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PRODUÇÃO TEXTUAL INDIVIAL SOBRE Uma Gestão Participativa em Ambientes Digitais , O objetivo de educar e ensinar se cumpre pelas atividades pedagógicas, curriculares e docentes, estas, por sua vez, viabilizadas pelas formas de organização e de gestão.
Tipologia: Provas ENEM
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Barueri 2021
Barueri 2021
Produção Textual Interdisciplinar Individual apresentada como exigência para avaliação parcial das disciplinas: Adolescência e Juventude no Seculo XXI • Gestão do Projeto Educativo • Gestão Educacional • Relações Interpessoais e Administração de Conflitos • , do 7º semestre do Curso de Pedagogia. Tutora a Distância: Maria Cláudia Tiveron Leme da Costa
Esta produção de texto tem como objetivo estudar o papel dos gestores escolares no novo paradigma educacional, que se configura em função da crescente utilização das TICs no ambiente escolar. Nesse contexto, questionamos sobre a contribuição de tais tecnologias para a democratização das escolas. Viabilizaremos um projeto de jornal eletrônico em um ambiente escolar, salientamos a importância que há na comunicação e objeção individual de todos envolvidos para que o que foi proposto aconteça. Nos anos de 1960, o educador brasileiro Paulo Freire, assim como Freinet, acreditava na prática pedagógica comprometida como forma de reduzir a evasão escolar e formar educandos críticos. Uma das técnicas que defende é a elaboração do jornal escolar como um dos instrumentos que considera essenciais para motivar a escrita, “contribuindo para o desenvolvimento social e cultural do educando” (Elias, 1997, p. 101). Desde então, como lembra Elias (1997, p. 88), “a linguagem e a escrita são vistas como meios expressivos não exclusivos do professor ou de um manual. A criança pode falar livremente, escrever o que deseja. A imprensa prolonga a expressão escrita, permitindo-lhe ver o que escreve para ser lido pelos colegas e outros”. Só que é sempre bom lembrar que na proposta de Freinet a criança constrói sua própria imprensa, fazendo assim sua leitura do ambiente em que vive, numa relação dinâmica e interativa da ferramenta para o aprendizado da leitura e da escrita. Em lugar de meros espectadores ou leitores, descobrem-se como sujeitos ativos no processo de construção da notícia, contribuindo assim para sua expressão social e, consequentemente, na melhoria da leitura do mundo e na articulação dos conteúdos programáticos da escola. Portanto a escola é um espaço relacional, um espaço de compromisso, colaboração e participação, é um espaço organizado de forma plural e diversificada, o que nos permite compreender a natureza deste espaço educativo, as relações e interações que aí se realizam, é na escola que desenvolve a relação entre pessoas onde também ocorrem comportamentos, tradições, costumes e ideias, opiniões, valores, expectativas, anseios, convenções,entre outros.
Uma Gestão Participativa em Ambientes Digitais Dentre as características da gestão democrática podemos destacar o planejamento participativo como algo que traz relevantes contribuições no processo de democratização da educação. “A participação é condição básica para a gestão democrática. Uma não é possível sem a outra. É desse modo que a gestão democrática é concebida como projeto coletivo” (SEDUC, 2012, p. 7). A gestão escolar democrática está assegurada pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB (Brasil de 1996) de acordo com a LDB 1996: As escolas têm por objetivo a formação científica e cultural dos alunos visando prepará-los para a vida profissional, cultural e cidadã e, para isso, necessitam de procedimentos e meios organizacionais. O objetivo de educar e ensinar se cumpre pelas atividades pedagógicas, curriculares e docentes, estas, por sua vez, viabilizadas pelas formas de organização e de gestão. A ideia defendida neste texto é de que uma escola bem organizada e gerida é aquela que cria e assegura condições organizacionais, operacionais e pedagógico-didáticas para o bom desempenho de professores e alunos em sala de aula, de modo a se obter êxito nas aprendizagens. Essa nova escola não está definida. Nem será definida de fora, a partir de um modelo preestabelecido. Alvin Toffler, estudioso americano sobre o futuro da humanidade, autor do livro A terceira onda, em entrevista ao jornal italiano Il Manifesto, afirmava que “todos querem saber se [o futuro] será positivo ou negativo. Mas a resposta é simplesmente que será diverso. Não é possível analisá-lo com os critérios ou os valores que temos hoje.” (TOFFLER, 1994, p. 11, tradução nossa) Também para a escola podemos usar esse raciocínio. Sabemos – e queremos – uma nova escola, mas também ela está em construção. Sabemos – e queremos – que ela tenha uma correspondência com a realidade imagética e de comunicação do mundo que a cerca. Que possa estabelecer com esse mundo uma relação crítica Art. 3º O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:[...] VIII-gestão democrática do ensino público na forma desta Lei e da legislação dossistemas de ensino[...] Artigo 14 - Os sistemas de ensino definirão as normasda gestão democrática do ensino público na educação básica, de acordo comsuas peculiaridades e conforme os seguintes princípios: I – participação dosprofissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola; II– participação da comunidade escolar e local em conselhos escolares ouequivalentes;[...] Art. 15- Os sistemas de ensino assegurarão às unidadesescolares públicas de educação básica que integram progressivos graus deautonomia pedagógica e administrativa e de gestão financeira, observadas asnormas gerais do direito financeiro público (BRASIL,
eles não são capazes de formar, esse é o papel da escola. A escola dá sentido à "bagagem cultural" trazido por alunos. Segundo Moran (2000, p.53), “Antes de a criança ir para a escola, ela já vivenciou processo educativo importante: através da mídia domiciliar e eletrônica ”. Por entendermos que o letramento (SOARES, 2012) na sociedade contemporânea demandas práticas dinâmicas, multimodais e plurais (ROJO, 2017), revisitamos os escritos de Freinet (1974) – primeiro teórico a sistematizar as potencialidades do trabalho pedagógico com a confecção de jornais – e a esses atribuímos uma nova roupagem, adaptada a diferentes transformações que o currículo sofreu no campo da linguagem, sobretudo com a incorporação das chamadas TIC (Tecnologias da Informação e Comunicação) no cotidiano das escolas. Ainda que na sociedade contemporânea as novas tecnologias tenham dado início a um processo de transformação em certas práticas que envolvem ensino/aprendizagem, a contribuição de Freinet (1974) no tocante ao desenvolvimento do jornal escolar se mantém viva até hoje. Há décadas o autor já salientava que o movimento de cooperação era fundamental no trabalho pedagógico e que o jornal, ferramenta de caráter inovador à época, pressupunha um princípio cooperativo. A sugestão para elaboração de um jornal escolar desde sua criação pode ser hospedado em uma plataforma gratuita denominada wikijornal. Wikis são ferramentas que se destacam pela capacidade de integrar conhecimento produzido por diferentes sujeitos, independente da sua localização geográfica. A grande vantagem da plataforma wikijornal é que as diferentes ferramentas fornecidas aos usuários cadastrados são configuradas para suportar a produção de conteúdo de notícias. Ao contrário do que acontece no desenvolvimento de blogs, no desenvolvimento de blogs cada usuário pode disponibilizar conteúdo em uma página específica onde possui total autonomia, enquanto no formato wiki o conteúdo pode ser co-criado por colaboradores. Nesse sentido, cada artigo publicado é fruto de negociação entre os participantes, podendo os participantes assumir diferentes papéis no desenvolvimento do trabalho: editor, revisor, editor, administrador. Mesmo que um ou outro conteúdo seja enviado ao jornal da nossa escola por iniciativa privada do usuário, o texto deve ser apreciado pelo administrador, que pode sugerir alterações antes da publicação. O perfil do jornal está conectado com a realidade de grande parte dos estudantes que, e seus modos de interação, já se apropria rotineiramente de mídias sociais e linguagens tecnológicas ancoradas na colaboração. Mesmo estando em anos pandêmico o jornal não seria interrompido, apesar da dinâmica de trabalho remoto. Na medida em que busca refletir as práticas sociais que envolvem a confecção de um jornal convencional, a participação no projeto de extensão possibilita que os estudantes pratiquem o letramento digital e jornalístico com o objetivo de divulgar as atividades desenvolvidas de propiciar uma maior integração entre os vários segmentos que compõem a comunidade acadêmica (alunos,
professores, servidores técnico-administrativos e famílias), de ampliar os espaços para discussão de temas que emergem tanto do cotidiano escolar quanto do universo extraescolar e o de engajar os estudantes na produção de textos multissemiotico (ROJO, 2016, 2017) socialmente situados. o jovem pode ser protagonista, ao passo que na mídia tradicional o espaço é do adulto. Diante do papel da escola de preparar cidadãos atuantes e conscientes das forças que operam nossa sociedade, acredita-se que esta ferramenta, o jornal eletrônico, é um importante aliado na formação de um leitor cidadão. Por isso a necessidade de se levar os meios para a sala de aula, mas não como algo à parte da prática pedagógica. A escola precisa expor a mídia e permitir que os estudantes a manipulem e produzam conteúdo. Esta é uma forma eficiente de desnudar os mecanismos por trás da transmissão da informação, estimular a leitura, a produção em equipe e a elaboração de textos, habilidades essenciais para o exercício da cidadania.
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