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Articulação de Teorias do Texto no Ensino de Leitura: Um Guia para Professores, Trabalhos de Linguística

trabalho individual sobre linguagem textual, semântica, semiótica.

Tipologia: Trabalhos

2020

Compartilhado em 01/06/2020

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SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO
LICENCIATURA EM LÍNGUA PORTUGUESA E RESPECTIVAS
LITERATURAS
,RAFAELA SANTOS SILVA
“A ARTICULAÇÃO DE TEORIAS DO TEXTO NO ENSINO DE LEITURA
(VITORIA DA CONQUISTA - BA)
2020
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SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO

LICENCIATURA EM LÍNGUA PORTUGUESA E RESPECTIVAS

LITERATURAS

,RAFAELA SANTOS SILVA

“A ARTICULAÇÃO DE TEORIAS DO TEXTO NO ENSINO DE LEITURA”

(VITORIA DA CONQUISTA - BA)

RAFAELA SANTOS SILVA

“A ARTICULAÇÃO DE TEORIAS DO TEXTO NO ENSINO DE LEITURA”

Trabalho apresentado ao Curso Licenciatura em Letras e suas Respectivas Literaturas da UNOPAR - Universidade Norte do Paraná, para as disciplinas: ( Linguística Textual, Literaturas de Língua Portuguesa III, Semiótica, Semântica, Seminário Interdisciplinar) Professores: (Juliana Fogaca Sanches Simm, Lucas Toledo de Andrade, Antonio Lemes Guerra Junior, Fabyanny de Fatima Ferreira dos Reis Willy.) (VITORIA DA CONQUISTA - BA) 2020

2. DESENVOLVIMENTO

Um dos principais desafios a ser enfrentado pelo professor é o de fazer com que os alunos aprendam a ler corretamente, pois a aquisição da leitura é essencial para agir com autonomia nas sociedades letradas. O desafio da leitura é um desafio de democracia e de cidadania, da formação do aluno cidadão leitor, e isso vai além das paredes da escola. Porém, a escola é uma etapa muito importante nesse processo. A leitura é também instrumento para a participação do aluno, nas discussões da comunidade política. Nas últimas décadas, as discussões sobre a leitura aumentaram consideravelmente, circulando em reportagens, congressos, no ambiente acadêmico entre outros. Apesar disso, o trabalho com a formação de leitores não tem alcançado a eficácia necessária. Lê-se pouco, lê-se mal e até mesmo não se lê. “Aprender a ler e escrever é um direito de todos, que precisa ser garantido por meio de uma prática educativa baseada em princípios relacionados a uma escola inclusiva. (BRASIL”, 2012, p. 05). Entretanto, fazer o que é necessário em relação ao ensino da leitura na escola é um desafio a ser superado. Os professores de Língua Portuguesa, além disso, também devem estar atentos às mudanças em relação ao ensino da língua. A aula de português, como tradicionalmente concebida, não existe mais. Ao invés de estudar Português, os alunos vão aprender através do Português. O Português deve ser usado como instrumento para se aprender história, geografia, literatura, retórica, educação física, química, etc. Isso significa que os alunos precisam saber, na leitura, produzir sentido “levando em conta os recursos linguísticos presentes [no texto] e percebendo sua inter-relação” e, na escrita, “saber escolher e usar os recursos lingüísticos adequados aos propósitos da interlocução” (COSTA, VAL, 1998, p.2). “Há que se perceber, no entanto, que isso não significa dizer que as aprendizagens são simples ou que são fáceis, ou que não exigem esforço do aprendiz”. (BRASIL, 2012a, p.13).

Os trabalhos teóricos da Lingüística Textual têm considerado o "texto" como uma unidade complexa, estruturada por elementos lingüísticos e elementos pragmáticos. A diversidade desses elementos tem tornado difícil a construção de um modelo teórico que explique e descreva a "textualidade" em toda a sua complexidade. Assim, os estudos têm procurado o melhor caminho teórico para tratar os elementos complexos que compõem a tessitura textual: A Lingüística Textual trata o texto como um ato de comunicação unificado num complexo universo de ações humanas. Por um lado, deve preservar a organização linear que é o tratamento estritamente lingüístico abordado no aspecto da coesão e, por outro lado, deve considerar a organização reticulada ou tentacular, não-linear, portanto, dos níveis de sentido e intenções que realizam a coerência no aspecto semântico e funções pragmáticas. (Marcushi, 1983, p. 12-3. Grifo nosso) A textualidade é assim, criada por um conjunto de processos semânticos em que uma mensaaem. construída com base na experiência, e comunicada a interlocutores. Partindo dessa concepção, Beaugrande e Dressler (1981) propõem o estudo da textualidade por meio de padrões necessários para que um texto seja comunicativo. Esses "padrões" envolvem fatores centrados no texto (coesão e coerência) é fatores centrados no usuário (intencionalidade, aceitabilidade, situacionalidade. intertextualidade, íniormatividade). A Semiótica pode ser facilmente compreendida quando verificamos a realidade a nossa volta e vemos que ela está em todos os lugares.O universo dos signos abrange as inumeráveis coisas representativas de outras coisas, estímulos e saberes que chegam via percepções,que passamos a conhecerereconhecer através da memóriae dos raciocínios associativos, o que nos possibilita uma multiplicidade de leituras que ultrapassam intencionalidades comunicativas e culturais ou em grupos, com dramatização e apresentação. Dessa forma, faz-se necessária a divulgação de saberes, que a princípio estão restritos aos estudiosos da linguagem, oferecer possibilidades para a criação de programas curriculares articulados a seqüências e simultaneidades coerentes.

Turno das aulas: Noturno  Dias de aula: Segunda a sexta-feira  Conteúdo Programático: I. Da natureza do texto. a. A noção de texto e o Percurso Gerativo de Sentido. b. Os enunciados e os Programas narrativos. c. Da Sintaxe Semântica Narrativas. d. Análise de textos verbais e/ou não-verbais. II. Da natureza discursiva do texto. a. Modalidades de ser e do fazer. b. Da sintaxe e da semântica discursiva. c. O lugar da enunciação. d. Prática de análises textuais III. Dos efeitos de sentido da enunciação. a. Proximidade e distanciamento enunciativos. b. Os sentidos do real e a referência nos textos. c. Da argumentação nos textos. d. Procedimentos de Tematização e figurativização nos textos. e. Práticas de análises textuais IV. Linguística textual. a. Análise Transfrástica b. As gramáticas de texto c. A virada pragmática

Recursos

 Audiobook;  livros online;  apostilas;  fórum de discussão sobre os tipos de gêneros textuais, aplicativos de leitura AVA;  grupos de discussão literária e textual.

Percurso

metodológico

  1. Primeiramente os professores se reunirão, para apresentações e como o curso se desenvolvera.
  2. Na primeira semana será trabalhada a natureza do texto,a noção de texto e o Percurso Gerativo de Sentido,os enunciados e os Programas narrativos,a Sintaxe Semântica Narrativas,análise de textos verbais e/ ou não-verbais.
  3. Na segunda semana será trabalhada a natureza discursiva do texto,modalidades de ser e do fazer,da sintaxe e da semântica discursiva,o lugar da enunciação,prática de análises textuais.
  4. Na terceira semana será trabalhada dos efeitos de sentido da enunciação,proximidade e distanciamento enunciativos,os sentidos do real e a referência nos textos,da argumentação nos textos,procedimentos de Tematização e figurativização nos textos,práticas de análises textuais.

5. Na quarta semana será trabalhada, linguística textual,

análise transfrástica , as gramáticas de texto, a virada pragmática.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O papel do professor do ensino fundamental II e ensino médio, no sentido de ensinar o aluno, efetivamente, a ler e a escrever é de extrema relevância, por isso o conhecimento da Língua materna é fundamental para que percebam as possibilidades de atuar sobre o seu interlocutor, persuadi-lo, convencê-lo e isso só ocorre por meio da linguagem. O processo de formação continuada de professores requer que se devolva a palavra aos sujeitos, para que, num processo dialógico, tornem-se responsáveis pela sua formação, considerando o seu contexto de trabalho. Após o término deste trabalho, outros projetos serão propostos, observando a realidade da escola, pois já estabelecemos um vínculo por meio do qual esta aproximando a universidade da escola, articulando as necessidades de formação docente e os interesses da produção acadêmica. REFERÊNCIAS

BAKTHIN (1997). COELHO (1997). CÂNDIDO (1995). (BRASIL, 2012, P. 5)

BRASIL, 212, P. 5. KLEIMAN, 1995. Eni Orlandi(1988). WWW.scielo.br FIORIN, José Luiz. A noção de texto na Semiótica. Organon, Porto Alegre, v. 9, n. 23, 1995. Disponível em: http://twixar.me/GRDT. Acesso em: 20 nov. 2019. (Anexo 3) GARCIA, C. M. Formação de professores: para uma mudança educativa. Porto: Porto, 1999. IMBERNÓN, F. Formação continuada de professores. Porto Alegre: Artmed, 2010. KOCH, Ingedore G. Villaça. Contribuições da Linguística Textual para o ensino de língua portuguesa na escola média: a análise de textos. Revista do Gelne, n. 1, 1999. Disponível em: http://twixar.me/KRDT. Acesso em: 26 nov. 2019. (Anexo 1) ROCHA, Claudia Moura da. Subsídios semântico-pragmáticos a serviço da leitura e da produção textual. In: XXII Congresso Nacional de Linguística e Filologia, 2018, Rio de Janeiro. Anais do XXII CNFL - Cadernos do CNFL. Rio de Janeiro: CIFEFIL,

  1. v. XXII. p. 787-801. Disponível em: http://twixar.me/2BDT. Acesso em: 26 nov.
  2. (Anexo 2)