfigo vulgar. Com a introdução da corticoterapia houve significativa redução da mortalidade para 5 a 15%, mas a morbidade permanece.