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Projeto elétrico de residencia
Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas
Oferta por tempo limitado
Compartilhado em 11/07/2012
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Professor: Igor Kopcak Alunos: Willian Fagundes Bruno Reinehr Turma de Engenharia de Alimentos
GOIANIA, 06 de julho de 2012.
Willian Fagundes Guimarães 073905 Bruno Reinehr de Andrade 084548
Bruno Reinehr 073905 Willian Fagundes Guimarães
Os pontos de tomada de cozinha, copas, copas-cozinhas, áreas de serviço, lavanderias e locais análogos devem ser atendidos por circuitos exclusivamente destinados à alimentação de tomadas desses locais.
Todo projeto deve ser elaborado segundo alguns critérios e normas técnicas vigentes e outras que se fizerem necessárias, a saber: a) Acessibilidade Os componentes e linhas elétricas devem ser dispostos de forma a facilitar sua operação, inspeção, manutenção e acesso as suas conexões. b) Flexibilidade O projeto deve ter previsões para pequenos ajustes ou alterações que se fizerem necessárias além de reserva de carga; c) Confiabilidade Um projeto deve garantir a usuários e patrimônio segurança e um perfeito funcionamento das instalações elétricas obedecendo às normas técnicas vigentes, a saber:
Cada aparelho ou dispositivo elétrico (lâmpadas, aparelhos de aquecimento d’água, eletrodomésticos, motores para máquinas diversas, etc.) solicita da rede uma determinada potência. O objetivo da previsão de cargasé a determinação de todos os pontos de utilização de energia elétrica (pontos de consumo ou cargas) que farão parte da instalação. Nesta etapa são definidas a potência, a quantidade e a localização de todos os pontos de consumo de energia elétrica da instalação. a. Os equipamentos de utilização de uma instalação podem ser alimentados diretamente (elevadores, motores), através de tomadas de corrente de uso especifico (TUEs) ou através de tomadas de corrente de uso não específico (tomadas de uso geral, TUGs); b. A carga a considerar para um equipamento de utilização é a sua potência nominal absorvida, dada pelo fabricante ou calculada a partir de V x I x fator de
potência (quando for o caso –motores) – nos casos em que for dada a potência nominal fornecida pelo equipamento (potência de saída), e não a absorvida, devem ser considerados o rendimento e o fator de potência. c. Iluminação: Critérios para a determinação da quantidade mínima de pontos de luz:
=1 ponto de luz no teto para cada recinto, comandado por interruptor de parede; Arandelas no banheiro devem ter distância mínima de 60cm do boxe; Critérios para a determinação da potência mínima de iluminação: Para recintos com área <6m², atribuir um mínimo de 100W; Para recintos com área > 6m², atribuir um mínimo de 100W para os primeiros 6m², acrescidos de 60W para cada aumento de 4m² inteiros; d. Tomadas: Critérios para a determinação da qantidade mínima de TUGs: Recintos com área <6m² –no mínimo 1 tomada; Recintos com área > 6m² –no mínimo 1 tomada para cada 5m ou fração de perímetro, espaçadas tão uniformemente quanto possível; Cozinhas e copas –1 tomada para cada 3,5m ou fração de perímetro, independente da área; acima de bancadas com largura > 30cm prever no mínimo 1 tomada; Banheiros –no mínimo 1 tomada junto ao lavatório, a uma distância mínima de 60cm do boxe, independentemente da área; Subsolos, varandas, garagens, sótãos –no mínimo 1 tomada, independentemente da área; e. Critérios para a determinação da potência mínima de TUGs: Banheiros, cozinhas, copas, áreas de serviço, lavanderias e assemelhados –atribuir 600W por tomada, para as 3 primeiras tomadas e 100W para cada uma das demais; Subsolos, varandas, garagens, sótãos –atribuir 1000W; Demais recintos –atribuir 100W por tomada; f. Critérios para a determinação da quantidade mínima de TUEs:
Para a elaboração desse projeto, tivemos como base apenas a Área de Serviço, como descrito na figura 4.2..
De acordo com a NBR 5444 1 – Interruptor da luz incandescente no teto;
2 – Tomada de luz a meio a altura para ferro de passar, 1500VA;
3, 4 e 5 – Tomada de luz a meio a altura para uso geral, 200VA;
6 – Tomada de luz a meio a altura para máquina de lavar, 600VA;
7 - Ponto de luz incandescente no teto com potência de 100 VA.
Por definição, o fator de potência é um número adimensional entre 0 e 1. Quando o fator de potência é igual a zero (0), o fluxo de energia é inteiramente reativo, e a energia armazenada é devolvida totalmente à fonte em cada ciclo. Quando o fator de potência é 1, toda a energia fornecida pela fonte é consumida pela carga. E definido pela razão da potência real ou potência ativa pela potência total ou potência aparente.
No Brasil, a Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL estabelece que o fator de potência nas unidades consumidoras deve ser superior a 0,92 capacitivo durante 6 horas da madrugada e 0,92 indutivo durante as outras 18 horas do dia. Esse limite é determinado pelo Artigo nº 95 da Resolução ANEEL nº414 de 09 de setembro de 2010, e quem descumpre está sujeito a uma espécie de multa que leva em conta o fator de potência medido e a energia consumida ao longo de um mês. A mesma resolução estabelece que a exigência de medição do fator de potência pelas concessionárias é obrigatória para unidades consumidoras de alta tensão (supridas com mais de 1000 V) e facultativa para unidades consumidoras de baixa tensão (abaixo de 1000 V, como residências em geral). A cobrança em baixa tensão, na prática, raramente ocorre, pois o fator de potência deste tipo de unidade consumidora geralmente está acima de 0,92. Não compensa, pois demanda a instalação de medidores de energia reativa.
Fator de demanda representa uma porcentagem do quanto das potências previstas serão utilizadas simultaneamente no momento de maior solicitação da instalação. Isto é feito para não superdimensionar os componentes dos circuitos de distribuição.
Já fatores de demandas podem ser obtidos de acordo comas tabelas 5.2.1. e 5.2.2. abaixo.
Para o cálculo das correntes, será considerado a tensão de 220V. A corrente pode ser calculada através da razão entre a Potência (P) e a Tensão (U).
Dessa maneira temos os seguintes cálculos: Iluminação: I = 100/220 = 0,45 A
Tomadas Gerais: I=600/220 = 2,7 A Tomada para ferro: I=1500/220 = 6,8 A
Tomada para Máq lavar: I=600/220 = 2,7 A
Para esse cálculo usa-se fator de potência 1 para Iluminação e TUE’s e 0,8 para TGU’s.
Dessa maneira temos: Fator de Potência: Iluminação e TUE’s = 1 , Tomadas em geral = 0,8. Iluminação: 100VA1 = 100W Tomadas Gerais: 600VA0,8 = 480W
Tomada para Ferro: 15000,8 = 1200W Tomada para Máq Lavar: 6000,8 = 480W Potência Total Iluminação e TGU’s = 580W Potência Total TUE’s = 1680W
Em seguida utilizaremos os fator de Demanda igual a 1 para os circuitos de uso específico, como descrito na tabela 5.1.2.. Já para as tomadas de uso geral e iluminação utilizaremos os seguintes fatores de potência de acordo com a tabela 5.1.1, 0,86 para Iluminação e TGU’s.
Fator de Demanda: Iluminação e TGU’s: 580W0,86 = 498,8W TUE’s: 1680W1 = 1680W Total: 2178,8W
Para a fiação de todos os circuitos foi utilizado o condutor de Cobre, com 1,5 mm² de seção mínima com proteçaão de PVC de 2,5mm² (seção total), o qual atenderia, pois a bitola do condutor está além da mínima requerida pela norma NBR 5410 de acordo com a tabela 6.1.. De acordo com a tabela 6.2 é possível observar que que o disjuntor será de 10 A. Este valor leva em consideração apenas os cálculos obtidos na Área de Serviço.
Todas as tomadas de uso geral (TUG’s), seguem o padrão obrigatório estipulado pela norma NBR 5410 fixadas nas paredes em caixas de “PVC - 4 x 2” alimentadas diretamente do quadro de distribuição.
Para a iluminação e para as TUG’s foram utilizados eletrodutos para três circuitos, para a TUE’s foi utilizado outro eletroduto para os dois circuitos.
Para a escolha do eletrodutos, deve-se levar em consideração a seção total ocupada pelos fios, que não pode passar de 40% da seção do eletroduto. Esses valores podem ser obtidos na tabela 6.3.
Para os eletrodutos utilizados na com 3 condutores temos o eletroduto de 16mm, levando em consideraçao a seção do condutor de 1,5mm². Também para as TUG’s, com três condutores de 1,5mm², temos que as 3 TUG’s com 3 condutores cada, logo temos 9 condutores totalizando 13, mm² o que faz necessário eletrodutos de 40mm de tamanho nominal.
Para os eletrodutos das TUE’s, considerando eletroduto para 6 condutores de 1,5mm² temos 32mm do eletroduto.
Foram levantadas todas as informações necessárias para a instalação eletrica da área de serviço de uma residência. Alguns fatores não puderam ser calculados, como a potência total da residência que definiria em qual categoria consumidora a residência se enquadraria.
O levantamento de materiais a serem utilizados também não foi possível devido a falta da medidas da planta baixa.
AGENCIA NACIOAL DE ENERGIA ELÉTRICA – ANEEL – Resolução Normativa nº 414 de 9 de Setembro de 2010.