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Processo de Fundição, Notas de estudo de Mecatrônica

Procesos mecânicos e metalurgicos

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 01/04/2010

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everton-oliveira-8 🇧🇷

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Fundição
História da Fundição Geral
A Idade dos Metais é considerada a última fase do Período Neolítico. Nesta época o Homem aprendeu a
dominar os materiais metálicos e as técnicas produtivas de fundição dos metais, fato que trouxe muitos
benefícios para o Homem. Foi possível construir instrumentos e ferramentas para o cultivo agrícola, abertura
de áreas maiores para plantio e melhorar a prática da caça. Nesta época, também com o desenvolvimento de
técnicas de fundição, houve um desenvolvimento nas técnicas militares que originaram as primeiras guerras
entre comunidades. O vencedor era aquele que possuia as melhores armas de metal, uma enorme vantagem
na época. O cobre foi o primeiro metal a ser utilizado, logo depois veio o estanho, unindo-se os dois
apareceu o bronze isso a aproximadamente 3000 A.C. Somente por volta de 1500 A.C. que se tem as
primeiras informações do surgimento do ferro. O aprendizado foi lento e de difícil domínio para as pessoas
na época. O metal e as técnicas de fundição de metais foram determinantes para o surgimento,
desenvolvimento e desaparecimento de civilizações inteiras, tendo enorme influência na vida do Homem.
Ao lado, uma fornalha Pré-Histórica.
Ela foi encontrada na África.
Mais exatamente no Parque Kruger.
Fonte: Brasil Escola
História da Fundição no Brasil
No Brasil, a expansão territorial realizada pelos Bandeirantes, foi responsável pela ampliação do território
nacional, além do Tratado de Tordesilhas. Os Bandeirantes aprisionaram índios, descobriram e exploraram
jazidas de metal, sendo o ouro seu principal alvo. O metal tão desejado foi encontrado em Minas Gerais,
Goiás e Mato Grosso, surgindo assim, o Século do Ouro no Brasil (século XVIII). Por determinação do Rei
de Portugal houve uma taxação sobre a extração do ouro, onde o mesmo começou a cobrar uma taxa de 20%
sobre todo o ouro que era extraído, gerando-se assim o Quinto e o primeiro Imposto no Brasil.
Coloquialmente este imposto, chamado de Quinto, foi apelidado de "Quinto dos Infernos", pois era
considerado elevado. Pensando bem, trazendo-se ao dias de hoje, até que não era muito. Este imposto era
cobrado nas Casas de Fundição.
As Casas de Fundição são os mais antigos órgãos encarregados da arrecadação dos tributos sobre a
mineração. A primeira Casa de Fundição foi estabelecida em São Paulo, por volta de 1580, para fundir o
ouro extraído das minas do Jaraguá e de outras jazidas nos arredores da vila. Sua função era recolher o ouro
extraído pelos mineiros, purificar e o transformar em barras, nas quais era posto um cunho que a identificava
como "ouro quintado". Era também expedido um certificado que deveria acompanhá-la daí em diante. As
Casas de Fundição eram dirigidas por um Provedor, auxiliado por Escrivães, fundidores, ensaiadores,
cunhadores, meirinhos, tesoureiros e fiscais. Estes últimos eram nomeados por indicação das Câmaras
Municipais. No decorrer do século XVII, duas outras casas de fundição foram instaladas na capitania de São
Vicente: uma em Iguape e outra em Paranaguá, ambas por volta de 1650.
Com a deflagração do Ciclo do Ouro em Minas Gerais, a partir de 1691, essas três casas, pela sua
localização, não podiam atender ao novo Eldorado. Criou-se, então, em 1695, a Casa de Fundição de
Taubaté, também chamada de Oficina Real dos Quintos. A seguir, foi instalada outra Oficina Real dos
Quintos no Rio das Velhas, em Minas Gerais (possivelmente em Sabará), por volta de 1701.
No decorrer do século XVIII, especialmente em razão da lei de 11 de fevereiro de 1719, numerosas outras
casas de fundição foram criadas em Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Bahia. Em 1737, porém, foram
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Fundição

História da Fundição Geral

A Idade dos Metais é considerada a última fase do Período Neolítico. Nesta época o Homem aprendeu a dominar os materiais metálicos e as técnicas produtivas de fundição dos metais, fato que trouxe muitos benefícios para o Homem. Foi possível construir instrumentos e ferramentas para o cultivo agrícola, abertura de áreas maiores para plantio e melhorar a prática da caça. Nesta época, também com o desenvolvimento de técnicas de fundição, houve um desenvolvimento nas técnicas militares que originaram as primeiras guerras entre comunidades. O vencedor era aquele que possuia as melhores armas de metal, uma enorme vantagem na época. O cobre foi o primeiro metal a ser utilizado, logo depois veio o estanho, unindo-se os dois apareceu o bronze isso a aproximadamente 3000 A.C. Somente por volta de 1500 A.C. que se tem as primeiras informações do surgimento do ferro. O aprendizado foi lento e de difícil domínio para as pessoas na época. O metal e as técnicas de fundição de metais foram determinantes para o surgimento, desenvolvimento e desaparecimento de civilizações inteiras, tendo enorme influência na vida do Homem.

Ao lado, uma fornalha Pré-Histórica. Ela foi encontrada na África. Mais exatamente no Parque Kruger. Fonte: Brasil Escola

História da Fundição no Brasil

No Brasil, a expansão territorial realizada pelos Bandeirantes, foi responsável pela ampliação do território nacional, além do Tratado de Tordesilhas. Os Bandeirantes aprisionaram índios, descobriram e exploraram jazidas de metal, sendo o ouro seu principal alvo. O metal tão desejado foi encontrado em Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, surgindo assim, o Século do Ouro no Brasil (século XVIII). Por determinação do Rei de Portugal houve uma taxação sobre a extração do ouro, onde o mesmo começou a cobrar uma taxa de 20% sobre todo o ouro que era extraído, gerando-se assim o Quinto e o primeiro Imposto no Brasil. Coloquialmente este imposto, chamado de Quinto, foi apelidado de " Quinto dos Infernos ", pois era considerado elevado. Pensando bem, trazendo-se ao dias de hoje, até que não era muito. Este imposto era cobrado nas Casas de Fundição.

As Casas de Fundição são os mais antigos órgãos encarregados da arrecadação dos tributos sobre a mineração. A primeira Casa de Fundição foi estabelecida em São Paulo, por volta de 1580, para fundir o ouro extraído das minas do Jaraguá e de outras jazidas nos arredores da vila. Sua função era recolher o ouro extraído pelos mineiros, purificar e o transformar em barras, nas quais era posto um cunho que a identificava como "ouro quintado". Era também expedido um certificado que deveria acompanhá-la daí em diante. As Casas de Fundição eram dirigidas por um Provedor, auxiliado por Escrivães, fundidores, ensaiadores, cunhadores, meirinhos, tesoureiros e fiscais. Estes últimos eram nomeados por indicação das Câmaras Municipais. No decorrer do século XVII, duas outras casas de fundição foram instaladas na capitania de São Vicente: uma em Iguape e outra em Paranaguá, ambas por volta de 1650.

Com a deflagração do Ciclo do Ouro em Minas Gerais, a partir de 1691, essas três casas, pela sua localização, não podiam atender ao novo Eldorado. Criou-se, então, em 1695, a Casa de Fundição de Taubaté, também chamada de Oficina Real dos Quintos. A seguir, foi instalada outra Oficina Real dos Quintos no Rio das Velhas, em Minas Gerais (possivelmente em Sabará), por volta de 1701.

No decorrer do século XVIII, especialmente em razão da lei de 11 de fevereiro de 1719, numerosas outras casas de fundição foram criadas em Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Bahia. Em 1737, porém, foram

todas extintas, em virtude da adoção do sistema da capitação, para tributar a atividade mineradora. Entretanto, nova mudança na política fiscal portuguesa determinou o seu restabelecimento em 1751 (por força de alvará de 3 de dezembro de 1750), com a volta do "quinto". Nessa ocasião, outras casas foram criadas em lugares onde antes não existiam.

Curiosamente, foram mantidos os Intendentes do Ouro, cargo criado para gerir o sistema da capitação, os quais passaram a reger as Casas de Fundição. No final do século XVIII e princípio do século XIX, com a decadência das jazidas auríferas, as casas de fundição passaram a ser abolidas. A última delas, a de Goiás, foi extinta já no Primeiro Império. Mas, a abolição formal das Casas de Fundição só ocorreu em 1834. (Fonte: Receita Fazenda).

A descoberta de ouro e o início da exploração das minas nas regiões auríferas, cidades começaram a surgir e o desenvolvimento urbano e cultural aumentou muito nestas regiões. Vários empregos surgiram diversificando o mercado de trabalho. Para acompanhar o desenvolvimento da região sudeste, a capital do país foi transferida para o Rio de Janeiro.

Processos de Fundição Fundição é o processo de fabricação de peças metálicas no qual um metal no estado físico líquido preenche a cavidade de um monde com um formato e medidas exatas da peça que se deseja produzir. São infinitas as possibilidades de fabricação de peças por intermédio deste processo.

O mais simples formato que se pode fabricar com o processo de fundição são os lingotes, estes são a base de geometria para todos os processos de conformaÇão mecânica que vem a seguir da fundição, podem ter o formato redondo chamados comumente de tarugos que são utilizados, por exemplo, nos processos de extrusão ou usinagem, além disso, podem ter também o formato retangular chamados de placas, que são utilizadas nos processos de laminação de chapas e folhas.

Um fator muito importante para a fundição é saber a temperatura de fusão do metal (esta é a temperatura que o metal passa do estado sólido para o líquido), bem como, a fluidez (capacidade que uma substância tem de escoar com maior ou menor facilidade, como exemplo, a água escoa com mais facilidade que o óleo), isso determina principalmente os equipamentos necessários para se realizar uma correta fundição.

Muitos processos de fundição são utilizados atualmente para a manufatura de metais. Eles vão desde a Fundição em Areia (processo mais conhecido), passando por, Fundição em Moldes Permanentes (Coquilhas, Matrizes ou Moldes), Fundição Sob-Pressão (injeção de metais - die casting), Fundição por Centrifugação , Fundição de Precisão (Microfusão, Cera Perdida ou Investmente Casting), Fundição por Moldagem em Gesso , Fundição em Casca (Shell Molding), dentre outros.

Basicamente o que determina o melhor processo para desenvolvimento de uma determinada peça, além de seu custo é claro, é o peso da mesma, o metal envolvido, a liga de determinado metal, as características metal-mecânicas exigidas, o acabamento desejado, as espessuras mínimas e máximas de cada parte ou parede, as tolerâncias dimensionais exigidas, os ângulos desejados, as matrizes e/ou modelos necessários, o tamanho da peça e o formato da peça. Além disso, deve-se levar em conta, a quantidade de peças que serão produzidas, ou seja, a capacidade de repetibilidade das peças e os custos operacionais envolvidos no processo escolhido.

Modelo Em uma fundição tudo começa no modelo, sendo que este possui o formato aproximado da peça que se deseja produzir, ele não é exatamente igual ao formato final da peça porque quando o metal passa do estado líquido para o sólido, ele reduz de tamanho (encolhe) e, às vezes, devido a sua geometria deforma-se ao fazer isso, então em algumas partes do modelo existe a necessidade de se deixar um sobre metal para que esta parte da peça, quando estiver pronta, seja ajusta nas medidas desejadas. O modelo é a base de tudo, a partir dele é que será feito o molde em que o metal líquido irá preencher e se solidificar formando a peça. O modelo pode ser feito em madeira, em aço, alumínio, cera, cerâmica, resina plástica e em isopor.